Casamento Surpresa com um Bilionário - Capítulo 165
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165: Perdendo Tudo 165: Perdendo Tudo Tim ficou paralisado por um momento, observando Sylvia e Dina desaparecerem de vista antes de finalmente sair de seu lugar. Seu rosto permaneceu estoico, embora por dentro, ele estivesse fervendo de raiva. Quando ele estava prestes a se mover em direção à mãe de Paulo, uma voz o interrompeu, suave mas venenosa.
“Parece que você perdeu os Smiths nesse ritmo,” disse Michael Astor, manobrando sua cadeira de rodas para mais perto. “Mas ganhou um Lancaster. Se você jogar suas cartas direito, o Lancaster é definitivamente a melhor escolha. Mas—”
Antes que Michael pudesse terminar, a mãe de Paulo avançou em direção a Tim, seu rosto torcido de raiva. Sem aviso prévio, ela o esbofeteou fortemente, o som ecoando pelo ar.
“Isso é culpa da sua filha!” ela gritou, sua voz carregada de histeria. “Meu Paulo é inocente! A polícia o levou por causa do seu bastardo!”
Tim apertou a mandíbula, sua bochecha ardendo, mas ele se manteve composto. Acariciando gentilmente a marca vermelha em seu rosto, ele encontrou o olhar furioso dela com um olhar firme e frio.
“Tenha muito cuidado com o modo como você me trata,” ele advertiu, sua voz baixa e ameaçadora. “Nada disso teria acontecido se seu filho tivesse se comportado. Se Paulo tivesse focado sua atenção em Dina em vez de importunar Chuva, essa bagunça toda poderia ter sido evitada. Mas seu filho não conseguiu lidar com o fato de que minha filha bastarda já havia terminado com ele.”
A mãe de Paulo cambaleou, quase perdendo o equilíbrio. Sua filha correu para o seu lado, segurando-a antes que ela desmoronasse completamente.
Tim deu um passo à frente, seus olhos se estreitando. “Se eu fosse você, pensaria duas vezes antes de abrir sua boca novamente. A família Lancaster não é com quem se brinque.” Sem esperar por uma resposta, ele se virou para sair, mas Michael rolou mais perto, recusando-se a ser descartado tão facilmente.
“Este espetáculo é divertido,” Michael disse com um sorriso torcido. “Como mencionei, você poderia ganhar muito com isso, mas caramba, é irritante ver aquele Lancaster conseguir algo que eu quero.”
A testa de Tim se franziu enquanto Michael continuava, seu tom impregnado de amargura. “Você prometeu que Chuva seria minha. Mas com um Lancaster na jogada? Isso agora parece improvável, não é?”
Tim suspirou, sentindo a gravidade das palavras de Michael. Até alguém tão perigoso quanto Michael Astor entendia o poder que vinha com o nome Lancaster.
“Você pode casar com Dina se quiser,” Tim ofereceu friamente, tentando desviar.
Michael soltou uma gargalhada. “De jeito nenhum! Dina é uma mulher de segunda categoria com quem eu não perderia meu tempo. Como eu disse, eu quero Chuva, e isso nunca vai mudar. Mas enquanto eu estou esperando…” Seus olhos brilharam com malícia. “Eu não me importaria de me divertir com sua filha legítima.”
As mãos de Tim se fecharam em punhos ao seu lado, ficando brancas de fúria. Michael se inclinou para trás em sua cadeira de rodas, sinalizando para seus homens o empurrarem para frente. “Mande Dina vir logo,” ele provocou, sua voz enredada com diversão sombria. “Eu vou me certificar de entretê-la bem.”
Sua risada ecoou enquanto ele se afastava, deixando Tim parado lá, com os punhos ainda cerrados em raiva. Ele odiava cada segundo lidando com Michael, mas sabia que precisava das conexões do homem. Michael tinha uma vasta rede de operações ilegais, o tipo de poder que Tim precisava para seu plano final.
Mas se o dia chegasse em que ele não precisasse mais de Michael Astor, Tim não hesitaria em se livrar dele.
*****
Na delegacia de polícia, Paul foi arrastado para uma área de detenção mal iluminada, seus pulsos presos em algemas de aço.
“Vocês todos vão pagar por isso!” Paul Smith resmungou. Sua voz ecoava pelas paredes frias enquanto sua frustração transbordava. Ele xingava baixinho, apertando os punhos com força, sua mente acelerada mas incapaz de processar completamente a situação.
Como tudo deu tão errado?
Paul tinha tanta certeza de que Chuva voltaria para ele, que ele ainda tinha algum controle sobre ela. Mas agora… agora ele estava em grandes apuros, e a razão era dolorosamente clara—o homem
com quem Chuva se casou não era apenas algum cara aleatório. Era Alexandre Lancaster. Só o nome já lhe dava arrepios. Os Lancasters eram uma potência, uma família com a qual ninguém se metia sem sofrer as consequências.
“Lancaster…” Paul murmurou amargamente, cuspindo o nome como se fosse veneno. Ele repassava os eventos repetidamente em sua cabeça, mas por mais que tentasse racionalizar, não podia negar—ele estava ferrado. Chuva havia escapado de seu controle, e agora ele estava preso, enfrentando acusações que poderiam enterrá-lo.
Suas mãos se fecharam em punhos, seus nós dos dedos brancos de tensão. “Tudo isso é culpa dela!” ele sibilou, andando mais rápido. “Ela é a razão pela qual estou aqui. E ele. Aquele bastardo, Lancaster!”
O peso da situação finalmente começou a afundar. Alexandre Lancaster não era apenas um rival pelo afeto de Chuva—ele era uma força muito além do que Paul poderia lidar. E se Lancaster quisesse que ele desaparecesse, então era exatamente isso que aconteceria.
Mas Paul não estava pronto para desistir, ainda não. Mas no fundo, Paul sabia que não seria fácil. Não com um Lancaster envolvido.
Lá fora, como Paul esperava, seu pai, de pé na área de espera, telefone na mão, andava furiosamente. O peso das ações de seu filho caía sobre ele como uma onda, mas ele não estava pronto para deixar Paul sofrer as consequências. Ainda não.
“Me dê o melhor advogado de defesa criminal do país,” Danny ordenou ao telefone, sua voz impregnada de desespero. “Dinheiro não é problema. Faça o que for necessário—apenas tire-o daqui.”
Mas o oficial encarregado, um veterano em muitos casos de alto perfil, ouviu e se aproximou de Danny com uma expressão severa. “Sr. Smith, você precisa entender—essas acusações são inafiançáveis.”
Danny congelou, abaixando o telefone enquanto dava ao oficial um olhar severo. “Deve haver algo que você possa fazer. Estamos falando de Paul Smith—você sabe quem eu sou?”
O oficial não se abalou. “Sei exatamente quem você é. E isso não vai mudar a lei. Sequestro tentado, drogar, conspiração… Esses são crimes graves, e seu filho vai a julgamento. Não há fiança para essas acusações.”
O coração de Danny afundou, mas seu rosto endureceu com determinação. “Meu filho não vai apodrecer numa cela. Eu vou garantir isso. Já manipulei situações antes, e farei isso novamente.”
O oficial balançou a cabeça, impassível diante da bravata de Danny. “Não desta vez, Sr. Smith. Paul vai enfrentar a justiça, e nenhuma quantidade de influência ou dinheiro vai salvá-lo disso.”
Dentro da cela, Paul continuava andando como um animal enjaulado, sua mente acelerada. Ele tinha sido intocável durante toda a sua vida—até agora. Ele sabia que seu pai tentaria tudo para libertá-lo, mas no fundo, a realidade de sua situação começava a se assentar. As acusações eram graves, e mesmo com a riqueza e o poder de seu pai, a lei era um inimigo diferente.
Ao sentar-se no banco frio no canto da cela, o peso do julgamento iminente começou a esmagá-lo. Ele já não era o Paul Smith que podia fazer o que quisesse—ele era um homem à beira de perder tudo.