Casamento Surpresa com um Bilionário - Capítulo 148
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148: Negócios Inacabados 148: Negócios Inacabados Na Companhia de Casamentos Vênus, Sanya estava fazendo hora extra novamente. Já passava das oito da noite, mas ela não tinha vontade de encerrar o expediente. O peso da culpa e da vergonha a assombrava. Dias se passaram, mas ela ainda não conseguia se enfrentar Chuva. O pensamento de confrontá-la era aterrorizante para ela.
Sanya era durona por fora, mas por dentro era frágil, cheia de auto dúvida e insegurança. Admitir que estava errada era doloroso demais para o seu ego frágil, então, em vez de assumir seus erros, ela fez o que sempre fazia—fugiu.
Chuva sempre esteve lá por ela, a apoiando. E agora ela nem mesmo conseguia se desculpar.
“Você vai com a gente?” uma de suas colegas perguntou. Sanya havia feito hora extra com outras três colegas de trabalho, e elas tinham acabado de finalizar o dia.
“Nós vamos a um bar disco para nos divertir. Minha conta! É meu aniversário hoje e eu vou levar todas vocês para um dos lugares mais chiques,” sua colega se gabou. “Nós passamos os dias juntando homens e mulheres solteiros ricos—por que não encontramos alguém para nós mesmas?”
Então ela mostrou um cartão de sócio exclusivo.
“Não acredito! Como você conseguiu um desses?” uma das colegas exclamou, com os olhos arregalados de surpresa.
Sanya hesitou, mas o pensamento de escapar das suas preocupações, mesmo que por apenas algumas horas, era tentador. Talvez uma noite fora pudesse ajudá-la a esquecer a culpa, pelo menos por um pouco.
“Uma das minhas clientes está tão feliz com o meu trabalho que ela está me deixando usar o cartão de sócia desse bar disco exclusivo!” a colega de Sanya disse, sorrindo de empolgação. “Vamos, aproveitemos esta chance para conhecer algumas pessoas ricas! Eu até trouxe roupas para a gente se trocar.”
Antes que Sanya pudesse protestar, sua colega agarrou seu braço e a puxou brincalhona. “Você tem que nos fazer todas parecer belas e ricas!” ela provocou.
Sanya riu, embora estivesse longe de se sentir leve. Era verdade—ela tinha um talento para maquiagem. Ela podia transformar completamente a aparência de alguém, uma habilidade que aperfeiçoou após participar de seminários de maquiagem e contorno.
Na verdade, ela havia usado esse talento em sua própria vida, notavelmente quando ela se fez passar por sua amiga Chuva para registrar uma certidão de casamento em um encontro que nunca deveria ter acontecido.
Seus pensamentos escureceram. “Aquele canalha,” ela murmurou baixinho. Sim, ela havia sido uma impostora, mas isso não apagava o fato de que William Lancaster—irmão de Alexandre—havia a enganado da mesma forma que ela o enganou.
Depois de ver o verdadeiro Alexandre pessoalmente, foi fácil para Sanya juntar as peças da verdade. O homem com quem ela registrou o casamento não era Alexandre. Era seu irmão mais novo, William, que tinha uma semelhança impressionante com ele.
‘Assim como eu o enganei, ele me enganou’, ela pensou amargurada, percebendo que ambos estavam jogando um perigoso jogo de enganação.
Sanya e suas colegas trocaram-se para seus trajes de festa e seguiram para o bar disco. Havia muito tempo que Sanya não saía assim, e ela estava pronta para se soltar. Ela pediu algumas bebidas e foi para a pista de dança, sentindo a música pulsar em suas veias.
O que ela não percebeu era que estava sob o olhar atento não apenas de um, mas de dois pares de olhos. Um desses olhos pertencia à Dina, que olhava furiosamente para Sanya do outro lado da sala.
Sanya estava perdida no ritmo da música, seu corpo se movendo despreocupadamente enquanto o álcool zumbia em suas veias. Homens começaram a cercá-la, atraídos por sua presença magnética.
Ela não era tão bela quanto Chuva, mas Sanya possuía um encanto indiscutível. Sua pele morena brilhava sob as luzes do clube, e suas curvas, realçadas pelo vestido justo que usava, atraíam os olhares de quase todo homem no local.
Seus cabelos castanhos cor de chocolate cortados em bob balançavam enquanto ela dançava, inconsciente da atenção que atraía—até que sentiu alguém muito próximo atrás dela. Um homem se inclinou para ela, seu hálito quente em seu ouvido. “Oi,” ele sussurrou.
Desconfortável, Sanya deu um passo para frente, tentando se afastar. “Sai de perto de mim!” ela rosnou, suas palavras dificultadas pelo álcool. O homem, não desanimado, murmurou uma maldição em voz baixa e estendeu a mão para agarrá-la.
Antes que sua mão pudesse fazer contato, outro aperto firme envolveu seu pulso. “Já chega,” veio uma voz, severa e familiar. “Você está vindo comigo agora.”
Sanya se virou para ver o dono da voz, sua visão embaçada focando o suficiente para reconhecê-lo. “Você…” ela balbuciou, surpresa.
“Sim, sou eu,” ele rosnou, apertando mais o pulso dela. “E está na hora de acertarmos as contas entre nós.”
Ele lançou um olhar ameaçador ao homem que a incomodava. “Afaste-se, a menos que você queira que eu te parta em pedaços.”
O homem, que parecia reconhecê-lo, recuou rapidamente, deixando-os sozinhos.
“Agora, você está vindo comigo,” ele ordenou, puxando Sanya ainda mais para perto, seu aperto firme, mas sem dor.
Ela tropeçou um pouco, seu corpo pressionado contra o dele. Por um momento, ela sentiu seu calor e algo desconhecido a envolveu—segurança. Era a primeira vez que um homem a segurava tão protetoramente, como se declarasse silenciosamente que ninguém mais poderia se aproximar dela além dele.
Sanya engoliu em seco, seu pulso acelerando. A névoa do álcool estava passando o suficiente para ela notar a forma como o braço forte dele a envolvia, mantendo-a estável. Ela não estava acostumada a isso—ser cuidada, mesmo que a preocupação estivesse mascarada de frustração.
Ela olhou para cima, para ele, sua voz suave e incerta. “Por que você está fazendo isso?”
“Porque temos assuntos inacabados, e eu não vou deixar você escapar novamente,” ele murmurou.
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Enquanto isso, Dina cerrava o maxilar, decidindo se deveria se aproximar ou simplesmente ignorar Sanya. Irritava Dina até a alma que Chuva, apesar de tudo, conseguisse encontrar companhia em uma “pedinte,” como ela frequentemente rotulava Sanya em sua mente. Para Dina, era melhor se Chuva continuasse isolada—mais fácil de controlar, mais fácil de ofuscar.
Enquanto Dina observava Sanya balançar na pista de dança, rindo sem se preocupar com nada, a irritação dentro dela crescia. “Quem ela pensa que é?” Dina murmurou para si mesma. “Essa parasita tem a coragem de estar aqui.”
Justo quando Dina estava prestes a se aproximar de Sanya, ela parou, percebendo um homem puxando Sanya para longe da pista de dança. Franzindo a testa, Dina o encarou. “É o marido da Chuva?” ela murmurou para si mesma. Ele era muito parecido com Alexandre, mas havia algo diferente—ele não estava usando óculos, e havia uma energia diferente nele.