Casamento Surpresa com um Bilionário - Capítulo 144
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144: Reivindicado 144: Reivindicado Chuva organizou suas notas, arrumando os papéis que havia espalhado sobre a mesa. Marlon, sentado ao seu lado, inclinou-se e sussurrou, “Temos uma hora. Devemos dar uma passada rápida no café do outro lado da rua?”
Chuva concordou, ainda focada no caso. “Vamos fazer isso rápido, mas preciso revisar alguns pontos antes de voltarmos para cá.”
À medida que o juiz se levantava, todos os demais no tribunal fizeram o mesmo. Os réus foram levados pelos guardas, e a sala esvaziou lentamente. Chuva suspirou, preparando-se para se levantar, quando foi surpreendida ao ver Alexandre se aproximando.
Ela teve que piscar várias vezes para ter certeza de que não estava imaginando coisas. Mas não havia erro—Alexandre estava se aproximando, com Tyron seguindo atrás dele e acenando de forma desajeitada para ela.
“Alexandre?” ela exclamou, surpresa.
Ele sorriu calorosamente. “Amor, vim assistir seu primeiro julgamento. Vamos almoçar rapidinho juntos.”
Chuva franziu a testa. Lá estava ele, usando “Amor” para enfatizar o casamento deles. Ela engoliu em seco, lembrando como Marlon se inclinara para sussurrar para ela. Alexandre viu isso? Ele podia ser tão mesquinho—primeiro com Henry, e agora com Marlon.
“Promotora Clayton, é ele?” Marlon perguntou, tentando parecer casual.
“Sou o marido dela,” Alexandre respondeu, estendendo a mão para Marlon. Chuva rapidamente apresentou Marlon como seu assistente jurídico, notando o olhar intenso que Alexandre deu a ele, o que fez o pobre rapaz engolir nervosamente.
Virando-se para Marlon, ela disse, “Vá na frente para o café, e eu te sigo em breve.”
Marlon coçou a cabeça, visivelmente confuso, mas concordou e saiu rapidamente. Chuva então voltou-se para Alexandre, arrastando-o para fora.
“Preparei marmitas para você e Tyron. Por que você está aqui? Não deveria estar no trabalho?” ela perguntou, tentando manter o foco.
“Eu te disse, vim te ver em ação. Comerei as marmitas mais tarde. Vamos almoçar rápido juntos,” ele respondeu, sorrindo.
Chuva balançou a cabeça. “Não posso. Preciso discutir ideias com Marlon. Por que você não vai na frente—”
Ela parou, notando a expressão decepcionada no rosto dele. Ela suspirou. “Tudo bem. Vamos. Só temos uma hora. Sério… Você é muito…”
“Possessivo e pegajoso, certo? No início pode ser charmoso, mas se continuar…” Tyron começou, mas cerrou os lábios sob o olhar severo de Alexandre. A tensão no ar mudou quando Tyron desviou o olhar, claramente desejando ter ficado calado.
“Deveria ir na frente e nos reservar um lugar, Chefe, e cuidar do pedido,” Tyron sugeriu, saindo rapidamente da cena.
Chuva praticamente pegou a mão de Alexandre, puxando-o enquanto corria atrás de Liza e sua família.
“Liza!” ela chamou, sorrindo quando Liza olhou para trás. “Você foi incrível hoje. Se quiser descansar e ir para casa, pode. Não precisa assistir ao resto, já que já deu seu depoimento.”
“Obrigada, Promotora Clayton,” Liza respondeu, com os olhos cheios de lágrimas. Chuva a abraçou, dizendo, “Fique firme, está bem? Prometo que farei eles pagarem pelo que fizeram com você.”
Liza soluçou baixinho, e Chuva continuou a acariciar suas costas. “Vá agora e descanse bem. Manterei você e seus pais informados sobre o processo.” Liza assentiu, sussurrando, “Muito obrigada.”
Enquanto Liza partia com seus pais, Chuva voltou-se para Alexandre com a sobrancelha erguida. “Você está mesmo ficando pegajoso, hein?”
“Já está irritante?” Alexandre perguntou, com uma preocupação emergindo em sua voz. As palavras de Tyron pareciam permanecer em sua mente.
Chuva riu, balançando a cabeça. “Bem, ainda está charmoso por enquanto. Mas não se preocupe—eu definitivamente te direi quando você começar a ficar irritante.”
Eles caminharam de mãos dadas pela rua, mas pararam quando o sinal ficou vermelho.
“Você não quer começar a usar seu sobrenome legal? Seria bom que todos te chamassem de Promotora Lancaster em vez de Clayton,” Alexandre sugeriu, olhando para ela.
Chuva virou-se para ele, surpresa com a sugestão. “Vamos,” ele disse, puxando-a para perto e envolvendo seu braço ao redor de seu ombro enquanto a guiava pela rua.
Enquanto caminhava, Chuva mordeu a parte interna da bochecha, sentindo um turbilhão de emoções. O pensamento de mudar seu sobrenome mexeu algo profundo dentro dela; ela nunca havia se orgulhado do nome Clayton, mas a ideia de se tornar uma Lancaster parecia um passo em direção a abraçar sua nova vida.
Eles entraram no café e avistaram Marlon e Tyron conversando à mesa.
“Chefe, já fiz os pedidos para nós,” Tyron anunciou, depois virou para Chuva. “Peguei o de sempre para você. Isso é suficiente, ou você quer adicionar mais?”
“Está ótimo, Tyron. Obrigada,” ela respondeu, agradecendo sua consideração.
“De nada, Senhora Lancaster!” Tyron disse com um largo sorriso.
“Senhora Lancaster?” Marlon piscou para ela, surpreso.
“Ah, eu ainda não te apresentei o Tyron,” Chuva disse, mudando rapidamente de assunto. Justo quando ela estava prestes a apresentá-los, Tyron interrompeu.
“Não precisa, Senhora Lancaster. Já me apresentei,” ele respondeu alegremente.
Marlon alternou seu olhar entre Chuva e Alexandre, claramente confuso. “Desculpe, Promotora Clayton. Estou um pouco confuso. Ele está te chamando de Senhora Lancaster… ah, e também não peguei o nome do seu marido.”
“Ah, ele é Lex. Pode chamá-lo de Lex,” Chuva disse, oferecendo um sorriso constrangido. Ela se surpreendeu quando Alexandre se voltou para Tyron e disse, “Dê a ele meu cartão de visita.”
“Sim, Chefe!” Tyron respondeu entusiasmado.
Num instante, Tyron entregou a Marlon o cartão de visita de Alexandre. Chuva observou enquanto os olhos de Marlon se arregalavam de choque, e ele exclamou, “Alexandre Lancaster, Vice-Presidente e CEO do Grupo Lancaster?”
Tyron balançou a cabeça, divertido pelo comportamento de seu chefe. Alexandre era geralmente o tipo de pessoa que mantinha sua identidade em segredo, preferindo não chamar atenção para si mesmo. No entanto, ali estava ele, exibindo casualmente seu status na frente do colega de Chuva. Era um lado dele que Tyron raramente via, e era tanto divertido quanto surpreendente.
“Sim, ele é. E eu sou seu assistente executivo,” Tyron adicionou.
Chuva sentiu um frio na barriga ao notar o espanto de Marlon. Ele se virou para ela e, sem pensar, perguntou, “Por que você ainda está usando Clayton?”
“Foi isso que eu estava dizendo mais cedo,” Alexandre interrompeu. “Ela deveria atualizar seu status no trabalho e começar a usar meu sobrenome. Afinal, ela já é minha.”
Ele se voltou para Chuva, fixando o olhar nela. “Amor, você pode começar a usar meu sobrenome? Eu quero que todos saibam que você é minha…” Sua voz estava firme, ainda assim havia uma vulnerabilidade em seus olhos que fez o coração de Chuva acelerar.
Chuva não pôde deixar de pensar, ‘Sério, esse homem!’ Ela revirou os olhos de brincadeira, tentando disfarçar o calor em suas bochechas. Sua ousadia era ao mesmo tempo charmosa e irritante, mas no fundo, ela adorava a maneira como ele a reivindicava tão abertamente.