Casamento Surpresa com um Bilionário - Capítulo 127
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127: Avô Mais Feliz Vivo 127: Avô Mais Feliz Vivo Enquanto Chuva tinha abraçado Alexandre mais cedo, seus pensamentos voaram para como seu pai tinha começado a importuná-lo e a William sobre casamento e em dar a ele um neto. Seu pai frequentemente dizia que não estava ficando mais jovem e que a vida era curta — ele queria experienciar ser avô antes de morrer.
Agora, tudo fazia sentido. O diagnóstico de câncer do seu pai tinha sido o catalisador. Foi quando ele começou a se intrometer em suas vidas pessoais, algo que ele não tinha feito antes. Ele havia escondido seu desejo por netos atrás de piadas.
As sugestões de Chuva sobre como prosseguir eram perfeitas, e era um plano bem pensado para lidar com a situação. Mas tudo que Alexandre conseguia pensar era em fazer seu pai feliz. Ele queria dar ao seu pai tudo que ele desejava, e cumprir seus desejos com todas as suas forças.
Ao olhar para Chuva, ele decidiu subconscientemente em dar a seu pai um neto, com Chuva como sua esposa. Alexandre não sabia o que o levou a fazer isso, mas ele de repente falou seu pensamento de ter um bebê com Chuva. Talvez fosse desespero…
“O quê?!” Chuva explodiu, com os olhos arregalados e lábios entreabertos em choque.
“Eu disse, vamos ter um bebê,” ele repetiu, seus olhos nunca deixando os dela.
Chuva o encarou incrédula. “Alexandre, pare de dizer isso como se fosse algum tipo de piada. Você sequer percebe o que está pedindo?” ela exclamou, ainda tentando processar suas palavras.
“Mas eu estou falando sério, Chuva. Meu pai está morrendo, Chuva. Eu sei exatamente o que estou dizendo,” ele respondeu, sua voz firme mas com um tom de desespero. “Ele tem me pressionado a me estabelecer, para dar a ele um neto. Agora eu entendo por quê. Me dê um bebê, Chuva, que eu não vou me divorciar de você como você queria.”
Chuva inalou, franzindo a testa com sua franqueza.
“Alexandre…” ela começou, mas as palavras morreram em seus lábios.
Ela estava claramente pega de surpresa, e sua expressão mostrava que ela estava lutando para compreender sua repentina exigência. Mas Alexandre não ia voltar atrás no que disse. Ele estava determinado a dar ao seu pai tudo o que ele desejava, e quando ele pensou a respeito, Chuva era a única mulher com quem ele conseguia se imaginar tendo um filho. Ele já era profundamente atraído por ela, e estar ao lado dela se sentia natural.
“Você não precisa me dar uma resposta agora,” ele disse firmemente. “Tome seu tempo. Eu farei o que for preciso para convencê-la.”
Chuva suspirou. “Acho que você precisa descansar, Alexandre. Volte para o seu quarto e durma. Você está exausto, e podemos falar mais sobre isso amanhã quando você estiver com a cabeça mais clara.”
Alexandre respirou fundo. Ele podia ver que Chuva estava atônita, mas sabia que não iria desistir.
Levantando-se da cadeira, ele assentiu e recuou para o seu quarto. Ainda havia tanto em sua mente. Uma vez lá dentro, ele pegou seu laptop e telefone, mergulhando no trabalho para distrair-se da tempestade emocional que girava dentro dele.
*****
Enquanto isso, Chuva permaneceu congelada no mesmo lugar mesmo após Alexandre ter saído. “Um bebê?!” ela exclamou, ainda atordoada com a maneira como a conversa terminou com ele pedindo para ela lhe dar um filho.
“Isso é tão inesperado,” ela murmurou, continuando a lavar a louça, seus pensamentos rodopiando. Ela entrou nesse casamento com a intenção de conquistar Alexandre, mas ter um bebê? Isso não tinha passado nem perto de sua mente.
Ela não tinha certeza se estava pronta para essa responsabilidade. Ser mãe não era algo que ela poderia levar na brincadeira, especialmente porque ela cresceu sem uma figura materna adequada — e com seu pai quase sempre ausente, ela muitas vezes se sentia como uma órfã. Como ela poderia saber como ser uma boa mãe?
“Será que isso vai dar certo?” ela perguntou em voz alta, sua mente acelerada. Então, ela lembrou que seu sogro também tinha feito piada sobre querer um neto.
“Sério,” ela suspirou, encolhendo os ombros enquanto enxaguava outro prato. As coisas estavam ficando complicadas demais.
Seus pensamentos foram interrompidos pelo toque do seu telefone. Ela olhou para a tela, vendo que era seu sogro ligando. Rapidamente, ela atendeu.
“Chuva, está tudo bem? Rico me disse que você parecia um pouco agitada mais cedo. Como está o Alexandre? Está tudo ok?” A voz de Rock estava cheia de preocupação.
Os olhos de Chuva se arregalaram, lembrando-se de como ela quase havia gritado ao telefone quando falava com Tyron. “Pai, eu já estou aqui, e Alexandre acabou de comer. Sim, nós resolvemos as coisas, então não se preocupe. Eu vou ficar aqui esta noite com ele e te vejo amanhã depois do trabalho,” ela o tranquilizou.
Ela ouviu Rock suspirar aliviado. “Isso é bom de ouvir. Eu estava preocupado, mas estou feliz que tudo esteja bem agora. Vocês dois se divirtam e, bem, espero que trabalhem duro para me dar um neto!” ele acrescentou com uma gargalhada.
A face de Chuva empalideceu. “Estou só brincando, nora. Por que você está tão quieta? Eu te assustei? Sabe como nós, mais velhos, gostamos de fazer esse tipo de piada. Não leve tão a sério,” ele disse, rindo.
Chuva engoliu em seco antes de perguntar cautelosamente, “Você… realmente quer um neto em breve, Pai?”
“Quem não quer?” Rock respondeu. “Mas não estou com pressa. Eu sei que vocês querem construir um relacionamento forte primeiro, e isso é o que importa para mim. Só me prometa uma coisa, Chuva,” ele acrescentou, seu tom de repente sério.
“Sim, Pai? O que é?” ela perguntou, fraca.
“Por favor, segure firme no meu filho, não importa o que aconteça. Ele pode ser teimoso e difícil de entender às vezes, mas eu o conheço melhor do que ninguém. Ele já está começando a se apaixonar por você, mesmo que ainda não perceba. Fique com ele. Não estou dizendo isso apenas porque ele é meu filho — mas porque você não vai encontrar um homem tão bom quanto o Xander. Não deixe ele escapar,” ele disse seriamente.
Chuva deu uma risada suave. “Hmm, que pai mais tendencioso. Não está vendendo seu filho bem? Não se preocupe, Pai, ele já está preso comigo,” ela provocou.
“Bom ouvir isso! E se você puder me dar esse neto mais cedo do que mais tarde, você me fará o avô mais feliz vivo!” Rock riu e depois acrescentou, “Estou brincando — mas também não. De qualquer forma, boa noite, Chuva!”
Chuva olhou distraída para a parede enquanto a ligação terminava, o sinal sonoro em seu ouvido esvanecendo. “Um bebê?” ela murmurou de novo, soltando um suspiro profundo.