Casamento de Conveniência com o Alfa Snow - Capítulo 431
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Capítulo 431: Aliviando a Tensão da Morte
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CAPÍTULO 428
~Ponto de vista de Zara~
O sol da manhã já havia subido um pouco mais quando eu acordei. Pisquei sonolenta, sentindo a rigidez nos meus membros enquanto me sentava. Meu corpo inteiro doía, mas o descanso tinha valido a pena.
Três horas.
Verifiquei meu joelho. O ferimento havia quase desaparecido completamente, deixando para trás apenas uma marca rosa pálida. A cura Lycan tinha suas vantagens.
Astrid? Chamei internamente, tentando alcançar minha loba.
Um suspiro suave e cansado ecoou na minha mente. “Estou aqui… mas sinto como se tivesse sido pisoteada por um exército de trolls.”
Franzi a testa. “Ainda fraca?”
“Você acha?” Ela bufou. “Aquela neblina me drenou. Preciso de mais tempo para me recuperar.”
Bem naquele momento, uma voz sonolenta murmurou ao meu lado.
Kaid.
Virei a cabeça enquanto ele se movia, o rosto meio enterrado nos braços. Seus longos cílios escuros tremularam levemente antes que ele finalmente abrisse os olhos.
“Precisamos ir, Kaid.” Minha voz estava firme enquanto eu me levantava, alongando meus músculos rígidos. “Estamos muito atrasados.”
Kaid gemeu, esfregando o rosto antes de se levantar. Ele deu uma olhada no horário e arregalou os olhos. “Ah, merda!”
“É. Merda,” murmurei, balançando a cabeça. “Ainda temos uma longa caminhada pela frente.”
Kaid soltou um longo suspiro, passando a mão pelo cabelo bagunçado. Então, do nada, ele perguntou: “Você está com fome?”
Eu parei. Comida? Isso tinha sido a última coisa na minha mente desde que toda essa confusão começou. Mas agora que ele mencionou…
Meu estômago roncou. Alto.
Kaid deu um sorriso de lado.
Eu desviei o olhar, fingindo não perceber. “Quem tem tempo para comida? Preciso encontrar o dragão e voltar a tempo.”
“E você pode desmaiar antes disso acontecer,” ele rebateu. “O que você planejava comer, hein? Uma cobra morta? Ou talvez um kraken?” Ele apontou para a terra árida e sem vida à frente. “Porque eu não vejo mais nada por aqui.”
Suspirei. “Tá. Entendi, tá bom?”
Kaid me olhou com uma expressão de quem sabe das coisas antes de estender a mão. “Me dê isso.”
Franzi o cenho. “Dar o quê?”
“Sua mochila.”
“Hã? Por quê?”
“Quero conferir o que você trouxe.”
Segurei a mochila perto do peito. “Com licença?”
Kaid levantou uma sobrancelha. “Zara, só entrega logo.”
“Por quê? Quem revira a mochila de uma garota?” resmunguei. “Eu poderia ter absorventes lá dentro.”
Kaid riu. “Primeiro, você não é uma garota qualquer. Segundo, mesmo que você tenha… você ainda é Zara. Eu não olharia para você de forma diferente.”
Eu arqueei uma sobrancelha. “Mesmo se estivessem usados?”
Kaid fez uma careta. “Quando e como você teria trocado eles? Enquanto eu dormia?” Ele zombou. “Você já não os teria descartado?”
Inclinei a cabeça. “E se eu estivesse esperando o lugar certo?”
“Ponto válido.” Ele cruzou os braços dramaticamente. “Ainda assim, não é como se eu nunca tivesse visto essas coisas antes.”
Pisquei. Então sorri. “Espera. O quê?”
Os lábios de Kaid se apertaram em uma linha fina.
Cruzei os braços, divertimento dançando em meus olhos. “Você, Rei Lycan Kaid, já viu absorventes usados antes?”
Seu maxilar se contraiu. “Sim.”
“Como?”
Ele coçou a nuca, desviando o olhar. “Eu tive uma garota que eu gostava uma vez. Eu costumava ajudá-la com os absorventes e os tampões. E, bem… fiquei curioso.”
Um silêncio chocado se estendeu entre nós antes que eu explodisse em risadas.
Kaid gemeu. “Cala a boca.”
Me dobrei ao meio, segurando meu estômago. “Não, não, eu só—” ofeguei entre risadas. “Eu não esperava isso do grande e mau Rei Lycan!”
“Zara.” Sua voz se tornou sombria.
Limpei os olhos, ainda sorrindo. “Uau. Quem diria?”
Kaid revirou os olhos. “Só porque eu sou o Rei Lycan não significa que não sou um ser vivo.”
“Ah, achei que você diria humano.”
“Por favor.” Ele zombou. “Não nos relacionamos com esse reino.”
Eu dei um sorriso de lado. “Não me diga que Snow nunca ficou curioso. Ou Ivan.”
Na menção de Ivan, meu sorriso desapareceu.
Kaid percebeu imediatamente a mudança no meu humor. Seu olhar escureceu. “Ivan nunca faria isso. Ele nunca te amou.”
Desviei o olhar. “E Snow?”
“Pergunta errada, Zara.”
Hesitei antes de suspirar suavemente. “Snow… bem, ele foi meu marido.”
“Isso não é uma resposta.”
Mordi o lábio, minha voz mais baixa. “Snow era maravilhoso.” Um pequeno sorriso surgiu em meus lábios. “Ele era. Mesmo que parecesse estranho no início, ele sempre cuidava de mim. A gente tomava banho juntos, e ele nunca se importava. Me ajudava com os absorventes ou tampões, aliviava minhas dores no estômago e comprava tudo o que eu precisava. Às vezes, ele até se oferecia para me lavar, mas eu—”
“Tá, tá, chega.” Kaid interveio, balançando as mãos. “Detalhes demais.”
Dei de ombros. “Você perguntou.”
Kaid murmurou algo baixinho antes de balançar a cabeça e, finalmente, vasculhar minha mochila.
Ele despejou o conteúdo no chão.
Três pacotes de carne seca.
Um pequeno pão.
Três garrafas de água.
Uma toalha macia.
Duas ataduras.
Kaid encarou a pilha patética antes de erguer uma sobrancelha para mim. “Só isso?”
Cruzei os braços. “Não é como se eu tivesse tido muito tempo para arrumar. Além disso, o que você trouxe?”
Kaid deu um sorriso de lado.
Ele alcançou sua mochila e a esvaziou.
Algumas balas.
Três adagas extras.
Duas garrafas de água.
Duas camisas dobradas com cuidado.
Uma corda.
Duas pequenas latas de sardinha.
Um lenço ligeiramente maior, segurando uma cueca extra.
E uma cantil.
Eu estreitei os olhos. “Espera. Você trouxe comida?”
“Não exatamente.” Ele bateu no cantil. “Abre.”
Abri.
Lá dentro havia várias pequenas frutas—uvas, mirtilos, morangos, maçãs, peras. Minha boca salivou só de olhar para elas.
“Viu? Não é comida.” Kaid sorriu.
“E no fundo?”
“Mais uvas, eu acho.”
Olhei para ele desconfiada antes de abrir o compartimento inferior do cantil.
E lá estava.
Vários pedaços de frango assado e pedaços de peixe cortados.
Fitei Kaid com uma expressão inexpressiva. “O que estava dizendo mesmo?”
Kaid sorriu de canto. “Bem, eu tenho um bom mordomo.”
Revirei os olhos. “Tudo isso… para uma jornada curta?”
“Você nunca sabe o que pode acontecer.” Ele deu de ombros. “Sempre esteja preparado.”
Soltei uma risada cética. “Você deveria ter nascido uma garota.”
Kaid colocou a mão no quadril dramaticamente. “Ao menos eu trouxe minhas roupas íntimas. E você? Não posso permitir que você fique fedorenta no caminho.”
Eu fiz uma careta e chutei o joelho dele.
“Ai!” Ele segurou a perna. “Bruta.”
Dei um sorriso maligno. “Quem diz? Eu também trouxe roupas íntimas. Duas peças. No bolso lateral.”
O sorriso de Kaid ficou maior. “Oh? Vamos conferir.”
Antes que ele pudesse se mover, reagi rápido—me posicionando atrás dele e acertando um soco na cabeça dele antes de agarrar minha mochila de volta.
“Tonto.”