Casamento de Conveniência com o Alfa Snow - Capítulo 358
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358: Emoções 358: Emoções ***************
CAPÍTULO 358
~Ponto de Vista de Zara~
Snow estava ao meu lado em um instante, suas mãos segurando meu rosto enquanto ele buscava algo em meus olhos. “Você está bem? Como se sente?”
“Cansada,” eu admiti, minha voz pouco mais que um sussurro. Meu olhar se desviava para minha mãe, que estava alguns passos para trás, com uma expressão ilegível.
“Você não deveria estar de pé,” Snow disse firmemente, seus dedos afastando meu cabelo do rosto. “Você precisa descansar.”
“Estou bem,” eu insisti, embora meu corpo protestasse com cada movimento.
“Não, você não está,” Snow retrucou, seu irritação aflorando novamente enquanto ele se virava para minha mãe. “Olha para ela! Você a pressionou demais!”
“Ela é mais forte do que você pensa,” minha mãe respondeu, sua voz na defensiva. “Ela é capaz de mais do que isso, e ficar mimando ela não vai ajudar.”
“Mimando ela?” A risada de Snow foi cortante e sem humor. “Ensinar ela a controlar seus poderes não é mimar—é senso comum! Você está jogando ela em uma luta sem prepará-la para as consequências!”
“Chega,” eu disse roucamente, minha voz cortando a tensão.
Ambos se viraram para mim, seus rostos uma mistura de preocupação e frustração.
“Eu agradeço a ambos,” eu disse devagar, minha voz agora mais estável. “Mas gritar um com o outro não está ajudando.” Eu respirei fundo, contorcendo-me levemente com a dor nas costelas. “Mãe, Snow está certo. Aquilo… aquele impacto poderia ter dado muito errado.”
Os lábios da minha mãe se apertaram em uma linha fina, mas ela não argumentou.
“E Snow,” eu continuei, virando-me para ele. “Ela também está certa. Eu precisava desse empurrão. Eu precisava sentir do que sou capaz.”
Seu maxilar se apertou, mas ele não interrompeu.
“Eu não tenho controle ainda,” eu admiti, encontrando os olhares deles. “Mas eu vou chegar lá. Eu vou aprender a controlar.”
Snow suspirou, sua mão deslizando para segurar a minha. “Zara, eu só… Eu não posso perder você.”
“Você não vai,” eu disse suavemente, apertando sua mão. “Eu prometo.”
“Ela é forte, Snow,” minha mãe disse gentilmente. “Mais forte até do que ela própria percebe. E eu vou garantir que ela aprenda a controlar seu poder. Você tem minha palavra.”
Snow olhou para ela, sua expressão cautelosa mas resignada. “Sem mais pressioná-la até o limite,” ele pontuou após um tempo.
“Combinado,” minha mãe respondeu com um aceno de cabeça.
Eu me recostei contra os travesseiros, o cansaço me puxando novamente. “Podemos… guardar o resto dessa conversa para depois? Acho que preciso dormir por um ano.”
Snow riu baixinho, roçando seus lábios na minha testa. “Descanse, amor. Eu não vou a lugar nenhum.”
Enquanto eu voltava a adormecer, não pude deixar de sentir um vislumbre de esperança. Apesar do caos, apesar do perigo à frente, eu não estava sozinha nesta luta. E isso fazia toda a diferença.
Quando acordei, já eram 8 da noite. Por mais que pudéssemos ficar, Snow disse que se sentiria melhor se eu estivesse em algum lugar seguro, onde ele pudesse me proteger.
Me despedi por agora e saí com ele. Quando perguntei sobre Zade, fui informada que ele ainda não havia sido avisado. O que era bom, senão ele teria explodido como Snow.
Snow tinha ido me procurar quando voltou e descobriu que eu estava na casa da minha mãe. Ao mesmo tempo, ele sentiu algo errado através do vínculo de companheiro e veio correndo para cá.
Segurando minha mão, ele me guiou para fora da casa da matilha e direto para o seu carro.
***************
~POV do Snow~
A viagem de volta para a nossa mansão foi silenciosa, a tensão pesada no ar. Zara sentada ao meu lado, sua cabeça repousando contra a janela.
Eu podia dizer que ela estava exausta, tanto física quanto emocionalmente, mas algo em mim não permitia que a raiva dentro de mim esfriasse.
Eu não conseguia acreditar nela. Indo até sua mãe sem me dizer sobre seu sonho—sua visão—e se colocando deliberadamente em perigo. Como ela poderia ser tão imprudente?
Chegamos uma hora e pouco depois e assim que entramos na mansão, Zara se virou para mim, provavelmente esperando que eu a seguisse até a sala de estar, mas eu não parei. Eu caminhei direto para o meu escritório, batendo a porta atrás de mim com mais força do que pretendia.
Eu andava de um lado para o outro na sala, passando uma mão pelo meu cabelo. Glacier se agitou inquieto, na parte de trás de minha mente, rosnando baixinho. Ele não estava irritado com Zara—não, ele estava preocupado. Mas eu não conseguia superar o fato de ela ter escondido algo tão importante de mim.
A porta do escritório se abriu devagar, e eu olhei para cima ao ver Zara deslizando para dentro. Ela fechou a porta com delicadeza, seus olhos cansados fixos em mim.
“Snow,” ela disse suavemente, se aproximando. “Por que você está me evitando?”
“Eu não estou te evitando,” eu retruquei, embora minha voz revelasse a verdade.
Ela arqueou uma sobrancelha, cruzando os braços. “Então por que você saiu andando assim que chegamos em casa? O que está acontecendo?”
Eu soltei o ar bruscamente, passando a mão no rosto. “Você teve um sonho, Zara. Uma visão ou o que quer que tenha sido, um pesadelo.”
“Não foi um pesadelo. Foi real. Eu estava, meu espírito foi projetado para fora do meu corpo,” ela interrompeu, explicando.
“Ainda pior. Você nunca disse nada para mim sobre isso.”
Seus olhos se arregalaram um pouco, e ela abriu a boca para responder, mas eu a interrompi.
“Em vez disso,” eu continuei, minha voz subindo, “você foi até a sua mãe. Você se colocou em perigo sem me contar nada. Por quê? Para se matar?”
O rosto dela se suavizou, culpa aparecendo em seus olhos. “Snow, eu não estava tentando te excluir. Eu só—”
“Você só o quê?” eu interrompi, minha frustração transbordando. “Você pensou que eu não poderia lidar com isso? Você achou que não era importante o suficiente para me contar?”
“Não foi assim,” ela disse, sua voz firme mas carregada de emoção. “Eu precisava de respostas, Snow. Eu precisava saber o que está acontecendo comigo, e minha mãe tinha essas respostas.”
“Você poderia ter me contado!” eu gritei, batendo a mão na mesa. “Você tem ideia do quanto eu fiquei aterrorizado quando vi você naquele estado? Você poderia ter morrido, Zara. Seus poderes poderiam ter te matado, e por quê? Para provar algo para si mesma? Para mim?”
Os ombros dela caíram, e por um momento, ela pareceu completamente derrotada. “Snow, eu não estava tentando te machucar. Eu só… Eu não sabia como explicar. Tudo está acontecendo muito rápido, e eu senti que precisava lidar com isso sozinha.”
“Você não tem que lidar com isso sozinha,” eu disse, minha voz suavizando apesar da minha raiva. “Esse é o ponto, Zara. Você não tem que passar por isso sem mim. Nós somos um time. Ou não somos?”