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Casamento de Conveniência com o Alfa Snow - Capítulo 350

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350: Ela está aqui 350: Ela está aqui Por favor, Será Editado
***************
CAPÍTULO 350
~POV do Snow~
Quando cheguei à entrada da mansão, a tensão no meu peito se aliviou um pouco. A visão das luzes quentes brilhando nas janelas e o cheiro familiar de casa fizeram tudo parecer um pouco menos caótico. Este era o meu santuário — ou pelo menos, tinha sido.

Entrei, tirando meu casaco. Zara estava na sala de estar, de costas para mim enquanto ajustava um dos brinquedos da Tempestade na prateleira.

“Ei, amor,” chamei, e ela se virou, seu rosto imediatamente se iluminando.

“Snow!” ela disse, correndo em minha direção. Seus braços me envolveram em um abraço apertado, e eu enterrei meu rosto em seu cabelo, deixando o estresse do dia desaparecer por um momento.

Quando ela se afastou, porém, sua expressão se tornou séria. “Precisamos conversar.”

Ergui uma sobrancelha, levando-a para o sofá. “O que aconteceu?”

“É a Ella,” ela começou, sua voz suave mas tingida de preocupação. “Ela foi atacada, Snow. Ela está machucada.”

“O quê?” Eu me endireitei imediatamente, a preocupação apertando meu peito.

Zara assentiu, suas mãos torcendo em seu colo. “Ela está bem agora, mas… foi grave. Uma bruxa a atacou. Ela está com a perna ferida e — Snow, eu a trouxe para cá. Ela está no quarto de hóspedes.”

Franzi um pouco a testa, mas não por desaprovação. Ella era a amiga mais próxima de Zara, praticamente família. Se ela estava em perigo, este era o lugar mais seguro para ela.

“Você fez a coisa certa,” eu disse, alcançando sua mão.

Os ombros dela relaxaram, e ela se encostou em mim, sua cabeça repousando em meu peito. “Obrigada. Eu só… não posso perdê-la.”

“Você não vai,” eu prometi, acariciando seu cabelo. “Ela está segura aqui. Vamos mantê-la segura.”

Zara olhou para mim, seus olhos cheios de gratidão e algo mais profundo. Por um momento, tudo o mais desapareceu — a confusão com Vera, o vínculo, as mentiras. Era apenas eu e Zara, e eu me lembrei por que ela era minha parceira escolhida, minha esposa, meu mundo.

“Vamos,” ela disse depois de um tempo, um pequeno sorriso puxando seus lábios. “Vamos jantar. Você deve estar faminto.”

Assenti, seguindo-a até a sala de jantar, onde a mesa já estava posta. Compartilhamos uma refeição tranquila, do tipo onde nenhuma palavra é necessária, apenas o conforto da presença um do outro.

Mais tarde naquela noite, enquanto estávamos deitados na cama, Zara se aconchegou perto, sua mão repousando em meu peito. “Estou feliz que você esteja aqui,” ela murmurou, sua voz carregada de sono.

Dei um beijo em sua testa. “Estou sempre aqui, amor.”

Enquanto ela adormecia, eu olhava para o teto, meu peito apertado com o peso da verdade que ainda não tinha contado a ela. Amanhã, prometi a mim mesmo. Amanhã, eu começarei.

Na Manhã Seguinte
Acordei com o cheiro de café fresco e a risada de Zara ecoando da cozinha. Quando me juntei a ela no terraço para o café da manhã, a luz do sol filtrando pelas árvores, decidi que hoje seria o dia de começar a revelar a verdade.

Zara me entregou uma caneca de café, seu sorriso tão radiante quanto o sol da manhã. “Você está de bom humor,” ela provocou, sentando-se à minha frente.

“Não posso simplesmente estar feliz por passar tempo com minha esposa?” eu respondi, ganhando um revirar de olhos.

“É melhor estar,” ela retrucou, colocando um pedaço de fruta na boca.

Eu ri, mas o momento descontraído não me distraiu da tempestade se formando em minha mente. Eu precisava contar a ela — sobre Vera, sobre o vínculo, sobre tudo. Mas quando abri a boca para começar, Scott apareceu na beira do terraço.

“Alfa, Luna,” ele cumprimentou com uma reverência educada. “As novas empregadas chegaram. Devo levá-las à sala de estar?”

Zara sorriu, colocando o café. “Tempo perfeito! Sim, vamos conhecê-las.”

Levantei relutantemente, seguindo-a até a casa. No momento em que entramos na sala de estar, o ar mudou. Meu coração bateu forte quando meus olhos se fixaram nela.

Vera — não, Vani — estava entre o grupo de empregadas, suas mãos graciosamente entrelaçadas à frente, seu cabelo escuro caído sobre um ombro. Seus olhos azuis gelados encontraram os meus brevemente antes de ela baixar o olhar, mas não antes de um lampejo de reconhecimento passar entre nós.

Engoli em seco, o nó na minha garganta dificultando a respiração. Glacier se agitou inquieto.

“Parceira,” ele resmungou, sua possessividade arranhando minha resolução.

“Eu sei,” eu respondi internamente.

“Snow?” A voz de Zara me trouxe de volta à realidade. Ela me olhou curiosamente. “Você está bem?”

“S-Sim,” eu disse, limpando a garganta. “Estou bem.”

Zara voltou sua atenção para as empregadas, seu sorriso caloroso nunca vacilando. “Bem-vindas à Casa Zephyr. Estamos felizes em tê-las aqui.”

Enquanto as apresentações começavam, eu me desculpei rapidamente, murmurando algo sobre precisar de ar. Zara me lançou um olhar preocupado, mas não insistiu, e eu saí da sala antes de fazer mais papel de bobo.

Um Pouco Mais Tarde
Esperei perto da escada, indo e vindo enquanto as empregadas recebiam um tour pela mansão. Meu coração batia forte, minha mente acelerada.

Quando finalmente avistei Vani se afastando do grupo, agi. Estendi a mão, peguei sua manga e a puxei para um corredor lateral.

Ela ofegou, seus olhos se arregalando enquanto olhava para mim. “Snow?”

“O que você está fazendo aqui?” eu sibilei, mantendo minha voz baixa.

Seus lábios se curvaram em um sorriso suave, quase inocente. “Eu te disse, eu precisava de um emprego. Esse foi o que meus pais arranjaram para mim.”

Passei a mão pelo cabelo, a frustração borbulhando à superfície. “Você faz ideia do tipo de posição em que me colocou?”

Seu sorriso não vacilou. “Estou apenas tentando seguir em frente, Snow. Sobreviver.”

Glacier rosnou aprovadoramente, mas eu o empurrei de volta. “Isso não é um jogo, Vera — Vani, seja lá como você se chama. Minha esposa —”
“Sua esposa,” ela interrompeu, sua voz suave, mas com algo mais afiado. “Eu sei. Acredite, eu não esqueci.”

Olhei para ela, meu coração acelerando enquanto ela inclinava a cabeça, sua expressão ilegível.

“Você não precisa se preocupar,” ela disse depois de um momento. “Estou aqui para trabalhar, nada mais.”

Mas quando ela se virou para se juntar ao grupo, eu não pude evitar a sensação de que nada disso era tão simples quanto ela queria que eu acreditasse.

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