Casamento de Conveniência com o Alfa Snow - Capítulo 333
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333: O Aviso de Vera 333: O Aviso de Vera ***************
CAPÍTULO 334
~Ponto de Vista da Ella~
Dirigi até o local que o Kent havia me enviado, meu estômago revirando de nervosismo o caminho todo.
Quando cheguei, estacionei perto do campo e examinei a área. O lugar estava praticamente vazio, exceto por alguns bancos espalhados e uma extensão aberta de grama.
O vento estava fresco, carregando o cheiro de terra úmida. Envolvi os braços ao redor de mim mesma enquanto avançava, à procura dele.
Nada.
A inquietação no meu estômago aumentou.
Então—passos atrás de mim. Fiquei paralisada, meu lobo se eriçando dentro de mim. Aquilo não era o Kent.
Antes que pudesse virar, meu corpo reagiu instintivamente, meu pulso acelerando. E então—dor.
Uma força me acertou bem no peito, tirando o ar dos meus pulmões enquanto eu era jogada para trás. Meu corpo caiu no campo, poeira e grama voando ao meu redor.
Ofeguei, o impacto sacudindo meus ossos. Minha cabeça girava enquanto tentava recuperar o foco, meu lobo rosnando furiosamente.
Que diabos—?
Uma sombra pairou sobre mim.
Botas—de cano alto, com fivelas prateadas. Meias de rede. Uma saia curta. Uma jaqueta de couro sobre um top e óculos escuros que escondiam os olhos da estranha.
Ela estava acima de mim, sorrindo debochadamente.
“Bem, bem.” Sua voz era suave, quase divertida. “Então, você é a que não deixa meu futuro marido em paz, é?”
Pisquei através da dor, meu coração hesitando.
Futuro marido?
Que porra é essa—?
Me impulsionando sobre os cotovelos, meu corpo ainda doía com a pancada. “Quem diabos é você?” Eu exigi.
A mulher inclinou a cabeça, seus lábios formando um sorriso arrogante. “Ah, querida,” ela sussurrou. “Eu sou aquela à qual o Kent realmente pertence.”
Meu sangue gelou.
Kent… tinha uma noiva?
Lutei para recuperar o fôlego, meu peito ardendo enquanto me forçava a sentar. Minhas mãos se fecharam na terra sob mim, dedos tremendo tanto pelo impacto quanto pela fúria borbulhando dentro de mim.
Quem diabos era essa mulher?
Ela se agachou ao meu lado, seu sorriso se alargando enquanto estendia a mão, seus dedos afastando uma mecha solta do meu cabelo. Eu recuei, o mero toque dela fazendo minha pele se arrepiar.
“Escute bem, sua cadelinha,” ela zombou, sua voz pingando com condescendência. “Eu não sei sob que delírio você tem vivido, mas o Kent—meu Kent—nunca foi seu desde o início.”
Suguei um fôlego afiado, minhas unhas cavando no chão.
Ela riu, como se minha reação a divertisse. “Aww, você achou que ele te amava?” Ela soltou um suspiro dramático, balançando a cabeça. “Patético. Você era apenas um brinquedinho, uma distração. E agora que estou de volta, ele não vai mais precisar de você.”
Apertei minha mandíbula, recusando a deixar a picada de suas palavras aparecer.
Mas ela não tinha terminado.
“Se você se aproximar dele novamente,” ela continuou, seu sorriso desaparecendo, “eu vou tornar sua vida um inferno. Vou te aterrorizar de maneiras que você nem pode começar a imaginar.”
Meu estômago torceu.
Ela se inclinou, seu hálito passando contra minha orelha. “E quando eu terminar com você,” ela sussurrou, “você não terá escolha senão livrar este mundo da sua miserável existência.”
Meu corpo inteiro ficou rígido.
Um nó se formou na minha garganta, minha visão embaçada por lágrimas não derramadas. Ela estava falando sério. Isso não era um drama de ex-namorada mesquinha—era uma ameaça—uma promessa.
E ainda assim, a raiva queimava sob o meu medo.
Apertei os dentes e tentei me levantar, a raiva me alimentando. “Sua va—”
Antes que eu pudesse terminar o insulto, uma força invisível me esmagou novamente no chão, pressionando contra meu corpo com um peso esmagador.
Ofeguei, o ar sendo forçado dos meus pulmões como se dez sacos de cimento tivessem sido despejados sobre mim. Meus membros travaram, meus músculos tensionando sob a pressão insuportável.
“Qual o problema?” ela zombou, de pé sobre mim. “Achou mesmo que tinha alguma chance contra mim?”
Minha loba uivou de frustração, mas nós duas estávamos presas, incapazes de nos mover.
Ela levantou uma mão, uma onda de energia azul se formando em sua palma, cintilando como fogo, mas mais frio—mais letal. O brilho lançou sombras sinistras em seu rosto enquanto ela o direcionava para minha perna.
“Vamos ver como você corre bem quando eu queimar essa sua perninha,” ela ponderou, sua expressão quase… entediada.
Preparei-me para a dor.
Mas, justo quando ela estava prestes a desencadear o que quer que fosse a magia negra que invocava, ela parou. Seu corpo endureceu, e a cabeça inclinou-se levemente, como se ouvisse algo que só ela podia ouvir.
Então, um zumbido baixo vibrou no ar, e a mão dela tremeu ao lado da cabeça.
Os olhos dela se estreitaram. “Mãe?”
Mal captei o que ela estava ouvindo, mas o que quer que fosse dito capturou sua atenção.
Uma pausa. Depois—”Entendi. O plano está em andamento. Dei uma saída. Estarei lá.”
A energia azul em sua mão desvaneceu, e ela se virou, claramente prestes a sair.
Meu coração batia nos meus ouvidos, mas eu me forcei a empurrar o medo para longe. “Quem é você?” Eu rouquejei, minha voz rouca pelo peso que ainda persistia no meu peito.
Ela parou, olhando para mim por cima do ombro. Um sorriso surge em seus lábios. “Alguém do seu calibre não é digno de saber meu nome.”
Observei seus traços—os olhos azul-gelo, o cabelo preto comprido, a arrogância que escorria de cada um de seus movimentos.
Um nome surgiu em minha mente, um que eu só tinha ouvido em sussurros.
Um sorriso lento se formou em meus lábios apesar da situação. “Olhos azuis gelo, cabelo preto… Vera.”
Pela primeira vez, sua fachada confiante se despedaçou. Seus olhos se arregalaram, seu corpo inteiro tenso. “Como?” ela grunhiu, as chamas azuis reacendendo em sua mão, desta vez mais brilhantes, mais mortais.
Eu sorri. “Eu sou uma boa ouvinte lobisomem,” eu disse simplesmente, dando de ombros. “E sua mãe acabou de chamá-la assim.”
A fúria pura distorceu suas feições. “Sua pequena—” Ela levantou a mão, pronta para atacar.
Eu não esperei.
Com toda a força que me restava, eu agarrei um punhado de terra e joguei direto em seu rosto.
Ela gritou, recuando enquanto arranhava seus olhos ardentes.
Não perdi nem mais um segundo.
Virei e corri.