Casamento de Conveniência com o Alfa Snow - Capítulo 310
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310: Ares Sorrateiro 310: Ares Sorrateiro ***************
CAPÍTULO 310
~Ponto de Vista da Ella~
Soltei uma risada seca, enxugando mais uma lágrima que escapava. Como Ares sempre sabia quando eu não estava bem, eu não sei. Pena que ele ainda estava na zona de observação.
“Não. Mas vou ficar.”
Ares não insistiu, nem tentou me convencer do contrário. “Certo, anjinho,” disse ele, finalmente. “Se cuide. Te vejo numa próxima.”
Assenti, mesmo que ele não pudesse me ver. “Obrigada, Ares.”
A ligação terminou, e eu joguei meu telefone na cama, suspirando.
Eu precisava de um banho.
Tirei minhas roupas e entrei debaixo da água quente, deixando-a aliviar meus músculos tensos. Fiquei lá por mais tempo que o habitual, esperando lavar a dor no meu peito, mas mesmo com o vapor envolvendo-me, a imagem daquela foto continuava impressa na minha mente.
Quando saí, envolvi-me em uma toalha, sentindo-me um pouco melhor—até que a campainha tocou.
Eu congelei.
‘Quem diabos…?’
Tocou novamente, e um arrepio de inquietação subiu pela minha espinha.
Não pode ser o Ares, certo?
Ele não era do tipo de fazer visitas inesperadas. Mas, de novo, ele tinha seus jeitos.
A campainha soou pela terceira vez.
Com passos hesitantes, caminhei em direção à porta, meus cabelos úmidos pingando nos meus ombros.
Eu destranquei e lentamente a abri—e lá estava ele.
Ares.
Vestido em um terno preto de grife, seus olhos verdes me avaliaram de cima a baixo antes que seus lábios se curvassem em um sorriso malicioso.
Então ele assobiou baixinho, seu lobo rosnando em aprovação.
“Caramba,” ele murmurou, inclinando a cabeça. “Se eu soubesse que você ia atender a porta assim, teria vindo mais cedo.”
Apertei a toalha, o calor subindo pelo meu pescoço.
“Que diabos você está fazendo aqui?” eu exigi.
Ele sorriu, completamente desinteressado. “Eu imaginei que você diria não para sair. Então pensei em trazer a diversão até você.”
Eu pisquei. “Você—”
Caleb levantou uma sacola na sua mão. “Jantar. Vinho. E boa companhia.” Seus olhos brilharam travessos. “A menos que, é claro, você prefira terminar sua noite mergulhada em autopiedade.”
Eu o encarei. “Você é inacreditável.”
“E você é previsível,” ele respondeu suavemente. “Então, vai me convidar para entrar, ou vamos fazer isso no corredor?”
Eu o encarei, dividida entre bater a porta na cara dele ou deixá-lo entrar.
Talvez uma distração não fosse a pior ideia.
Talvez eu não quisesse ficar sozinha afinal.
Com um suspiro, dei um passo para trás. “Tudo bem. Mas sem gracinhas.”
Ares sorriu enquanto passava por mim. “Sem promessas, anjinho.”
Eu suspirei, dando espaço enquanto Ares entrava no meu apartamento como se fosse o dono do lugar. Ele colocou a sacola na mesa de jantar, então se virou para mim, seus afiados olhos verdes cintilando de diversão.
“Fique à vontade, por que não?” murmurei, revirando os olhos.
Ele sorriu de canto. “Não me importo se eu fizer.”
Ignorando-o, virei em direção ao meu quarto. “Vou me trocar. Tente não fazer nada imprudente enquanto eu estiver fora.”
Ares ergueu as mãos em uma rendição de faz de conta. “Nem sonharia com isso. Agora vai, querido.”
Eu não confiava nele.
Mas eu precisava sair desta toalha antes que eu lhe desse mais do que já tinha dado.
Entrei no meu quarto, deixando a porta levemente entreaberta enquanto eu revirava minhas gavetas em busca de algo confortável para vestir. Meus dedos haviam acabado de agarrar um par de calcinhas limpas quando eu senti—
Uma presença.
Um calor irradiando por trás de mim, o calor de um corpo muito próximo.
Antes que eu pudesse reagir, mãos fortes envolveram minha cintura, puxando-me para trás contra um peito firme.
Ares.
Meu fôlego falhou, meu corpo instantaneamente me traindo com a forma como reagiu à sua proximidade.
“Sabe…” sua voz era baixa, rouca e perigosamente suave. “Eu simplesmente não consigo parar de pensar em você, El.”
Eu congelei. Meus dedos apertaram o tecido em minhas mãos.
Seu perfume me envolveu—terroso, masculino, entrelaçado com algo mais escuro, mais primal.
“Isso não tem graça, Ares,” murmurei, mas minha voz carecia de convicção.
“Quem disse que eu estava brincando?” ele sussurrou de volta, seus lábios roçando a concha da minha orelha.
Eu estremeci.
Seus dedos traçaram círculos lentos e provocantes contra minha cintura, seu toque leve como uma pena, mas possessivo. “Você me deixa louco, sabia?”
“Ares…” tentei avançar, mas ele apertou o abraço.
“Shh,” ele sussurrou novamente, uma mão deslizando para baixo, repousando logo acima da curva do meu quadril. “Apenas me escute.”
Engoli em seco.
“Eu penso em você o tempo todo,” ele continuou, seus lábios acariciando meu ombro. “Mesmo quando me digo que não deveria, mesmo quando sei que você provavelmente ainda pensa nele…”
Eu endureci.
Ares exalou contra minha pele. “Mas, amor, ele não está aqui. Eu estou.”
Sua mão subiu pelo meu estômago, suas pontas dos dedos provocando a borda da minha toalha, e por um momento, esqueci como respirar.
“Ares, eu—”
“Você sente isso, não é?” ele disse sombriamente, sua voz carregada com promessas. “Esse algo entre nós? Sei que sim.”
Eu apertei os olhos, meu coração martelando no peito. Isso era perigoso. Mas droga, eu sentia.
E Ares também sabia.
Rapidamente, coloquei minha mão sobre meu seio por cima da toalha. Talvez meus atos tivessem desencadeado algo, pois a próxima coisa que soube, a mão de Ares alcançou para segurar a minha.
“Não,” ele rosnou.
Seus dedos enroscaram-se em meu pulso, puxando meu braço para longe. “Não é ali que preciso dele,” ele gemeu, pressionando-se contra mim, sua rigidez pressionando a fenda do meu traseiro.
“Ares, por favor,” eu sussurrei.
“Eu sei que você também me quer, Ella,” ele gemeu, movendo seus quadris.
“Não podemos,” eu ofeguei, minhas pernas ameaçando desabar.
“Você está sofrendo, anjinho,” Ares gemeu. “Deixe-me tirar isso. Deixe-me ajudar você.”
Eu estava fraca contra ele. Meu corpo o queria. Minha loba não era de dizer não a seres tão divinos.
Ela estava pronta para aceitá-lo e meu corpo também, à medida que eu sentia uma certa umidade entre minhas pernas
Ares farejou, suas narinas capturando o vento de minha excitação. Eu o senti sorrir ao se inclinar para frente, seu quente hálito ventilando meu ouvido. “Você está molhada, querido, molhada por mim.”
Antes que eu pudesse falar mais, seus dedos puxaram minha toalha, lentamente desfazendo-a antes de soltá-la.
“Ah, droga,” Ares gemeu quando o tecido deslizou, deixando-me completamente nua.