Casamento de Conveniência com o Alfa Snow - Capítulo 263
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263: Umbra Clavis 263: Umbra Clavis ***************
CAPÍTULO 263
~Ponto de Vista de Xavier/Deus Dourado~
Quando Snow me ligou naquela época sobre o sequestro de sua esposa, eu não estava empolgado em sair de casa. Mas depois da missão de resgate, fiquei para investigar se alguma pista havia sido deixada para trás.
Eu sabia que eles estavam atrás de Zara e Snow, mas eu queria saber mais. Onde estava o covil deles? Conhecendo Snow, ele nunca deixaria uma ameaça como Melvin escapar impune. Mas sorte a minha. Eu encontrei um pen drive.
O pen drive era pequeno, discreto, apenas mais uma peça de tecnologia inofensiva que poderia conter algo capaz de abalar o mundo. Eu o inseri na porta do meu sistema de computador personalizado, o suave zumbido da máquina sincronizando perfeitamente com o hum dos múltiplos monitores à minha frente.
Com um movimento do pulso, folheei pelo display flutuante, abrindo um novo espaço de trabalho para analisar o conteúdo do pen drive.
Uma mensagem piscou na tela. “Criptografado. Acesso Negado.”
Dei uma respiração profunda, resmungando, “Filhos da puta.”
A criptografia era avançada — não surpresa alguma. Mas eles ainda não tinham me conhecido. Estalei os dedos e me inclinei para a frente, dedos dançando sobre o teclado holográfico.
Algoritmos rolaram pelos monitores, um após o outro quebrando as camadas de criptografia. Cada falha arrancava um grunhido da minha garganta, mas desistir não estava no meu vocabulário.
Após duas exaustivas horas de hacking incessante e várias manobras de bypass, a chave de criptografia final cedeu com um tilintar satisfatório.
“Te peguei,” murmurei, me recostando enquanto os dados descriptografados inundavam a tela.
Um conjunto de coordenadas apareceu primeiro, junto com uma data e hora. Cruzei as coordenadas com um sistema de posicionamento global e identifiquei um local remoto — bem no fundo da Selva da Sibéria.
Meu estômago se apertou.
O que quer que eles estivessem planejando, não seria simples.
Mas isso não era tudo.
Naveguei mais fundo nos arquivos descriptografados, meus dedos voando sobre o teclado enquanto eu retraçava a fonte. Camada por camada, eu mergulhei no servidor de Melvin.
Cada firewall que eu encontrava era uma prova de sua paranoia. Mas isso não importava, eu era melhor.
Quando finalmente rompi, vi-os: nomes, mensagens, codinomes. E então, enterrado em meio a uma sequência de frases codificadas, um nome saltou para mim.
“Umbra Clavis.”
Congelei. Latim. Soava conhecido, mas eu não tinha certeza. Rapidamente abrindo um programa de tradução, digitei a frase e o que vi queimou na tela como uma maldição.
Clave Sombria.
“Que diabos?” resmunguei, meu coração batendo forte enquanto o nome ecoava em minha mente.
Clave Sombria não era apenas um nome. Era um símbolo — um sussurro entre o submundo criminoso, uma entidade sombria que até as matilhas mais perigosas temiam. E lá estava ele, ligado a Melvin.
Bati com o punho na mesa, meus pensamentos acelerando. Se a Clave Sombria estava envolvida, isso não era mais só sobre Zara e Snow. Isso era algo maior — muito maior.
Pegando meu telefone, disquei para Snow.
Sem resposta.
“Droga, Snow, atenda,” rosnei enquanto digitava um texto rápido:
“Você precisa ver isso. A Clave Sombria está em jogo. Me ligue o quanto antes.”
Meu olhar se refocou na tela, as coordenadas brilhantes e o nome ameaçador causando um arrepio na minha espinha.
O que quer que estivesse por vir, nós não estávamos prontos. “Snow, seu traseiro precisa se preparar.”
****************
~Ponto de Vista de Zara~
O salão de baile do palácio estava cheio de vida. Lustres cintilantes lançavam um brilho quente pelos pisos, e o murmúrio de conversas nobres se misturava com os suaves acordes de um quarteto de cordas.
A festa “nada-mini” de Kaid provou ser um grande evento.
Quando entramos, Zade e Snow me flanquearam, seus olhos agudos vasculhando a multidão. Não podia negar o quão impressionantes ambos pareciam — Zade em seu traje elegante todo preto, exalando poder silencioso, e Snow em seu traje branco impecável, visão de elegância comandante.
Eu sentia a presença deles como um escudo enquanto navegávamos pelo espaço. Convidados nobres se viravam para nos cumprimentar, seus sorrisos educados, mas seus olhos calculistas.
“Senhorita Zara Zarek,” uma voz interrompeu, chamando minha atenção.
Um homem vestido em sedas finas se aproximou, sua expressão calorosa, mas inquisitiva. Arqueei minha sobrancelha, mantendo meu sorriso divertido pelo modo como ele se referia a mim. Ou ele estava desatualizado ou estava tentando me irritar deliberadamente.
“Sabe, quando recebi o convite, não tinha certeza do que o Rei Alfa estava tentando fazer aqui até te ver. Esta cerimônia parece… especial. Quase como se Kaid estivesse insinuando algo mais. Uma união, talvez?”
Inclinei minha cabeça, confusão piscando em meu olhar.
O homem continuou, completamente sem se abalar, “Por união, quero dizer matrimonial, é claro. É verdade? Você vai se casar com Kaid?”
Minha respiração falhou brevemente perante sua suposição audaciosa. Antes que eu pudesse formular uma resposta, Snow se aproximou.
“Não,” Snow disse suavemente, sua voz perigosamente baixa. “Porque ela já é casada — comigo.”
O rosto do homem perdeu a cor enquanto ele gaguejava suas palavras, fazendo uma reverência rápida. “Minhas desculpas, Alfa Snow. Não quis ofender.” Ele se apressou em sair, me deixando piscando em surpresa com a ousadia de Snow.
“Isso era realmente necessário?” sussurrei, minha voz oscilando entre divertimento e exasperação.
Os lábios de Snow se contorceram em um sorriso sutil enquanto ele se inclinava mais perto, sua respiração roçando contra meu ouvido. “Absolutamente.”
Revirei os olhos, mas meu coração se aqueceu com sua natureza possessiva. Antes que eu pudesse responder, o leve pigarrear de uma garganta atrás de nós chamou nossa atenção.
Viramos para encontrar um homem parado ali, segurando uma taça de champanhe, seu sorriso tão polido quanto os detalhes dourados em seu casaco. Sua aura era profunda e comandante, mas havia algo afiado e perturbador em seus olhos.
“Alfa Snow e Senhora Zara,” o homem começou, seu tom suave, “é exatamente o casal que eu adoraria ver.”
Ao meu lado, Snow endureceu. Sua aura mudou quase imperceptivelmente, mas eu senti — uma beira de proteção, de advertência. Sua mão se firmou na minha lombar.
“E você é?” Snow perguntou, avaliando-o.
O homem inclinou levemente a cabeça, seu sorriso se ampliando. “Imperial. Lorde Sterling Imperial das Colônias do Leste.”
Houve uma pausa com a menção de seu título.
“Ah,” Snow riu levemente. “A que devemos o prazer, Lorde Sterling?”