Casamento de Conveniência com o Alfa Snow - Capítulo 249
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CAPÍTULO 249
~Ponto de Vista de Snow~
Por um momento, tudo o mais desapareceu. A dor em meu corpo, a tensão na sala, a presença opressora de Kaid — tudo se desvaneceu ao fundo. Havia apenas Zara, seu calor caindo sobre mim, sua presença curando uma parte de mim que estava desgastada e esfarrapada.
Quando finalmente nos separamos, os olhos dela brilhavam, seus lábios se entreabriram como se ela quisesse dizer algo, mas não encontrasse as palavras.
“Eu quase te perdi,” eu disse, minha voz áspera com emoção.
“Mas você não me perdeu,” ela respondeu suavemente, deslizando os dedos ao longo da minha mandíbula. “Estou aqui, Snow. Estou segura. Graças a você.”
“E a Zade,” admiti contrariado. “E até mesmo a Kaid.”
Zara sorriu fracamente, seu olhar se suavizando. “Vocês são todos impossíveis, sabia disso?”
Eu ri, balançando a cabeça. “Você não nos quereria de outra forma.”
A mão dela permaneceu em minha bochecha, seu polegar traçando círculos gentis. “Não, eu não quereria.”
O som de alguém pigarreando quebrou o momento, e virei bruscamente para ver Kaid parado na porta, os braços cruzados sobre o peito. Seus olhos oscilavam entre Zara e eu, uma sombra de irritação passando por seu rosto.
“Ela precisa descansar,” ele disse secamente, entrando na sala.
“Eu sei muito bem disso,” respondi, meu tom mais agudo do que pretendia.
Os lábios de Kaid se torceram em um sorriso irônico. “Você deveria seguir seu próprio conselho, Alfa. Você não está em condições muito melhores.”
Eu queria discutir, mas Zara apertou minha mão gentilmente, seu apelo silencioso me detendo. Ela olhou para Kaid, sua expressão uma mistura de gratidão e cansaço.
“Obrigada, Kaid,” ela disse, sua voz sincera. “Por tudo.”
Seu sorriso irônico suavizou-se em algo que parecia um sorriso genuíno. “Por você, Zara. Sempre.”
Glacier rosnou suavemente em minha mente, mas eu o ignorei. Aqui não era o momento para disputas territoriais mesquinhas, não importava o quanto a presença de Kaid me irritasse.
“Vou deixá-la descansar,” Kaid acrescentou, seu olhar demorando-se um pouco mais em Zara antes de ele virar e sair da sala.
A tensão amenizou um pouco quando a porta se fechou atrás dele. Zara soltou um suspiro suave, encostando a cabeça em meu ombro.
“Não sei se aguento outro confronto entre vocês dois,” ela murmurou.
“Acredite, nem eu,” eu disse com um pequeno sorriso, dando um beijo em seu templo.
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Após garantir que Zara estivesse confortável, saí relutantemente para deixá-la descansar. Apesar da tensão remanescente no ar, eu sabia que ela precisava de espaço para se recuperar sem Kaid ou eu pairando sobre ela como gaviões. Quando caminhei pelo corredor, meus pensamentos fervilhavam com inquietação.
Encontrei Zade encostado em uma coluna próxima, braços cruzados e profundamente pensativo. Seu olhar agudo virou para mim quando me aproximei.
“Finalmente decidiu respirar?” Zade brincou, embora seu tom fosse mais cansado do que zombeteiro.
Ignorando sua provocação, encostei na parede ao lado dele. “Precisamos conversar.”
Zade arqueou uma sobrancelha. “Sobre?”
“Sobre Siona,” respondi, observando sua reação atentamente. “Você sabe como Zara a conhece?”
A expressão de Zade não mudou, mas a leve tensão em sua mandíbula traiu seus pensamentos. “Eu ia perguntar o mesmo a você.”
Franzi a testa, cruzando os braços. “Zara agiu como se conhecesse Siona. Ela até mesmo a chamou pelo nome antes de Kaid apresentá-la.”
“Isso não é apenas coincidência,” Zade murmurou, franzindo as sobrancelhas. “Mas se Zara a conhece, ela não mencionou para mim.”
“Ela também não mencionou para mim,” admiti, minha voz baixa. “Mas tem mais alguma coisa.”
Zade se endireitou um pouco, seu olhar se aprofundando. “Prossiga.”
Hesitei, a memória daquela noite piscando em minha mente. “Na noite em que Zara desapareceu da mansão… Quando ela retornou, eu captei o cheiro de outra pessoa nela. Não era forte, mas era distinto. Na época, pensei que poderia ter sido acidental—alguém que ela passou por perto, talvez.”
“E agora?”
Exalei pesadamente. “Agora, não tenho tanta certeza. Quando Siona se aproximou mais cedo, eu senti aquele mesmo cheiro.”
Os olhos de Zade se estreitaram, seu corpo tenso. “Você está sugerindo que Siona teve algo a ver com o desaparecimento de Zara?”
“Não estou sugerindo nada ainda,” eu disse rapidamente, embora o pensamento já tivesse cruzado minha mente. “Mas não posso ignorar a semelhança. Ou Siona estava envolvida, ou há uma conexão que ainda não montei.”
Zade passou a mão pelo rosto, murmurando algo em voz baixa. “Precisamos de respostas, Snow. Não podemos deixar isso passar — não com tudo o mais que está acontecendo.”
“Concordo,” eu disse, meu maxilar se apertando. “Vou conversar com Zara. Quando ela estiver pronta.”
“E Siona?”
“Lidaremos com ela se precisarmos.”
Zade assentiu, sua expressão severa. “Certo. Mantenha-me atualizado.”
Com isso, ele se desvencilhou da parede e desapareceu pelo corredor, deixando-me sozinho com meus pensamentos.
Mais tarde, saí para fora e disquei um número que não esperava usar novamente tão cedo. O telefone tocou duas vezes antes da voz familiar e áspera de Xavier atender.
“O que você quer?” ele perguntou sem rodeios.
Eu sorri suavemente. “De nada, a propósito.”
“Por quê?” Xavier retrucou, claramente irritado.
“Por te dar a chance de esticar esses membros preguiçosos. Deve ter sido uma boa mudança de ritmo.”
Xavier gemeu audivelmente. “Você tem sorte de eu gostar de Zara, senão eu nem teria aparecido. E pare de me chamar pelo meu nome, Snow. Juro que—”
“Relaxe, Deus Dourado,” eu interrompi, me encostando no parapeito da varanda. “Você realmente precisa se soltar um pouco.”
Xavier bufou. “Vindo de você, isso é demais. Enfim, Zara está bem?”
“Ela está se recuperando,” eu disse, meu tom suavizando. “Graças a você.”
“Não me agradeça,” Xavier respondeu rudemente. “Agradeça minha mira. E da próxima vez que entrar em uma confusão, tente não me arrastar para isso.”
“Ah, vamos,” eu provoquei. “Você adora ser o herói.”
“Eu preferiria estar de férias,” ele retrucou. “Mas aqui estamos.”
Eu ri, balançando a cabeça. “Você é insuportável.”
“E você é um idiota,” Xavier retrucou. “Mas você tem bons instintos. Mantenha a cabeça no lugar, Snow. Melvin não terminou, e nem Ivan.”
“Eu sei,” eu disse seriamente. “Estarei pronto.”
“É melhor.”
A linha clicou e desligou, e eu guardei meu telefone no bolso, o peso das palavras de Xavier recaindo sobre mim.
Voltei para o quarto de Zara, meio esperando encontrar Kaid pairando sobre ela como uma sombra protetora. Para meu alívio, o quarto estava silencioso quando entrei. Zara estava acordada, sentada na cama, seu rosto pálido mas alerta.
“Snow,” ela disse suavemente, sua voz como um bálsamo para meus nervos desgastados.
“Como você está se sentindo?” eu perguntei, puxando uma cadeira mais perto da cama dela.
“Um pouco melhor,” ela admitiu, conseguindo um pequeno sorriso. “Graças a você.”
“E a Kaid, e a Zade,” eu acrescenti com um sorriso irônico.
Ela riu suavemente, mas seu olhar se tornou sério. “Não é só isso. É saber que você está aqui.”
Suas palavras aqueceram meu peito, mas eu não conseguia ignorar as perguntas girando em minha mente.
“Zara,” eu comecei, escolhendo minhas palavras com cuidado. “Como você conhece Siona?”
O sorriso dela vacilou um pouco, e ela desviou o olhar, seus dedos brincando com a borda do cobertor. “Eu não conheço, realmente. Quero dizer… eu a vi antes, mas nós realmente não nos conhecemos.”
Meus olhos se estreitaram ligeiramente. Ela estava mentindo.
“Zara,” eu disse, meu tom agora mais firme. “Eu sei que ela é quem você encontrou na noite em que desapareceu da mansão.”
A cabeça dela virou para mim, seus olhos arregalados de choque. “O quê?”
“Você me ouviu,” eu disse, me inclinando mais perto. “Eu captei o cheiro dela em você então, e captei novamente hoje. Preciso saber a verdade, Zara. O que aconteceu naquela noite?”
Os lábios dela se entreabriram, mas nenhuma palavra saiu. O silêncio se estendeu entre nós, pesado com tensão.
“Zara,” eu insisti, minha voz suavizando. “Por favor.”
Lágrimas brotaram em seus olhos, e ela desviou o olhar, seus ombros tremendo. O que quer que ela estivesse escondendo, estava a destruindo.
Antes que ela pudesse responder, a porta rangeu ao abrir, e Kaid entrou. Sua presença encheu a sala imediatamente, seu olhar carmesim fixando-se em Zara.
“Está tudo bem?” ele perguntou, seu tom afiado enquanto seu olhar oscilava entre nós.
Zara rapidamente enxugou os olhos, forçando um sorriso. “Sim, estou bem.”
Mas eu não estava convencido. E nem Kaid.
Quaisquer que fossem os segredos que Zara estivesse guardando, eu os descobriria. E não pararia até saber a verdade.
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“Você me ouviu,” eu disse, me inclinando mais perto. “Eu captei o cheiro dela em você então, e captei novamente hoje. Preciso saber a verdade, Zara. O que aconteceu naquela noite?”
Os lábios dela se entreabriram, mas nenhuma palavra saiu. O silêncio se estendeu entre nós, pesado com tensão.
“Zara,” eu insisti, minha voz suavizando. “Por favor.”
Lágrimas brotaram em seus olhos, e ela desviou o olhar, seus ombros tremendo. O que quer que ela estivesse escondendo, estava a destruindo.
Antes que ela pudesse responder, a porta rangeu ao abrir, e Kaid entrou. Sua presença encheu a sala imediatamente, seu olhar carmesim fixando-se em Zara.
“Está tudo bem?” ele perguntou, seu tom afiado enquanto seu olhar oscilava entre nós.
Zara rapidamente enxugou os olhos, forçando um sorriso. “Sim, estou bem.”
Mas eu não estava convencido. E nem Kaid.
Quaisquer que fossem os segredos que Zara estivesse guardando, eu os descobriria. E não pararia até saber a verdade.