Casamento de Conveniência com o Alfa Snow - Capítulo 239
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239: Atacado 239: Atacado ***************
CAPÍTULO 239
~Ponto de vista de Zara~
Antes que as palavras terminassem de sair dos meus lábios, o primeiro atacante avançou.
Desviei com facilidade, agarrando seu braço e torcendo até ouvir o estalo satisfatório do ombro dele se deslocando. Ele gritou, mas eu não parei, desferindo um chute rápido em seu peito que o fez tossir sangue.
Lancei a mão dele para o lado e olhei para o meu entorno. Mais dois me atacaram ao mesmo tempo. Um deles balançou um bastão, mas eu me agachei, aplicando um cotovelada certeira em suas costelas. O outro mirou nas minhas pernas, mas eu saltei para trás, usando o momentum para acertar um soco sólido em sua mandíbula e então cortei seu pescoço.
Meu canino fez um trabalho maravilhoso, pois no segundo seguinte, jorros de sangue espirraram no ar enquanto eu o chutava para longe.
O outro cara já tinha caído no chão, gemendo de dor.
Astrid uivou satisfeita em minha mente. “É assim que se faz.”
A próxima onda veio mais rápido, cinco homens carregando de uma vez. Me movi por instinto, bloqueando um soco de um deles enquanto girava para chutar outro no estômago. Meus movimentos eram fluídos, precisos e rápidos, e eles não eram páreo para mim e para a Astrid.
Um conseguiu agarrar meu braço, mas eu me torci, usando seu próprio aperto contra ele para lançá-lo contra outro atacante.
O sangue rugiu em meus ouvidos, mas eu não vacilei. Minha respiração vinha em explosões afiadas, e suor escorria pela minha têmpora. O chão estava coberto de corpos, a maioria deles gemendo e se contorcendo em dor, enquanto algumas almas azaradas encontraram um fim rápido.
Ivan bateu palmas com deboche, sua voz transbordando desprezo. “Impressionante. De verdade. Mas vamos ver como você lida com isso.”
O ar mudou. Eu senti antes de ver — Lycans renegados se materializando à vista. Eu conhecia o cheiro deles em qualquer lugar.
Eles eram diferentes e mais selvagens que nós lobos.
Seus olhos selvagens brilhavam com intenção feral, e o cheiro de agressão descontrolada encheu o ar. Esses aí estavam à procura de sangue, e eu também.
Um a um, eles se transformaram, suas formas lupinas enormes se sobressaindo sobre os homens caídos.
Vários uivos estridentes romperam o ar, me fazendo estremecer.
Astrid se eriçou, seu rosnado ecoando em minha mente. “Zara, eles vão nos despedaçar se não formos cuidadosas.”
“Então não vamos ser cuidadosas. Não é hora de jogar seguro”, retruquei. “Eles podem ser Lycans, mas não são alfas e nem eram reis. Ainda tenho uma chance.”
Com uma respiração profunda, fechei meus olhos, deixando a Astrid assumir. A transformação veio rapidamente, dor e poder percorrendo meu corpo enquanto meus ossos estalavam e se reformavam.
Quando abri meus olhos de novo, o mundo parecia mais nítido, mais claro. Sentia a força bruta da minha loba enquanto ela assumia o controle, seu pelo eriçado e dentes à mostra.
Os renegados hesitaram por uma fração de segundo, mas foi tudo o que eu precisava.
Avancei, colidindo com o renegado mais próximo e cravando meus dentes em seu ombro. Ele gritou de dor, se debatendo enquanto o jogava no chão.
Outro veio pelo lado, mas a Astrid foi mais rápida. Ela girou, cravando suas garras em seu peito e o fazendo cambalear para trás.
Os renegados restantes circularam cautelosamente, seus rosnados baixos e ameaçadores.
“Venham”, rosnou Astrid, seus músculos tensos e prontos.
E então eles atacaram.
Era caos — presas e garras se chocando, rosnados e ganidos preenchendo o ar. Astrid se movia com precisão mortal, desviando e atacando com uma elegância nascida de anos de treinamento.
Um renegado conseguiu cravar a garra no meu flanco. Embora a dor fosse aguda naquele momento, ela foi passageira conforme a adrenalina jorrava em mim.
Lutamos ferozmente, recusando-nos a recuar.
Mas então, a voz zombeteira de Ivan cortou o caos. “Vamos ver quanto tempo você dura, Zara. Porque isso é só o começo.”
Suas palavras enviaram um arrepio pela minha espinha, mas eu não mostrei.
Eu sobreviveria a isso. Eu os derrotaria.
E então, faria Ivan se arrepender amargamente por ter cruzado meu caminho.
Os renegados restantes avançaram novamente, mais coordenados dessa vez, seus rosnados selvagens ecoando pela clareira.
Astrid se preparou, suas patas cravando na terra enquanto ela girava e encontrava o primeiro de frente. Seus corpos colidiram com um baque nauseante, e eu senti a reverberação por todo o ser.
“Não podemos continuar assim para sempre”, rosnou Astrid, seus movimentos ainda ágeis, mas ligeiramente desgastados.
“Não precisamos de para sempre”, retruquei, focada no renegado que circulava pela esquerda.
Com uma finta para a direita, o induzi a investir cedo demais, me dando a abertura necessária para cravar minhas garras em seu flanco. Ele soltou um uivo agudo enquanto tombava, sangue emaranhando seu pelo.
Outro renegado carregou por trás. Astrid girou em pleno ar, evitando por pouco as mandíbulas que miravam sua garganta. Aterrissando graciosamente, ela revidou com um chute poderoso em suas patas traseiras, o fazendo cair desajeitadamente.
As chances estavam se equilibrando, mas a expressão de autoconfiança de Ivan à distância me disse que isso estava longe de acabar.
“É só isso que você tem?” Eu rosnava, minha voz distorcida em minha forma de Lobo. Minhas respirações eram pesadas, mas o fogo no meu peito queimava mais intenso a cada segundo que passava.
“Tudo o que preciso é derrubar o Ivan,” eu disse a Astrid e, num piscar de olhos, ela avançou nele, sua pata levantada, mirando a cabeça dele.
Ivan permaneceu imóvel, um leve medo cintilando em seus olhos, mas assim que surgiu, se foi, substituído por uma confiança perturbadora.
Foi quando eu soube que tinha cometido um erro.
Antes que minha pata pudesse acertar, uma presença sombria me sobrecarregou e no momento seguinte, uma pata grande deu um tapa na cabeça da Astrid, arremessando seu corpo para o lado enquanto ela colidia com uma colina próxima.
Astrid cuspiu um grande jorro de sangue enquanto seu corpo caía no chão.
“Astrid?!”
Ela gemia levemente, mas estava de pé em segundos. “Ele vai pagar por isso,” ela prometeu.
O maior renegado restou, seu pelo se eriçando enquanto ele avançava. Seus olhos injetados de sangue fixaram-se em mim, e um rosnado gutural soou profundo em seu peito.
Este não era como os outros — ele irradiava força bruta, descontrolado e sua aura assassina era inigualável.
Ele era o líder deles.