Casamento de Conveniência com o Alfa Snow - Capítulo 226
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226: Seu Papel 226: Seu Papel **************
CAPÍTULO 226
~Ponto de Vista do Ivan~
As sobrancelhas de Richard se ergueram, e eu senti meu peito se apertar. “Do que você está falando?” Eu exigi.
“Você já sentiu,” ela disse, sua voz firme. “A atração. A conexão inexplicável. Você pensa que é sobre uma promessa antiga, mas é mais do que isso, Kaid. O destino de Zara está ligado ao seu de formas que você ainda não pode compreender.”
Meu lobo rosnou no fundo da minha mente, inquieto, mas intrigado. “E o que você tem a ver com isso?”
O sorriso de Siona voltou, mas estava tingido de tristeza. “Eu sou apenas uma guia, Alfa. Eu estava lá porque ela buscava respostas — respostas sobre seu lugar, seu passado e seu futuro.”
“E o que você disse a ela?” Eu insisti.
“O suficiente para prepará-la,” ela disse simplesmente. “Mas não o suficiente para sobrecarregá-la. O caminho de Zara já está cheio de perigos, Kaid. Se você se importa com a segurança dela, como você afirma, você desempenhará seu papel quando chegar a hora.”
Suas palavras tocaram uma corda, e eu recostei na minha cadeira, com meus pensamentos acelerados. “E qual é esse papel de que você está falando?”
“Você saberá quando o momento chegar,” ela disse de forma enigmática, se levantando. “Mas preste atenção no meu aviso, Alfa. O destino de Zara afetará mais do que apenas ela — irá repercutir por matilhas, alianças e reinos. Se você falhar em protegê-la, as consequências serão terríveis.”
Eu me levantei abruptamente, meus punhos cerrando ao meu lado. “Protegê-la do quê?”
Siona virou-se para a porta, pausando com a mão na maçaneta. “Daqueles que temem o que ela representa. Dos que usariam ela para ganhar poder. E talvez, de você mesmo.”
As palavras finais foram mal audíveis, mas me atingiram com força.
“Espera,” Richard disse, dando um passo à frente. “O que você quer dizer, dele mesmo?”
Siona não respondeu. Em vez disso, ela abriu a porta, sua figura desaparecendo no corredor sem mais nenhuma palavra.
O silêncio se instalou no escritório, o peso da profecia dela pesando pesadamente no ar.
Richard foi o primeiro a falar. “Isso foi… perturbador.”
“Ela está escondendo algo,” eu disse, minha voz baixa. “E eu vou descobrir o que é.”
Richard me estudou por um momento, seu sorriso habitual substituído por uma seriedade rara. “Você acha que ela está certa? Sobre Zara e a profecia?”
Eu não respondi imediatamente. Em vez disso, olhei para a porta fechada, as últimas palavras de Siona ecoando em minha mente.
“Eu não sei,” eu admiti finalmente. “Mas eu não vou deixar Zara se tornar um peão no jogo de outra pessoa. Se há até mesmo uma chance de ela estar em perigo, eu farei o que for preciso para protegê-la.”
Richard assentiu, e sua lealdade estava clara em seu olhar. “Então nós vamos descobrir isso juntos.”
Quando ele deixou a sala, eu afundei de volta na minha cadeira, minha mente fervilhando.
Eu me perguntei se deveria contar para Zara ou informá-la de que eu sabia sobre o que quer que ela estivesse fazendo. Peguei o telefone na minha mesa e disquei um número.
Após alguns toques, a linha conectou. “Alô?”
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~Ponto de Vista do Ivan~
O bar sombrio estava vivo com conversas e o ocasional tinir de copos. A iluminação fraca pouco fazia para esconder os assoalhos de madeira marcados ou a leve neblina de fumaça que pairava no ar.
Eu estava sentado em um canto escurecido, bebendo um copo de uísque e batucando os dedos na mesa impacientemente.
Do outro lado de mim, Lucas — meu amigo mais antigo e cúmplice ocasional — me olhava com uma sobrancelha levantada, seu sorriso convencido de costume estampado no rosto.
“Você está quieto, Ivan,” disse Lucas, se recostando na cadeira. Ele estava vestido casualmente, sua jaqueta de couro pendurada no encosto do assento. “Isso não é típico de você. O que está te consumindo?”
Eu lhe dei um olhar severo, mas não respondi imediatamente. Em vez disso, terminei o resto da minha bebida de uma só vez, a ardência pouco fazendo para acalmar o fogo que rugia no meu estômago.
“Snow e Zade,” eu disse finalmente, minha voz baixa, mas cheia de veneno. “Desde que esses bastardos apareceram com seus avisos, eu tive que me manter discreto. Você faz ideia do quanto isso me irrita?”
Lucas riu e o som irritou meus nervos. “Sim, eu tenho uma ideia. Você anda remoendo por semanas.”
“Não estou remoendo,” eu retruquei, batendo o copo na mesa. Alguns olhares se voltaram para nossa direção, mas eu não me importei. “Estou reagrupando. Planejando. E agora, estou pronto para atacar.”
Lucas se inclinou para a frente, seu sorriso se alargando. “Ah é? Você tem um plano? Conte-me.”
Eu recostei na cadeira, deixando as sombras esconderem minha expressão enquanto considerava meu próximo passo. “Não é só Snow e Zade que estou enfrentando. Zara voltou à cena, e ela… mudou. Ela não é mais a menina ingênua de antes. Isso complica as coisas.”
A testa de Lucas se franziu. “Zara? Eu pensei que você tinha terminado com ela.”
Eu debochei. “Terminado? Eu nunca terminei. Zara sempre fez parte da equação, oras. Ela é… valiosa. Mais do que ela sabe.”
O sorriso de Lucas voltou, mas havia um brilho de curiosidade em seus olhos. “Valiosa, hein? Você não está pensando em ir atrás dela outra vez, está? Quero dizer depois daquele aviso que você recebeu. Além disso, o último truque da Clarissa falhou, o que mais você faria?”
Eu não respondi, mas meu silêncio falava por si mesmo. Lucas riu novamente, balançando a cabeça. “Você é um caso à parte, Ivan. Você realmente acha que pode levar isso adiante? Com Snow na sua cola?”
“Snow é um problema, mas ele não é invencível,” eu disse com toda a franqueza. “Todo mundo tem uma fraqueza. Eu só preciso encontrar a dele.”
Antes que Lucas pudesse responder, meu telefone vibrou na mesa, a tela acendendo com um número desconhecido.
Franzi a testa, pegando-o e olhando para o visor. Sem nome, apenas uma sequência de dígitos.
“Quem diabos é este?” eu murmurei.
“Atenda,” disse Lucas com um dar de ombros. “Pode ser importante.”
Hesitei por um momento antes de deslizar para aceitar a chamada e levar o telefone ao ouvido. “Alô?”
Houve uma pausa na outra linha, seguida por uma voz baixa e medida. “Ivan. Confio que este é um bom momento?”
Os pelos na nuca se arrepiaram ao som da voz dele. “Quem quer saber?”
“Marcus,” a voz disse suavemente.
Meus olhos se arregalaram. Marcus como no Marcus?
“Marcus?” Eu não pude conter minha curiosidade.
“Marcus Deveraux. E eu acredito que temos um interesse em comum.”