Casamento de Conveniência com o Alfa Snow - Capítulo 215
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215: Ficando na Moita ou Não…? 215: Ficando na Moita ou Não…? ***************
CAPÍTULO 215
~Ponto de Vista da Aira~
Pisquei quando ouvi as palavras da minha mãe. “Ela é esperada para hospedar e planejar isso neste ano. É um teste, Aira. Um que ela não pode se dar ao luxo de falhar.”
Franzi a testa levemente, sentindo o peso das palavras da minha mãe sobre mim. “Você acha que Zara está pronta para isso?”
“Ela tem que estar,” disse minha mãe firmemente. “Não se trata apenas do papel dela como Luna – é sobre a unidade da matilha e a aceitação dela como uma de nós. Snow não pode protegê-la dessa responsabilidade para sempre. Ela tem que se provar.”
Assenti lentamente. “Eu vou avisá-la,” prometi.
“Bom,” minha mãe respondeu, sua voz se suavizando novamente. “Você é uma boa irmã, Aira. Esteja lá por ela e por Snow.”
A ligação terminou, e eu fiquei sentada lá por um momento, processando a notícia. Hospedar e planejar a festa não era apenas uma tarefa; era um desafio monumental.
Mas se há algum lobisomem que eu conheço que possa se elevar à ocasião, era Zara.
Um pequeno sorriso apareceu em meu rosto enquanto eu me levantava, meu entusiasmo crescendo. Mal podia esperar para ver a reação dela. Sem perder mais um segundo, corri escada acima até o quarto dela.
*************
~Ponto de Vista do Kane~
O quarto de hotel cheirava a antisséptico, e eu gemi de frustração enquanto o médico dava batidinhas na ferida do meu lado.
Cada movimento mandava uma nova onda de dor percorrendo meu corpo, um lembrete cortante do meu encontro com Draven e os guerreiros de Snow.
Apertei os punhos, a memória daquele dia passando vívida em minha mente. A perseguição havia sido impiedosa, e eu mal escapei com minha vida.
Ainda podia ouvir os gritos dos guerreiros de Snow e sentir a terra tremer sob seus pés pesados.
A borda do penhasco estava à frente, minha única opção para sobreviver. Sem pensar duas vezes, pulei, mergulhando nas águas geladas abaixo.
“Fique quieto,” o médico murmurou com um tom seco.
“Chega,” rosnei, empurrando sua mão. “Você já fez o suficiente. Deixa.”
O médico hesitou, mas um olhar para a raiva ardente em meus olhos o fez recolher seus materiais e sair rapidamente.
A porta fechou-se com um clique atrás dele, e eu me recostei na cama, minha respiração trabalhosa.
A porta se abriu novamente, mas desta vez era Kylian, meu beta. Sua expressão era uma mistura de alívio e exasperação enquanto ele entrava.
“Você está terrível,” Kylian observou, fechando a porta atrás dele.
Lancei-lhe um olhar severo. “E você parece que esteve descansando enquanto eu lutava pela minha vida.”
Kylian sorriu, puxando uma cadeira ao lado da cama. “Se não fosse por mim, você estaria no fundo daquele penhasco, apodrecendo.”
Não respondi imediatamente, e a memória do resgate oportuno de Kylian se repetiu em minha mente.
“Você me encontrou,” disse finalmente, com um tom relutante.
Kylian recostou-se, cruzando os braços. “De nada. Eu sabia que você pularia – imaginei que preferiria enfrentar o oceano do que aqueles guerreiros. Eu estava esperando com o barco.”
“Como você sabia?” perguntei, franzindo a testa.
Kylian deu de ombros. “Você é previsível quando está desesperado, Kane. Mas caramba, você precisa parar de testar sua sorte. Esse salto deveria ter te matado. Não, esqueça isso; voltar ao território de Snow poderia ter acabado com a sua maldita vida.”
Apertei a mandíbula, a raiva borbulhando novamente. “Eles vão pagar por isso,” rosnei.
Kylian me estudou por um momento, seu sorriso desaparecendo. “Você está vivo, Kaid. Isso é o que importa. Mas qual é o plano agora?”
Demorei para responder, meus pensamentos consumidos pela imagem de Aira nos braços de outro homem. O jeito como ela olhava para ele, o jeito como ela se agarrava a ele – isso acendeu um fogo de raiva e ciúme no meu peito.
“Eles levaram o que é meu,” disse entre dentes apertados. “E vou garantir que se arrependam.”
Kylian suspirou, esfregando a nuca. “Você tem um desejo de morte, não é?”
“Apenas se prepare,” estalei. “Ainda não terminamos.”
Kylian assentiu, embora o olhar em seus olhos sugerisse que ele não estava completamente convencido. Enquanto se levantava para sair, eu encarei a janela, as luzes da cidade refletindo nos meus olhos.
Aira tinha escolhido outra pessoa, um alfa, mas isso ainda não tinha terminado. De jeito nenhum.
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~Ponto de Vista do Kaid~
Enquanto dirigia pelas estradas sinuosas do Reino Lycan, a visão já familiar da cidade fortaleza não me trazia conforto. Apertei o volante com mais força.
Mesmo depois de todo o incentivo que Richard e eu demos um ao outro, eu ainda não estava bem.
Richard sentou-se ao meu lado, seus olhos se voltando para mim de tempos em tempos como se estivesse debatendo se deveria falar ou não.
Quando ele finalmente quebrou o silêncio, sua voz foi cautelosa. “Qual é o plano, Kaid? Você está remoendo desde que saímos do hotel.”
Não respondi imediatamente, meus olhos fixos na estrada à frente. As imagens de Zara nos braços de Snow se repetiam em minha mente em um loop cruel.
Toda vez que tentava afastá-la, o jeito como ela se agarrava a ele se impunha novamente em meus pensamentos.
“Vou fazer o que deveria ter feito há muito tempo,” eu disse finalmente.
“E o que é isso?” Richard perguntou, franzindo a testa.
“Vou ligar para a mãe dela.”
Richard piscou, claramente surpreso. “Zaria? Você está falando sério?”
Lancei-lhe um olhar de lado, meu maxilar se contraindo. “Eu pareço estar brincando?”
“Você vai falar com Zaria depois de tudo? O que espera que ela faça? Entregar Zara numa bandeja de prata?”
Ignorei o ceticismo em seu tom enquanto estacionava no pátio do palácio principal. Os portões maciços rangeram abertos, revelando o esplendor da fortaleza do Rei Lycan. As torres altas emergiam diante de nós, seus picos de prata brilhando contra o céu que escurecia.
Saindo do carro, senti o peso da minha decisão me pressionando. Richard seguiu de perto, seu comportamento habitualmente presunçoso substituído por inquietação.
“Kaid,” ele chamou, acompanhando meu passo rápido enquanto caminhávamos pelos corredores. “Isso é uma jogada ousada, até para você. Zaria não é alguém que você pode manipular.”
“Não pretendo manipulá-la,” eu disse asperamente, minha voz ecoando pelos altos tetos. “Pretendo lembrá-la das promessas do marido dela. Zara foi prometida a mim, e Zaria sabe disso.”
Richard resmungou. “Isso foi décadas atrás, Kaid. Muita coisa mudou desde então, incluindo a própria Zara. Você acha que ela vai aceitar isso?”
“Ela vai,” eu disse, meu tom se endurecendo. “Porque ela vai perceber que sou o único que pode manter a Zara segura.”