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Casamento de Conveniência com o Alfa Snow - Capítulo 206

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206: Revelado 206: Revelado ***************
CAPÍTULO 206
~Ponto de vista de Zara~
O ar fresco da noite se infiltrava pela janela entreaberta, acariciando minha pele enquanto eu estava aninhada junto a Snow. Sua respiração constante, suave e rítmica contribuía para a tranquilidade do ambiente.

A paixão anterior entre nós me deixara aquecida e contente. Eu me aconcheguei mais perto do seu peito, sentindo a força de seus braços envoltos protetoramente ao meu redor.

A maneira como ele me segurava sempre me fazia sentir segura, como se nada no mundo pudesse me tocar quando eu estava com ele.

Mas esta noite, o sono parecia inatingível. Minha mente continuava revivendo fragmentos do dia, desde o calor no olhar de Snow até a inquietação persistente ao fundo dos meus pensamentos.

O zumbido fraco do meu celular na mesa de cabeceira me tirou dos meus devaneios. Com cuidado para não perturbar Snow, eu me estendi e desbloqueei a tela.

A mensagem era de Ivan.

Meu estômago se apertou ao ler as palavras:
Ivan: Então, o Rei Lycano está de olho em você agora, hein? Deve se sentir como um prêmio. Diga-me, Zara—você se prostituiu para chamar a atenção dele ou foi só sorte?

A raiva invadiu-me e apertei firme o telefone. Eu queria gritar, jogar o aparelho contra a parede, invadir a vida de Ivan e fazê-lo se arrepender de cada palavra vil que ele já disse.

Mas não podia. Não agora.

Snow se mexeu ao meu lado, seus braços instintivamente me puxando para mais perto em seu sono. Respirei fundo, forçando-me a acalmar. Ivan não valia a pena acordar Snow.

Desliguei a tela, colocando o celular virado para baixo na mesa de cabeceira. Fechei os olhos, tentando esquecer a mensagem e focar no calor do abraço de Snow.

Eventualmente, o sono chegou, mas não foi o repouso esperado que eu tinha esperado.

************
O sonho veio rapidamente, me arrastando para um mundo de sombras e memórias.

Eu estava em uma floresta—um lugar denso e escuro com árvores imponentes cujos galhos retorcidos se esticavam como garras contra um céu sem estrelas.

E lá, na clareira à frente, eu me vi.

Meu corpo inerte jazia no chão, pálido e imóvel, um contraste gritante contra a terra escura enquanto Ivan e Clarissa estavam sobre mim, seus rostos frios e indiferentes.

“Se livre disso,” disse Ivan, sua voz desprovida de emoção.

Clarissa bufou, jogando o cabelo para trás. “E eu que pensava que ela daria mais trabalho. Patética. Vamos.”

“Não há necessidade de falar com carne morta. Ela serviu para o que serviu. Agora, não importa mais.”

“Bem, se não fosse pela empresa do pai dela, você não teria que aturá-la todo esse tempo.” Clarissa olhou para meu corpo como se fosse lixo, e eu os odiei ainda mais por isso.

Um bando de canalhas.

Juntos, eles ergueram meu corpo e o levaram para mais fundo na floresta, seus passos esmagando as folhas mortas.

Tentei me mover, gritar, impedi-los, mas não consegui. Meus membros permaneceram inoperantes, e minha voz soava como um murmúrio fraco ao vento.

Eles despejaram meu corpo de forma desrespeitosa perto de um grande pedregulho coberto de musgo. Sem um segundo olhar, viraram-se e desapareceram na escuridão.

Eu queria chorar, me enfurecer, mas minha atenção foi atraída para uma nova presença.

Das sombras surgiu uma figura—uma mulher envolta em mantos fluídos que brilhavam fracamente à luz tênue. Um cajado adornado com sinos e trinkets repousava em sua mão, cada passo que ela dava fazia os ornamentos tilintarem suavemente.

Seu rosto estava obscurecido por um véu, mas sua aura irradiava poder. Ela parou em frente ao meu corpo inerte, inclinando a cabeça como se o estudasse.

“Este não é o fim,” ela murmurou, sua voz rica e ressonante.

Ela retirou um pingente de seu pescoço, uma pedra de jade verde no centro, e o colocou na minha testa. Seus lábios se moveram em um cântico, as palavras estranhas, mas rítmicas, cada sílaba carregando um peso que parecia ondular pelo ar.

Uma explosão súbita de luz irrompeu da pedra de jade, envolvendo meu corpo em um brilho deslumbrante.

“Não é ainda a sua hora de morrer,” disse a mulher, sua voz crescendo, ecoando pela floresta. “Você ainda tem muito a fazer, Zia Gold. Retorne e cumpra seu destino. Desta vez, eu a encontrarei em sua próxima vida.”

Suas palavras me atingiram de forma aguda, fazendo meu fôlego se prender enquanto ela abruptamente girava a cabeça em minha direção.

Seu véu caiu, revelando olhos que ardiam com luz vermelha, penetrando a escuridão e fixando-se nos meus.

Ela podia me ver.

Meu corpo estremeceu sob seu olhar, e antes que eu pudesse processar o que estava acontecendo, um grito escapou de minha garganta, arrancando-me do sonho.

***********
Eu me ergui na cama, ofegante. Suor escorria por minha testa e encharcava meu pijama, meu coração martelando como um tambor.

O quarto estava escuro e silencioso, o único som era a respiração estável de Snow ao meu lado. Ele permanecia tranquilo, seu rosto sereno ao fraco luar que entrava pela janela.

Passei uma mão trêmula pelos cabelos, tentando me acalmar. O sonho fora tão vívido, tão real.

Ao balançar as pernas para fora da cama, um nome surgiu em minha mente, não solicitado. Um nome que parecia estranho e familiar ao mesmo tempo.

Zia Gold.

Ela me conhecia. Sabia meu verdadeiro nome e o que eu precisava fazer. Não havia dúvida de que eu precisava encontrar essa mulher usando alguma pista ou algo parecido.

Eu precisava saber sobre tantas coisas—a pedra de jade. O cântico. O olhar ardente da mulher.

Eu não tinha ideia do que tudo isso significava, mas uma coisa estava clara—eu não podia ignorar.

Silenciosamente, saí da cama, tomando cuidado para não acordar Snow. Meus movimentos eram rápidos, mas deliberados enquanto me vestia e pegava meu celular, o nome de um lugar gravado em minha mente como um farol me chamando.

Eu não sabia o que me aguardava lá, mas sabia que tinha que descobrir.

Meu destino exigia isso.

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