Casamento de Conveniência com o Alfa Snow - Capítulo 180
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180: Nova Floração 180: Nova Floração **************
CAPÍTULO 179
~Ponto de vista de Zara~
Até o momento em que retornamos à mansão, o sol da tarde estava alto no céu.
Scott nos saudou na porta, a sua postura usualmente composta intacta. “Bem-vindos de volta, Alfa, Senhora Zara.”
“Obrigado, Scott,” Snow disse, sua voz mais leve do que tinha estado mais cedo.
Sorri para Scott, os eventos da manhã já parecendo uma memória distante. Snow me conduziu ao lounge, onde uma bandeja de petiscos nos esperava.
Enquanto nos acomodávamos no sofá fofinho, Snow me puxou para perto, seu braço passando por cima dos meus ombros. “Vamos esquecer a manhã por agora,” ele disse, seu tom suave.
Concordei com um aceno, me encostando nele. Pela primeira vez no dia, me permiti relaxar.
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No dia seguinte, o amanhecer foi pacífico, com a luz do sol derramando-se pelas cortinas em faixas douradas. Snow e eu passamos as primeiras horas desfrutando de um momento raro, mas, ao meio-dia, estávamos prontos para nosso passeio.
O restaurante que Snow escolheu era pitoresco e íntimo, localizado na beira de um parque cênico. Assim que entramos, o burburinho de conversas e o tilintar de copos nos receberam.
Mas então, não demorou muito para localizar Kevin e Diane — principalmente porque a discussão acalorada deles era alta o suficiente para chamar a atenção.
Zara suspirou enquanto Snow colocava uma mão protetora na base de suas costas.
“E agora?” eu murmurei em voz baixa, observando Kevin gesticular freneticamente enquanto Diane se sentava com os braços cruzados, sua expressão oscilando entre a irritação e a desafiança.
Os lábios de Snow esboçaram um sorriso de diversão, embora o brilho em seus olhos sugerisse que ele estava pronto para intervir, se necessário. “Vamos lá?”
Conforme nos aproximávamos da mesa deles, a aura de Snow se inflamou de forma sutil, mas eficaz. Uma onda de silêncio varreu o restaurante enquanto os olhares se voltavam para ele.
Kevin, no meio de um gole de sua bebida, engasgou, tossindo violentamente enquanto seus olhos se dirigiam para Snow. Os lábios de Diane se curvaram em um sorriso divertido enquanto ela se recostava na cadeira, visivelmente desinteressada pela reação de Kevin.
“Boa tarde,” Snow disse suavemente, sua presença dominadora preenchendo o espaço enquanto ele puxava uma cadeira para mim.
“Oi,” eu adicionei, me acomodando ao lado dele.
O rosto de Kevin ficou vermelho, e ele colocou apressadamente seu copo na mesa, enquanto Diane arqueava uma sobrancelha, lançando a Snow um olhar significativo. “Que bom que vocês vieram se juntar a nós,” ela disse, seu tom cheio de sarcasmo.
“O prazer é todo meu,” Snow respondeu, seu tom enganosamente leve.
Suspirei interiormente enquanto olhava de um para o outro. “Então,” eu comecei, esperando desfazer o clima estranho. “O que está acontecendo aqui? Vocês dois parecem… animados.”
Diane revirou os olhos. “Pergunte a ele.”
Kevin ficou tenso, se inclinando para frente. “Ah, qual é! Eu só disse—”
“—Que eu tenho o hábito de fazer tudo sobre mim,” Diane interrompeu asperamente.
“Bem, você faz,” Kevin rebateu.
Pisquei, observando a troca com uma mistura de diversão e exasperação. Snow, por sua vez, parecia completamente entretido, seu olhar alternando entre eles como se estivesse assistindo a um jogo esportivo.
“Vocês dois se dão conta de que isso é para ser um almoço amigável, certo?” eu interrompi.
Kevin suspirou, passando a mão pelos cabelos. “Desculpe. É que… Diane me deixa louco.”
Diane sorriu ironicamente, mantendo os braços cruzados sob seu busto. “Reciprocamente, gênio.”
Snow riu, sua voz profunda cortando a tensão. “Vocês dois são apaixonados. Isso não é necessariamente algo ruim.”
Kevin lançou-lhe um olhar de incredulidade. “Você chama isso de paixão?”
Diane se inclinou para a frente, seus olhos brilhando com travessura. “Ele tem um ponto. Paixão é melhor do que indiferença, você não acha?”
Não pude evitar sorrir com isso, notando como a expressão de Kevin amolecera, mesmo que ele tentasse disfarçar.
A conversa gradualmente mudou, a tensão anterior se dissolvendo enquanto discutíamos assuntos mais leves — o erro que ocorreu, se eles tinham recebido a compensação prometida e qual era a escolha deles sobre ficar na casa que Snow lhes tinha dado para morar temporariamente.
À medida que a refeição avançava, não pude deixar de notar que as interações entre Kevin e Diane se tornavam menos combativas e mais brincalhonas.
A faísca entre eles era inegável, e me peguei sorrindo quando Diane deu um leve empurrão no braço de Kevin após um comentário especialmente atrevido.
“Vocês dois são demais,” eu disse, balançando a cabeça com carinho.
Diane sorriu ironicamente. “Acha mesmo?”
Snow concordou. “Definitivamente. É raro ver duas pessoas que podem se desafiar sem recuar.”
Kevin riu, coçando a parte de trás do pescoço. “É, bom, ela é teimosa pra caramba.”
“E você não é?” Diane retrucou, erguendo uma sobrancelha.
O riso deles preencheu o espaço, e eu troquei um olhar cúmplice com Snow. Qualquer que fosse o caos que os uniu, estava claro que eles eram bons um para o outro.
O problema era… eles ainda não tinham percebido isso.
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~Ponto de Vista da Aira~
Mais tarde naquela noite, eu estava no balcão do meu quarto, com uma xícara de chá fumegante nas mãos, enquanto observava as luzes da cidade piscando ao longe.
A brisa fria era um alívio bem-vindo depois de um longo dia, e soltei um suspiro suave, meus pensamentos vagando.
O som do meu celular vibrando na mesa próxima chamou minha atenção. Peguei-o, meu coração batendo um pouco mais forte ao ver o nome de Zade na tela.
Zade: Ei, Aira. Gostaria de tomar um drink ou uma refeição comigo esta noite?
Hesitei, mordendo meu lábio. Minha loba, Verão, se agitou inquieta em minha mente, sua empolgação clara como o dia.
Eu: Esta noite? Tem certeza de que está livre?
Sua resposta foi quase imediata.
Zade: Completamente. A menos que você não queira?
Exalei lentamente, um pequeno sorriso surgindo em meus lábios.
Eu: Tudo bem. Onde devemos nos encontrar?
Zade: Conheço um lugar. Vou te enviar o endereço. Até logo.
Coloquei o celular na mesa, minhas bochechas esquentando. A voz de Verão ecoou em minha mente, provocadora, “Finalmente! Você vai vê-lo. Talvez agora você perceba o que estava perdendo.”
“Calm down, Verão,” eu murmurei interiormente, embora meu pulso acelerasse com a ideia de ver Zade novamente.
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O restaurante que Zade escolheu ficava escondido em um canto tranquilo da cidade, com um ambiente aconchegante e convidativo. Quando cheguei, ele já estava lá, esperando por mim perto da entrada.
Assim que me aproximei, minha loba se agitou, sua empolgação emergindo à superfície. Zade se virou, suas feições marcantes suavizando enquanto ele sorria.
“Aira,” ele saudou calorosamente, sua voz grave enviando um arrepio pela minha espinha.
“Oi, Zade,” eu saudei, minha voz mais baixa do que pretendia.
À medida que entrávamos, a conexão entre nós se fortalecia. Era como se nossas lobas se reconhecessem em um nível que ia além das palavras.
Fomos sentados perto de uma janela, o brilho suave das velas lançando uma tonalidade quente sobre a mesa.
“Estou feliz que você veio,” a voz de Zade atraiu minha atenção para ele, me encarando com aqueles olhos sinceros.
“Eu também,” admiti, sentindo o rubor subir em minhas bochechas.
A conversa fluiu facilmente. A presença de Zade era ao mesmo tempo aterradora e eletrizante, cada uma de suas palavras me capturando de uma maneira que eu nunca tinha experimentado antes, nem mesmo com meu parceiro anterior.
Verão, claro, não se segurou.
“Ele é tão bonito. Esses olhos… E aquela linha da mandíbula! Aira, do que você está esperando?”
Lutei para manter a compostura, embora meu coração batesse acelerado com as palavras dela.
À medida que a noite avançava, percebi algo profundo — Zade não era apenas um Alfa. Ele era gentil, atencioso e inesperadamente engraçado.
E talvez, apenas talvez, ele fosse exatamente o que eu estava perdendo.