Casamento de Conveniência com o Alfa Snow - Capítulo 178
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178: Bagunça de Pontas Soltas 178: Bagunça de Pontas Soltas **************
CAPÍTULO 176
~POV de Snow~
Mais tarde naquela noite, com o sol se pondo no horizonte, eu estava na varanda com Zara. A brisa fresca agitava seus cabelos enquanto ela se inclinava contra mim, fixando seu olhar nos extensos jardins abaixo.
“Está nervosa para o Baile?” perguntei, passando os dedos por seus cabelos.
“Um pouco,” ela admitiu. “Mas com você ao meu lado, acho que vou ficar bem.”
Dei um beijo no topo de sua cabeça. “Você vai ser mais do que bem, amor. Você vai brilhar.”
Ela se virou para me olhar com aqueles olhos cheios de carinho. “Obrigada, Snow. Por tudo.”
“Sempre,” eu disse baixinho e a puxei para mais perto.
*************
A mansão brilhava sob o sol da manhã, prometendo um bom dia. Decidi que era a oportunidade perfeita para mostrar mais da cidade e dos nossos arredores para Zara.
Ela merecia um descanso antes do estresse avassalador do Alpha Ball que estava por vir.
Ao sairmos do carro no shopping, não pude deixar de observar as expressões de Zara. Ela se maravilhava com a estrutura envidraçada imponente e as pessoas se movimentando. Era um mundo bem distante dos pacatos pacotes e seus territórios.
“Gosta daqui?” perguntei, pegando sua mão enquanto caminhávamos em direção à entrada.
Ela sorriu. “É diferente do que estou acostumada, mas sim, gosto.”
“Fico feliz. Vamos então fazer compras.”
Dentro do shopping, passeamos pelas lojas, pegando itens essenciais e algumas coisas que chamaram a atenção dela. Zara foi particularmente atraída por uma pulseira de berloques delicados, seus olhos brilhando enquanto admirava o design intricado. Não pensei duas vezes antes de comprar para ela, ignorando seus protestos.
“Você está me mimando,” ela brincou, seus olhos cintilando de gratidão.
“Esse é meu direito,” eu respondi suavemente, guardando a pequena caixa na sacola.
Após as compras, paramos em um café aconchegante por perto para comer alguma coisa. Zara sorvia um smoothie, seus olhos escaneando a rua vibrante lá fora.
Mantivemos a conversa leve, falando sobre coisas aleatórias—seus livros favoritos, minhas travessuras de infância com Aira e Tempestade.
Era um momento de normalidade no caos de nossas vidas.
Logo quando Zara estava rindo de uma de minhas histórias, meu telefone vibrou na mesa. Olhei para a tela, franzindo a testa enquanto o nome de Taylor piscava nela.
“Quem é?” Zara perguntou curiosa, tomando outro gole de sua bebida.
Suspirei, mostrando-lhe a tela. “Taylor, minha assistente. Ela é eficiente, mas não ligaria sem uma boa razão.”
“Atenda,” Zara incentivou, com uma expressão suave mas encorajadora.
Relutantemente, deslizei para aceitar a chamada e levei o telefone ao ouvido. “Taylor?”
Sua voz frenética ressoou na chamada. “Senhor, tem uma situação, e eu não sei como lidar com ela.”
Pinçei a ponte do nariz. “Respire e me diga o que está errado.”
Taylor inalou fundo antes de continuar. “Se lembra da garota de programa que você solicitou antes… do seu casamento?”
Minhas sobrancelhas se franziram. “Sim. O que tem ela?”
Taylor hesitou. “Acontece que houve um mal-entendido. Ela está aqui no escritório, furiosa. Ela alega que não foi paga e exige seu pagamento.”
Respirei fundo. Graças a Deus é um problema menor, pensei, mas não.
“Então é simples. Não há nada com que se preocupar. Taylor, acerte com ela e compense pelo atraso.”
“Queria que fosse tão simples, senhor.” Minhas sobrancelhas se franziram ainda mais.
“Como assim?”
“Ela está ameaçando tomar medidas legais contra a empresa pelo atraso e quebra de acordo.”
Fiquei mais ereto, meu maxilar se apertando. “Você não cancelou o acordo quando conheci Zara? Como ela pode nos processar por um erro dela?”
“Eu pensei que tinha cancelado,” ela admitiu, sua voz carregada de tensão. No entanto, parece que o pedido foi aprovado apesar disso, e antes que ela recebesse a notícia, ela já havia cumprido o papel. Ela se casou com outra pessoa, achando que era você e parte do contrato, e agora ela está aqui exigindo compensação.”
“Casou com outra pessoa?” Eu repeti incrédulo. “Como diabos isso aconteceu?”
“Não sei, senhor,” Taylor gaguejou. “Mas ela está recusando sair até que isso seja resolvido.”
Exalei de forma acentuada, minha frustração fervendo por baixo da superfície. “Tudo bem. Eu resolvo isso. Prepare os documentos necessários, e eu estarei aí em breve.”
“Sim, senhor. Obrigada,” Taylor disse com alívio em sua voz.
Terminei a chamada com meus olhos trancados no olhar preocupado de Zara. “Problemas?” ela perguntou baixinho.
Por sua expressão, sabia que ela sentia minha raiva e frustração. “Nada que não possamos resolver,” a assegurei.
“Bom. Você me conta o que houve no caminho. Por agora, vamos.”
“Claro, eu explico.”
Levantamos para sair, mas antes de alcançarmos a porta do café, o telefone de Zara vibrou no bolso dela. Ela tirou o celular assim que saímos e caminhamos em direção ao meu carro, suas sobrancelhas se juntando ao ver o nome de Ella na tela.
“Ella?” ela atendeu, colocando o telefone no modo viva-voz. “O que aconteceu?”
Aproximei-me, destravando o carro enquanto a conversa dela se desenrolava.
“As coisas saíram do controle, Zara,” Ella disse, com um tom de voz carregado de preocupação.
Zara pausou, franzindo a testa. “O que você quer dizer?”
As palavras de Ella se precipitaram em um jorro. “Lembra quando você queria um garoto de programa para o seu casamento?”
Minha mão congelou na maçaneta do carro.
“Sim,” Zara respondeu hesitante, sua voz baixa. “Mas eu encontrei Snow em vez disso.”
“Exatamente,” continuou Ella. “Bem, o homem que você teria contratado foi em frente e casou com outra pessoa, pensando que era você. Agora ele está exigindo pagamento e ameaçando tomar ações legais contra nós duas.”
Zara inalou profundamente, sua mão apertando o telefone com força. “Me encaminhe os detalhes deles, Ella. Eu resolvo isso.”
“Zara, me desculpe—”
“Não peça desculpas,” Zara interrompeu firme. “Essa foi a minha decisão. Você só me ajudou. Eu vou cuidar disso.”
A chamada terminou, e Zara se recostou no assento, exalando devagar. Seus olhos encontraram os meus, e por um momento, ficamos em silêncio, entendendo o problema que estava diante de nós, um que criamos.
“Eles podem ter armado isso,” ela disse finalmente, sua voz firme apesar da tensão em seu maxilar. “Mas como deixamos pontas soltas levarem a tal confusão?”
Alcancei sua mão, apertando-a gentilmente. “Vamos resolver isso, Zara. Juntos.”
Ela assentiu, um lampejo de gratidão suavizando suas feições. “Vamos.”