Casamento de Conveniência com o Alfa Snow - Capítulo 172
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172: Neve Insuportável 172: Neve Insuportável **************
CAPÍTULO 172
~Ponto de vista de Zara~
Snow riu de onde estava, encostado casualmente na parede. “Vai, diga a ela, Zade.”
Zade gemeu, esfregando a nuca. “Sim, Mamãe, encontrei minha companheira.”
Um sorriso radiante se espalhou pelo rosto de Zaria. “Isso é maravilhoso! Temos uma Luna para a Alcateia Garra Dourada. Quem é ela? Onde ela está? Qual é o nome dela?”
Snow não conseguiu conter seu divertimento, e eu mordi meu lábio para abafar uma risada.
Finalmente, Zade murmurou, “Aira. Aira Zephyr.”
O quarto mergulhou em um silêncio chocado. O sorriso de Zaria vacilou enquanto ela repetia o nome baixinho. Então seu rosto congelou por um momento, e seus olhos se estreitaram enquanto ela lançava um olhar penetrante para Snow. “Zephyr?” ela repetiu devagar. “Snow, sua irmã?”
O sorriso de Snow se alargou, sua expressão presunçosa. “Você é rápida, Luna. A própria.”
Zaria piscou, sua expressão indecifrável antes de se suavizar em algo parecido com admiração. “Bem,” ela murmurou, “isso certamente torna as coisas… interessantes.”
“Eufemismo do século,” Zade murmurou baixinho, ganhando um leve empurrão meu.
Zaria se endireitou, sua compostura regal retornando. “Espero encontrá-la em breve, Zade. Ela é família agora, e quero recebê-la apropriadamente.”
Zade assentiu, seu tom sério. “Você vai, Mamãe. Em breve.”
Snow se desencostou da parede, passando um braço ao redor da minha cintura. “Falando em família, eu e Zara deveríamos partir. Voltaremos para visitar, é claro. Mas por agora…”
Zaria suspirou, sua relutância evidente. “Certo,” ela concedeu, embora seu tom deixasse claro que ela não estava feliz com isso. “Mas só se ela prometer passar o fim de semana aqui. Os anciãos vão querer conhecê-la.”
Eu sorri, sentindo o calor de seu cuidado. “Eu prometo.”
Enquanto nos preparávamos para partir, olhei para trás, para Zaria e Zade, meu coração cheio. Não importa aonde eu fosse, eu sabia que tinha uma família aqui – uma família que estaria ao meu lado, não importa o quê.
“Tchau, Zade, Zar… Mamãe.”
******************
O sol da tarde lançava um tom dourado sobre a mansão expansiva enquanto entrávamos na longa entrada.
A segunda mansão de Snow surgia à frente, apenas um pouco menor que sua propriedade principal, mas não menos impressionante. Cada centímetro do local exalava luxo, desde a fachada de pedra intrincada até os jardins impecavelmente cuidados.
Assim que descemos, Scott estava lá para nos receber. Sempre composto, seu terno elegante estava impecável, e seu comportamento profissional como sempre.
“Bem-vindo de volta, Alfa,” disse Scott, fazendo uma leve reverência antes de se virar para mim. “Senhora Zara, é um prazer vê-la novamente.”
“Obrigada, Scott,” respondi com um sorriso caloroso, ainda me acostumando a ser chamada de Senhora por ele.
Snow deu um tapinha no ombro de Scott. “Me diga, Scott, minhas irmãs e Tempestade estão por aí?”
Scott balançou a cabeça. “Não, Alfa. As Jovens Senhoritas devem chegar amanhã de manhã.”
Um sorriso travesso se espalhou pelo rosto de Snow enquanto ele se virava para mim, seus olhos azuis brilhando com intenção brincalhona. “Parece que vou ter você só para mim esta noite, amor.”
Antes que eu pudesse responder, ele se inclinou mais perto, sua voz baixando para um murmúrio rouco. “Não que importe se tivéssemos companhia. Eu não me importaria que eles ouvissem você gritar meu nome enquanto eu te possuo repetidamente, levando você ao êxtase.”
Meus olhos se arregalaram em choque, minhas bochechas esquentando instantaneamente quando instintivamente olhei para Scott. Seu rosto estava tão vermelho quanto um tomate enquanto ele olhava para qualquer lugar exceto para nós, claramente desejando poder desaparecer no ar.
“Snow!” sibilei, batendo em seu braço.
Rindo sem desculpas, Snow se endireitou, seu sorriso inabalável enquanto ele me observava com adoração.
Corando furiosamente, eu me virei e marchei em direção à entrada, chamando por cima do ombro, “Você é insuportável, Snow!”
“Para você, Zara, eu posso ser qualquer coisa,” ele chamou de volta, sua voz provocante e cheia de afeto.
Scott me seguiu, limpando a garganta desajeitadamente. “Senhora Zara, devo preparar seu quarto?”
Eu parei logo dentro do grande saguão, o interior luxuoso tirando meu fôlego. Os pisos de mármore brilhavam sob a luz suave de um lustre de cristal, e a escadaria que curvava para cima era algo saído de um conto de fadas.
“Não precisa, Scott,” interveio Snow suavemente enquanto entrava atrás de mim. “Ela ficará no meu quarto.”
Eu me virei, dando a ele um olhar feroz, mas o sorriso em seu rosto só se alargou.
Scott baixou a cabeça. “Entendido, Mestre Snow.” Ele se virou para mim, sua voz gentil. “Se precisar de alguma coisa, Senhora Zara, por favor não hesite em me avisar.”
“Obrigada, Scott,” eu disse, conseguindo um sorriso apesar do meu estado agitado.
Assim que Scott desapareceu pelo corredor, Snow se aproximou, envolvendo seus braços ao redor da minha cintura. Seu toque era quente, seu cheiro intoxicante.
“Você está corada, amor,” ele provocou, sua voz baixa e aveludada.
“Você é impossível,” murmurei, embora não pudesse esconder o sorriso que puxava meus lábios.
Snow riu, se inclinando para dar um beijo suave na minha testa. “Vamos. Deixe-me mostrar o lugar.”
Ele me guiou pela mansão, apontando as áreas chave – a grande sala de jantar, a biblioteca repleta de prateleiras do chão ao teto, e uma área de estar aconchegante com uma lareira crepitante.
O calor do espaço contrastava com a grandiosidade da mansão, tornando-a convidativa apesar de seu tamanho.
Eventualmente, chegamos ao seu quarto – ou melhor, nosso quarto para a noite. O espaço era enorme, dominado por uma grande cama com dossel coberta com linhos luxuosos. Uma parede de portas de vidro se abria para uma varanda privativa com vista para os jardins da propriedade.
Snow se recostou no batente da porta, me observando enquanto eu observava o quarto. “E então? O que você acha?”
“É lindo,” admiti, passando os dedos pela borda da cama.
“Não tão lindo quanto você,” ele disse, sua voz sincera.
Eu me virei para ele, meu coração acelerando com a intensidade em seu olhar. Por um momento, a brincadeira desapareceu, deixando apenas a conexão crua entre nós.
“Snow…” eu comecei, mas as palavras ficaram presas na minha garganta.
Ele atravessou o quarto em poucos passos, me puxando para seus braços. “Você teve um dia longo,” ele murmurou, seus lábios roçando minha têmpora. “Vamos te acomodar.”
Sua ternura era desarmante, e me vi me apoiando nele, a tensão anterior derretendo.
“Obrigada,” sussurrei.
Snow recuou levemente, segurando meu rosto em suas mãos. “Qualquer coisa por você, amor.”
E naquele momento, percebi que apesar do caos ao nosso redor – Marcus, o Crescente Espinhoso, e as verdades que ainda estávamos desvendando – eu estava exatamente onde precisava estar. Com ele.
Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, seus lábios se chocaram nos meus.