Após o Divórcio, Bilionário Ex Descobre que Estou Grávida - Capítulo 68
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68: Capítulo 68 Conversa Simples, Doce e Amigável, De Fato. 68: Capítulo 68 Conversa Simples, Doce e Amigável, De Fato. Conversa simples e amigável.
Leonica quase gargalhou com as palavras enganosas.
Se alguém além dela tivesse ouvido essas palavras, teriam imaginado ela e Angelina como melhores amigas, ou pelo menos amigas próximas. Mas ah, como elas estavam longe disso.
“Ha, você realmente tem coragem,” cuspiu Leonica no telefone. “Ligar para mim só para me contar umas merdas depois de todas as palhaçadas que você fez. E o quê, você acredita que eu facilmente dançaria conforme a sua música. Você tem uma grande imaginação.”
“Oh, Leonica,” Angelina suspirou, já esperando essa exata atitude de Leonica. Na outra ponta, acompanhado pelo suspiro de prata, estava o som do clique da talheres. Leonica não queria imaginar a bruxa derramando um chá calmante enquanto dizia suas palavras ridículas, mas já era tarde demais. Sua mente já havia criado a imagem em sua cabeça, fazendo-a estremecer.
Tanto mentalmente quanto fisicamente.
“Eu sabia que você agiria assim, e acredite, realmente, acredite em mim, eu não queria ter que recorrer a isso.” Angelina continuou.
‘Recorrer a quê?’ pensava Leonica, dando uma volta para escanear seus arredores, quase como um instinto diante do perigo. Mas nada aconteceu. Nenhum ataque ou emboscada, ou algo do tipo. Mas ela podia sentir, quase como uma intuição dizendo que Angelina estava aprontando alguma.
Caramba, mesmo sem sua intuição, ela podia dizer que a vadia escorregadia estava aprontando alguma!
“Recorrer a quê?”
“Ameaças.” Veio a resposta simples da morena.
“Ameaças?” repetiu Leonica, franzindo a testa com a ação.
Mesmo sem poder ver, ela sabia que Angelina estava acenando com a cabeça para sua pergunta. E ela estava. “Sim. Você vê, eu sou uma mulher de… caminho justo? E eu não levo ameaças a outras mulheres muito bem, mas se eu preciso, então eu o farei.”
“Oh, fala logo, não tenho medo das suas ameaçazinhas.” Leonica exigiu, desviando os olhos da porta de vidro para seu filho que ainda estava sentado no sofá, desfrutando do programa que estava assistindo.
Teen Titans; Leonica tinha quase certeza pelas vozes familiares e artimanhas de desenho animado.
“Você não está com medo, tem certeza?” Leonica ficou em silêncio diante da pergunta. “Ah, parece que sim.” Angelina refletiu no silêncio. Uma risada tranquila seguiu segundos depois. “Se você não está com tanto medo, o que você acha dessas manchetes ‘Ashley Romero, descoberto como filho ilegítimo de Gabriel Bryce; homem, que está noivo, prestes a se casar’.” Angelina disse, rindo mais alto desta vez, como se pudesse sentir ou ver a tensão que se infiltrava no corpo de Leonica com a menção de seu filho se tornando o novo alimento da imprensa. “Ou então, que tal-”
“Você não teria coragem.” Leonica a interrompeu com um rosnado, o que não fez muito efeito sobre Angelina, que se deliciava com esse lado defensivo de sua oponente.
“Mas eu teria.” Ela retrucou, dando um gole no seu chá depois. “A menos que você me encontre no Restaurante Grand Mayer amanhã, três da tarde em ponto. Então, o que vai ser?”
Olhando para Ashley, que apenas agora olhou por trás do sofá para acenar para a mãe com um sorriso, Leonica sabia que suas escolhas eram limitadas. Pelo menos era assim todas as vezes que se tratava de seu filho.
Ashley era precioso demais para ela para duvidar de coisas a respeito dele. Incluindo desta vez. Ela não queria ficar sentada e esperar que Angelina realmente publicasse aquele artigo antes de agir.
“Está bem, Angelina. Grand Mayer, três da tarde em ponto. Combinado.”
*~*
“Você quer que eu faça o quê?” Segurando o telefone entre a orelha e o ombro, Anastasia empurrou os vestidos usados para o fundo do seu carro e bateu a porta com força.
“Reserve um bolo para o aniversário do Ashley.” Veio a resposta de Leonica do outro lado.
“Um, tudo bem, claro.” Entrando no carro e dando a partida, ela colocou o telefone no viva-voz e o colocou no assento do passageiro. “Mas só por curiosidade, por que você mesmo não está fazendo isso?” Ela perguntou.
Leonica ficou em silêncio por alguns segundos, um hábito que Anastasia sabia que sua amiga tinha quando estava pensando em uma resposta ou simplesmente queria te ignorar até que achasse certo responder. Felizmente, era o primeiro caso e depois de alguns segundos, a Ette loira falou.
“Eu tenho algumas coisas para resolver de volta à empresa. O Rodrigo tem agido de forma estranha.”
Uma mentira, Anastasia podia dizer, mas deixou passar. “Certo, eu passarei na loja da Meg e reservarei um. O Ashley quer um sabor específico?”
“Bolos de limão, o Ashley adora aquele.” Informou Leonica.
“Certo. Um enorme bolo de aniversário sabor limão, a caminho!” Anastasia festejou com o punho no ar, enquanto a outra mão controlava o volante, e deu uma risadinha antes de se despedir da amiga.
Meia hora depois de terminar a ligação, ela parou o carro em frente à loja de bolos da Megan. Saindo, ela olhou para o nome familiar e sempre provocante; Bolos e confeitaria Mega-Me. Era o nome que ela tinha inventado na faculdade durante uma de suas habituais ‘noites de bebedeira só para garotas’. Megan tinha explicado seu sonho de ter uma confeitaria e as garotas, nomeadamente Leonica e Anastasia deram a ela o aval, despejando a quantidade certa de combustível que era necessário para transformar o sonho em realidade.
Mas Anastasia nunca esperava que Megan usasse o nome que ela tinha inventado. O queixo da ruiva caiu ao chão quando viu o nome registrado.
Que amiga usa o nome horrível que você inventou bêbado. Nada de bom poderia sair disso.
Aparentemente, ela era a única que pensava assim, pois cinco anos depois que o Mega-Me foi lançado, tornou-se a maior confeitaria da Noruega, expandindo de Oslo para Bergen e além.
E Megan tinha as meninas a agradecer por isso, literalmente.
O sininho acolhedor acima da porta cumprimentou Anastasia com seus jingles habituais quando ela entrou, alertando a mulher sentada no balcão.
“Olha só quem apareceu, como se tivesse sido trazida pelo Papai Noel.” Levantando da cadeira com o maior sorriso até agora, Megan contornou o balcão e envolveu sua amiga de longa data em um grande abraço.
Anastasia foi rápida em retribuir o gesto. “Também senti sua falta, Meg.”
“Então, o que te traz aqui?” A mais velha das duas perguntou assim que se separaram.
“””Um bolo, Ah, aquele para ser mais preciso. Apontando para a vitrine que continha um bolo de três andares azul, branco e amarelo-limão, com três macarons em forma de bolo, dois verdes e um rosa claro, e para um toque final, no corpo, tinha desenhos florais verde-escuro e amarelo-claro.
Megan olhou na direção e murmurou um aprovação. “Mhm, você tem um bom gosto. Eu vou-” O resto de suas palavras foi interrompido pelo som do seu celular tocando. Ela deu uma olhada no aparelho e amaldiçoou baixinho.
“Tudo bem?” Perguntou Anastasia.
“Mhm hm. Apenas…negócios.” Respondeu Megan. “Posso…eu só vou…”
“Claro, vai lá atender, eu espero aqui.” Anastasia lançou um sorriso em sua direção. Megan rapidamente retribuiu o gesto antes de se virar para atender a ligação.
“Quantas vezes eu já disse para você não me ligar…” O som da voz dela diminuiu enquanto ela caminhava para a sala atrás do balcão. Assim também desapareceu a última preocupação de Anastasia em relação ao início estranho da conversa no telefone.
Caminhando em direção à vitrine, ela admirou o futuro bolo de aniversário de Ashley, já imaginando Leonica dando-lhe um tapinha nas costas por um trabalho bem feito. Tão concentrada em seu momento de admiração, ela não percebeu o som do guizo da porta, enquanto outro cliente entrava.
Ainda muito absorta, ela não prestou atenção à presença que se estabeleceu ao seu lado, olhando e admirando igualmente o mesmo bolo bem esculpido.
“Isso sim é que é um bolo.” Anastasia refletiu. No entanto, sua voz misturou-se com outra. Esta soando mais profunda e masculina que a dela.
Foi então que ela notou a pessoa ao seu lado. Desviando o olhar do bolo, seu olhar pousou em um rosto familiar.
Ah, ela o conhecia! Ele era um dos cachorros do Gabriel.
‘Qual era o nome dele mesmo? Llelo? Lleyton?’
“Parece que temos olhos para a mesma coisa. Grandes mentes pensam igual, eu devo dizer.” A voz de Lloyd interrompeu o fluxo de pensamentos dela.
“Grandes mentes realmente pensam igual, no entanto, para este caso, isso não se aplica.” Endireitando-se, ela forçou um sorriso fininho em seu rosto, optando por ignorar o jeito que o olhar dele percorreu seu corpo de cima a baixo antes que um sorriso malicioso se instalasse em seus lábios.
“É mesmo? Pode me dar uma aula?” Havia um tom de provocação na voz dele enquanto ele falava.
Mais uma vez, Anastasia ignorou-o. “Isso querido, já está reservado.”
“Por quem?” Lloyd encostou-se na vitrine. “Reservado ou não, não há nada que meu dinheiro não possa comprar.”
Sua afirmação – bastante ousada, ela tinha que admitir – fez Anastasia rir. “Você é bastante cheio de si, não é?”
“Quando você tem o dinheiro, a fama e o poder, então por que não deveria estar.”
“Diga-me algo que eu não saiba.” Anastasia retrucou.
“Com prazer.” Lloyd levou as palavras dela a sério. Batendo o dedo na vitrine, ele falou. “Estou disposto a desistir desta beleza,” Ele apontou para ela. “Por essa beleza aqui.”
Anastasia, como qualquer outra mulher, achou as palavras dele dignas de vergonha alheia com um sabor de galanteador. Ela obviamente estava prestes a rejeitar sua investida fracassada, quando a vibração do telefone dele em cima da vitrine fez o serviço por ela.
“Recaída número dois?” Ela leu o identificador de chamadas em voz alta, rindo quando Lloyd rapidamente dispensou a ligação e enfiou o telefone no bolso. “É galanteador, acho que vou recusar.”
“Então, aqui está outra proposta,” Lloyd insistiu, sem se dar por vencido ainda. “Vou pegar esta loja inteira para você,” Ele deslizou um papel branco com dígitos que Anastasia só poderia supor que fosse seu número, no balcão. “Vou comprar esta obra-prima inteira para você, se uma obra-prima como você estiver disposta a sair comigo em um encontro.”
Anastasia revirou os olhos com suas palavras. Se havia algo em homens que ela odiava, então seria eles tentando usar sua riqueza para atrair garotas com a mentalidade de que todas as mulheres caem por suas riquezas.
“Recusa veemente, galanteador.”
Sua resposta surpreendeu Lloyd. Esta era a primeira vez que uma dama o rejeitava. Em termos de aparência. Então, se sua aparência não tinha efeito sobre ela, sua identidade certamente teria.
Ele estava prestes a revelar aquela parte de si mesmo quando Megan saiu da sala dos fundos. “Desculpe por te fazer esperar tanto, Annie- Uh, quem é ele?”
“Sem ideia, mas este… cavalheiro aqui diz que gostaria de pegar o MEU bolo.” Anastasia lhe dirigiu um sorriso condescendente antes de se virar para a amiga. “Isso pode ser possível?”
“Não, peço desculpas. Este bolo aqui já está reservado.” Megan confirmou. “Se você gostar de algo assim, então pode olhar ali.” Ela apontou para outra vitrine com bolos similares, mas nada exatamente como esse.
“Está ouvindo,” Anastasia deu um sorriso sarcástico e pegou o papel da reserva que Megan lhe passou. “Esta obra-prima aqui já foi reservada. E na próxima vez, se houver uma próxima vez, quando você escolher tentar flertar com alguém como eu, não faça isso à moda antiga. Ostentar sua riqueza para mim não é atrativo, especialmente quando você oferece para comprar uma confeitaria que é de minha amiga e na qual sou investidora.” Colocando o papel da reserva em sua bolsa, ela riu da cara atônita de Lloyd.
“Bem, Ciao galanteador.” Ela piscou para ele, mandando um beijo na direção de Megan antes de se virar sobre os calcanhares e se afastar, deixando Lloyd em um estado de fascínio apesar de sua rejeição.
*~*
Três horas do dia seguinte chegou num piscar de olhos. Eram três e quinze da tarde quando Leonica chegou em frente ao Grand Mayer.
Olhando para o restaurante por fora, vidros elegantes, flores em vasos e cadeiras confortáveis, porém sofisticadas, a mulher de branco-Ette levou um momento para se acalmar. Lembrando-se repetidamente de que estava ali para garantir que Ashley não se tornasse comida de imprensa ao invés de rasgar o tecido de uma máscara que ela chamava de pele bem da cara dessa bruxa.
Com um último suspiro profundo e certificando-se de que estava calma o suficiente, Leonica entrou no restaurante. Estava meio vazio e graças a isso, ela rapidamente avistou Angelina.
“Olá,” Guardando o telefone assim que Leonica se sentou à cadeira em frente a ela, Angelina sorriu. “Eu estava começando a pensar que você não viria.”
“O que você quer?” Leonica foi direto ao ponto, mas sem qualquer ato de saudação agradável que a serpente quisesse fazer.
Vendo isso e sentindo a quantidade de hostilidade irradiando da mulher mais velha, o sorriso de Angelina achatou-se sem perder mais um segundo. “Direto ao ponto, eu vejo,” Ela observou. “Bem, quem sou eu para atrasar então.”
Inclinando-se para frente, mãos descansando na mesa como algum tipo de suporte, Angelina fixou seu olhar em Leonica e perguntou. “Digamos, como você gostaria de saber o que eu disse para Gabriel há cinco anos atrás que o fez pedir o divórcio, hm?”