Apocalipse: Eu Tenho um Sistema Multiplicador - Capítulo 232
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232: Capítulo 232: Missão Especial 232: Capítulo 232: Missão Especial A carne deles era dura e com sabor de caça, mas a sustentava.
Ela empacotou o que conseguia carregar, enrolando em folhas para preservar durante sua jornada.
Sabia que não poderia ficar escondida para sempre. O calor, o isolamento e os efeitos persistentes do soro estavam cobrando seu preço de seu corpo.
Ela precisava de abrigo. Precisava de aliados. E sabia exatamente onde encontrá-los.
……..
[Ding! Uma Missão Especial foi acionada: Abater os Peões do Diabo. Peões Abatidos (1/7). Recompensa: -]
[Ding! Outra missão foi acionada: Abater os Peões de Deimos. Peões Abatidos (0/7). Recompensa: -]
Ela estreitou os olhos e murmurou para si mesma, “Deimos… então esse era o nome daquela entidade.”
[Anfitriã, quer saber mais?] o sistema perguntou cautelosamente.
Su Jiyai sorriu de canto, balançando a cabeça.
“Não é necessário. Já sei tudo o que preciso.”
O sistema hesitou antes de fazer outra pergunta.
[Anfitriã, você sabe quem é esse ‘Diabo’?]
O sorriso de Su Jiyai se alargou, seus olhos brilhando de diversão.
“Eu tenho um palpite. Diabo provavelmente é apenas um subordinado de Deimos, trabalhando em seu nome. Na maioria dos casos possíveis, Chefe da HQ ou a própria HQ.”
O sistema piscou surpreso.
[Você descobriu isso?]
Su Jiyai deu uma risada suave.
“Era suspeito que uma instalação como o instituto operasse sem problemas em meio a um apocalipse.
Eles devem ter um financiamento substancial, e não há como as pessoas mais ricas da nação manterem tal operação durante estes tempos.
A única conclusão lógica é que eles são apoiados por alguém muito mais poderoso. As pessoas de Deimos, muito provavelmente.”
[Anfitriã, você é incrível. Sua inteligência é verdadeiramente impressionante.]
“Pare de suprimir minha inteligência, sistema. Eu poderia lidar com essa entidade facilmente.”
Antes que o sistema pudesse responder, Jake voltou, segurando um grosso caderno.
Ele acenou com ele diante dela, com uma expressão séria.
Os olhos de Su Jiyai desviaram para Jake, e ela rapidamente instruiu seu sistema.
“Verifique o conteúdo do livro. Certifique-se que está tudo lá.”
[Escaneando…] A voz do sistema era eficiente, e após um momento, confirmou,
[Tudo está correto, anfitriã. Jake escreveu todas as habilidades dos vampiros, incluindo os métodos de cura.]
O olhar de Su Jiyai retornou para Jake, que ergueu uma sobrancelha como se a desafiasse a dizer algo. Seus lábios se curvaram em um sorriso sutil.
“O que houve com essa distração repentina? Você costuma ser mais focada.”
Su Jiyai riu, ignorando seu comentário. “Ok, vamos começar.”
“Você era um vampiro de outro mundo”, ela começou, com a voz firme, “que veio para cá por vontade própria. Você estava procurando alguém. Sua amante. Mas quando a encontrou, o instituto a lavou cerebralmente, e ela… ela foi sugada por um portal. Eu vi tudo ocorrer com meus próprios olhos.”
Su Jiyai lançou um olhar para Jake, sua expressão calma e controlada, mesmo tendo acabado de contar uma história inventada, uma que achou que testaria seus limites.
Jake ficou em silêncio por alguns momentos, encarando-a, com o rosto inexpressivo.
Então, de forma inesperada, ele explodiu em risadas — altas, penetrantes e zombeteiras que ecoaram pela sala.
“É o melhor que você conseguiu inventar?” ele disse entre risadas. Seus olhos brilhavam divertidos.
“Sua história tem tantas lacunas que eu nem sei por onde começar. Por exemplo, você não pode ter muito mais de vinte anos — então como poderia ter testemunhado algo de tanto tempo atrás? E eu?” Ele debochou, balançando a cabeça.
“Eu? Um tolo apaixonado que deixou o mundo dos vampiros por uma mulher? Isso é risível.”
Su Jiyai tinha antecipado essa reação.
Ela estava preparada.
Ela havia formulado mais argumentos, reunido falsas provas e elaborado um contra-ataque para convencê-lo ainda mais.
Mas em vez de falar, ela encontrou o olhar de Jake diretamente, permitindo que o brilho cintilante de seus poderes se intensificasse.
Ela havia comprado um pergaminho de compartilhamento de memórias do sistema e o usou agora.
De repente, a cena começou a ser transmitida para a mente de Jake — uma visão vívida e detalhada de um laboratório.
Uma mulher e um homem estavam se confrontando. Lágrimas escorriam pelo rosto dela e ela tencionava constantemente a mão do homem.
O rosto do homem não estava visível, mas seu contorno, sua postura — eram assustadoramente similares aos de Jake. E a mulher… O coração de Jake quase parou.
A mulher na visão era a mesma que ele sonhava há anos.
Ele raramente tinha sonhos — quase nunca — mas quando tinha, era sempre sobre ela.
O mesmo rosto, os mesmos olhos cheios de tristeza. Ela o assombrava as noites, mesmo quando ele não conseguia se lembrar muito sobre ela durante o dia.
A risada de Jake morreu em sua garganta. Seu rosto empalideceu e seus olhos se arregalaram de choque.
Su Jiyai observava, sentindo sua própria surpresa crescer.
Ela tinha certeza de que Jake resistiria, que recusaria acreditar em sua história.
Afinal, era uma mentira. Mas agora, vendo a reação dele, ela percebeu que havia tocado em algo inesperado.
Jake piscou, sua mão tremendo levemente enquanto olhava para o caderno.
Sem dizer uma palavra, ele estendeu-o para Su Jiyai, sua rebeldia substituída por uma calma perversa. Ele o entregou como se já não importasse mais.
Su Jiyai pegou o caderno, tomando cuidado para não deixar sua surpresa transparecer.
Ela manteve sua expressão neutra, agindo como se tudo estivesse indo conforme o planejado.
Internamente, porém, sua mente corria. Por que ele acreditou? ela se perguntava.
Ela se virou para sair, querendo se distanciar antes que Jake tivesse a chance de questioná-la mais.
Mas justo quando estava prestes a passar pela porta, a voz de Jake a deteve.
“Espere.”
Su Jiyai pausou, esperando que ele a confrontasse sobre a mentira, ou talvez até a atacasse. Em vez disso, ele disse algo totalmente inesperado.
“Me leve com você.”
Ela se virou, piscando surpresa. O rosto de Jake estava sério agora, sua frieza habitual substituída por outra coisa — determinação.
Seus olhos estavam fixos nela, inabaláveis.
“Me deixe viajar com você”, ele continuou.
“Para diferentes mundos, diferentes dimensões. Não me importo para onde vamos. Mas quando eventualmente encontrarmos o mundo dos vampiros, eu partirei. Voltarei para o meu povo. Até lá… servirei a você.”
As sobrancelhas de Su Jiyai se ergueram, embora ela rapidamente retomasse a compostura.
Essa não era a reação que ela esperava. Jake — servindo a ela?
Ela o estudou cuidadosamente, tentando ler suas intenções.