Apaixonando-se pelo Rei das Feras - Capítulo 101
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101: TreeHouse => Casa na Árvore 101: TreeHouse => Casa na Árvore ELIA
O queixo de Elia caiu quando Candace entrou na ampla e redonda sala diante delas, caminhou até o meio e então virou-se para enfrentá-la, parecendo um pouco ansiosa.
Tudo que Elia conseguia fazer era ficar boquiaberta. A casa era uma árvore. Ela estava dentro de uma árvore que não era perfeitamente redonda, mas mais ovalada, e tinha quase cinquenta pés de comprimento e cerca de quarenta de largura. Este andar térreo era aconchegante, com tapetes, uma pequena lareira com cadeiras macias ao redor, uma cozinha compacta de um lado e uma mesa com quatro cadeiras ao lado. Ao lado da lareira, havia uma escada de madeira que parecia ter sido esculpida no próprio tronco da árvore que subia circulando por fora, e Elia as seguiu para cima, surpresa ao descobrir que elas levavam a um buraco retangular no que deveria ser o piso do próximo nível—como se essa casa inteira tivesse sido esculpida dentro de uma árvore viva.
—Candace, isto é incrível! — disse ela, sem fôlego.
Candace piscou. — É apenas uma casa, embora seja uma ótima localização. Eu fui abençoada porque meus pais a construíram quando o Bosque Selvagem não era tão grande. É bem desejável agora e facilita muito a venda dos meus tecidos. —
Elia virou-se, contemplando tudo — decorado por toda parte com linhas e tecidos que de alguma maneira conseguiram ser abstratos, mas ao mesmo tempo davam a impressão de folhas, galhos e árvores. E como as portas, toda a estrutura dessa sala parecia como se tivesse crescido ali, sido descoberta e não construída.
— Como eles fizeram isso? — ela perguntou, admirada.
Candace olhou ao redor, claramente confusa com a reação de Elia. — Eles apenas… construíram? —
Elia deu-lhe um olhar sério. — Eu nunca vi isso que vocês conseguem fazer — fazer as coisas parecerem parte da paisagem, em vez de objetos! — Até as pedras ao redor da lareira pareciam que haviam sido depositadas ali por um rio, em vez de empilhadas e colocadas no lugar com argamassa. Elia balançou a cabeça, mas como os outros estavam todos olhando como se não tivessem certeza do que dizer, ela apenas sorriu e disse, — Candace, eu amo a sua casa. —
— Obrigada, — disse Candace, com as bochechas corando. — E se você quiser algumas coisas assim para você, fale com Reth. Qualquer um dos mestres construtores pode conseguir isso para você. —
Elia assentiu. — Eu vou. Obrigada. —
Candace os conduziu até os assentos na sala de jantar e enquanto eles se acomodavam, o peito de Elia começou a queimar de frustração novamente. Agora que sua distração havia passado, ela se viu cerrando os dentes.
Por que ninguém havia explicado para ela em detalhes que as fêmeas não escolhiam coortes masculinos? Por que a deixaram dar esse fora? E o que ela ia fazer a respeito?
Assim que todos se sentaram e Candace deu a cada um deles um copo de suco que era doce e fresco e fez Elia lembrar de suco de laranja, todos se voltaram para ela.
— Eu gostaria que vocês tivessem me contado, — disse ela diretamente a Aymora. — Quando o conselho das mulheres explicou que meu patronato escolhido poderia não ser bem recebido, eu entendi. Mas se eu soubesse que estava cometendo um erro ainda maior… — ela baixou a cabeça em suas mãos. — Eu só quero me acertar! Eu quero que o povo —
— Me perdoe, Elia, mas os seus pés… eles estão debaixo do resto de você. Você está tendo algum tipo de problema com eles? — Candace perguntou nervosa, olhando para suas pernas.
Elia gemeu, — É apenas uma expressão. Significa que me sinto desequilibrada. Como… como se algo pudesse me derrubar a qualquer momento. —
Aymora tocou sua mão. — Me desculpe, Elia. Não me ocorreu que você poderia… Eu simplesmente não pensei. Os Lenonine são tão possessivos e você e Reth parecem tão próximos, eu só não pensei. Eu vou tentar antecipar essas coisas para o futuro, mas às vezes eu não sei as diferenças entre humanos e Anima, então pode ser difícil antecipar. —
Elia assentiu. Isso era justo. — Bem, daqui em diante, o que todos nós podemos fazer — todos nós — é fazer uma promessa: Vocês vão me dizer toda vez, exatamente no momento, se eu estou fazendo algo que ofende as pessoas, ou parece estranho. E eu prometo ouvir vocês sem ficar brava. Eu posso… eu ainda posso fazer o que estou fazendo. Eu não posso prever o que minhas decisões vão exigir. Mas eu prometo que quero saber se estou fazendo as coisas de maneira diferente, então pelo menos se eu estiver irritando as pessoas, eu sei que estou fazendo isso, ok? —
Eles todos assentiram. Candace conteve um sorriso.
— Agora… como eu resolvo essa confusão? — ela gritou, baixando a cabeça em suas mãos. — Em que situação estamos? Eu já nomeei Gahrye — e eu fiz isso por um motivo. Ele é bom. Ele me ajuda a entender outras pessoas. E ele pode sentir coisas… mas — vocês estão dizendo que isso vai causar problemas com Reth? Por que ele não me disse isso?! —
Gahrye engoliu em seco. — Eu estou supondo que ele estava um pouco focado em… te conquistar? — disse ele, corando.
Elia não tinha certeza se já tinha visto um Anima adulto corar. Claro, ela também corou. Se alguém não dissesse algo logo, as cabeças dos dois iam explodir com o fluxo de sangue.
Aymora pigarreou e Elia agradeceu a Deus ou seja lá em que Reth acreditava que ela começou a falar. — O dano, por assim dizer, está feito, Elia. Agora é hora, eu acho, de aproveitar o que você tem. Haverá… complicações. E definitivamente algumas preocupações entre o povo. Mas espero que todos eventualmente se acostumem. Não é como se isso nunca tivesse acontecido antes. Mas geralmente, o conselheiro principal não é… diferente. Apenas porque esperam que ele te acompanhe em todas as situações com discrição e… bem… —
— Se você estiver nua, e seu marido for possessivo, fica meio difícil para Gahrye, — Candace disse diretamente.
Elia se engasgou com seu suco. — Por que Gahrye precisaria estar lá quando eu estiver nua? —
Gahrye baixou a cabeça para suas mãos.
— Talvez você esteja em trabalho de parto? Ou doente? Ou… há um número qualquer de rituais e cerimônias— —
— O QUÊ?! — Elia arregalou os olhos para Aymora. — Vocês têm cerimônias nuas? Para que? —
— Para tudo, — disseram todos ao mesmo tempo.
Elia recostou-se na cadeira e cobriu o rosto com as mãos.
Em que ela havia se metido?
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