Amaldiçoada a Desejar o Toque Lascivo dos Meus Irmãos Adotivos - Capítulo 22
- Home
- Amaldiçoada a Desejar o Toque Lascivo dos Meus Irmãos Adotivos
- Capítulo 22 - 22 Quem ele escolheria 22 Quem ele escolheria Uma voz doce e
22: Quem ele escolheria 22: Quem ele escolheria Uma voz doce e feminina rompeu a atmosfera carregada. “Irmão Eric…” O tom de Helena era leve, melódico e deliberadamente suave, uma máscara cuidadosamente construída. Ela se aproximava com a graça de uma intérprete no palco, cada passo calculado.
Suas palavras pareceram parar em sua garganta enquanto seu olhar oscilava entre Eric e Aria. Por um breve momento, uma raiva inegável transpareceu em seus olhos ao perceber a posição íntima dos dois. Aria ainda se agarrava a Eric, seus braços em volta dele, seu rosto próximo ao dele. Mas Helena rapidamente ajustou sua expressão para uma de calor fingido, um leve sorriso brincando em seus lábios como se a visão não a incomodasse nem um pouco.
Aria, assustada com a súbita aparição de Helena, sentiu um choque agudo de realidade atingi-la. Então, ele veio aqui para ver Helena? O pensamento se retorceu dolorosamente em seu peito, apagando a frágil chama de esperança que ela havia permitido sentir. Ela percebeu então quão tola tinha sido.
O que eu estava pensando? A mente de Aria corria. Que ele tinha vindo por mim? Que ele se importava o suficiente para me procurar? Seu coração afundou ainda mais enquanto sua vergonha se aprofundava. Ela tinha corrido em direção a ele como uma criança desesperada, abraçando-o, agarrando-se a ele, implorando para que ele a aceitasse de volta. A memória de suas ações se repetia em sua mente, e ela se encolhia interiormente. Como eu devo ter parecido patética? Como vergonhosa e desesperada?
Seus olhos prateados se voltaram para o rosto de Eric, buscando algum sinal de tranquilidade, mas a expressão dele permaneceu ilegível. Sua esperança se despedaçava ainda mais. Provavelmente pareci uma tola aos olhos dele, mas… mesmo agora, não consigo me afastar.
Apesar de sua humilhação, ela não conseguia recuar, não conseguia soltar. E se…? E se ele me escolhesse? E se ele lutasse por mim, contra seus pais, contra as expectativas, contra Helena? Ela se apegava ao fiapo de possibilidade, pensando, Se ele fizer isso… eu farei qualquer coisa. Vou me elevar para atender os padrões de seus pais, provar que sou digna. Vou quebrar a maldição que me aprisiona se isso significar que podemos ficar juntos.
Ela queria acreditar que ele a amava e que se ficassem juntos, seu pequeno amor se desenvolveria em amor verdadeiro e eventualmente quebraria a maldição inquebrável.
Mas a voz de Helena a tirou de seus pensamentos. “Me desculpe se interrompi algo,” disse Helena, o tom suave e apologético, embora seus olhos não demonstrassem tal arrependimento. “É que a Mãe mencionou que você estava me esperando no jardim, Irmão Eric. Ela me pediu para vir encontrá-lo para que pudéssemos… conversar e nos conhecer melhor.”
Helena pausou, seu sorriso crescendo um pouco como se saboreasse suas próximas palavras. “Ela achou que seria uma boa ideia para nós… colocarmos a conversa em dia. Para nos conhecermos melhor.” Ela olhou brevemente para Aria, seu olhar aguçado como uma lâmina, antes de continuar, “Você sabe, para ver se eu gostava o suficiente de você para o noivado. Afinal, nossas famílias estão ansiosas para nos unir no futuro.”
Aria sentiu seu coração afundar ao ouvir a palavra noivado. Era como um golpe físico, deixando-a lutando para respirar.
Helena prosseguiu, seu tom ainda inocente, mas suas palavras cortantes. “Claro, é porque o noivado com minha irmã, Aria, não deu certo. Seus pais deixaram claro que estavam… descontentes. Eles não acharam que ela estava à altura das expectativas deles. Eles sentiram que ela não era uma boa combinação para você e não estava à altura dos padrões deles.”
As palavras pairavam no ar como veneno, cortando Aria com dolorosa precisão. O que ela desesperadamente lutava para remover de sua mente tinha sido trazido à tona por Helena.
Seu peito se apertou enquanto ela olhava para Helena, incapaz de falar. Helena ofegou suavemente, a mão voando para sua boca como se tivesse acabado de perceber o que havia dito.
“Oh, céus! Irmã, não quis dizer isso,” disse Helena, sua voz tremendo com falsa sinceridade. Ela virou-se para Aria, seus olhos grandes com arrependimento fingido. “Estou tão arrependida. Saiu errado. Por favor, me perdoe.”
Mas internamente, Helena sentiu uma profunda satisfação. A tristeza nos olhos de Aria, o modo como seus lábios tremiam enquanto ela segurava as lágrimas — era exatamente o que Helena esperava ver.
Os pensamentos de Aria se aprofundaram ainda mais. Eles nem sequer reconsideraram e seguiram em frente para unir os dois, nem sequer ligando para como ela se sentiria.
Ela olhou para Eric novamente, suplicando silenciosamente. Ele lutaria por mim? Ele ficaria ao meu lado, contra tudo, ou deixaria ela vencer?
O rosto de Eric era um retrato de conflito. Suas sobrancelhas franzidas, seus lábios entreabertos como se quisesse dizer algo, mas nenhuma palavra saía. Sua hesitação fazia o peito de Aria doer ainda mais. Ela viu a indecisão em seus olhos, o vacilar, a dúvida.
Helena, sempre a atriz, baixou o olhar como se realmente estivesse preocupada. Sua voz se suavizou, assumindo um tom acanhado. “Eu não gostaria de ficar entre vocês dois,” ela murmurou, as mãos juntas de forma recatada. “Se aceitar essa proposta de noivado significar causar problemas ou ficar entre vocês dois então…” Ela parou, deixando o peso de suas palavras pairar.
Ela sabia exatamente o que estava fazendo, e estava funcionando. O rosto de Eric se contorceu ainda mais, sua mandíbula se apertando enquanto seu tumulto interior se tornava mais evidente.
Helena se virou levemente, seus movimentos lentos e deliberados. Ela começou a se afastar, sua voz ficando ainda mais suave. “Vou dizer à Mãe e ao Pai para cancelar a aliança… e a proposta de noivado.” Ela pausou brevemente, olhando por cima do ombro para Eric, com uma expressão de resignação gentil. “Eu não gostaria de atrapalhar sua felicidade.”
Suas palavras pairavam pesadamente no ar, deixando Eric e Aria em um silêncio insuportável. O coração de Aria trovejava enquanto ela esperava, egoisticamente esperando, suplicando silenciosamente para Eric deixar Helena ir, para falar, para escolhê-la.
Mas ele não o fez. O silêncio se estendeu, e com cada segundo que passava, Aria sentia as rachaduras em seu coração se aprofundarem. Ele deixaria ela ir? Ele me deixaria ir? Seria este o fim?