A Posse do Rei Vampiro - Capítulo 175
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175: 175. Sozinho 175: 175. Sozinho “Tem certeza de que não precisa de mim para te acompanhar?” Mil perguntou com um olhar preocupado no rosto.
“É só seguir esse caminho, Mil. Vai ser preocupante se eu precisar de ajuda para chegar lá.” Malva disse, levemente irritada por Mil estar prestes a fazer parecer um grande problema ir ao quarto de Jael sozinha.
“Não seria melhor esperar pelo Seu Graça?” Mil não parecia muito feliz ou convencida pelas palavras de Malva.
Malva franziu a testa, “Ele vai demorar uma eternidade. Está tudo bem, não se preocupe tanto.”
“Não vai ser solitário sem ninguém?”
“Eu não me importo de esperar, de verdade. Além disso, se eu ficar aqui você não vai descansar.”
Ela se levantou da cama e Mil a ajudou a ficar de pé. “Eu não sou fraca, Mil.” Ela se afastou de Mil que pareceu entristecida com isso.
“Tem certeza de que não quer que eu vá com você?” Ela perguntou novamente.
“Sim,” Malva disse, ela soou exasperada. “Você deveria ir dormir, já passou da madrugada e Jean já está dormindo.”
“Ok,” ela disse e caminhou em direção à porta. “Vou deixar aberta para você.”
Malva apertou os olhos, mas deu de ombros e começou a caminhar em direção à porta aberta. “Nos vemos daqui a algumas horas. Obrigada, Mil.”
O vampiro sorriu para ela, “Tenha cuidado, e não escorregue.”
“Eu não vou,” Malva chamou enquanto saía pela porta.
Malva apertou os olhos diante da escuridão lá fora. Não havia como ela conseguir chegar ao quarto de Jael sem algum tipo de luz. Ela conseguia distinguir o caminho se olhasse atentamente, mas não era claro o suficiente para garantir que chegaria ao quarto dele sem nenhum acidente.
Ela se virou para olhar para Mil e voltou para o quarto. “O que houve?” Mil perguntou com a preocupação marcada em seu rosto.
“Eu não consigo ver,” Malva fez bico, detestando admitir que poderia precisar de ajuda. Ela caminhou até a mesa e pegou a vela. A luz brilhou em seu rosto. Era mais do que suficiente para encontrar o caminho até o quarto de Jael.
“Oh, tem certeza de que não quer que eu te acompanhe? Eu posso segurar a luz para você.” Mil ofereceu.
“Não se preocupe, vou ficar bem. Por favor, pare de se agitar tanto, você está me deixando envergonhada. É só pelo corredor, eu consigo chegar lá sozinha.”
“Essa não foi minha intenção, Malva,” Mil disse, sua voz um pouco mais baixa. “Eu só estou preocupada. Sua mão está cicatrizando, não quero que você se machuque mais antes de poder se recuperar completamente.”
“Eu sei,” Malva respondeu, sentindo-se mal por ter falado daquela maneira e dito aquelas palavras para Mil quando ela estava apenas tentando ajudar.
No entanto, ela estava tão exasperada a ponto de não se importar. Só porque ela era humana não significava que era indefesa. Era só uma ferida no ombro que estava quase curada, não é como se ela tivesse perdido o braço completamente.
Malva puxou a luz mais para perto de si enquanto se dirigia lentamente para fora do quarto. Ela não podia andar rápido demais ou a vela se apagaria.
“Eu não quis dizer isso,” ela disse quando chegou onde Mil estava perto da porta, ainda a segurando aberta. Ela baixou a cabeça e manteve seu olhar no chão.
“Eu entendo,” Mil disse suavemente.
Malva levantou a cabeça para ver o vampiro sorrindo para ela. “Estou indo agora,” ela respondeu ao passar pela porta aberta.
“Nos vemos em algumas horas,” Mil respondeu.
Malva caminhou com cuidado, atenta à luz e a si mesma. No meio do caminho para o quarto de Jael, ela se virou e viu Mil ainda junto à porta aberta, olhando para ela. Ela virou o rosto imediatamente, ela não esperava menos, mas não achou que Mil iria tão longe.
Ela chegou à frente da porta e bateu. Sem resposta. Ela imediatamente girou a maçaneta, não estava esperando que ele estivesse lá dentro. Ela entrou no quarto e fechou a porta.
Assim que a porta se fechou, a vela se apagou, mergulhando-a na escuridão. Malva imediatamente praguejou. O palavrão ecoou pelo quarto escuro. Comparado ao caminho, este quarto estava completamente escuro. Não fazia diferença se ela abrisse ou fechasse os olhos.
Malva estendeu a mão à frente do quarto. Ela conseguia lembrar do layout. Além do sofá, o caminho da porta até a cama estava vazio e se ela caminhasse reto deveria chegar à cama sem incidentes.
Ela caminhou com cuidado e cerca de dez passos à frente, sua perna bateu em algo. A vela caiu de sua mão e ela nem se deu ao trabalho de procurá-la, afinal, não haveria como encontrá-la no escuro.
Ela se inclinou para frente enquanto tentava descobrir no que tinha batido, tocou e parecia uma pequena mesa. Ela franziu a testa, imaginando o que fazia no meio do caminho.
Finalmente, ela chegou à cama e literalmente se jogou nela. Sentia-se exausta por algum motivo e seu braço doía mais do que o normal. Ela gemeu e se ajeitou.
Olhou para o teto mas não foi surpresa quando não conseguiu ver nada. Ela rolou para o lado e fechou os olhos. Tudo o que podia fazer agora era esperar, torcendo para que ele não demorasse muito para se juntar a ela.
Malva sentiu a cama afundar e ela abriu os olhos. Ela se deparou com uma escuridão completa. “Jael,” ela chamou suavemente.
“Desculpe, não queria te acordar.”
Ela queria dizer a ele que não era incômodo, mas ainda estava tão sonolenta que não conseguia formar frases coerentes. “Hmm,” ela disse e fechou os olhos.
Ela sentiu ele deitar ao lado dela e enquanto lutava para acordar, sabia que estava lutando em vão. Quando ela acordou, ele já tinha ido embora.