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A Pequena Escrava do Alfa - Capítulo 52

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52: Encontre Um Caminho II 52: Encontre Um Caminho II Um silêncio atônito encontrou meu pronunciamento. Blaise piscou devagar, e eu podia ver sua luta para entender minhas palavras.

“Você quer… desafiar Damon para um combate ritual,” Blaise repetiu incrédulo, sua voz ficando aguda e fina no final. Não era de se admirar, claro, já que eu basicamente havia dito algo equivalente a duelo com a própria Deusa da Lua.

Desde o amanhecer dos tempos, a maioria das matilha de lobisomens tinha uma tradição de combate ritual que muitas vezes terminava em um final sangrento, a saber, a morte do perdedor e sua cabeça decapitada montada no topo das estacas delimitando as fronteiras do território para alertar qualquer dissidente em potencial.

Assim sendo, a maioria das matilhas, visando preservar a vida de seus preciosos membros, havia abolido a necessidade da morte ― algo pelo qual eu era grato. Se não tivessem feito isso, eu estaria morto antes mesmo de chegar aos Dentesnascidos. 
Normalmente, um combate ritual formal requer que duas partes concordem com os termos do desafio. 
Na época em que eu ainda era o franzino humano de Garra da Tempestade, ainda alimentava fantasias de vencer meus algozes e ganhar o respeito da matilha. Aceitava de bom grado os desafios que eles me lançavam, esperando que meu lobo interior aparecesse no último instante e provasse que eu era um sucessor digno ao meu pai, o alfa de Garra da Tempestade.

É claro, minhas esperanças e sonhos foram impiedosamente esmagados pela realidade enquanto eu era humilhado publicamente uma e outra vez, meu corpo coberto de feridas graves. Cada desafio terminava com uma dolorosa passagem pelas masmorras, e logo parei de aceitar desafios formais. 
Isso não impediu meus algozes de continuarem a provocar-me, no entanto. Mas, como Garra da Tempestade era considerada uma matilha de elite, com longas tradições, eu estava certo de que tinha um castigo criativo para seus perdedores, assumindo que Damon não os dilacerasse membro a membro. 
“Harper, isso é simplesmente insano, você não sabe o que está dizendo,” Blaise disse, com os olhos arregalando de choque. Ele agarrou meus braços, seus dedos cravando na minha pele macia que cobria meus músculos diminutos. Sua mão inteira facilmente envolvia a circunferência do meu bíceps, destacando ainda mais as diferenças de estatura.

Os braços de Damon eram ainda maiores que os de seu irmão. Esse pensamento surgiu em nossas mentes simultaneamente, e uma expressão de dor cruzou o rosto de Blaise antes dele relaxar.

“Mas de qualquer maneira, me avise quando você for contar a ele. Quero ver a cara dele,” Blaise disse, seu tom mais leve do que antes. “Conhecendo meu irmão, ele nunca vai aceitar um desafio tão absurdo. Aposto que meu irmão daria uma gargalhada antes de me lançar para as fronteiras com os próprios pés.”

“Só há uma maneira de descobrir,” eu disse, determinado. Me soltei de Blaise e saí tempestuamente do quarto, apenas para que um odor atraente atingisse minhas narinas antes que meus olhos sequer registrassem a cena peculiar.

Era Damon, que rondava do lado de fora como um gato de beco. Era difícil dizer quem estava mais surpreso por termos esbarrado um no outro. 
Meu anterior atrevimento desapareceu como orvalho sob o sol da manhã enquanto meus olhos percorriam toda sua figura imponente. Vestido apenas com uma camisa de compressão preta e calças, sua musculatura estava proeminentemente em evidência. As mangas de sua camisa estavam dobradas, revelando seus antebraços impressionantes, com veias serpenteando pelo músculo espesso que poderia facilmente quebrar meu pescoço em dois.

‘Eu quero te desafiar pelo direito de acompanhar Blaise.’ Era tudo o que eu precisava dizer.

Entretanto, as palavras secaram na minha garganta. Eu mal conseguia sequer entreabrir meus lábios, muito menos falar.

“O que você está fazendo aqui?” Damon exigiu, soando estranhamente irritado. 
“O quarto do Blaise é aqui. Onde mais eu estaria?” eu retruquei. 
Os olhos de Damon desviaram para algum lugar acima da minha direita; Blaise tinha me seguido para fora. Ele provavelmente sentiu a presença sufocante e dominadora de Damon de dentro do quarto. Sentindo minha irritação, Blaise gentilmente colocou uma mão em minha lombar, confortando-me sem palavras.

 
“Damon, que surpresa te ver aqui,” Blaise piou alegremente para seu irmão. “Ainda estou arrumando as coisas, então por favor não me mande embora só com a pele do lombo. Sou bom em sobreviver, mas não tanto assim.”

Damon debochou, suas narinas inflando provavelmente ao captar nosso cheiro misturado. “E tenho certeza que não houve distrações. Blaise, você esqueceu aonde suas lealdades estão”
“Mesmo que houvesse distrações, ainda assim não é da sua conta,” eu rosnei, estreitando os olhos para a expressão arrogante de Damon. “Falando da missão do Blaise, tenho um pedido a fazer.”

“Então cala a boca,” Damon disse, entediado, espetando propositalmente um dedo no próprio ouvido. “Se você está sendo tão educado comigo, deve ser algo que não presta.”

Oh. Era isso então. Esse homem ia cair, e eu não me importava com o que teria que fazer para acabá-lo.

“Damon Valentine, eu, Harper Gray, te desafio em combate ritual pelo direito de acompanhar a missão do Blaise!”

Damon jogou a cabeça para trás e gargalhou tão alto que repercutia pelo seu corpo, e a risada ecoou por toda a casa de matilha, atraindo a atenção dos outros lobos. Por trás, ouvi Blaise suspirar com resignação e diversão irônica.

“Não sei o que eu esperava,” ele murmurou em meu ouvido, e eu o afastei irritado, lançando um olhar feroz à figura risonha de Damon.

Ele estava quase se curvando com o peso da risada. Ele sempre fora um homem atrativo, assim como Blaise era, e tal alegria zombeteira acentuava os traços afiados de seu rosto, refinando-os em uma obra de arte digna de um museu.

Infelizmente,  tudo o que eu sentia era um crescente desgosto e ódio enquanto eu estava lá diante dele até que ele finalmente parou. 
“Combate ritual?” Damon finalmente disse, ecoando minhas palavras. Ele suspirou, limpando uma lágrima que tinha escapado dos seus olhos por causa da intensidade do riso. “Coelhinha, você mal consegue levantar uma pedra que é metade do seu peso. Você não conseguiria vencer nem o membro mais fraco da matilha em um braço de ferro, quanto menos um combate ritual com um alfa.”

Eu franzi a testa, meu rosto rapidamente ficando vermelho ― não de vergonha, mas de raiva.

“Blaise não vai para as fronteiras para férias,” Damon disse. “E mesmo que fosse, não há como você me vencer em combate. Não agora, não em cem anos. Então, por que você não desiste e fica quieto como foi ordenado?”

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