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A Pária Destinada do Alfa: Ascensão do Cantor da Lua - Capítulo 49

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49: A maneira perfeita de relaxar… 49: A maneira perfeita de relaxar… Lyla
Joguei meus braços para cima, preparando-me para o impacto, meu coração batendo contra as minhas costelas. Eu podia sentir o hálito quente das criaturas na minha pele…

E então eu acordei.

Meu grito rasgou o ar, enquanto eu me sentava de repente na cama, ofegante. Minhas roupas estavam encharcadas e coladas ao meu corpo trêmulo como uma segunda pele, meu coração ainda acelerado como se ainda não tivesse percebido que o sonho havia terminado.

Olhei em volta desesperadamente, procurando o bastão, com o peito arfando… demorou um momento para eu perceber que não estava mais na floresta. O ambiente familiar do quarto de hóspedes na casa do Xander foi lentamente entrando em foco – o brilho suave da luminária de cabeceira e os lençóis amarrotados enroscados em minhas pernas.

Mas algo estava errado. Eu não estava sozinha.

Sentado em uma poltrona no canto do quarto, observando-me intensamente estava o Xander.

“Xander?” minha voz estava rouca e minha garganta ainda crua de ter gritado. “O que… o que você está fazendo aqui?”

Ele não respondeu. Um calafrio percorreu minha espinha. Havia algo… estranho no jeito como ele me olhava. Seus olhos pareciam brilhar na luz fraca, me lembrando de…

“Não!” gritei, recuando na cama. Por um instante, apenas o mais breve dos segundos, eu vi algo mais nos olhos de Xander. Os olhos daquela criatura – a que tinha me atacado – os mesmos olhos que eu tinha visto no homem que tinha vindo ao meu quarto na última vez que eu tive meu cio… embora a Nanny tivesse dito que era ela.

E então eu gritei… abrindo minha boca o quanto podia.

Meu grito perfurou o silêncio e em segundos, a porta do meu quarto se abriu com um estrondo enquanto alguém entrava às pressas procurando pelo interruptor de luz. Quando o quarto se iluminou repentinamente, meu grito se intensificou, meus olhos arregalados de terror quando vi que era o Xander, segurando uma colher.

“Lyla!” ele chamou, correndo até mim, mas eu gritei mais alto pressionando-me à cabeceira da cama.

Cada parte do meu corpo estava tremendo agora. Apontei para a poltrona agora vazia no canto do quarto. “Você… você estava ali!” ofeguei, minha voz rouca e trêmula. “Você estava sentado bem ali, agora há pouco. Como você…?”

Confusão marcou os traços do Xander, suas sobrancelhas se franzindo enquanto ele olhava para mim e para a cadeira. “O quê? Agora! Eu não estava aqui,” ele parecia confuso e preocupado. “Eu estava na cozinha, tentando fazer o seu jantar.”

Foi então que notei que ele estava de avental e estava respingado com várias manchas de culinária, farinha polvilhada na frente e o leve cheiro de comida. “Eu vim quando ouvi você gritar.”

Meu peito arfava enquanto eu piscava rapidamente, minha mente lutando para processar as informações conflitantes. Eu tinha visto ele, não tinha? Sentado lá, observando-me com aqueles olhos intensos como a criatura, mas Xander, que estava parado à porta, com preocupação no rosto não parecia nada com o que eu tinha acordado.

“Mas… eu vi você… você estava,” sussurrei, parando enquanto friccionava meus braços, tentando afastar o medo persistente. Tinha sido tudo parte do sonho? “Você estava bem ali.”

Xander balançou a cabeça e se aproximou da minha cama, pisando com cautela, suas mãos estendidas em um gesto calmante. “Está tudo bem, Lyla. Você deve ter sonhado. Eu prometo que eu não estava aqui.”

Quando ele chegou à beirada da minha cama, ele hesitou, pude ver que ele estava tentando não me assustar, mas algo em mim ansiava por conforto e precisava me sentir segura. Eu estendi as mãos e Xander não hesitou em me abraçar.

Assim que seus braços fortes me envolveram, o terror que me prendia começou a diminuir. Seu calor familiar, e a batida estável do seu coração debaixo da minha orelha me acalmaram. Eu podia sentir-me relaxando em seu abraço. Deixei escapar um suspiro trêmulo, pressionando-me mais em seus braços.

“O que aconteceu?” ele perguntou suavemente, sua mão fazendo círculos calmantes em minhas costas. “O que te deixou tão assustada e, na minha casa, ainda? Foram as Panteras? Você viu elas?”

“Não!” murmurei. “Eu tive um sonho terrível, foi tão real… por um momento, parecia que eu estava de volta ao bando e na Floresta do Norte onde fui atacada por lobos Ferais,” me afastei dele, encontrando seu olhar. “Eu não te contei antes, mas pouco antes de voltar ao mundo humano, eu fui atacada depois…” engoli em seco “Meu parceiro me disse para me tornar seu brinquedo sexual e viver em alguma casa abandonada na borda do bando.”

“Lobos Ferais?” ele perguntou gentilmente.

Assenti. “Não apenas eles… eles também vieram com uma criatura, vestida de branco. Da última vez, eu não consegui ver seu rosto, mas desta vez estava visível e falou comigo e disse muitas palavras estranhas. Disse que eu era a Cantora da Lua e deveria voltar para minha mãe… parecia tão real,” suspirei, me apoiando em seu peito novamente.

“Trinax!” seu peito ressoou enquanto ele disse suavemente.

“O quê?” me afastei
“Um Trinax,” ele repetiu, afastando o cabelo do meu rosto “Sinto muito, eu não estava lá para te proteger. Eu estou tão irritado comigo mesmo agora.”

Eu ri, me sentindo leve. “Foi um sonho, Xan… não tinha como você vir me proteger mesmo que quisesse, não fique zangado. A propósito…” parei, com uma expressão confusa no rosto. “O que é um Tri…”

“Um Trinax,” ele terminou “Eles lideram um grupo de Ferais… eles estão sempre juntos.”

“Como um pastor liderando ovelhas?” perguntei.

“Algo assim,” ele assentiu enquanto me lançava um sorriso silencioso.

“Mas o que queria comigo, afinal? Ahh…” balancei a cabeça tentando limpar a imagem de seus olhos dos meus pensamentos. “Parecia tão real.”

Ele me puxou para si novamente, suas mãos deslizando para cima e para baixo nos meus braços como se pudesse fisicamente tirar o medo do meu corpo. “Foi apenas um pesadelo, Lyla,” ele disse suavemente. “Sua mente estava te pregando peças. A briga com a Nanny deve ter mexido com algumas emoções antigas, talvez desencadeando as memórias do ataque. É normal depois de algo assim.”

Assenti lentamente, querendo acreditar em sua explicação. Mas uma dúvida persistente permanecia na minha mente. Já faziam meses desde o ataque e eu nunca tinha sonhado sobre isso antes. Por quê agora? E o que dizer da voz que afirmava ser meu lobo? Não parecia uma simples repetição de eventos passados.

Fechando os olhos, tentei me concentrar na voz, para ver se realmente estava em mim como afirmava.

“Você está aí?” murmurei em silêncio.

Eu esperei por alguns minutos, me esforçando para me concentrar, mas nada… Lobo mesmo! Zombei internamente. Era tudo uma farsa. Xander estava certo, talvez fossem meus traumas passados atuando.

De repente, Xander levantou-se, batendo as mãos uma na outra.

“Sei exatamente do que você precisa!” ele anunciou, com um sorriso travesso se espalhando pelo rosto.

Olhei para ele com cautela, sem saber o que pensar de seu repentino entusiasmo. “O quê?” perguntei olhando para ele com uma mistura de curiosidade e apreensão na minha voz.

O sorriso de Xander se alargou. “É uma surpresa,” disse ele, seus olhos brilhando com excitação. “O remédio perfeito para pesadelos e mau humor. Confie em mim, vou fazer você esquecer totalmente desse sonho.”

Levantei uma sobrancelha, cruzando os braços defensivamente sobre meu peito. “Não estou no clima para surpresas, hoje, Xan.”

“Você vai amar essa, querida,” ele beliscou minhas bochechas com carinho. “Confie em mim.”

Apesar da minha persistente inquietação, percebi que estava ficando intrigada com essa surpresa misteriosa, e o entusiasmo de Xander era contagiante.

“Okay,” disse eu, conseguindo um pequeno sorriso. “O que eu preciso fazer?”

“Vista-se,” ele instruiu, já recuando em direção à porta. “Algo bonito, mas confortável e sexy…” seus olhos percorreram o comprimento do meu corpo sugestivamente, fazendo-me inspirar rapidamente. “Nos encontramos lá embaixo em vinte minutos.”

Depois que ele saiu, continuei sentada na minha cama, ainda abalada pelo pesadelo e pelo medo persistente do que eu tinha visto – ou pensava ter visto. A ideia de deixar a segurança do meu quarto, mesmo pela surpresa prometida por Xander, parecia assustadora.

Mas permanecer aqui, sozinha com meus pensamentos, também não parecia uma opção melhor.

Por outro lado, eu estava aqui para viver minha vida em meus próprios termos, não estava? Para experimentar coisas novas e fazer minhas próprias escolhas? Essa surpresa do Xander, seja lá o que fosse, parecia ser a maneira perfeita de relaxar.

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