A Noiva Predestinada do Dragão - Capítulo 191
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191: QUANDO A VERDADE TE CAÇA – PARTE 3 191: QUANDO A VERDADE TE CAÇA – PARTE 3 Helena estava ansiosa para que os cavaleiros retornassem rapidamente. Ela sabia que eles eliminariam a ameaça dos Girox logo além do campo.
Enquanto segurava e embalava Dahlia em seus braços, ela notou a jovem chorando. Sua mão se agarrava à frente do avental da velha mulher.
“Por favor… Mmm… Não me deixe aqui,” ela ouviu Dahlia soluçar e gemer.
“Sniff, Sniff…” ela fungava enquanto falava durante o sono. “Eu p-prometo que serei uma boa menina, mãe. Não deixe o padre me vender para o Elliott.” O apelo em sua voz sonolenta era tão doloroso. “Por favor, não me deixe aqui com aquele homem.”
O coração de Helena se contorceu ao ouvir Dahlia implorando aos pais em seu sono, e ela só podia imaginar pelo som de seu pesadelo o que a jovem tinha sofrido.
À medida que a noite avançava, Helena notou que o corpo inteiro de Dahlia estava agora coberto pela erupção cutânea rosada característica da praga, e sua febre estava voltando. Parecia que ela não sobreviveria a noite.
Helena se deitou ao lado de Dahlia e enrolou seu corpo no da garota, compartilhando seu calor à medida que ela tremia. Era tudo que ela conseguia pensar fazer para mantê-la quieta e calma.
Os rugidos dos Girox na tumba sobre a colina estavam deixando Helena nervosa. Parecia que eles estavam se aproximando da fazenda.
——
Aaron permanecia escondido nas sombras da mata, aguardando pacientemente o momento oportuno para lançar seu ataque aos servos.
Contudo, ele sabia que levaria um bom tempo até que pudesse executar seu plano. Havia muitas pessoas presentes.
Aaron observava enquanto Edgar habilmente parava a carroça perto de um acampamento animado, ao lado de um riacho. Os carregadores de troncos estavam alegremente entregues à bebida de seu uísque e comendo uma suculenta refeição de ensopado de coelho. Suas vozes animadas e risadas ecoavam na escuridão da noite.
As chamas crepitantes da fogueira iluminavam seus rostos animados. Assim que Hildie desceu da carroça, o ar fresco da noite encheu seus pulmões, carregando o cheiro de madeira recém-cortada e comida saborosa.
Hildie estava distraída demais para ficar observando os homens. Havia um senso de urgência enquanto ela se dirigia para as matas, procurando um local isolado para se aliviar. Antes de ela e Edgar reiniciarem a próxima etapa de sua jornada.
Estava tão escuro que Hildie não conseguia ver a própria mão diante do rosto. Ela podia ver a luz do fogo de onde estava escondida. Embora ainda não pudesse dissipar a estranha sensação de mais cedo de que alguém estava observando-os.
Ela balançou a cabeça e murmurou para si mesma. “Huh! Mantenha o controle de si mesma, Hildie, e pare de deixar sua imaginação correr solta com você.”
Ela se lembrou de como sua avó sempre lhe dizia isso quando era criança.
——
Os olhos de Aaron fixaram-se em Hildie, observando cada movimento dela enquanto ela terminava sua tarefa e alisava suas saias. Parada ali na escuridão envolvente, ela permanecia completamente alheia à presença dele.
A excitação dentro de Aaron cresceu. Seu desejo de afundar suas presas em sua carne e despedaçá-la o consumia. Com muito cuidado, ele se arrastou em direção a ela, seu corpo mal fazendo um som, com medo de assustar a jovem criada.
Justo quando ele estava prestes a saltar e capturá-la com seus dentes, um rugido ensurdecedor irrompeu do outro lado da estrada empoeirada.
Ele observou enquanto a conversa entre os homens em volta da fogueira cessava abruptamente, suas armas rapidamente sacadas enquanto eles lançavam uma saraivada de flechas na densa floresta.
Foi então que ele avistou Carter, o cavaleiro com quem ele tinha se confrontado em Grandshope, emergindo das matas, visivelmente ferido e cambaleante.
Se um lobo fosse capaz de sorrir maliciosamente, Aaron certamente teria um estampado em seu focinho. A noite estava ficando mais divertida a cada momento.
A única coisa que realmente poderia coroá-la seria a aparição daquela prostituta Dahlia do bordel de Elliott.
Quando Aaron estava prestes a capturar Hildie, ele viu Edgar e vários homens correndo em direção a ela para verificar sua situação com todo o caos.
Ao ver os lenhadores, ele rapidamente recuou, ciente de que esses homens também eram geralmente caçadores, frequentemente ganhando uma renda extra com as peles que coletavam.
Aaron compreendeu os perigos que o espreitavam ali e o alto preço que sua pelagem valeria se os homens o capturassem e o matassem. Como ele era um lobo branco, a cor de sua pelagem era mais valorizada acima de todas as outras.
Aaron lentamente recuou para a escuridão da mata.
Cada minuto que o faziam esperar para executar sua vingança, seria pior quando ele liberasse sua raiva reprimida.
Ele se deitou fervendo na neve e na decomposição da floresta até que sua próxima oportunidade se apresentasse.
Enquanto pensava em como ia machucar aqueles que o haviam prejudicado, ele notou um segundo cavaleiro emergindo das matas. Sua estatura era imensa, com ombros largos e um braço poderoso. Tudo no homem gritava obediência.
Aaron notou que o cavaleiro exalava, não arrogância, mas um ar de autoridade respeitada. Isso estava fazendo algo dentro de Aaron querer se curvar e obedecer a qualquer comando que ele desse. Ele sacudiu o pensamento bobo da cabeça.
Mas quanto mais observava Merrick, mais sentia como se estivesse estranhamente conectado a este homem de alguma forma.
“HUFF!” Um suspiro profundo escapou do focinho de Aaron em frustração pelos sentimentos bizarros que estava experienciando. O espírito de seu lobo interior o fazia choramingar.
Aaron permanecia ali, sua mente cheia de perguntas. “Por que isso estava acontecendo com ele? Ele sequer conhecia esse homem? E o que no mundo estava causando esta atração peculiar e o impulso inexplicável de se curvar em reverência a ele?”
Sobrecarregado pelas emoções desconhecidas e inquietantes, Aaron relutantemente se distanciava do ocupado acampamento dos lenhadores. Ele procurava refúgio no meio da densa folhagem da Mata de Terewell, cujas folhas roçavam em sua pele ao entrar.
Ele precisava clarear seus pensamentos e reavaliar a situação.
Gradualmente, o estranho fascínio que o afligira mais cedo se dissipava a cada passo que dava para longe do acampamento e do cavaleiro.
Embora a estrangeiridade dessas emoções permanecesse, deixando Aaron com uma sensação de inquietação, ele não conseguia se livrar dela.
Ele se aninhou sob uma antiga árvore de sicômoro, enrolando-se e fechando os olhos. O caos do dia o havia deixado completamente exausto.
Aaron pensou que talvez estivesse experimentando esses sentimentos estranhos porque estava cansado. Enquanto ele se deixava levar pelo sono. Havia uma estranha pontada em seu coração. Ele sentiu uma súbita sensação de solidão e perda.
Foi então que ele se deu conta: Allison, sua irmã gêmea, a outra metade dele, estava desaparecida.
Ele não tinha tido tempo de lamentar a perda dela devidamente. Por mais arrogante que Aaron fosse, ele não podia negar que, lá no fundo, amava Allison, mesmo que ela o irritasse constantemente.
Eles tinham um vínculo especial, uma ligação que a maioria dos outros irmãos não tinha, e agora estava rompido.
Ele teve a súbita vontade de levantar a cabeça e uivar de agonia. No entanto, Arron engoliu o impulso como uma pílula amarga, enterrando o desejo de gritar e revelar sua posição.
Eventualmente, seu coração e emoções se acalmaram, e ele tranquilamente se deixou levar por um sono profundo.
——
Merrick deu a mão a Carter e o puxou para fora das águas gélidas do Riacho Roslem. Preocupação marcava o rosto do vice-comandante ao observar a palidez do jovem paladino, como se sua vida estivesse se esvaindo.
O som de água correndo preenchia o ar, misturado com a respiração ofegante de ambos os homens.
Merrick franziu a testa, clara a preocupação em sua voz ao perguntar, “Você está bem?”
Carter, lutando para recuperar o fôlego, não conseguia responder e assentiu fracamente. Ele estava abaixado, as mãos apoiadas nos joelhos, tentando desesperadamente recuperar sua compostura.
Então, um cansaço súbito o invadiu, fazendo-o sentir-se sem fôlego e exausto.
Quando Carter olhou para cima, ele encontrou o olhar do vice-comandante. Uma sensação vertiginosa o dominou, fazendo-o perder o equilíbrio e desabar no chão. Enquanto sua visão se apagava, a última coisa que viu foi o rosto preocupado de Merrick correndo em sua direção.
——
Merrick gritou, “CARTER!” segurando os ombros de seu cavaleiro júnior e sacudindo-o firmemente. “Acorde…” Ele deu um tapa na bochecha de Carter com força, mas isso não teve efeito. O jovem cavaleiro permanecia inconsciente.
O vice-comandante foi tomado por um súbito sentimento de pavor ao notar o cavaleiro em seus braços, completamente inconsciente e pálido como um fantasma. Algo estava terrivelmente errado, e ele não conseguia entender o quê.
Sua mente vagava pelo que havia acontecido quando eles se separaram. Quando sua memória voltou ao sangue negro que havia espirrado sobre Carter durante a luta com os Girox.
Merrick ponderou. “Poderia ser essa a razão de ele estar nesse estado?”
Um homem do acampamento se aproximou lentamente de Merrick. Ele era o que tinha atirado em Carter na perna com a flecha. Ele perguntou a Merrick, “Ele ainda está vivo?”