A Noiva Predestinada do Dragão - Capítulo 141
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141: EU VEJO UMA TEMPESTADE CHEGANDO – PARTE 1 141: EU VEJO UMA TEMPESTADE CHEGANDO – PARTE 1 Vapor subia da delicada xícara de porcelana, girando em espirais etéreas enquanto Mielle servia graciosamente um segundo copo de chá para Faye.
A Duquesa delicadamente levantou sua colher de prata, saboreando o som melódico que ela fazia ao roçar nas bordas da xícara.
Com um toque gentil, ela derramou um fio dourado de mel doce no líquido fumegante, cujo aroma envolvia o ar com uma doçura tentadora.
Hipnotizada, observou o mel dissolver-se lentamente, assistindo enquanto cada gota dourada desaparecia nas profundezas do chá.
Já faziam várias horas desde que ela presenciou Sterling decapitar o cavaleiro na sala do concelho e, embora tivesse esfregado sua carne até limpá-la—parecia que o sangue do homem morto ainda grudava em sua pele e o cheiro de ferro não havia dissipado de suas narinas. Era como se o pecado assassino de Sterling se agarrasse ao seu próprio ser.
Do quarto, Faye podia ouvir os homens na sala do concelho. Ela reconheceu gritos, risadas, discursos enfurecidos e batidas na mesa. A reunião parecia durar para sempre. Depois de um tempo, as coisas caíram no silêncio, e Faye ficou eternamente grata pela tranquilidade que finalmente se instalou ao seu redor.
Estava cansada e queria se recolher na cama para um cochilo ao meio-dia, para tirar os eventos desta manhã de sua mente.
Faye também não pôde deixar de se sentir curiosa sobre o bem-estar de Tobias e se perguntava como estava a recuperação do braço de Sterling. Sua mente estava cheia de pensamentos avulsos, mas infelizmente, ela não podia agir em nenhum deles para satisfazer sua curiosidade. O Duque havia instruído especificamente André e Mielle para mantê-la confinada em seu quarto dentro da fortaleza, proibindo-a de explorar.
Embora ela entendesse que era para sua segurança, o opulento quarto parecia mais uma prisão na série de prisões às quais ela seria confinada.
Pelo menos, por outro lado, este lugar tinha um senso de luxo, e Mielle para lhe fazer companhia. Ao contrário do quarto sórdido e desolado onde ela havia sido mantida em Wintershold. Ela também era nutrida com refeições regulares, embora seu apetite tivesse recentemente a abandonado.
A jovem criada estava prestes a perguntar se havia mais algo que a Duquesa precisasse. A cada minuto que passava, a preocupação de Mielle com a Duquesa crescia.
Podia ver Faye tremendo enquanto mexia o chá com a delicada colher de prata em sua mão pequena. Aparência dela ainda estava pálida e desbotada, com a cor ainda por retornar às suas bochechas. Igual quando André a tinha acompanhado para o quarto mais cedo para se limpar.
A Duquesa estava com uma aparência horrível, coberta com o sangue do homem morto quando entrou no quarto.
Mielle concluiu que Faye ainda estava em choque pelo que havia presenciado. Apesar de tentar de tudo para tirar a duquesa de seu transe, nada parecia ter efeito. Faye passou horas em silêncio, brincando com suas xícaras de chá sem tomar um único gole, deixando que esfriassem.
A porta do quarto de repente se abriu sem aviso, fazendo Mielle estremecer. O Duque havia retornado de sua reunião nas câmaras do concelho para verificar como Faye estava. Ele franziu a testa, vendo sua expressão impassível enquanto ela se sentava à mesa, ainda mexendo na xícara de chá que logo esfriaria.
O olhar do Duque encontrou o olhar preocupado de Mielle. “Há quanto tempo ela está assim?”
Antes que Mielle pudesse responder, Faye respondeu.
“Desde que você matou o homem nas câmaras esta manhã.”
O Duque sinalizou silenciosamente para Mielle sair do quarto. Ela fez uma reverência e falou educadamente com a Duquesa.
“Sua Graça, se precisar de mais alguma coisa…” As palavras da criada foram interrompidas.
“Isso é tudo, Mielle.” A voz de Sterling carregava um aviso sombrio enquanto ele deixava claro que queria que a criada saísse.
Mielle recuou para fora do quarto, e Faye ouviu a porta ranger ao fechar com um baque suave.
Sterling atravessou casualmente o quarto, seu passo despreocupado. Faye levantou o olhar, encontrando seus olhos. Naquele momento de conexão, ela vislumbrou uma série de emoções cintilando em seus olhos cor de rubi. Preocupação e curiosidade se destacaram entre elas, capturando sua atenção.
O Duque ajoelhou-se diante dela, como um cavaleiro o faria diante de uma rainha. Era fascinante para Faye que esse homem, que era um poderoso líder de homens e governante sobre sua própria legião de cavaleiros, ajoelhasse como fazia diante dela.
Faye sabia que ela não passava de uma nobre de baixa linhagem. Ela estava apenas um passo acima de uma plebeia, mesmo assim, esse homem a colocava em um pedestal alto e a tratava como se ela fosse uma poderosa realeza.
Ele inclinou a cabeça e pegou sua mão fria e pequena na dele, grande e quente, e deu um beijo no dorso dela. Ela podia ver que ele estava arrependido pelo que ela tinha presenciado mais cedo quando ele decapitou o cavaleiro diante dela.
“Peço desculpas, doce borboleta. Eu nunca pretendi que você testemunhasse o que aconteceu hoje mais cedo,” ele disse, falando suavemente. “Você vai ficar bem?”
Todo o corpo dela estremeceu, incapaz de responder. Faye baixou a cabeça e seus ombros caíram. Ela fungou levemente e Sterling sentiu uma lágrima quente pingar em cima de sua mão e um soluço abafado escapou de seus lábios.
Ela soluçou, “Hic… Hic… Como você pôde…?” Sua frase se interrompeu, e Faye nunca completou o que queria dizer. Tentando conter sua tristeza e não chorar. No entanto, não adiantava. As lágrimas continuavam vindo.
“Shhh… Silêncio, minha doce borboleta. Não há mais nada com que se preocupar. Peço desculpas por esta manhã.”
Sterling, com seus braços musculosos, gentilmente levantou Faye, segurando-a firmemente contra seu peito. Ao pressionar seu corpo contra o dela, ele sentiu ela tremer; sua ansiedade era evidente. O som de suas respirações rápidas enchia seus ouvidos, transmitindo a inquietação que a consumia.
O Duque, observando seu sofrimento, ansiava entender a causa – se era sua mera presença ou algo mais profundo que a perturbava.
Ele a pegou e a colocou em seu colo, acariciando ternamente seu cabelo longo e luxuoso. Ela aninhou seu rosto em seu peito, enxugando suas lágrimas em sua camisa. Suas ações indicavam que ela não estava tão assustada com ele quanto ele tinha pensado.
As lágrimas desapareceram, os soluços se acalmaram, e sua respiração eventualmente desacelerou e se estabilizou.
Ele ouviu sua voz doce. “Por quê? Por que você matou aquele homem?” O Duque ouviu a voz dela estremecer e sentiu seus lábios tremerem contra seu peito quando ela perguntou.
“Não o matei por sua causa—se essa é a resposta que você procura.”
O Duque continuou. Suas palavras não carregavam sentimento enquanto falava.
“A morte do homem não é culpa de ninguém, exceto dele próprio. Ele cometeu dois atos criminosos, cada um dos quais tem uma sentença de morte. Eu apenas segui com seu julgamento e execução subsequente hoje. Não havia utilidade em atrasar o inevitável.”
“Você não confia em mim ou no meu julgamento? Eu te assusto depois do que você viu?”
Faye balançou a cabeça, esclarecendo, “Não, não é nada disso. Se não fosse por mim, aquele homem não teria perdido a vida.”
“Não é sua culpa. Aquele homem selou seu próprio destino ao escolher enganar o templo e a mim mesmo, posando como membro do clero para espionagem. Ele conseguiu o que merecia – a morte. Ao violar a lei feudal, ele trouxe isso sobre si mesmo. Eu apenas garanti que a justiça fosse servida.”
Um suspiro profundo escapou de seus lábios enquanto ele sentia o peso do remorso. Ele não podia deixar de lamentar como havia permitido que sua raiva o consumisse, fazendo-o perder o controle na frente de sua esposa e, em última análise, tirar a vida do homem que estava diante dela.
Ele pressionou seus lábios contra o topo de sua cabeça, esperando oferecer-lhe um senso de conforto. “Por favor, pare de se culpar pelo que eu fiz.”
Ele se sentou na cadeira fofa da mesa com Faye aninhada em seu colo, sua cabeça contra seu peito. O tecido macio de seu vestido roçava sua pele enquanto ele a embalava gentilmente, sentindo o elevar e o baixar de sua respiração.
O quarto estava silencioso exceto pelos sons da vida cotidiana fora da janela do quarto. Um leve aroma de lavanda e cítricos emanava do cabelo de Faye, adicionando um toque de tranquilidade ao momento.