A Noiva Indesejada do Alfa - Capítulo 656
Capítulo 656: A Verdade Final! II
No momento em que Xaden entrou na sala, toda a atmosfera mudou violentamente.
A temperatura despencou tão rapidamente que as chamas das tochas vacilaram e apagaram.
Um vento frio cortou o salão, deslizando por cada espinha, roubando cada fôlego.
Xaden parecia um homem que havia atravessado reinos, terras manchadas de sangue, pesadelos.
Seu cabelo escuro estava selvagem.
Suas roupas estavam penduradas soltas em seu corpo.
Sua aura era feral e perigosa.
Totalmente desenfreada.
Belle piscou para ele em choque. “Xaden… o que você está fazendo aqui?”
Ele não respondeu a ela.
Ele nem sequer olhou para ela.
Seus olhos, puro ônix, brilhando com intenção assassina, travaram instantaneamente em Cereja.
E ele se moveu.
Não andou.
Não caminhou.
Ele marchou diretamente em direção a ela, como uma arma liberada.
“Você,” ele sibilou, a voz um rosnado baixo e letal. “Sua vadia maldita.”
A respiração de Cereja falhou.
As garras de Xaden explodiram de suas pontas dos dedos. Sua mandíbula estalou com a ameaça da transformação.
Seu lobo pressionava contra sua pele, tentando se libertar.
Dois ômegas avançaram e o agarraram pelos braços.
“Alfa Xaden, acalme-se! Alfa!”
Ele rosnou para eles, um som tão feroz que até os guardas recuaram.
Cereja sentiu seu coração bater violentamente contra suas costelas, mas seu orgulho ardeu mais forte do que seu medo. Ela retrucou
“Não OUSE me tocar, seu cachorro!”
Ela levantou o queixo, encarando-o, embora suas mãos tremessem sob sua túnica.
Ela não entendia o que ele estava fazendo ali.
Por que ele estava avançando para ela como um animal possuído?
Ele parecia pronto para arrancar sua garganta.
Xaden havia deixado a alcateia real há um mês.
O que ele queria?
Rosa se desvencilhou de Rolando e avançou.
“Xaden,” ela sussurrou, a voz instável. “O que você está fazendo aqui?”
Ele se virou para ela, o peito subindo e descendo como se ele tivesse corrido através do próprio inferno.
Rosa o encarou, seu rosto e expressão exigindo respostas.
Então seu olhar voltou para Cereja.
“Sua irmã,” ele rosnou. “Ela é a culpada.”
Cereja congelou.
“O quê?” Rosa exalou.
Xaden tremia de raiva, suas garras cravando-se no chão enquanto os ômegas lutavam para contê-lo.
“Ela é a razão,” ele rosnou, “pelo qual meus pais estão MORTOS!”
A sala inspirou bruscamente.
Ele deu um passo à frente novamente, arrastando os ômegas com ele como se não pesassem nada.
“Ela enviou Bale,” ele rugiu, cada palavra impregnada de ódio. “Ela deu a ele o poder e a ordem para matá-los!”
O coração de Cereja batia tão alto que ela tinha certeza de que todo o reino podia ouvi-lo.
O rosto de Rosa desmoronou. “Xaden, pare. Por favor. Este não é o momento nem o lugar para
Ele virou a cabeça para ela.
“NÃO É O MOMENTO?” ele gritou, a voz se quebrando de dor e fúria. “Ela assassinou meus pais!”
Rosa piscou, confusa. “Xaden, ouça-me. Cereja cometeu um erro terrível ao falhar em nos informar sobre o ataque planejado. Ela foi negligente. Ela não avisou-
“Do que você está FALANDO?” Xaden bradou, avançando contra o aperto dos ômegas.
“Ela não esqueceu de nada!”
A voz dele caiu mais baixo.
Mais fria.
Mais mortal.
“Ela disse para Bale matá-los.”
O sangue de Cereja gelou.
A sala girou.
Os joelhos dela enfraqueceram.
Porque ela sabia o que viria a seguir
e ela não tinha como parar isso.
Xaden inclinou-se para frente, os olhos ardendo em preto.
“Foi tudo ela.”
Todos os olhares se viraram para ela, e Cereja deu um fraco desdém.
“Vocês não acreditam necessariamente nesse perdedor, acreditam? Ele é um bárbaro, lembrem-se. Cresceu na floresta e foi criado por uma bruxa. Ele é praticamente instável, e vocês acham que ele pode vir aqui usar palavras contra mim?” Ela sibilou enquanto ria.
“Eleanor.” Ele cuspiu. “Você matou minha mãe.”
Os olhos de Cereja brilharam para ele.
Ele parecia feroz, pronto para rasgá-la em um milhão de pedaços.
Cereja revirou os olhos para ele. “Você está louco. Devem ser os dias vivendo na selva que fizeram algo com seu cérebro.”
Naquele exato momento, aconteceu.
Aconteceu tão rápido que ninguém conseguiu parar.
Xaden se libertou das garras dos dez ômegas que o seguravam.
Ele os cortou com seus braços, e ele avançou em Cereja.
Cereja agiu por reflexo.
Ela usou sua magia para lançá-lo de volta.
No momento em que o lobo dele pousou no chão, ele estava em seus pés firmes em perfeito equilíbrio.
Cereja estava respirando com dificuldade agora, sua mão erguida no ar.
A mesma mão que tinha usado magia para mandar Xaden de volta.
Todos os olhos estavam sobre ela.
Até Xaden pausou.
Ela podia sentir o olhar de choque.
A chama fechou os olhos, depois os abriu novamente. “Ela era a única. Eu posso sentir o cheiro em toda ela agora. Foi a magia dela que criou as barreiras por toda a alcateia real.”
Agora os olhos de Rosa estavam fixos nela.
Cereja retraiu a mão e olhou para todos, tentando descobrir como inventar algo.
Uma mentira pelo menos.
Da mesma forma que ela tinha conseguido sair de tantas.
O sorriso dela vacilou.
“É a mesma magia que eu posso sentir em Auburn.” Disse a Chama. “Cada tipo de magia tem a sua própria assinatura. Assim como vocês, lobos têm seus cheiros. É o mesmo para a magia. E esse é o cheiro dela. Ela foi quem trouxe o impostor.”
O coração de Cereja batia tão rápido porque ela sabia que não havia saída dessa vez.
Ela sabiamente deu um passo para trás.
“Você trouxe esse impostor para minha casa?” perguntou Rosa, a voz tremendo. “EU CONFIEI EM VOCÊ!”
Percebendo que o jogo acabou e não havia como voltar atrás, Cereja desabafou.
“Oh, CALE A BOCA!” Ela sibilou de raiva.
Rosa congelou, horrorizada.
“Você é uma tola, irmã. Você sempre foi uma tola.” Cereja cuspiu o ódio, finalmente revelando-se. “Você é rainha, mas é tão estúpida que tudo o que fez foi me deixar te usar.”
“Você sabia que Scarlett não apenas se afogou?” Cereja sorriu.
A face do Corral ficou vermelha.
Os olhos dela imploravam para que ela não dissesse uma palavra.
Mas Cereja era uma vaca.
Se ela estava indo para baixo.
TODOS IRIAM COM ELA.
Ela ia revelar TODOS os segredos.