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A Noiva Indesejada do Alfa - Capítulo 632

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Capítulo 632: A Coruja Mensageira

POV da Rainha Rose

Rainha Rose estava diante de seu penteadeira, removendo lentamente os alfinetes enfeitados de seu cabelo.

As velas em sua câmara tremeluziram suavemente, lançando um dourado quente nas cortinas de seda e no chão de mármore.

Seus ombros doíam de exaustão após mais um longo dia.

Ela estendeu a mão para pegar o creme noturno em sua cômoda quando uma batida suave soou em sua porta.

“Entre,” ela disse.

Hildegard escorregou para dentro, inclinando a cabeça com um sorriso familiar e gentil.

Rose se iluminou imediatamente.

“Hildegard. Você veio.”

“Claro, Vossa Majestade,” ela disse. “Você pediu para me ver?”

“Sim.” Rose gesticulou para ela se aproximar e se sentou na beira da cama, batendo no lugar ao seu lado.

Hildegard enrijeceu no início e o rosto de Rose caiu, claramente desapontada.

“Acredito que preferiria ficar em pé, Vossa Majestade, se você não se importar.” Hildegard declarou.

“Por favor, não faça isso.” Rose disse infeliz. “Somos amigas há tanto tempo. Por favor, apenas sente-se. Só precisava te ver.”

Hildegard hesitou a princípio, mas eventualmente cedeu.

Hildegard juntou-se a ela, ereta e sempre elegante.

Rose a olhou com seus olhos amendoados como se quisesse dizer algo, mas então mudou de ideia instantaneamente.

“E mais uma coisa.” Rose disse. “Eu sei que você está infeliz comigo. Eu entendo isso. Mas, por favor, não me chame pelo meu título. Você nunca fez isso desde que éramos crianças.”

Hildegard não disse nada e fez um leve aceno de cabeça.

“Como está Jasmine?” Rose perguntou suavemente. “Ela tem ficado com você esses dias.”

A expressão de Hildegard suavizou. “Ela está bem, Minha Rainha. Preocupada, mas bem. Ela está se ajustando.”

Rose soltou um suspiro silencioso de alívio. “Bom. Bom… Eu me preocupo com ela mais do que deveria.”

Ela fez uma pausa, olhando para suas mãos.

“Na verdade, Hildegard… Não sei por quê, mas me sinto atraída por ela.” Sua voz tremia de confusão. “Como se ela viesse de um lugar em meu coração que não consigo entender direito.”

Hildegard sorriu com conhecimento de causa. “Jasmine tem esse efeito nas pessoas.”

Rose assentiu lentamente. “Sim… Sim, ela tem.”

Ela hesitou antes de continuar. “Lembro-me de vê-la pintando uma vez. Ela era muito boa. Sei que ela veio para cá com quase nada que restou de sua alcateia, pelo que disse.”

Seus olhos aqueceram.

“Quero dar a ela um ateliê. Um de verdade. Com materiais. Um lugar onde ela possa escapar.”

Os olhos de Hildegard suavizaram. “Ela adoraria isso, Minha Rainha.”

Rose parecia como se tivesse sido esbofeteada, Hildegard chamando-a de Rainha.

Rose aparentemente conseguiu sorrir, tocada pelas belas imagens ao redor da sala.

Mas Hildegard exalou profundamente, seu rosto mudou, uma preocupação gentil substituindo seu sorriso.

“Hum, eu estava pensando,” ela começou suavemente, “posso falar francamente?”

Rose suspirou pesadamente novamente, mas parecia que ela entendeu o recado, Hildegard não a chamaria mais pelo nome.

Rose enrijeceu um pouco. “Sobre o quê?”

“Auburn.”

O ar ficou pesado.

Os olhos de Rose se estreitaram. “Hildegard… já discutimos isso.”

“Não propriamente,” insistiu Hildegard. “Não desde sua coroação. Não estamos… alinhadas desde aquele dia.”

De fato.

Uma divisão silenciosa havia se formado entre elas, algo que nenhuma das duas ousava nomear.

Hildegard se endireitou. “Só quero protegê-la. Mas devo perguntar… você tem certeza sobre Auburn?”

O maxilar de Rose se apertou.

“Ela é minha neta,” ela disse calmamente.

“Minha Rainha…” Hildegard pressionou gentilmente, “ela parece mais velha do que deveria. Bem mais velha. E algo sobre ela parece… estranho.”

Rosa se eriçou. “Talvez ela tenha sofrido. Não sabemos pelo que ela passou.”

“Ou talvez,” Hildegard disse suavemente, “ela não seja quem diz ser e esteja se aproveitando disso.

Rosa inalou bruscamente.

Hildegard continuou, voz estável, respeitosa, mas impregnada de urgência.

“E outra coisa, sua proximidade com a Princesa Chery. Aquela mulher nunca se importou com ninguém. Ela não gosta de ninguém. E ainda assim, ela acolheu Auburn sob sua proteção?”

As sobrancelhas de Rosa se franziram de desconforto.

“Cereja é família,” ela disse. “Ela mudou. Eu sei que ela pode ter feito coisas terríveis no passado. Mas ela se desculpou e agora está servindo aqueles que ela feriu.”

“Ela é perigosa,” Hildegard rebateu, olhos escurecendo em descrença. “E ela nunca mostrou lealdade a esta alcateia. Por que mostrar agora? Por que com Auburn, de todas as pessoas?”

Rosa balançou a cabeça firmemente. “Hildegard… deixe isso para lá. A família está finalmente encontrando paz. Eu não vou questionar essa bênção.”

Lá estava, Rosa seria para sempre sua Rainha e ela sempre estaria abaixo dela.

Ela não era um membro da família deles.

Hildegard abriu a boca para falar em tons ásperos, mas então-

TAP. TAP. TAP.

Ambas as mulheres congelaram.

Um suave tapinha veio da alta janela perto da varanda.

A mão de Rosa voou para seu peito. “Céus, o que foi isso?”

O tapinha veio novamente, mais agudo desta vez.

Hildegard levantou-se rapidamente. “Fique atrás de mim.”

Elas se aproximaram lentamente, corações batendo forte.

Uma coruja pousou na grade da varanda, seus olhos âmbar brilhando ao luar.

Um pequeno pergaminho estava amarrado à sua perna.

Rosa exalou trêmula. “É apenas uma coruja…”

Ela abriu a janela gentilmente.

A coruja saltou para frente, ofereceu sua perna e voou para a noite.

Rosa desamarrou a carta, franzindo a testa. “Eu não estava esperando nada.”

“De quem é?” Hildegard perguntou, aproximando-se dela.

Rosa quebrou o selo e desenrolou o pergaminho.

Ela prendeu a respiração.

“É da maga,” ela sussurrou.

As sobrancelhas de Hildegard se ergueram. “Aquela que te disse que a filha de Scarlett sobreviveu?”

“Sim.” As mãos de Rosa tremiam ligeiramente. “Aquela que revelou que Auburn estava viva.”

Os olhos de Hildegard se estreitaram. “O que ela diz?”

Rosa leu em voz baixa:

“Rainha Rose,

Trago boas notícias sobre sua neta.

Vou visitar durante a semana para informar-lhe de tudo.

Prepare-se, pois a verdade está chegando.”

Rosa sorriu com súbita alegria. “A maga não sabe que eu já a encontrei. Que maravilhoso, ela deve ter mais notícias!”

Hildegard não disse nada.

Seu rosto permaneceu calmo, mas por dentro, seus pensamentos giravam como uma tempestade silenciosa.

Veremos, ela pensou sombriamente.

Veremos se a maga chama Auburn de verdadeira princesa.

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