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A Noiva Indesejada do Alfa - Capítulo 625

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Capítulo 625: De Coração Partido

Ponto de Vista de Fiona

Os salões pareciam quietos demais sem Xaden e Erik.

Calmos demais.

O tipo de calma que fazia sua pele arrepiar, como se as próprias paredes estivessem esperando algo acontecer.

Especialmente depois do que havia acontecido.

Afastei a sensação ao abrir a pequena porta de madeira do quarto de Jade.

A luz morna das velas pintava as paredes de dourado, e a menininha estava sentada de pernas cruzadas na cama, abraçando seu ursinho de pelúcia marrom desbotado contra o peito.

Seu cabelo encaracolado era uma nuvem suave ao redor do rosto, seus olhos pesados de sono.

“Hora de dormir, pequena loba,” eu sussurrei suavemente.

Ela olhou para mim, piscando lentamente. “Tia Fiona?”

“Sim, querida?”

Ela levantou os braços em silêncio, pedindo para ser carregada.

Sorri e a peguei no colo, sentindo seus dedinhos se enrolarem em meu vestido. Seu peso era pequeno, reconfortante.

Sua mãe, uma ômega negra da alcateia do sul, assassinada anos atrás por Bale.

Erik nunca havia se recuperado.

Eu coloquei Jade debaixo do cobertor, ajeitando as cobertas ao redor de seu pequeno corpo. Ela apertou seu ursinho com mais força.

“O papai voltou?” ela perguntou, a vozinha pequena e sonolenta.

Meu peito se apertou.

“Ainda não, Jade,” eu sussurrei suavemente. “Ele foi a uma missão com o Alfa Xaden. Ele voltará em breve.”

Ela assentiu lentamente, aceitando.

Eu acariciei seus cachos, passando os dedos sobre seu couro cabeludo quente.

“Tia Fiona?” ela murmurou novamente.

“Sim, querida?”

Ela hesitou, então sussurrou.

“A Anna pode cantar para mim esta noite?”

Minha mão congelou no meio do movimento.

Meu coração parou.

Mas meu rosto não mostrou isso.

Forcei um sorriso suave. “Por que a Anna, querida? Por que está pedindo por ela?”

Jade piscou, completamente alheia à maneira como acabara de enfiar uma lâmina limpa através do meu peito.

“Porque…” Ela torceu a orelha do ursinho timidamente. “Ela é a companheira do Papai.”

Senti o quarto girar.

Todo o ar me deixou.

Mas ainda assim… sorri.

Manti minha voz equilibrada.

Calma. Suave. Fingindo que as palavras não me cortavam ao meio.

“Oh?” Eu perguntei calmamente, passando um cacho por trás de sua pequena orelha. “Como você sabe disso?”

Engoli em seco. “A Anna te disse algo?”

“Não.” Jade balançou a cabeça, os cachos balançando.

“Então como você sabe?” eu sussurrei.

Ela sorriu, brilhante, inocente, certa. “Porque ela cheira como o Papai.”

Meu coração se partiu.

Jade apertou seu ursinho mais forte. “O papai é meu papai de verdade, então compartilhamos o mesmo cheiro. E a Anna cheira como ele também. Isso significa que ela é a companheira dele. Certo?”

Sua vozinha, tão cheia de certeza… quase me destruiu.

Eu engoli em seco contra o nó em minha garganta.

“Certo,” eu disse suavemente. Embora a palavra quase me sufocasse.

Jade bocejou. “Eu gosto da Anna. Ela sempre prometeu que me daria irmãs e irmãos. Vários.”

As lágrimas arderam em meus olhos instantaneamente.

Quentes.

Afiadas.

Eu pisquei rapidamente antes que ela pudesse ver.

“Isso é… bom,” eu consegui, embora minha voz mal saísse. “Agora durma, querida. Feche seus olhos.”

Ela se aninhou mais fundo.

Sua mãozinha encontrou a minha, apertando meus dedos com força.

“Eu te amo, Tia Fiona,” ela sussurrou.

Meu coração se partiu de uma forma diferente, mais suave, mais doce.

“Eu também te amo,” eu sussurrei, beijando sua testa.

Ela sorriu com os olhos fechados. “Por favor, mande a Anna entrar quando ela voltar. Ela prometeu ler para mim.”

Uma faca se torceu mais fundo dentro de mim.

Forcei um sorriso, mesmo que ela não pudesse vê-lo.

“Anna… ela viajou, Jade,” eu sussurrei. “Ela vai ficar longe por um tempo.”

Os olhos de Jade se abriram, úmidos de decepção. “Oh.”

Eu acariciei sua bochecha. “Tenho certeza de que ela voltará algum dia.”

Ela assentiu, devagar e triste, então se enrolou em seu cobertor.

“Boa noite, querida.”

“Boa noite, Tia Fiona…”

Eu saí silenciosamente e fechei a porta.

No momento em que ela se fechou com um clique-

Minhas costas bateram na madeira.

E eu me quebrei.

Soluços silenciosos e trêmulos rasgaram-me, minha mão pressionada contra minha boca para que Jade não ouvisse.

Lágrimas escorriam em rios quentes pelas minhas bochechas, pingando em minhas mãos, no meu vestido, no chão.

Anna.

Suas mentiras.

Sua crueldade.

Seus jogos.

E a doce pequena Jade, inocente e acreditando em cada palavra.

Meu peito doía tanto que pressionei uma palma sobre meu coração, tentando me segurar.

Por que tudo doía assim?

Por que meu coração escolheu o homem cuja filha via outra mulher como sua mãe?

Eu apertei os olhos fechados.

Eu não choraria assim para sempre.

Eu não deixaria o veneno de Anna perdurar mesmo na morte.

Fiquei ali por um longo momento, tremendo, respirando, tentando me equilibrar.

Então, lentamente… eu me afastei da porta.

Sequei minhas lágrimas.

Endireitei meu vestido.

E me preparei para enfrentar o que a noite tivesse à minha espera.

Porque algo estava errado.

Perigosamente errado.

E Jade precisava de proteção.

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

Afastei-me da porta, pronta para voltar ao meu quarto, quando um barulho agudo ecoou das escadas abaixo.

Um guarda gritando.

Botas correndo.

Algo batendo contra as paredes.

Meu coração saltou direto para a minha garganta.

Antes que eu pudesse me mover, uma porta mais ao fundo do corredor se abriu.

Nanny Nia saiu, envolta firmemente em seu robe de noite, cabelo bagunçado e olhos arregalados.

“O que está acontecendo?” ela sussurrou incisivamente. “Ouvi gritos.”

A presença dela por si só me acalmou um pouco.

“Nia-” comecei, engolindo em seco, “eu não sei. Algo está errado. Os guardas parecem frenéticos.”

Ela pegou seu xale e o amarrou nos ombros com as mãos trêmulas.

“Vamos,” ela disse.

Apressamo-nos pelo corredor juntos, nossos passos ecoando alto demais no silêncio.

As tochas tremulavam violentamente enquanto passávamos, sombras sacudindo-se ao longo das paredes como se algo estivesse correndo ao nosso lado.

Eu odiava o quanto isso me fazia acelerar.

Quando chegamos à escadaria principal, dois guardas passaram correndo, rostos pálidos, olhos selvagens.

“O que aconteceu?” exigi, agarrando um deles pelo braço.

O guarda estremeceu.

Com força.

“Vimos sombras. Movendo-se. Rápido. Mais rápido que lobos. Ao longo das paredes exteriores.”

Olhei para Nia. Ela parecia que já sabia.

Magia negra.

Meu estômago revirou.

“O que mais?” Nia perguntou.

O guarda engoliu em seco, a garganta se movendo como se ele estivesse tentando não vomitar.

“Houve… um barulho… perto dos Quartos de Loren. Como metal arranhando. Raspando.” Ele estremeceu violentamente. “Achamos que era um animal… mas quando chegamos lá…”

A voz dele falhou.

“O quê?” eu exigi.

“…a porta foi arranhada.”

Arranhada.

Não quebrada.

Nia se retesou. “Mostre-nos.”

Marchamos rapidamente pelos corredores de pedra, o guarda liderando o caminho.

Quanto mais nos aproximávamos dos Quartos de Loren, mais frio o ar se tornava, até que cada respiração que eu dava saía como névoa.

E então viramos a esquina.

A visão tirou o ar dos meus pulmões.

A porta de Loren estava despedaçada.

Mas a pior parte.

As marcas de garras eram longas demais. Largas demais.

Desiguais demais.

Nenhum lobo fez aquilo.

Nenhuma criatura do nosso território fez aquilo.

“Santa deusa…” murmurei, me aproximando, apesar do pavor subindo pela minha garganta.

Nia estendeu a mão e tocou uma das marcas.

Seus dedos tremiam.

“Isso não é lobo,” ela murmurou. “É outra coisa..”

Os guardas trocaram olhares horrorizados.

“O que aconteceu lá dentro?” eu perguntei.

Eles hesitaram.

“Responda a ela,” Nia exigiu.

Um guarda engoliu em seco.

“Quando chegamos, a porta já estava assim,” ele sussurrou. “As tochas se apagaram. Todas de uma vez. Algo passou pelo corredor, sentimos passar por nós, frio como fumaça.”

Minha pele se arrepiou.

“E quando as tochas se acenderam novamente,” ele acrescentou, “Loren estava gritando.”

Loren.

Corri para dentro imediatamente, Nia logo atrás.

Loren estava sentado no canto da sala, enrolado em um cobertor, tremendo violentamente. Uma xícara de chá frio estava derramada ao lado dele.

O rosto dele estava branco como giz.

Seus olhos encaravam o centro do quarto-

O lugar onde o corpo de Lisa havia estado.

Mas estava vazio.

Desaparecido.

“Loren,” eu disse suavemente, agachando ao lado dele. “O que aconteceu?”

Ele piscou. Devagar. Como alguém acordando de um pesadelo que não tinha acabado.

“El–ela…” ele sussurrou. Seus lábios tremeram. “Ela se moveu.”

Meu sangue gelou.

“Quem?” Nia perguntou calmamente.

O olhar de Loren se deslocou lentamente, hesitante em minha direção.

“Lisa.”

Somente o nome fez meus dedos ficarem dormentes.

“Ela estava morta,” Loren sussurrou. “Eu–eu sabia que ela estava morta. Mas quando as tochas se apagaram, ouvi algo como um suspiro. Como se o ar estivesse sendo sugado para dentro.”

Seu próprio fôlego engasgou.

“Então eu vi a mão dela se mover. Só um pouco. Seus dedos tremeram. Como se algo… estivesse puxando-a.”

“Lisa? Morta? Não a vimos há pouco tempo?” Nia disse perdida.

“Prometo te atualizar depois.” Eu a assegurei.

“Antes que eu percebesse? Ela tinha sumido.” Ele disse.

Olhei ao redor do quarto.

O chão onde seu sangue havia se acumulado estava… limpo.

Limpo demais.

Como se alguém tivesse limpado.

Ou comido.

Meu estômago revirou.

Nia se levantou devagar, seu rosto pálido e tenso.

“Todos fora,” ela disse. “Agora.”

Os guardas tropeçaram para fora do quarto, ansiosos para obedecer.

Loren ficou encolhido no canto, tremendo.

Puxei Nia para o lado.

“Isso não é normal,” eu sussurrei. “Isso parece a mesma magia que a matou.”

Nia piscou. “O quê?”

“Princesa Chery,” eu disse baixinho.

Os olhos de Nia encontraram os meus rapidamente.

“Você acha que ela está por trás disso?” ela sussurrou. “Tão profundamente dentro das fronteiras da alcateia?”

“Eu não sei.” Eu engoli em seco. “Mas Lisa morreu no momento em que ela tentou dizer o nome dela. Foi assim que aconteceu. Xaden disse aos guardas que viram o que aconteceu para mantê-la aqui e agora ela simplesmente sumiu. E agora o corpo dela está… desaparecido.”

Nia fechou os olhos.

Quando os abriu novamente, o medo brilhava em cada ruga de seu rosto.

Um calafrio desceu minhas costas.

“Onde está Xaden?” ela perguntou.

“A caminho de volta,” eu murmurei. “Espero.”

“Reze para que ele chegue rápido,” Nia disse, a voz trêmula, “porque o que quer que tenha matado Lisa… ainda pode estar aqui.”

A ideia de que o que quer que tenha vindo ainda estava aqui me aterrorizou.

Ou tinha vindo para terminar seu trabalho.

Acabar com o resto de nós?

Como eu poderia explicar a Xaden que o corpo de Lisa simplesmente desapareceu sem deixar rastros?

Uma rajada fria varreu o corredor atrás de nós.

As tochas tremeluziram violentamente.

Nia e eu nos viramos-

E todas as sombras ao longo da parede se moveram de uma só vez, como se algo as tivesse atravessado.

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