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A Noiva Indesejada do Alfa - Capítulo 621

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Capítulo 621: A Queda de Lisa

As portas da sala do trono se fecharam atrás dela com um estrondo pesado, mas Lisa não se mexeu.

Se algo, ela sorriu.

Um pequeno, afiado, sorriso vitorioso, do tipo que vivia apenas nos cantos de sua boca, do tipo que ela nunca deixava ninguém mais perceber. Nem

mesmo Anna.

Especialmente não Anna.

O corredor à frente estava quase vazio, a luz do sol penetrando pelas janelas altas, poeira flutuando como brilhos suaves nos raios. Parecia tranquilo. Silencioso. Seguro.

E só isso já a fazia querer rir.

Todos os outros haviam saído da sala do trono destroçados, chorando, em pânico, sussurrando, tremendo.

Mas Lisa? Ela caminhou com a cabeça erguida, as costas retas, e sem uma única gota de preocupação em seu sangue.

Porque ao contrário deles, ela sabia a verdade.

Ela era intocável.

O último fio sobrevivente da rede de Aurora. A única esperta o bastante para apagar seus rastros. A única que sempre esteve cinco passos à frente.

E agora que Anna e Uther caíram como os peões tolos que eram, não havia mais ninguém que pudesse expô-la.

Lisa levantou uma mão e ajeitou o cabelo, alisando uma mecha atrás da orelha.

Pobre Anna. Pobre, estúpida Anna.

Ela sempre pensou que era a mente por trás de tudo, o centro da teia, aquela que puxava todos os fios.

E Lisa deixou que ela acreditasse nisso, alimentando seu ego, sussurrando ideias em seu ouvido… ideias que Anna acreditava serem suas.

Mas Anna nunca percebeu que era meramente a arma.

E Lisa foi quem a apontou.

Agora Anna estava morta. Uther desonrado, morto também. Aurora acorrentada. Lily tinha tirado a própria vida.

No momento em que Lisa descobriu que Lily estava partindo, usou magia negra comprada no mercado negro para envenená-la.

Magia negra tão potente que a fez incapaz de expor Lisa se algo acontecesse.

E funcionou.

Ela estava dez vezes à frente de todos.

Cada peão removido do tabuleiro.

Exceto ela.

Lisa inalou profundamente pelo nariz, respirando vitória.

Ela tinha conseguido. Ela realmente conseguiu.

~~~~~~~~~~~

Ela caminhou rapidamente pelo corredor, suas botas fazendo um leve som de clique.

Um par de servos se afastou com laços nervosos.

Lisa resistiu à vontade de revirar os olhos.

Tão frágeis essas pessoas eram.

Outro canto, outro corredor, e ela alcançaria a ala dos hóspedes.

Ela precisava pegar a bolsa debaixo de sua cama, a única que só ela sabia, a que estava cheia com um passe forjado, dinheiro e uma única carta selada escrita na letra de Aurora.

Seguro.

Os lábios de Lisa se curvaram novamente. Ela já podia imaginar o delicioso caos que causaria ao fugir.

Ela avançou e colidiu com alguém ao virar a esquina.

Duro.

O ombro de Lisa bateu no deles, e ela soltou um sibilo. Seu instinto imediato foi estalar!

Mas então ela viu quem era.

Fiona.

De todas as pessoas.

A irritante, hipócrita marionete que achava que podia ser espiã.

A garota que costumava dormir duas camas ao lado. A garota que Lisa sempre suspeitara, sempre vigiara, sempre achava insuportavelmente previsível.

A irritação de Lisa aumentou. “Olhe por onde—”

Mas os olhos de Fiona já estavam semicerrados. E Lisa percebeu em um único suspiro que Fiona não estava apenas andando.

Ela estava tempestiva. Seu rosto marcado por emoções, seu maxilar tremendo como se tivesse acabado de lutar uma guerra interna.

Ah.

Erik.

Perfeito.

Lisa se deslocou para passar por ela.

Mas a mão de Fiona foi mais rápida do que ela esperava.

Ela agarrou o braço de Lisa e a puxou de volta.

Duro.

Lisa tropeçou, sua compostura se quebrando pela primeira vez.

“Solte,” Lisa estalou, puxando seu braço. “Eu sou a principal testemunha da alcateia e tenho certeza de que Alfa Xaden não apreciaria você colocando suas mãos imundas em mim—”

“Eu sei o que você fez.”

A voz de Fiona era baixa, firme e fria, muito mais fria do que Lisa esperava.

Lisa piscou.

Então ela sorriu.

Um sorriso lento, perverso.

“Oh? Qual parte?” ela zombou. “A parte em que Jasmine recebeu o que merecia? Ou a parte em que Rudy percebeu tarde demais que a curiosidade mata?”

Fiona não recuou.

Lisa se aproximou, baixando a voz.

“Eu sei que você gosta de fingir que era tão esperta, vivendo conosco, nos observando, pensando que entendia alguma coisa. Mas você nunca entendeu.” Lisa se inclinou, saboreando o espaço que diminuía. “Você nunca soube nem que eu era a mão direita de Aurora. Que eu construí todas as mentiras em que Anna acreditou. Que cada plano, cada sussurro, cada desastre que atingiu Jasmine veio de mim.”

O sorriso dela se alargou.

“Eu sou intocável.”

O maxilar de Fiona se apertou. “Não mais.”

Lisa riu. “Você não tem provas—”

“Eu não preciso de provas,” disse Fiona calmamente.

“Porque ele te ouviu.”

Lisa franziu a testa.

“Ouviu o quê?”

Fiona não respondeu.

Mas uma voz atrás dela sim.

“Eu ouvi tudo.”

O sangue de Lisa congelou.

Cada membro. Cada respiração. Cada pensamento.

Ela se virou.

Lentamente.

Virar demorou muito. Seu corpo parecia pesado, frio, espesso com um medo que ela não sentia há anos. Ela já sabia quem estava ali.

Mas saber não parou o medo que perfurou suas costelas quando finalmente o viu.

Xaden.

De pé, a apenas alguns passos de distância.

Não furioso.

Não gritando.

Não avançando.

Apenas parado ali.

Imóvel.

Silencioso.

Olhos sombrios.

Expressão ilegível.

E isso, pela primeira vez na vida de Lisa, a aterrorizou mais do que qualquer rugido de Alfa.

“Alfa—” Lisa engoliu, forçando um sorriso, forçando o ar de volta para os pulmões. “Isso é só um mal-entendido. Fiona ouviu errado—”

“Eu ouvi você,” disse Xaden novamente.

Calmo.

Calmo demais.

Ele deu um passo à frente.

“O suficiente para te mandar executar dez vezes.”

Lisa sentiu sua pulsação bater na garganta.

Pense.

Pense.

Pense.

“Alfa, com todo respeito,” ela disse, forçando a voz a suavizar, forçando os olhos a lacrimejar truques praticados. “Eu sou sua testemunha. Sem mim, você não tem caso contra Uther. Nenhuma confirmação contra a rede. Eu ajudei a trazer justiça—”

“Você não ajudou em nada,” disse Xaden friamente.

Outro passo.

Os olhos dele queimavam, não com raiva, mas com algo muito pior.

Nojo.

“Você mentiu sob juramento,” ele disse. “Você manipulou depoimentos. Você cometeu conspiração com os traidores que fingiu expor.”

A respiração de Lisa se acelerou.

“Alfa, eu-”

“Você machucou a mãe do meu filho.”

Lisa ficou rígida.

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