A Noiva Indesejada do Alfa - Capítulo 62
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62: DESGRAÇA REAL 62: DESGRAÇA REAL “Mãe eu-
O tapa silenciou quaisquer palavras que Belle estivesse prestes a dizer.
Coral olhou severamente para sua filha.
Belle segurou a mão no rosto.
Atônita que sua mãe tinha lhe dado um tapa.
Ela mal conseguia falar.
Essa não era a primeira vez que apanhava de sua mãe e ela duvidava que fosse a última.
“Você garota inútil!” Coral berrou para a filha. “Como você se rebaixa tanto a ponto de brigar com uma puta vulgar?! Não te eduquei acima disso?!”
Belle balançou a cabeça, lágrimas se acumulando em seus olhos. “Mãe ela me humilhou e eu tinha que-
O outro tapa atingiu sua outra bochecha e silenciou Belle.
Coral encarou a filha.
Por que ela tinha tal filha?!
Ela amava a filha mas tinha que fazer tudo por ela? Pensar em tudo por ela?
Isso não fazia sentido!
“Você é a herdeira coroada.” Coral a lembrou. “Você não deve ser vista arrastando cabelos com uma camponesa!”
Não era ruim o bastante que Coral estivesse furiosa com os incidentes com sua mãe e especialmente com aquela miserável servente que ainda rondava sua mãe, mas ela também tinha sido informada que sua própria filha tinha se envolvido numa briga.
E infelizmente sua filha nem havia ganho a briga!
“Você nem sequer ganhou!” Coral cuspiu. “Você é uma vergonha para si mesma.”
Belle começou a chorar.
“Pare com esse choramingo seu!” Coral latiu.
E Belle se calou e seu choro silencioso mal podia ser ouvido.
Coral revirou os olhos e massageou as têmporas.
“Acredito que você estava brigando por Xaden?” Coral perguntou. “Você acha que um homem iria querer ficar com uma mulher que arrasta outra mulher por causa dele? Uma rainha por cima disso?! Se rebaixando. Meu Deus!”
Coral queria quebrar alguma coisa!
As coisas não estavam indo conforme o planejado e sua filha tola não estava ajudando.
Belle não respondeu.
Ela ainda estava soluçando como um cachorro.
Havia assuntos muito mais urgentes em mãos.
Como o fato de que ela precisava se livrar daquela garota de cabelos ruivos.
Aquela que sua mãe havia dito ser filha de Alfa Bale.
Ela queria saber mais sobre ela.
Pois ela era um grande obstáculo para todos os seus planos.
Olhe só ela fazendo todo o trabalho enquanto sua filha tola estava numa briga de gato e cachorro.
Em público!
Como poderia ser mais humilhante?
Coral revirou os olhos para Belle irritada com sua presença. “Apenas saia.”
Belle fugiu do quarto
Coral sentou-se e ponderou sobre quais movimentos fazer por si mesma.
Ela precisava agir rapidamente.
Seu tempo estava esgotando.
Ela ouviu uma batida em sua porta.
Virou-se para uma de suas servas. “Vá ver quem é.”
A serva fez uma reverência e correu para a porta.
Bem diante dela estava a causa número um de seus problemas.
A garota de cabelos ruivos. A suposta filha de Bale
Coral levantou uma sobrancelha.
A garota se curvou.
“Sua majestade.” Ela disse. “Vim limpar seu quarto.”
Era como se as estrelas tivessem ouvido suas preces e entregado a garota diretamente em suas garras.
Ela acenou com a mão indicando que ela poderia começar.
Ela observou a garota trabalhando diligentemente pelo quarto.
Coral a observou atentamente.
Observando cada movimento que ela fazia, cada vaso que levantava e colocava no lugar.
Essa realmente era a filha de Alfa Bale?
Quando a garota estava quase terminando o trabalho, Coral sentiu que era hora de sua interrogação.
“Qual é o seu nome, escrava?” Coral perguntou.
A garota congelou e permaneceu cabeça baixa. Seus olhos ainda olhando para o chão como era esperado de uma serva.
“Jasmine, sua majestade.” Ela fez uma reverência.
“Jasmine.” Coral disse. “E você é a filha do Alfa Bale?”
Ela abaixou a cabeça novamente. “Sim, sua majestade.”
Coral soltou um hmmm. “Mas você não age nada como a filha de um Alfa.”
Coral tinha observado a garota de perto e percebeu que a menina estava acostumada com as tarefas domésticas.
Não era como se estivesse tentando aprender como fazer.
Era como se ela já soubesse como fazer.
Ela não quebrou nada, não cometeu erros e fez o trabalho diligentemente.
Como se tivesse trabalhado a vida inteira.
Jasmine não disse nada quanto a isso e então Coral se levantou e caminhou em sua direção.
Agarrou as mãos da garota à força e abriu suas palmas.
Eram grossas e estranhamente duras. Como se tivessem lidado com anos e anos de trabalho duro.
“Suas mãos são duras.” Coral observou. “Suas mãos deveriam ser macias. Mesmo que você tenha trabalhado como uma escrava aqui, não é tempo suficiente para adquirir palmas tão duras.”
Ela sentiu Jasmine enrijecer.
Coral sorriu. “Oh, imaginando como eu sei dessas coisas? Eu corto as mãos de minhas serventes desobedientes de tempos em tempos.”
“Então me diga agora se você não quer que as suas sejam cortadas.” Coral advertiu.
“Fui capturada ainda jovem e mantida por muito tempo por um bando inimigo.” Jasmine disse. “Lá eu trabalhei duro e aprendi a fazer essas tarefas antes de ser devolvida para casa.”
Coral ouviu a história.
“Que alcateia fez isso?”
Jasmine enrijeceu. “Não me lembro, sua majestade. Perdoe-me.”
Era possível que a história fosse verdadeira.
Afinal, haviam muitos casos como esse.
Também era muito possível que sua vida na alcateia tivesse mudado a maneira como ela foi criada.
“E seu pai e sua mãe?” Ela perguntou. “Como você se sente sabendo que eles estão prestes a serem logo abatidos.”
“Devo lealdade ao meu povo.” Jasmine disse.
Nessas poucas palavras, Coral conseguiu ouvir um tom feroz de lealdade e foi então que ela acreditou que a garota não era uma ameaça para ela.
Ela era apenas uma mera escrava e infelizmente sua hora do acerto de contas seria em breve.
Ela não era relevante.
Ela havia se preocupado quando a viu, provavelmente porque não tinha visto outra pessoa parecida com sua irmã
“Você vai se manter longe de minha mãe.” Coral disse. “Eu não quero te ver perto dela. Entendeu?”
Jasmine assentiu. “Sim, sua majestade.”
Embora ela estivesse certa de que a garota não era uma ameaça para ela ou qualquer um de seus planos, ela sabia que não podia arriscar que ela ficasse rondando sua mãe.
Ela não queria que ela entrasse em um desses frenesis de Scarlet.
Especialmente durante este novo festival.
Virou-se nos calcanhares e acenou com a mão mais uma vez.
Observou enquanto a garota escrava se afastava.
Coral orou para que esse fosse seu último encontro com a garota.