A Noiva Indesejada do Alfa - Capítulo 53
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53: ALUCINAÇÕES OU VERDADE 53: ALUCINAÇÕES OU VERDADE (Peço desculpas pela demora. Eu fiz uma cirurgia e estou me recuperando. Obrigado pela sua paciência comigo. Eu te amo)
PONTO DE VISTA DA JASMINE
A mulher tinha uma coroa na cabeça e aparentava ter por volta de cinquenta anos.
Ela tinha cabelos castanhos e belos olhos azuis, e pelos seus traços faciais você podia dizer que ela era tão bonita quanto fora na sua juventude.
Havia cerca de dez homens de armadura a cercando e então havia uma garota ao lado dela.
A garota tinha cabelos vermelho-fogo, exatamente como os meus.
Os homens de armadura apontaram suas lanças para mim.
“Ajoelhe-se diante da Rainha!” Veio a ordem.
Eu ofeguei e percebi.
Esta era a Rainha.
Eu rapidamente me ajoelhei.
“Por favor, perdoe-me, vossa majestade.” Eu lhe implorei.
Mas a mulher nem parecia estar notando o que acontecia ao seu redor.
Ela estava fixada em mim e seu rosto estava pálido e marcado pelo choque.
Como se tivesse visto um fantasma.
“Scarlet?” Disse a Rainha.
Scarlet? Quem era Scarlet? Eu estava confusa.
“Como ousa bater na Rainha?!” A garota de cabelos vermelhos, provavelmente da mesma idade que eu, exigiu.
Eu olhei para ela. “Por favor, me perdoe. Eu não tinha ideia. Não foi intencional.”
“Você vai pagar com a sua vida, escrava!” Ela sibilou.
Eu senti meu coração parar.
Então pareceu que eles iam atacar-me.
Mas a Rainha simplesmente se afastou deles em minha direção.
“Vovó.” A garota disse.
Mas a Rainha não estava olhando para ela.
Ela veio diretamente até mim e suas mãos seguraram meu rosto e me levantaram para olhar para ela.
“Scarlet, é você?” Ela perguntou e as lágrimas estavam prestes a cair de seus olhos.
Eu estava sem palavras.
A Rainha pensava que eu era alguém que ela conhecia?
Ela tinha me confundido com outra pessoa.
Então, naquele momento, outra mulher entrou.
Ela tinha cabelos pretos como os da Rainha e vi que todas as três tinham uma semelhança.
A mulher provavelmente estava no início dos trinta.
“Mãe, o que está acontecendo?” A mulher a perguntou quando se virou para me ver e ela também congelou.
Por que todas elas estavam me olhando assim?
“Coral?” A Rainha disse com a voz embargada. “Ela não se parece com sua irmã?”
Eu ofeguei!
O rosto da mulher chamada Coral se endureceu. “Não, mãe. Você está enganada de novo. Scarlet já morreu há muito tempo.”
Coral se virou para mim. “Eu sugiro que você deixe este lugar imediatamente se quiser sair com vida.”
Eu me curvei e me levantei rapidamente, saindo correndo.
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PONTO DE VISTA DA RAINHA
A Rainha se virou para Coral.
“Por que você a mandou embora?” A Rainha perguntou. “Talvez ela seja a Scarlet.”
Coral balançou a cabeça. “Não, mãe, a Scarlet morreu quando éramos crianças. Aquela garota ainda é jovem. Provavelmente uns dezenove anos ou algo assim.”
A Rainha colocou seus dedos joias contra as têmporas.
“Talvez seja apenas a minha imaginação.” Disse a Rainha, dando-se por vencida.
Depois que ela perdeu a filha, ela passou a vê-la em todo lugar.
Procurava por qualquer um que tivesse cabelos vermelhos ou que fosse parecido com ela de longe para encontrá-la.
Ela a tinha visto em todo lugar, mas nunca era ela.
Fazia tanto tempo.
Quase trinta anos desde que ela tinha perdido sua pequena filha.
“Eu gostaria de me retirar para os meus Quarteis agora.”
Ela disse.
“Você quer que eu traga algum remédio? Você está cansada.” Coral ofereceu.
“Eu só quero descansar, Coral.” Disse ela suavemente e então deixou que a conduzissem ao seu quarto.
Era o festival Halo e ela não presenciava um há anos – o último que ela tinha visto, ela era muito, muito jovem.
Agora acontecia novamente e tinha sido ordenado que se refletisse nesta alcateia.
Ela estava animada.
Talvez os poderes do festival Halo ajudariam a encontrar sua filha.
Ela suspirou ao caminhar para a cama.
O quarto era grandioso e quase tão belo e espaçoso quanto o de seu castelo.
Seu marido, o Rei, adoraria quando viesse.
Ela queria descansar depois da longa viagem enquanto ele tinha desejo de ver as outras
Alcateias
Algumas serviçais entraram no quarto com as coisas dela.
“Me passe minha caixa, Hildegard.” Disse ela suavemente.
Hildegard era sua criada mais velha e de maior confiança.
Desde menina ela a conhecia e cresceram como irmãs.
Hildegard trouxe a caixa para ela.
“Eu soube que você a viu novamente.” Hildegard disse com simpatia.
“É uma garota servente.” A Rainha disse. “Ela se parecia exatamente com ela. Isso é o que minha mente quis que eu visse.”
Ela abriu a caixa e tirou a outra metade do Colar de Rubi quebrado que haviam encontrado pertencente à sua filha.
Depois que eles a procuraram no rio, metade do Colar de Rubi ressurgiu.
A outra metade ainda estava desaparecida.
A Rainha fechou os olhos e o beijou, sentindo as lágrimas rolarem.
As portas foram abertas e sua outra filha Coral entrou.
“Mãe.” Coral disse. “Eu trouxe um remédio. Irá ajudar a eliminar essas alucinações.”
“Ela ainda está de luto pela filha.” Hildegard disse a Coral advertindo-a.
“Já se passaram quase trinta anos. Até quando ela irá se lamentar?!” Coral exigiu com irritação e então se virou para Hildegard. “Você não é um membro da minha família! Apenas uma sanguessuga, então eu imploro que não me irrite.”
Hildegard e Coral mantiveram um duelo de olhares.
“Essa não é hora de começar uma discussão.” A Gentil Rainha disse suavemente. “Eu estou bem, Coral. Só desejo dormir.”
Coral pressionou os lábios com irritação, e então finalmente cedeu. “Claro, mãe.”
E com isso, ela saiu intempestivamente do quarto.
A Rainha deitou-se na cama e segurou o colar enquanto rezava para que, um dia, com esperança, sua garotinha voltasse para casa.
Foi tudo culpa dela! Ela nunca deveria ter deixado que eles fossem naquele barco.
Ela deveria ter sabido melhor, ela não havia confiado em sua intuição quando foi alertada e aqui estava, quase trinta anos depois, ainda sendo punida.
Ela conseguiu fechar os olhos e adormecer.