A Noiva Escolhida do Rei Dragão - Capítulo 128
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128: Capítulo 128 – Árvore Genealógica Perturbadora 128: Capítulo 128 – Árvore Genealógica Perturbadora “Quer dizer que ele salvou sua vida.”
Belladona franziu a testa com a súbita ênfase.
Por que ela estava tão empenhada em fazê-la ir àquela sala?
“Você deve querer vê-lo, eu sei que ele está inconsciente no momento, mas ainda assim, o homem que salvou sua vida…”
“Minha mais profunda e imensa gratidão. Por favor, expressa a ele quando acordar.” Belladona a interrompeu, já cansada do falatório dela e ao pensar que, no passado, ela sempre tentava arrumar tempo para isso. Até passava noites em claro ouvindo-a falar sem parar sobre coisas que não importavam tanto.
Não esta noite.
Ela estava estressada demais com tudo o que estava acontecendo e seria uma tola se permitisse mais estresse em sua noite com essa conversa.
Aniya franziu a testa.
Essa não era a Belladona que ela conhecia. O que havia acontecido com ela?
“Então você não quer—”
“Sim, eu não quero vê-lo. Estou fazendo o melhor que posso, não estou? Cuidando do seu filho enquanto você cuida dele.” Ela fez uma pausa, dando tapinhas nas costas do bebê enquanto observava o sorriso no rosto de Aniya desaparecer, algo borbulhando por dentro dela com uma alegria inexplicável ao ver. “Quando você o quer de volta?”
“Em uma hora, seria ótimo.”
“Eu vou trazê-lo—”
“Deixa pra lá, não quero incomodar você mais do que já estou. Eu virei buscá-lo.”
Belladona assentiu e foi assim que ela terminou de volta no seu quarto com um bebê.
Arlo era uma criança gentil e, apesar de si mesma, Belladona havia começado a gostar da companhia do menino.
Ele gargalhou algumas vezes, chupou a mamadeira e gostou de alcançar o pendente dela de vez em quando, que ela cuidadosamente tirava das mãos dele.
Pelo menos o colar era atraente para alguém.
Depois de um tempo, Belladona o colocou em sua cama, quando suas pálpebras começaram a pesar e começou a fazer uma camiseta para ele com sua máquina de costura e os materiais de tecido que tinha sobrado.
De qualquer modo, não era como se pudesse dormir.
“Eu poderia jurar que ela estava olhando para mim.” Ela disse em voz alta, tendo uma conversa com Arlo, como ela vinha fazendo desde que o trouxe para o quarto. O bebê fez sons de bebê e ela continuou, interpretando aquilo como a resposta dele às suas palavras.
“Ela me assusta, sabia. Arlo, parecia que ela queria me atacar.”
O menino riu, brincando com a caneta que ela havia pegado na mesa para dar a ele mais cedo, para mantê-lo entretido. Ela se perguntou por que ainda não a havia jogado fora, não tinha tinta.
Não tinha tinta desde que lhe foi dada.
Ela de repente paralisou a mão na máquina de costura, olhando distraidamente à frente, lembrando-se de algo mais.
“Eu também tive esse pesadelo muito estranho.”
A criança desta vez não riu nem fez barulhos, exceto por um ronco quase silencioso e suave.
Ela sorriu para si mesma, a sensação de inquietação que começara a tomar conta dela há pouco, voando pela janela com a mudança de humor.
Ela apressou a camiseta que estava fazendo para ele e em pouco tempo, terminou.
Já estava começando a sentir sono, tão sono que, enquanto costurava, furou o dedo com a agulha uma ou duas vezes.
Já passara bem mais de uma hora e Aniya ainda não aparecera.
Sem paciência, Belladona pegou a criança adormecida em seus braços. Com a ajuda de Anok, foi muito fácil descobrir a porta do quarto que Aniya estava ocupando, mas quando ela bateu, a porta estava trancada e não obteve resposta. Então, ela recorreu à próxima melhor opção, seus pais.
Ela vinha evitando ir vê-los por bons motivos.
Ela não queria mais vê-los.
Depois que falou com a mãe sobre sua missão fracassada, ela não os viu novamente e esperava que as coisas permanecessem assim.
No entanto, quando a porta se abriu e ela ouviu sua mãe berrar, “entre,” Belladona soube que aquele pensamento tinha sido apenas um desejo ilusório.
Quando tentou entrar, percebeu que Anok vinha logo atrás dela.
“Fique.” Ela disse.
Entrar naquele quarto com um guarda a faria parecer fraca e fraca não era como ela queria que sua mãe a visse.
Ela queria que ela visse que ela realmente havia mudado. Que poderia enfrentá-la sozinha se a ocasião pedisse. Que poderia se manter firme e vencer.
“Minha Senhora.”
“São só meus pais. Eu vou ficar bem e ser rápida.”
Com uma reverência, ele deu um passo para trás e esperou atrás, então Belladona entrou e fechou a porta.
“Arlo está dormindo, vejo.” Sua mãe disse de onde estava sentada na borda da cama, seu pai massageando seus pés. “Apenas coloque-o na cama ali.”
Belladona não estava no clima para discussões desnecessárias, então apenas obedeceu.
Ainda se sentindo terrivelmente sonolenta, porém, suas pernas falharam um passo e ela quase tropeçou no chão, salvando o bebê na última hora. Ele nem sequer se agitou no sono e nem percebeu que quase aconteceu algo com ele.
Mas, muitas coisas que Belladona não estava no clima naquela noite haviam sido oferecidas a ela numa bandeja de ouro.
Tinham sido servidas para ela e entregues a ela assim, sem mais nem menos.
Como o tapa que ressoou em seus ouvidos e o calor que irradiou suas bochechas enquanto a mãe desferia sua palma grande e firme em seu rosto enquanto alguém, provavelmente seu pai, arrancava o menino dela ao mesmo tempo.
Justamente para o caso de que a força do golpe a jogasse de joelhos, de costas no chão ou até de cara nele, e assim o bebê não seria afetado.
“Você está tentando matar meu neto?!”