A Noiva do Rei Lobisomem - Capítulo 130
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130: Posso Fazer Qualquer Coisa Por Ela 130: Posso Fazer Qualquer Coisa Por Ela (Perspectiva de Demetrius)
“Aardvark? Por quê?” Perguntei. Fiquei completamente surpreso que ela disse o nome desse animal.
“E-Eu não sei, porque… eles são fofos…?” Ela murmurou.
“Fofos?” Eu sabia que ela chamava coisas estranhas de ‘fofas’. Mas pensar que ela chamaria um Aardvark de fofo ainda era surpreendente.
“Hmm, eu vi… a foto dele uma vez em um… livro. Tem algum… por aqui?”
“Não,” Eu disse rapidamente. E fiquei feliz que não houvesse nenhum daquele tipo de animal aqui. Porque se houvesse e ela quisesse um, eu daria a ela já que faria qualquer coisa que ela quisesse. Mas seria muito estranho se ela ficasse abraçando esse tipo de coisa e trouxesse para a nossa cama. Era nojento de todas as maneiras possíveis.
“Então… o que ela gostaria s-seria…?” ela fez bico. “Eu queria poder fazer algo… para fazê-la f-feliz. Eu nem consigo… cozinhar. Nem… costurar. Ela gosta… de poemas, mas eu também não consigo escrever poemas. O que eu devo fazer… então, Dem?”
“Você está tão preocupada com isso?”
“Hmm…”
“Bom, a melhor coisa que você pode fazer é melhorar o mais rápido possível para que ela possa falar com você. Afinal, ela gosta de conversar com você,” eu disse. “O que você acha disso?”
“Isso vai… ser suficiente?”
“Claro,” eu acenei com a cabeça. “Apenas fique melhor logo.”
‘Por mim…’
Eu me perguntava se ela estava fingindo estar bem ou se realmente estava. Eu havia feito algo errado sem pensar. Se ela estivesse brava, eu entenderia.
Por que eu não pensei no significado de uma rosa negra antes de mostrar a ela? Eu pensei que ela ficaria feliz já que ela gostava delas. Mas eu não sabia que ela pensaria nisso desse jeito.
Mas agora eu me arrependia.
“Eu te amo.”
“Por que, tão… de repente?” ela perguntou.
“Então, não me abandone,” eu disse.
“Huh? Sim… eu não quero…,” ela riu.
Eu sabia o que ela estava pensando mesmo sem ler sua mente. Ela estava se perguntando novamente se merecia tudo isso. Por causa de sua família, ela sempre se menosprezava. Eu queria lhe dizer muitas vezes que ela era digna disso. Mas talvez minhas palavras nunca chegassem à parte mais profunda e ferida do seu coração.
“Você disse isso. Agora você nunca pode me deixar,” eu disse.
“Mmm…”
“Você não vai, certo?”
“O-Ok…”
Algo no tom dela era diferente. Eu sabia o porquê. Ainda assim, eu nem sabia por que desejava tanto sua afirmação.
“Sabe, tinha um c-cara estranho…,” ela murmurou.
“Um cara? Estranho? Quem?” Perguntei.
“Era um p-professor… Ele não era tão… velho e costumava nos… ensinar… história,” ela disse.
“Então por que ele é um assustador? Ele fez ou disse algo para você?” Perguntei.
“B-Bem…”
“Hm?”
“A minha colega de carteira… era uma menina chamada R-Rheya… Um dia, durante a… aula dele, ela teve a… menstruação… Ela não percebeu… Quando eu vi, eu lhe disse… e eu tinha um a-absorvente… extra que eu lhe dei… Esse professor… deve ter nos ouvido… ou ele também viu…”
‘Se ele tivesse dito ou feito alguma coisa para ela, eu apenas iria lá e o mataria…’
“Rheya ficou realmente… envergonhada, e então eu a ajudei… e a levei para o banheiro. Esse professor… sempre me fez sentir desconfortável… Eu não sei por quê. Todos gostavam muito dele… Acho que é porque… ele era bonito…”
‘Você acabou de chamar outro homem de bonito? Na frente do seu marido? Mesmo sabendo o quão ciumento eu posso ser?’
“Não tanto quanto você… claro…,” ela acrescentou.
Minha raiva diminuiu num instante ao ouvir isso. Talvez eu estivesse sendo infantil sobre cada pequena coisa. Mas quando se tratava dela, eu não podia evitar.
“E-Então… no dia seguinte, fui até o e-escritório dele… porque eu havia esquecido de f-fazer minha lição de casa… Bem, é p-porque… o Draven me bateu… então, eu não pude fazer n-nada…”
‘Aquele maldito bastardo! Ele está na prisão agora, mas eu só darei ordens para meus homens lá para matar aquele lixo maldito!’
“No escritório dele, da primeira gaveta da e-escrivaninha, algo… estava ligeiramente para fora. Eu na verdade… fui ao escritório dele novamente naquele… dia sorrateiramente… quando ele não estava lá… Acabou sendo… o absorvente que dei para R-Rheya… E estava… usado…”
‘Nojento! Qual é o problema desse cara estranho?’
“Vinte dias… depois, Rheya deixou a escola…”
“Por quê?”
“Ninguém sabe…”
“É mesmo?”
“Hmm,” ela acenou com a cabeça. “Mas ao mesmo tempo, um corpo… de uma menina destruído e morto… foi encontrado… no matadouro próximo…”
“O quê?”
“Sim… Quer dizer, pode ser que ele tenha a matado…? Eu quer dizer, ele guardou o… absorvente dela também, então… ele pode…”
“Pode acontecer. Você sabe o nome dele?” eu perguntei.
“Não…”
‘Fico feliz que você tenha esquecido desse maldito bastardo assustador…!’
“Não sei por que… lembrei-me d-de repente… e quis… te contar…”
“Fico contente que você me contou. Gosto quando você compartilha tudo comigo,” eu disse enquanto esfregava meu rosto na nuca dela.
“Hmm… Eu deveria estar… traumatizada por esse incidente?” ela perguntou.
“Não… já que você não… sabe de toda a verdade e além do mais, não é como se fosse próxima dela ou algo assim, certo?”
“É, e eu estava pensando… se era… anormal… por não estar… muito afetada… por isso…,” ela murmurou. “Eu não… sei… como o trauma… f-funciona… pra começar…”
“Você não sabe?”
‘Mesmo estando já traumatizada? Por causa da sua família, você ainda chora no seu sono e grita. Seu rosto fica todo sombrio e assustado quando você pensa naqueles tempos. E mesmo assim você está dizendo que não sabe?’
“Não… S-Será que sei?” ela fez beicinho.
Ela certamente não sabia o que estava acontecendo dentro da sua mente, não é? Não era como se eu quisesse que ela soubesse. Eu apenas desejava que ela nunca tivesse conhecido essa palavra.
“Não, você não sabe. E não precisa saber,” eu disse.
“Hmm…”
“O quê?”
“Seu rosto é tão… liso…”
“Liso? É porque eu não deixo nem um pouco de barba?”
“Acho que… sim,” ela murmurou.
“Você parece um pouco… decepcionada… Preferiria se eu tivesse barba ou algo assim?” eu perguntei.
“Não… Quer dizer, não é justo… Seu rosto é até mais… liso que o m-me… e eu sou mulher…”
“Quem disse isso?”
“Eu?”
Eu ri. Ela estava sendo adorável novamente e nem mesmo tinha tomado o remédio que a deixaria fora de si.
“Mas eu acho que seu rosto é mais macio,” eu disse.
“É mesmo?”
“Com certeza,” eu disse. “Aliás, aquele professor fez alguma coisa com você?”
“Não… Ele não fez… Afinal, ele pediu demissão… depois daquele incidente…”
‘Que bom.’
“Quero… dormir,” ela murmurou e se aconchegou contra meu peito.
“Devo fazer carinho na sua testa?” eu perguntei.
“Não… Eu… Eu quero que você toque meu e-estômago…”
“Seu… Por quê?”
“E fazer carinho no lugar… Eu quero que você faça… isso,” ela disse.
“… Está bem,” eu disse.
Eu não sabia por que ela queria que eu fizesse isso. Desabotoei a frente do vestido dela e coloquei minha mão por dentro. Fazia muito tempo desde que eu tocara aquele lugar. Como ela estava fraca, não podíamos fazer nada daquilo.
“Assim?”
“Hmm…”
Com os olhos fechados, ela se inclinou ao meu toque. Aquele lugar, o estômago dela… Uma vida estava crescendo ali – uma vida que criamos. Mas não importava.
Mesmo se eu tivesse que sacrificar essa vida para salvá-la, eu faria. Mas como ela me pediu para não fazer, me segurarei de fazer qualquer coisa. Não quero que ela me odeie.
“Você não vai fazer algo… estranho,” ela murmurou como se pudesse ler minha mente, como se soubesse o que eu queria. “Você prometeu…”
“… Sim, não vou. Afinal, prometi à minha esposa,” eu disse.
O corpo dela tremeu, mas ela se agarrou em mim. Eu desejava que ela pudesse se apoiar em mim para sempre. Eu poderia salvá-la de tudo. Mas às vezes, também me sentia impotente. Como agora – porque eu não sabia o que fazer para melhorá-la.
“Você está um pouco melhor do que antes. Luc quer ter certeza, então…”
“Ele pode… vir aqui?”
“Mesmo que tenhamos que ir até lá, eu não vou deixar você andar. Eu te carregarei,” eu disse.
“Não… Será difícil demais para… você me carregar… todo o c-caminho… até lá… então…”
“Tudo bem. Não será bom se mais alguém descobrir sobre isso. Então, temos que ir à torre mágica. E não se preocupe, minha esposa. Seu marido não é nada fraco…”
“E se isso for… v-verdade, então…”
“Então seu poder como maga negra será despertado,” eu disse.
“Mas se eu… me tornar uma maga negra…”
“Não me importo. Mesmo que todos se oponham a você, eu te aceitarei. E além disso, é para a sua segurança,” eu disse. “Eu posso fazer qualquer coisa por isso. Qualquer coisa.”