A Noiva do Alfa - Capítulo 881
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881: Bebês! (E&V) (1) 881: Bebês! (E&V) (1) Damon e Talia chegaram ao hospital da alcateia e viram que Meg, Kai, Sandy e Tyler estavam de pé no corredor no segundo andar.
“Qual é a situação?” Talia perguntou.
Meg sorriu e fez um gesto em direção a uma porta próxima que estava fechada. “Eu estava prestes a lhe fazer uma ligação mental. Os bebês nasceram há alguns minutos. Um menino e uma menina. As enfermeiras estão limpando-os, e eles disseram que poderemos visitá-los daqui a pouco. Axel está lá com Yasmin.”
O coração de Talia batia como um tambor de guerra. Bebês! Um menino e uma menina! Eles estavam bem ali, atrás daquela porta.
“O que é isso?” Tyler perguntou, espiando por trás de Talia em direção a Damon, que estava com as mãos cheias de sacolas plásticas. Ele não perguntaria, mas sentiu um cheiro delicioso que aguçava seu apetite.
Talia respondeu, “Trouxemos ramen para todos.”
Kai e Tyler aliviaram Damon de sua carga deliciosa. Além de tigelas lacradas com ramen, havia colheres de plástico, hashis e guardanapos. Os seis se sentaram no chão para comer enquanto esperavam que o Doutor Travis e as enfermeiras terminassem seu trabalho.
“Vocês acham que podemos ver os bebês hoje à noite?” Talia perguntou antes de abrir a boca para aceitar a comida que Damon estava oferecendo.
“Por que não?” Meg respondeu com a boca cheia antes de Kai colocar mais comida lá.
“Eu não sei. E se a nova família precisar de tempo para se conectar?”
Meg acenou como se não fosse grande coisa.
Sandy fez um gesto para Tyler parar de alimentá-la para que ela pudesse dizer, “Eles podem se conectar em casa. Agora que estamos aqui, como não ver os bebês? Além disso, seremos nós que os escoltaremos com segurança de volta para casa…”
Talia imaginou por quanto tempo Yasmin e Axel ficariam aqui. E se eles decidissem partir amanhã? Talia leu que mesmo os humanos ficam apenas vinte e quatro horas no hospital (às vezes menos) se o parto não tiver complicações.
Talia percebeu que não tinha presentes adequados. Ela se virou para Damon. “Podemos ir às compras de manhã? Eu gostaria de comprar algo para os bebês.” Com Axel sendo filho único, Talia era a parente mais próxima (além dos avós).
“Claro.” Damon concordou imediatamente e continuou alimentando Talia. Ele estava feliz em sentir a excitação e felicidade dela.
A culpa e a ansiedade anteriores de Talia desapareceram agora. Damon sabia que Talia se culpava não apenas pela morte de Lulu, mas também pela de Marcy. Se não tivessem enviado Marcy para aquele abrigo, ela provavelmente ainda estaria viva agora. Talia também acreditava que se não fosse a companheira de Damon, Marcy não teria sido expulsa assim, e Lulu não teria se tornado sua guarda.
De mais de uma maneira, Talia se via como um catalisador para essas duas mortes. Damon desejava que Talia visse todo o bem que sua presença trouxe para todos. Ela precisava aceitar que não havia como prever como os eventos se desenrolariam.
Por sorte, essa notícia sobre bebês foi uma boa distração. Damon esperava que nada de ruim acontecesse, porque ele queria que sua gatinha fosse feliz.
A porta do quarto do hospital se abriu, e uma enfermeira saiu empurrando um grande carrinho com toalhas e cobertores sujos em cima.
O Doutor Travis vinha logo atrás dela e fez uma reverência enquanto informava que os bebês e a mãe estavam passando bem, e que eles poderiam ir vê-los, mas para não fazerem alarde. O último comentário foi principalmente dirigido a Meg, que estava pulando de excitação.
Talia foi a primeira a espiar para dentro.
Yasmin estava na cama do hospital com dois bebês no peito. Axel estava ao lado da cama acariciando a cabeça de Yasmin enquanto olhava para Yasmin e os dois bebês com um olhar cheio de amor gentil.
Os bebês eram minúsculos, usando apenas fraldas e pequenos gorros brancos de hospital; eles estavam de barriga para baixo, cada um cobrindo um dos seios nus de Yasmin, fazendo Talia lembrar de pequenas rãs rosadas. A parte de baixo do corpo de Yasmin estava sob um cobertor.
“Estão aceitando visitas?” Talia perguntou.
Yasmin lhe deu um sorriso cansado. “Entrem.”
Damon estava logo atrás de Talia, entregando uma sacola plástica nas mãos de Axel.
“Trouxemos um pouco de ramen para vocês,” Talia explicou, e Axel deixou a sacola na mesa ao lado.
Meg, Kai, Sandy e Tyler também entraram no quarto, e fizeram um círculo em volta da cama para olhar para os bebês que estavam deitados sobre Yasmin sem se mover. Os bebês estavam dormindo.
“Como você está?” Sandy fez a primeira pergunta.
“Feliz,” Yasmin respondeu. “Aliviada por ter acabado e por tudo ter corrido bem.”
“Vocês decidiram os nomes?” Meg perguntou.
Yasmin olhou para Axel, dizendo-lhe silenciosamente para continuar.
Axel pigarreou. “O nome do menino é Edgar. Ele é sete minutos mais novo que sua irmã, Valeria.”
“Oh, que nomes maravilhosos!” Meg guinchou, e Sandy balançou a cabeça.
Os olhos de Talia se arregalaram quando ela percebeu que Edgar era o nome do pai de Yasmin e Valeria… “Isso é pelo meu pai?”
Axel confirmou. “Valerian Moonrider era um indivíduo impressionante. Sua sobrinha-neta usará seu nome com orgulho.”
O queixo de Talia tremeu, e ela ficou contente que Damon a estivesse segurando.
“Obrigada,” Talia disse baixinho. Esse foi mais um gesto de Axel e Yasmin para confirmar que estão com Talia e não aprovam como ela foi tratada anteriormente.
Talia não conseguia imaginar como Sophia e Isaac reagiriam quando soubessem do nome da menina. Eles ficariam bravos? Ou se sentiriam culpados? Talia afastou esses pensamentos. Não era problema dela.
“Eles são quietos,” Tyler disse. “Os bebês não deveriam fazer barulho e sujar tudo?”
Sandy o cutucou com o cotovelo. “Eles estão dormindo. Além disso, recém-nascidos só comem e dormem na primeira semana ou duas. Depois disso, os tempos divertidos começam.”
Meg assentiu, demonstrando conhecimento, e falou para Yasmin e Axel, “Sandy está certa. Vocês devem escolher alguns curandeiros desde já para ajudá-los com os pequeninos. Eles podem cuidar deles por algumas horas todos os dias para que vocês possam descansar direito.”
Yasmin arqueou a sobrancelha. “Por que eu preciso de curandeiros quando a tia Meg e a tia Sandy estão bem ali?”
Sandy ficou feliz em ouvir isso. Fez com que ela se sentisse parte de uma família. Ela olhou para a barriga de Meg, que estava aparecendo. “O filhote de Meg vai se juntar aos pequeninos. Quando será o meu cio?”
“Daqui a cinco dias,” Talia disse de repente, e Sandy e Tyler a encararam.
“O quê?” Sandy guinchou, e Tyler balançou como se suas pernas fossem ceder.
Meg fez um sinal com a mão para chamar a atenção de Sandy. “Você não sabia que nossa Alfa tem a habilidade de prever o cio?”
Talia riu da expressão cômica de Sandy. Ela não podia explicar que era Liseli quem sabia dessas coisas, então ela se concentrou em Yasmin. “O que o médico disse? Quanto tempo você precisa ficar no hospital? Devemos preparar um quarto de hóspedes na casa da alcateia? Será mais confortável do que aqui.” E mais seguro, pois aqui eles tinham a equipe do hospital e outros pacientes por perto.
“Ele disse que, por serem gêmeos, devemos ficar um dia a mais…” A voz de Yasmin desapareceu quando a menina começou a se mexer. Não foi um movimento grande, mas ela estava no seio esquerdo de Yasmin, então Yasmin sentiu.
Valeria abriu a boca, e todos se aproximaram mais para observar o bocejo mais fofo do mundo que veio acompanhado de um pequeno movimento da perna direita do bebê.
“Aww…” Meg, Sandy e Talia disseram em uníssono.