A Noiva do Alfa - Capítulo 230
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230: Conhecendo os pais 230: Conhecendo os pais Talia mordeu a parte interna da bochecha, questionando-se se isso valia a pena. Certamente, sua paz de espírito é insignificante quando comparada com uma guerra entre matilhas. Pessoas vão se machucar! E não há garantia de que ela será feliz.
Mas a loba dela dizia que Damon precisa lidar com Marcy e que Talia não deve deixá-lo marcá-la até que isso aconteça. Se Talia perdoar Damon antes que ele se redima, sua loba ficará enfurecida. Talia conseguia sentir a ira das bestas e sabia que sua loba não estava brincando.
Talia estava reconsiderando a ideia de Damon confrontar Marcy quando notou que os olhos dele estavam desfocados. Ele estava ligado mentalmente com alguém.
“Aconteceu alguma coisa?”, ela perguntou.
“Não.”, Damon respondeu. “Estamos entrando em uma área restrita, então eu estava informando a patrulha para ficar longe.”
“Área restrita?”
“Você verá em um minuto.”, Damon respondeu misteriosamente e aumentou o ritmo.
Talia observou a densa folhagem que mudava conforme Damon avançava e notou que havia uma inclinação; e embora não houvesse nenhum caminho à vista, Damon definitivamente sabia para onde estava indo.
Onde ele estava levando ela? Ele planejava aprisioná-la em algum lugar? É por isso que a área é restrita e tem guardas?
…
O som da água correndo ficava mais claro à medida que as árvores ao redor deles ficavam mais escassas a cada passo que Damon dava.
Talia piscou para o sol brilhante quando emergiram em uma clareira salpicada de flores silvestres e havia um rio atravessando o meio dela. A clareira terminava com uma queda acentuada e Talia entendeu que o barulho vinha da cachoeira. Pelo rugido, era um longo caminho até lá embaixo.
Mas Damon não levou Talia em direção ao rio, ou para a beira para apreciar a vista. Ele virou à direita e parou quando chegaram à sombra profunda de um solitário carvalho que os protegia do escaldante sol do meio-dia de verão.
Damon cuidadosamente manteve Talia de pé e a apoiou pelos ombros até que ela se firmasse. Ele tinha carregado ela por um tempo.
“Estou bem. Obrigada.”, Talia o tranquilizou, e ela ficou confusa quando ele pegou a mão dela e começou a conduzi-la para mais perto do tronco da árvore.
Talia o seguiu obedientemente e seus olhos se arregalaram quando ela viu uma pedra de mármore preto, retangular, com uma borda superior arredondada. Nela estava gravado, ‘Em memória dos amorosos pais, Jacob Blake e Violet Blake’.
Damon ficou a alguns passos na frente da lápide e baixou a cabeça. “Mãe, pai, essa é Talia, minha companheira. Ela é maravilhosa, tudo o que uma Luna deveria ser, e muito mais, mas eu estraguei tudo. Se vocês estivessem vivos, eu perguntaria como consertar a bagunça que eu criei.” Ele exalou audivelmente. “Na verdade, se vocês estivessem vivos, eu provavelmente não teria feito essa bagunça em primeiro lugar.”
Damon virou-se para Talia e deu um pequeno sorriso. “Os Anciões queriam enterrar meus pais no cemitério da alcateia, mas eu me recusei. Eles eram espíritos livres que amavam estas terras e tratavam cada membro da Matilha dos Uivadores Sombrios como família, mas essas mesmas pessoas os traíram, então decidi que eles deveriam descansar aqui. Esta é a área mais restrita em nosso território, protegida por alguns guardas que eu pessoalmente selecionei, e apenas eu posso entrar. Venho aqui quando não tenho certeza de como lidar com a situação que estou enfrentando. É tranquilo e ninguém me incomoda.”
Damon soltou a mão de Talia e agachou para remover ervas daninhas que estavam crescendo muito perto da lápide. Ele se movia rapidamente e Talia concluiu que ele já havia feito isso muitas vezes antes.
Talia observava Damon sem jeito, incerta sobre o que fazer enquanto ele se aproximava da lápide para tirar a sujeira.
Damon pausou seus movimentos e lançou um olhar para Talia. “Você pode se apresentar a eles, ou não. Eles não podem te ouvir, embora eu gostaria que pudessem.”
Quando terminou de limpar, Damon se levantou e olhou para Talia. “Você pode tratar este lugar como um lugar onde pode confessar seus pensamentos, e ninguém irá te julgar. Instruí os guardas de que você pode vir aqui, então, quando precisar de espaço e a casa da alcateia não for suficiente, use esta área. É segura e, além de nós dois, ninguém mais tem acesso.”
Talia não tinha certeza se deveria estar aqui, e definitivamente não sabia onde este AQUI estava porque Damon estava carregando ela e ela não estava prestando atenção ao redor. Ela não queria admitir que, se Damon saísse agora, ela ficaria totalmente perdida. Durante as suas saídas anteriores para a floresta, ela não avistou nenhum rio ou cachoeira.
Damon viu que a expressão de Talia era relutante, então ele fez um gesto em direção à lápide. “Pense neles como bons ouvintes que são bons em guardar segredos.”
Ele olhou para trás de Talia. “Se você quiser apenas ficar em silêncio, prefiro que se junte a mim ali.”
Talia observou enquanto Damon se afastava com os ombros progressivamente caindo a cada passo que dava, e suas costas grandes e fortes de repente pareceram solitárias.
Talia percebeu que ele não queria deixá-la. Ele queria abraçá-la, mas ela precisava de certa distância de Damon porque sua proximidade só fazia com que ela desejasse seu toque.
Ela virou-se para a lápide e, após alguns momentos de hesitação, ela falou, “Oi Alfa Jacob e Luna Violet. Meu nome é Talia. Eu sou a companheira de Damon. Eu ouvi muitas coisas boas sobre vocês de Stephanie. Damon não fala muito de vocês, mas ele não fala muito.”
Talia apertou os lábios em uma linha. O que ela estava fazendo? Falando com uma pedra?
Mas Damon disse para tratá-la como se estivesse falando com bons ouvintes, e ela realmente precisava expressar suas queixas.
Talia viu que Damon sentou-se em uma grande pedra à beira do rio, com as pernas em direção à borda do penhasco, então o barulho da cachoeira iria impedir que ele ouvisse o que ela diz.
Bem, não importa o quão estranho pareça, ela não tinha nada a perder.
…
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…
Talia agachou-se perto da lápide e falou em voz baixa.
“Sendo honesta, eu não sou digna de ser a companheira de Damon. Ele é excepcional de todas as maneiras possíveis, e eu não sou. O passado de Damon está me incomodando, mas não sei se tenho o direito de julgá-lo pelo que fez. Quero dizer… eu frequentemente pensava em fugir dos problemas mesmo depois de nos encontrarmos. Damon me dizia que eu sou a única que pode ser chamada de Sra. Blake, ainda assim eu estava pensando em estratégias de saída. Eu não sou material para Luna. Damon está fazendo o máximo para enfrentar os desafios e, em vez de pensar em me elevar ao nível dele, meu desejo é puxá-lo para baixo. Que tipo de Luna faz isso? Eu gostaria que Damon não fosse um Alfa.”
Talia balançou a cabeça por seu pessimismo.
“Eu não tenho habilidades ou confiança para o trabalho e a única pessoa que acredita que eu posso fazer isso é Damon. Talvez seja por isso que eu o amo…” Os olhos de Talia se arregalaram e suas bochechas esquentaram. Ela acabou de dizer que o ama? Em voz alta? Mas é a verdade.
“Eu amo tudo nele. Ele é bonito e atencioso, e adora abraçar. O que não há para amar?” Seus lábios curvaram-se para baixo. “Mas se tudo está tão bom, por que eu reajo assim quando seu passado vem à tona? Ele tem mais de vinte anos de vida sem mim e se eu quiser ser a companheira que ele precisa, eu deveria aceitá-lo… mesmo as partes sujas, assim como ele me aceita incondicionalmente como se eu não tivesse nenhum defeito.”
“Vocês ficariam orgulhosos dele. Damon cuida do seu povo e todos falam sobre Damon e a Matilha dos Uivadores Sombrios com admiração. Provavelmente, é uma das razões pelas quais tantas mulheres desejam ser sua Luna. Além de ser um Alfa incrível, Damon me encontrou num sótão sombrio onde eu estava me escondendo das pessoas que esqueceram que eu existia. Ele me trouxe para cá correndo o risco de uma guerra entre matilhas. Sem conhecer minha história, ele me deu um lugar para morar, e eu não estou preocupada de onde virá minha próxima refeição. Ele está cuidando bem de mim mesmo quando ninguém está olhando.” As bochechas de Talia esquentaram. “Especialmente quando ninguém está olhando. E eu volto ao ponto de partida. Eu não sou digna de ser sua companheira.”
Talia sorriu tristemente para a lápide, pensando no que os pais dele diriam se estivessem vivos. Bem, isso é algo que ela nunca descobrirá.
“Obrigada por ouvir.”
Ela se levantou e fez uma reverência para a lápide. “Foi um prazer conhecer vocês, Sr. e Sra. Blake. Se houver uma chance, eu visitarei novamente.”
Talia virou-se para olhar Damon. Suas costas estavam curvadas, mãos fechadas em punhos e seu olhar estava fixo num ponto imaginário no horizonte. Era uma postura estranha porque normalmente Damon estaria muito ereto e cada poro exalava confiança, mas isso era… diferente. Mas mesmo assim, ele era o homem mais bonito que Talia já viu.
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