A Noiva Acidental do Rei Vampiro Mascarado - Capítulo 502
- Home
- A Noiva Acidental do Rei Vampiro Mascarado
- Capítulo 502 - 502 O pai dela 502 O pai dela Você vai me levar até meu pai
502: O pai dela 502: O pai dela “Você vai me levar até meu pai agora?” Eliana perguntou, e Leila a olhou com um sorriso gentil.
Eliana não gostava dessa expressão. Antes de chegar ao local da cerimônia de coroação do Sr. Marino, ela havia encontrado um bilhete no meio da cama.
“Se você quer saber onde seu pai está preso, você terá que ficar longe de Sebastião, pois ele nos impede de alcançá-la. A escolha é sua,”
O bilhete dizia.
Eliana não queria acreditar no bilhete ou deixá-lo só por causa disso, mas o incidente com Brooklyn e o Sr. Marino não aceitando sua identidade ajudou em seus planos.
Ela não tinha outra escolha. Se ela conseguisse encontrar seu pai, que também era o pai de Natanael, sentia que poderia retribuir um pouco da boa vontade do homem que dedicou sua vida inteira e tinha como objetivo mantê-la protegida.
Ela não passou um único segundo com seu pai e nem sabia como ele era, mas Natanael o viu e passou tempo com ele.
Eliana queria ver aquele sorriso feliz de alívio em seu rosto que poderia aparecer se ele pudesse ver seu pai, que ele pensava estar morto.
Ela sabia que não era a melhor coisa que aconteceu a eles. Desde o nascimento, ela só trouxe problemas para a vida dele, e mesmo que ele não diga essas palavras, essa é a dura realidade.
Assim, ela queria trazer um pouco de felicidade para a vida dele.
“Eu não posso,” disse Leila, e Eliana olhou para a bruxa com a cabeça inclinada.
“Você não vai me levar até ele?” Eliana perguntou, com uma expressão neutra.
“Eu disse que vou lhe mostrar onde seu pai está preso. Eu não posso te levar lá porque nem mesmo sei o caminho secreto para chegar lá. E antes que você pergunte qualquer coisa, deixe-me esclarecer, a teleportação não funciona lá,” Leila disse e Eliana murmurou.
“Mostre-o para mim,” Eliana sussurrou.
Leila olhou nos olhos resolutos da garota e não sabia se estava tomando a decisão certa ao mostrar-lhe o lugar.
Azrael pediu-lhe que pedisse a Eliana para ficar longe de Sebastião usando qualquer método que pudesse usar, e isso era a única coisa que ela poderia inventar, já que a garota já havia descoberto sobre sua mãe.
‘Circe,’ Eliana disse aos seus poderes, que imediatamente assentiram, alertas, prontos para fazer o que Eliana queria que fizessem.
“Feche os olhos e segure minha mão,” Leila disse, e Eliana fez como lhe foi dito.
“Você não tem medo de que eu farei algo com você?” Leila perguntou, e Eliana abriu os olhos por um breve segundo para olhar nos olhos de Leila.
“Você acha que eu sou alguma heroína tonta de novela que não sabe como usar seus poderes e age de forma estúpida e fraca mesmo quando tem energia para destruir o reino e sofrer nas mãos de seus inimigos?” Eliana perguntou.
“O que você quer dizer?” Leila perguntou, não gostando do tom das palavras de Eliana.
“Em resumo, eu sei que você sabe que eu não sou fraca, e eu posso te derrubar a qualquer minuto com meu fogo do inferno. Na verdade, nem preciso usar o meu fogo do inferno. Por favor, não pense por um segundo que sou alguma garota inocente que tem medo de derramamento de sangue. Estou pronta para derramar todo o sangue do mundo desde que não pertença a alguém inocente ou aos meus entes queridos. E você, minha cara senhora, não é nenhuma dessas,” Eliana disse com um sorriso.
“Eu… Apenas feche os olhos,” Leila disse, e Eliana colocou sua mão de volta na de Leila novamente.
Um suspiro escapou de sua boca enquanto ela sentia que estava sendo levada para algum tipo de reino.
“Entre nesta parede,” a voz de Leila soou no espaço mental de Eliana, e ela olhou para a parede semelhante a uma gelatina opaca.
Ela respirou fundo antes de entrar na parede, seus olhos procurando por qualquer coisa que pudesse parecer uma dica do que era aquele lugar.
“Não adianta procurar por nada. É um reino mágico criado longe do mundo real,” disse Leila.
“Na verdade, você ainda está no mesmo lugar na floresta. É apenas a sua alma que está viajando comigo. Olhe na sua frente,” Leila disse, e Eliana olhou para o homem à sua frente.
Ela tentou dar um passo à frente e andar até ele, mas esse era o limite que Leila permitiu que ela visse, e Eliana rangeu os dentes.
“Pai,” Eliana sussurrou a palavra estrangeira que saiu instintivamente de sua língua.
“Ele não pode te ouvir,” Leila disse e Eliana sorriu.
Ela não conseguia ver o rosto dele porque ele estava de costas.
“Ele terá que,” Eliana sussurrou antes de fechar os olhos e abri-los novamente.
“Não há como um pai não sentir a presença de seu filho,” Eliana sussurrou, ajoelhando-se enquanto olhava para o pai.
“Olhe para mim, pai. Sou eu, sua filha,” Eliana sussurrou novamente.
“Eu sei que você tentou se sacrificar para que eu pudesse vir ao mundo. Por favor, olhe para mim só uma vez. Deixe-me pelo menos ver como é o meu anjo da guarda. Pai,” Eliana sussurrou, lágrimas escorrendo de seus olhos, e parecia que suas lágrimas tinham algum tipo de conexão com seu pai.
Assim que a primeira lágrima dela caiu no chão, o homem virou um pouco o rosto e olhou para ela.
Leila ofegou.
Era quase como se ele estivesse olhando diretamente para elas, e ela olhou para baixo, para a garota que estava olhando seu pai, as mãos de Leila tremiam, fazendo-a franzir a testa, incerta do que estava acontecendo.
“O quê -” Leila começou, mas antes que pudesse terminar sua frase, seu olhar caiu sobre a lágrima que caiu no chão do lugar sagrado.
“Como é possível?” Leila olhou para a garota, que estava se tornando mais misteriosa quanto mais tempo passava com ela.
Ela tinha certeza de que o corpo de Eliana ainda estava naquela floresta, então como era possível para ela derrubar uma lágrima, uma entidade física, neste lugar mágico?
“É hora,” Leila anunciou enquanto Eliana olhava nos olhos do velho homem, que ainda era tão bonito mesmo com todas as rugas em sua pele.
As cicatrizes em suas mãos e no pescoço falavam de anos de tortura pelos quais ele havia passado, e Eliana apertou suas mãos em torno de seu vestido.
“Eu prometo a você, pai. Eu vou tirar você daqui logo. Você vai comemorar meu próximo aniversário comigo,”
Ela prometeu em sua mente, uma promessa que pretendia cumprir.
Eliana olhou para a bruxa antes de espetar a mão, o sangue gotejando no chão da floresta, um sorriso se formando em seu rosto quando Leila percebeu o que a garota estava fazendo. Ela estava marcando seu território no reino mágico.
“Você -” Leila rangeu os dentes.
Ela estava impressionada com a presença de espírito da garota e não sabia o que dizer a ela.
Como ela se lembrou que se uma bruxa sangra enquanto executa algum tipo de magia, os feitiços e a magna distorcem, deixando uma marca, uma ferida ou perturbando o feitiço negativamente, mesmo quando ela estava tão emocional? Era esse o plano dela o tempo todo? Por que ela era tão inteligente?
Já que na verdade não estavam executando magia, ela marcou seu território.
Leila rapidamente os trouxe de volta para o lugar na floresta.
“O que você fez?!” Leila exclamou assim que abriu os olhos, e Eliana tirou a mão de seu aperto.
“Você não é tola para não saber o que eu estava fazendo,” Eliana disse.
“Eu sei o que você fez. Mas você tem ideia do que vai acontecer agora? Ela vai saber que você esteve lá, e ela vai mudar o lugar do seu pai. Você acha que valeu a pena?” Leila perguntou, e Eliana deu de ombros.
“Você não sabe como a magia negra funciona, sabe?” Eliana se virou e começou a andar.
“Eu não marquei meu território naquele lugar do reino mágico onde meu pai foi capturado. Eu marquei meu território no próprio reino mágico. Isso causará uma marcação em todo o território e também -”
“O homem dentro dele,” Leila completou a frase dela, e Eliana assentiu.
“Bingo,” ela sorriu com satisfação.
“Você sabe mesmo contra quem está lutando?” Leila perguntou.
Ela não gostava de como a garota estava ficando cada vez mais forte com sua esperteza. Ela precisava queimar todos os livros que ela havia lido.
Eliana olhou para a bruxa por alguns segundos antes de murmurar.
“Eu não sei, mas também não me importo. Não tenho nada a perder. Só quero fazer algumas coisas boas pelas pessoas que se importam comigo e, depois disso, estou pronta para lutar contra quem quer que seja,” Eliana respirou fundo, notando como Leila desapareceu no ar sem dizer nada.
Assim que Leila desapareceu, a forte fachada que Eliana havia colocado antes desmoronou e suas pernas falharam.
Ela estava prestes a cair no chão quando dois braços fortes a envolveram, mantendo-a no lugar e ela fechou os olhos por instinto.
“Você nunca vai me deixar cair?” Ela perguntou, uma lágrima escorrendo pelo canto dos olhos.
“Nunca,” Natanael sorriu.