A Mordida do Alfa Entre Minhas Pernas - Capítulo 98
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98: O Rei Desconhecido 98: O Rei Desconhecido Rosina não sabia quantos dias se passaram desde que começaram a viajar sem parar. Eles só paravam por alguns minutos antes de começarem a se mover novamente.
‘Minhas costas doem,’ Rosina pensou enquanto se ajeitava para encontrar uma boa posição para deitar, mas o chão duro estava piorando as coisas. Seu estômago também roncava de fome. Eles ainda não haviam sido alimentados durante todo o tempo que passaram viajando.
Embora Rosina estivesse com fome, ela ainda estava funcionando bem devido às almas que havia comido dos lobos machos, mas ela estava um pouco preocupada com as outras lobas, já que todas pareciam fracas pela falta de água e comida para sustentar seus corpos.
Rosina podia sentir a batida do coração delas muito mais lenta do que o bater usual.
‘Seus lobos estão ficando mais fracos a cada dia também,’ Rosina pensou. Os lobos dentro do corpo humano eram os que ajudavam a manter a função humana em caso de emergência. Era basicamente duas almas em um corpo.
Rosina deu uma espiada lá fora quando sentiu o cheiro do chefe. Ela franziu o nariz já que o cheiro era demais para ela.
‘Vou apenas dormir,’ Rosina pensou e posicionou a cabeça na coxa de uma das lobas para conforto. ‘Ah, coxas são o melhor travesseiro.’
Rosina estava prestes a adormecer quando a carruagem parou, o que a fez acordar já que seus corpos se moveram para o outro lado devido à força emitida pela carruagem.
“Chegamos! Todos, preparem-se para a chegada,” a voz do chefe gritou firmemente. O som de passos ecoou dentro da carruagem enquanto os homens se preparavam.
‘Finalmente estou aqui no lugar do comprador,’ Rosina pensou. Depois de alguns minutos, a carruagem começou a correr novamente. Ela sentiu a mudança de atmosfera, já que estavam entrando em um território.
‘Estamos em um bando?’ Rosina pensou, e sua mente tentou se lembrar de todos os bandos de lobisomens dentro do reino. Ela esteve na maioria dos bandos, o que a fez lembrar do cheiro de cada um, mas atualmente sua mente estava confusa, já que o cheiro era diferente.
‘Onde estamos?’ Rosina pensou e espiou lá fora, mas eram só árvores. Era pior, pois era noite, tornando tudo escuro.
O cheiro que o bando exalava era forte. Rosina não conseguia descrever o que era, mas isso fazia seus ossos tremerem por razões desconhecidas.
‘Esse cheiro…’ Rosina pensou e inspirou profundamente o ar. Seus olhos se arregalaram quando o cheiro agarrou em sua garganta, o que a fez tossir, mas ela mordeu a língua antes de poder evitar que qualquer som escapasse.
O cérebro de Rosina começou a pulsar forte. Ela sentia como se uma trava fosse destruída por dentro e uma onda de memórias ameaçasse escapar, mas o que mais preocupava Rosina era que ela percebeu que o cheiro era familiar.
Embora fosse diferente, algo misturado com o cheiro fez Rosina perceber que ela já tinha estado lá.
‘Preciso saber onde estou,’ Rosina pensou, esforçando-se para não tossir alto.
Após quinze minutos, a carruagem parou e várias vozes foram ouvidas lá fora. Não demorou muito para a porta da carruagem se abrir.
“Estas são as mercadorias,” o chefe afirmou, tratando as lobas como um item que poderia ser vendido.
“Isso é bom,” uma nova voz falou e fechou a porta novamente. “Vamos levá-las para as celas. O Rei ainda estava na reunião do bando.”
‘Rei?’ Rosina ficou confusa quando ouviu a palavra ‘Rei’. Só havia um Rei no reino dos lobisomens, e ter outro a deixava mais curiosa.
A carruagem começou a se mover novamente e depois parou. A porta se abriu, e os lobos machos entraram e pegaram as lobas inconscientes, carregando-as em direção às celas.
Rosina deixou seu corpo mole no ato de estar dormindo. Ela também regulava sua batida do coração para ficar mais lenta que o usual. Ela foi carregada por um homem e foi colocada sozinha na cela escura.
Demorou um pouco antes das lobas serem todas colocadas e eles trancaram a porta principal. A escuridão engolfou todo o lugar, mas isso não era muito problema para os lobisomens, pois eles podiam ajustar sua visão noturna no escuro, uma de suas habilidades.
As orelhas de Rosina mexeram enquanto ela ouvia os passos, indicando se eles já tinham ido embora ou se ainda estavam lá. Quando tudo ficou silencioso, e todos os sons vinham das lobas, Rosina abriu os olhos.
‘Este lugar é uma merda,’ Rosina pensou enquanto olhava ao redor. O lugar estava uma bagunça. Parecia velho mas ainda funcional. As celas eram feitas de prata, o que enfraquecia ainda mais os lobos.
Rosina olhou para as lobas deitadas no chão frio e duro. Ela estava impressionada que elas ainda estavam inconscientes depois de tudo que havia acontecido.
‘Não sei se o lobo delas era fraco o suficiente para acordá-las ou forte o suficiente para sustentar seus corpos humanos por tanto tempo sem comida,’ Rosina pensou enquanto balançava a cabeça. Ela se levantou e andou pela cela.
‘Nem mesmo tenho um lugar para mijar ou cagar,’ Rosina pensou, já que sua bexiga estava gritando por um alívio. Ela estava aguentando há bastante tempo, mas ela não conseguiria se ficasse lá por muito tempo sem soltar.
‘Bom, eu deveria estar feliz por esta cela estar limpa,’ Rosina adicionou e se sentou no chão. O chão tinha vários canudos, mas não era o suficiente para dar conforto.
O som de vários passos foi ouvido do lado de fora, e a porta destrancada da cela ecoou dentro da sala antes de ser aberta, revelando um homem enorme e alto olhando sobre os outros lobos ao redor dele.
“Estas são as lobas que você conseguiu?” a voz do homem era profunda e cortante enquanto ele falava com o chefe do sequestro.
“Sim, estas são as garotas que você queria. Na verdade, encontramos uma mulher de alta qualidade para você, meu Rei,” o chefe afirmou com uma reverência.
Eles caminharam até cada uma das celas para verificar as lobas e olharam para a aparência delas. Naquela hora, Rosina não fingiu estar dormindo. Ela estava sentada em sua cela, esperando pelo homem que ela queria encontrar.
“Ah! Ela está acordada. Esta é a que eu estou falando,” o chefe afirmou enquanto apontava para Rosina.
Embora estivesse escuro, a única luz vinha da tocha que um servo segurava. A figura do Rei era evidente nas sombras.
O Rei caminhou em direção à cela de Rosina para dar uma olhada mais de perto.
Rosina encarou seus olhos esmeralda sem medo. Ela queria gravar suas feições faciais em sua mente para evitar esquecer dele.
“Então, você é o Rei deste bando,” Rosina afirmou despretensiosamente. Ela não queria agir de forma fraca ou gentil, já que sabia que a única maneira de sobreviver era mostrar que ela não tinha medo deles. Ela sabia que aquele lugar não era o típico bando de lobisomens no reino.
O canto dos lábios do Rei se curvou em um sorriso irônico. Ele achou a ação de Rosina divertida, já que sempre encontrava lobas com olhos medrosos ou malcriados todas as vezes que as encontrava, mas para Rosina. Tudo o que ele viu foi uma loba forte.
O Rei não respondeu e deu um passo para trás e olhou para o chefe satisfeito. Ele tirou uma bolsa do lado e a atirou contra o chefe.
“Isso é um bônus por conseguir esta mulher,” o Rei declarou e se afastou para olhar as outras lobas.
Rosina pensou que seria deixada para trás, mas para sua surpresa, os servos abriram sua cela, e outro homem alto entrou.
Os olhos do homem olharam para ela com desprezo. “Estenda a sua mão e não resista se você valoriza sua vida.”
Rosina não disse nada e seguiu suas instruções. Afinal, ela queria ver em qual bando ela havia chegado. Sua curiosidade estava crescendo a cada segundo.
O homem colocou um conjunto de correntes em seu pulso e pés. Ele a levou para fora da cela e a puxou com ele.
Rosina lançou um olhar para trás para o Rei, que ainda estava dentro. Para sua surpresa, o Rei já a estava olhando com olhos gelados. Ela sorriu para ele antes de deixar a sala definitivamente.
‘Estamos no subterrâneo,’ Rosina pensou. Eles estavam caminhando pelas escadas em espiral que continuavam subindo. No final, havia uma porta maciça que os levaria para fora.
Dois guardas estavam posicionados, e eles abriram a porta assim que se aproximaram. Do outro lado havia um longo corredor em cores escuras, tornando o ambiente ainda mais sombrio à noite.
Rosina encarou as costas do homem. Seu corpo esculpido era evidente no tecido fino da camisa que mal podia se manter no lugar sem ameaçar rasgar a qualquer momento. Isso fez Rosina pensar que era intencional.
‘Ele deve ser um lobo de alta patente neste bando,’ Rosina pensou quando sentiu sua aura. Era mais forte que o resto, mas um pouco mais fraco comparado ao homem que chamaram de ‘Rei’.
“Me diga, onde estou?” Rosina perguntou em tom indiferente, mas o homem a ignorou. Ela só recebeu um rosnado em resposta à sua pergunta.