A Mordida do Alfa Entre Minhas Pernas - Capítulo 88
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88: O Pedido de Desculpas 88: O Pedido de Desculpas No dia seguinte, Rosina andava de um lado para o outro no quarto. Ela conseguiu voltar para casa tarde da noite, mas estava preocupada se Draco sabia ou não da sua identidade, já que ele a viu.
Uma batida na porta interrompeu seus pensamentos. Era Fina, e Sal a ajudou a se vestir.
“Qual é o plano de hoje?” Rosina perguntou já que ela não conseguiu olhar os horários por si mesma.
“Oh, Sua Alteza,” Sal exclamou, empurrando o carrinho para dentro do quarto. Estava cheio de cartas de cores diferentes.
“O que são essas?” Rosina perguntou, já que não queria ler cada carta enquanto sua cabeça ainda doía de tanto pensar na noite passada.
“São as cartas dos nobres. Eles a convidaram para visitar o bando deles, e algumas eram convites para um chá,” Fina respondeu com um sorriso enorme antes de entregar uma das cartas à Rosina.
Rosina sentiu um cheiro de morango vindo da carta, o que lhe interessou, mas quando ela viu o conteúdo. Automaticamente rejeitou.
“O que foi, Sua Alteza”? Sal perguntou e inclinou a cabeça para saber por que Rosina rejeitou o convite.
“Aff,” Rosina resmungou e deu as costas. O convite era para ela comparecer a um casamento nobre, o qual ela desprezava.
“Cancele todos eles,” Rosina afirmou, gesticulando para Sal e Fina se afastarem, já que ela queria ficar sozinha.
“Sua Alteza, seu marido, o Príncipe Draco, está esperando por você na sala de jantar,” Fina notificou Rosina para que ela soubesse e começasse a se arrumar.
Rosina congelou e virou-se. Ela não disse nada e foi para o banheiro começar o seu dia.
‘Estou curiosa para saber o que ele vai dizer,’ Rosina pensou enquanto descia as escadas e viu Silvio esperando por ela lá embaixo. Seus olhos demonstravam preocupação e cuidado.
“Sua Alteza, bom dia,” Silvio cumprimentou com uma reverência.
“Bom dia, Sir Silvio,” Rosina disse com um sorriso suave e caminhou à frente de Silvio enquanto ele a seguia.
“Sua Alteza, posso perguntar uma coisa?” Silvio perguntou timidamente. Sua voz demonstrava hesitação para perguntar.
“O que é?” Rosina respondeu e parou de andar. Ela olhou para trás com os olhos arregalados, pois também estava com pressa de entrar na sala de jantar.
“Não a vejo desde ontem. Eu gostaria de perguntar para onde você foi, Sua Alteza,” Silvio perguntou timidamente e viu a expressão de descrença no rosto de Rosina, fazendo-o voltar atrás em suas palavras. Ele não queria chatear Rosina ou ultrapassar o limite que tinham um com o outro.
“Peço desculpas pela minha pergunta, Sua Alteza. Estou preocupado que você possa se colocar em perigo, especialmente agora que está casada com o Príncipe Draco,” Silvio disse e fez outra reverência, sincera.
“Entendo, mas você não precisa se preocupar comigo. Vamos conversar em particular em breve, mas por agora, tenho outros assuntos para discutir,” Rosina declarou com um sorriso antes de caminhar em direção à sala de jantar, onde Draco estava sentado em seu lugar usual.
“Olá querida, como você está?” Draco disse assim que viu Rosina entrar na porta.
Rosina não respondeu e sentou-se do lado oposto. Ela olhou diretamente nos olhos dele sem expressão facial alguma.
“Entendo. Você ainda está brava,” Draco riu e estalou os dedos. Todos na sala de jantar saíram, e apenas os dois permaneceram no local.
Draco estalou os dedos novamente, e a porta da sala de jantar se abriu. Ferro arrastou Mari para dentro e fez com que ela ficasse atrás de Rosina.
Rosina não olhou para trás, pois já sabia pelo cheiro que ela exalava. Pensar nela fez com que Rosina começasse a se irritar.
“Diga à minha querida Rosina o que aconteceu ontem,” Draco disse e gesticulou para que Mari falasse com Rosina.
“N-não transamos, Sua Alteza,” Mari gaguejou, ajoelhou-se ao lado de Rosina e se ajoelhou no chão. “O Príncipe Draco me deixou na cabana depois que a senhora partiu. N-Nada aconteceu, Princesa. Eu juro com toda a minha alma para a Deusa da Lua!”
Rosina inalou profundamente e tentou relaxar os músculos, pois poderia chutar Draco no estômago. “Entendi. Então espero que você encontre seu companheiro para transar.”
“Obrigada, Sua Alteza,” Mari disse e continuou se curvando, pois se sentia grata por Rosina tê-la impedido de cometer um erro que ela lamentaria depois que o prazer e o ato acabassem.
Rosina acenou com a cabeça para Mari enquanto ela saía da sala de jantar com um grande sorriso.
“Não sou tão má pessoa mesmo que você tenha violado as condições do nosso contrato. Eu vou deixar passar dessa vez, mas eu não quero que você interfira no que eu estou fazendo, já que estou lhe dando toda a liberdade que quer, e meu nome como seu marido é o suficiente para mantê-la segura,” Draco afirmou após inalar o aroma suave do café em sua xícara.
Rosina deu um risinho e teve vontade de revirar os olhos, mas ela sabia que Draco estava certo. Ela havia cruzado a linha do contrato que ela mesma tinha pedido para incluir. Ela não achava que isso se voltaria contra ela.
Draco sorriu. Mesmo que Rosina não respondesse, ele sabia que tinha esclarecido o que estava preocupando os dois. Ele estava frustrado ontem, pois Rosina havia fugido sem deixar rastros e, como ela não tinha um cheiro físico, era difícil localizar sua localização, e ele acabou deixando-a ir.
Draco deixou Mari ir embora naquele dia, já que ela chorava muito, se culpando por arruinar um casamento, mas ele não se importava. Ele estava irritado com ela, o que o fez mudar de ideia sobre levar Mari com eles para o local do 13º bando.
“Além disso, encontrei alguém ontem à noite,” Draco acrescentou enquanto comia ovos. Seus olhos olhavam para Rosina para ver qualquer indício de que fosse ela, mas ela não mostrava nenhum. O rosto de Rosina parecia desinteressado e entediado de falar com ele.
Quando Rosina não respondeu. Draco continuou, pois sentiu que precisava dar contexto ao que aconteceu na noite passada.
“Também houve um incidente na taverna do Céu. Um lugar onde vamos, e eu transei com Maura. Eles encontraram um cadáver dentro de um dos quartos livres. Seu corpo estava mumificado, com os músculos e a pele grudados aos ossos. Ele tinha uma expressão facial estranha, como se tivesse sido sugado até secar,” Drac continuou e pensou no que tinha testemunhado ontem.
“No começo, pensei que fosse você, já que você matou um lobo com o mesmo resultado antes, mas depois vi outra loba, uma mulher,” Draco olhou nos olhos de Rosina, mas ela evitava seu olhar e se concentrava na comida em sua mesa.
“Tenho certeza de que foi ela quem matou aquele homem, pois notei ela parada ao lado e, mais tarde, ela deu uma espiada lá dentro. Sua expressão facial nem parecia surpresa ou chocada com o cadáver,” Draco disse com a testa franzida. Ele se lembrava claramente da outra versão de Rosina, pois a achou quente e atraente. Ele queria prová-la.
Rosina tentou o seu melhor para manter uma expressão neutra. Ela sempre soube que Draco tinha uma observação aguçada o suficiente para pegar algo tão menor.
“Eu tentei falar com ela, mas ela estava fria e distante. Ela até mentiu dizendo que não foi ela quem matou aquele pobre homem,” Draco deu de ombros, pois não se importava com eles.
“Então ela desapareceu. Eu queria sair com ela e conhecê-la melhor, mas não dá para mantê-la por muito tempo,” Draco suspirou profundamente. Ele sempre quis transar com as mulheres que chamavam sua atenção. Ele não se importava se a dama era casada ou se tinha um noivo esperando por ela em casa.
Rosina parou de mexer o garfo e encarou Draco com decepção nos olhos. “Se você quer transar. Então vá transar. Você não precisa me contar sobre isso.”
Draco riu alto. “Só estou te dizendo que alguém aqui, vivendo no bando Sabrecrown e matando de um jeito parecido com o que você faz.”
“Você está dizendo que poderia ser eu?” Rosina perguntou e cruzou os braços. Ela olhou para Draco com os olhos semi-cerrados enquanto ele ria.
“Não, ela parecia completamente diferente de você,” Draco respondeu, o que aliviou a mente de Rosina sobre aquele assunto.
“Tá bom,” Rosina respondeu e deu de ombros. Já que Draco não suspeitava dela, para ela estava tudo bem. Afinal, Draco era um dos lobos por perto que ela não podia matar, já que sua presença era necessária para ela se movimentar.
‘Vou matar esse homem depois que o contrato acabar,’ Rosina pensou e deu a Draco um largo sorriso. Ela inicialmente pensara em fugir depois que o contrato de casamento acabasse, mas agora, ela queria matar todos eles quando partisse. Todos aqueles que ela odiava.
“Então, acho que estamos bem,” Draco disse e se recostou na cadeira. Ele queria saber se Rosina ainda estava furiosa com suas ações. Ele não ligava muito no começo, mas precisava dela por um tempo.