A Mordida do Alfa Entre Minhas Pernas - Capítulo 83
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83: O 13º Pacote 83: O 13º Pacote Rosina e Draco aguardavam na sala do trono pela chegada do Monarca. Eles já esperavam há quase 10 minutos quando chegaram.
O Rei tinha seu sorriso habitual, mas a expressão da Rainha não era acolhedora. Ela tinha as sobrancelhas franzidas e estava fazendo uma careta o tempo todo. Eles se sentaram em seus tronos e olharam para o casal à sua frente.
“Ah, meu querido filho e sua esposa. O Rei exclamou com orgulho, “a nova Princesa Violante,” Rocco Violante.
“Vossa Majestade, Rei e Rainha Violante,” Rosina fez uma reverência com um sorriso gentil. Ela notou que a Rainha observava sua escolha de roupas.
“Você está linda,” Rocco acrescentou e estalou os dedos. Vários servos apareceram carregando várias caixas. “Estes são meus presentes a você como minha nora e novo membro real desta família.”
“Obrigada, Vossa Majestade. Eu aprecio seus presentes,” Rosina declarou suavemente e colocou a mão no peito para parecer mais sincera.
A Rainha pigarreou para chamar a atenção de todos.
“Parabéns pelo seu casamento. Espero não ouvir sobre futuros problemas em seu relacionamento com o Príncipe Draco,” Cinzia lançou um olhar severo para Draco, que tinha um sorriso brincalhão.
“Garanto a você. Só terei olhos para minha esposa,” Draco declarou e segurou a mão de Rosina, pressionando-a suavemente. Ele a olhou com amor enquanto seus olhos brilhavam com corações.
“Você deveria. Não desperdice o valor dela,” Cinzia declarou duramente por acidente, pois não conseguia conter sua raiva. Ela olhou para Rosina com um olhar suave. “Querida, o que quer que aconteça no futuro. Fique à vontade para vir até mim.”
“Obrigada, Vossa Majestade,” Rosina fez uma reverência em direção à Rainha. Ela sabia o que Cinzia queria dizer. Era para o futuro, caso seu casamento com Draco falhasse, mas Rosina não se importava com a declaração da Rainha, já que seu casamento com Draco era apenas no papel.
A Rainha Cinzia sorriu e fez um gesto para que seus servos entrassem na sala do trono com seus presentes para Rosina. “Espero que você use isto em seu novo lar.”
Rosina inclinou a cabeça diante da declaração da Rainha. Ela olhou para Draco, que tinha uma expressão confusa por dez segundos antes de mudar para um olhar mortal, mas isso durou apenas um segundo.
Qualquer lobo normal teria perdido essa pequena mudança de expressão, mas Rosina era diferente.
“Eles estão tramando algo?” Rosina pensou enquanto mantinha sua atuação.
“A Rainha e eu decidimos lhe dar o título adicional de Duque e Duquesa e uma terra para governar,” Rocco declarou, e um servo lhe entregou um envelope em uma bandeja. Ele o abriu e fez um gesto para que Draco se aproximasse.
“Tenho um mau pressentimento sobre isso,” Rosina pensou enquanto observava as costas de Draco. Ela notou um leve sorriso nos lábios da Rainha, e isso foi suficiente para Rosina saber que não era uma boa notícia para eles.
“Pai, qual o significado disso?” Draco perguntou quando leu o que estava escrito na carta.
“Como portadores do título de Príncipe e Princesa, Duque e Duquesa. Eu os abençoo com mais um. Uma terra onde vocês governarão como Alfa e Luna. O resto ficará sob seu cuidado,” Rocco declarou com orgulho. Ele se levantou e deu um tapinha no ombro de Draco, pressionando-o firmemente antes de dar-lhe um abraço.
As orelhas de Rosina se mexeram quando ela ouviu um murmúrio silencioso vindo da boca do Rei e direcionado aos ouvidos de Draco sem que a Rainha soubesse.
Draco não disse nada e aceitou a carta antes de retornar ao lado de Rosina. “Obrigado, Vossa Majestade. Eu valorizarei este presente. Vou me preparar o quanto antes para nossa jornada.”
Rosina suspirou profundamente e seguiu Draco quando ele inclinou a cabeça antes de deixar a sala do trono. Os servos os seguiram com os presentes em mãos.
Quando entraram na carruagem, Draco afrouxou a gola. Claramente, ele estava irritado, mas tentava manter a compostura.
“O que estava escrito naquela carta?” Rosina perguntou, e, em vez de Draco responder, ele lhe entregou a carta.
Rosina a abriu, e seus olhos quase saltaram das órbitas quando viu o que estava escrito dentro.
“Eles estavam nos jogando para o bando abandonado?” Rosina exclamou e releu a carta novamente para entender cada palavra sem erros.
“Sim, o 13º bando no reino dos Lobisomens, mas não estava abandonado,” Draco declarou e se recostou. “Ele estava repleto de bandoleiros de todos os doze bandos.”
Rosina apertou os lábios. Ela sabia o que havia dentro do 13º bando para ser considerado abandonado, já que o lugar era muito mais perigoso do que um predador. Sobreviver naquele lugar era muito raro, especialmente para mulheres.
“Por que você aceitou isso,” Rosina perguntou, pois estava curiosa sobre o que o Rei sussurrou para Draco que o fez aceitar a responsabilidade sem lutar.
Draco apertou os lábios e olhou pela janela. Eles estavam retornando à residência, e tudo começaria a mudar.
“Minha mãe,” Draco sussurrou. Seus olhos mostraram suavidade ao mencionar sua mãe.
Rosina sorriu. Ela não fez mais perguntas, pois aquela palavra era suficiente para entender. Ela sentia inveja de Draco, pois ela nunca sentiu verdadeira felicidade com seus pais sem fingir.
“Eu vou ajudar você a encontrá-la,” Rosina declarou e segurou a mão de Draco, pressionando-a suavemente. Ela queria ajudar Draco a sentir a felicidade do reencontro com sua mãe, o que a faria se sentir encantada, já que era uma emoção que ela nunca havia sentido antes.
“Obrigado,” Draco declarou e acariciou a cabeça de Rosina enquanto ria alto.
Rosina agarrou a mão dele e a torceu. “Não estrague meu cabelo.”
Draco riu enquanto chegavam à residência. Eles tinham duas semanas antes de se transferirem para o acampamento do lado de fora do 13º bando, pois essa era a opção mais segura antes de se aventurarem para dentro.
Rosina entrou em seu quarto enquanto Draco reunia seu povo para compartilhar as notícias.
“13º bando. O mundo é realmente pequeno,” Rosina sussurrou enquanto tirava os enfeites de sua cabeça. Ela se olhou no espelho enquanto vestia as roupas que realmente gostava. “Acho que só vou ter duas semanas usando esses vestidos antes de escondê-los.”
Rosina se sentou na cama e olhou para o terraço antes de jogar seu corpo no colchão. Sua mente começou a recordar suas memórias de quando ela se aventurou acidentalmente no 13º bando quando era jovem.
O bando Palecrest estava mais perto do 13º bando. Rosina lembrou de vários adolescentes tentando se rebelar e deixar o bando, e confundiram o 13º bando como um lugar para mantê-los seguros.
Rosina era uma delas, mas sua razão era salvar sua vida— sua liberdade. A memória era brutal e dolorosa, e Rosina não conseguia continuar e tentava bloqueá-las de aparecer. Sua loba uivou de dor e queria se enroscar no fundo de sua cabeça.
“Me desculpe,” Rosina sussurrou para confortar sua loba. Ela suspirou profundamente quando finalmente conseguiu manter seu cérebro processando todas as suas experiências traumáticas.
Havia uma coisa importante que ela sabia sobre o 13º bando. Era comandado por um forte Rei Pária que era temido por todos.
“Será que o Monarca enviou Draco para aquele lugar condenado para lutar contra o Rei Pária enquanto eles ficam em suas camas confortáveis,” Rosina sussurrou. Ela sabia que as coisas ficariam difíceis assim que deixassem as paredes do Palácio, mas ela não tinha medo.
Isso fez Rosina ansiosa para enfrentar o Rei Pária novamente, mas ela duvidava que ele ainda estivesse vivo, já que ele era velho quando ela o conheceu antes.
“O maldito filho dele,” Rosina murmurou com ódio. Suas mãos se fecharam em punhos apertados, pois ela queria estrangular qualquer um à vista.
Rosina suspirou profundamente para se acalmar, pois seu sangue começou a ferver com as memórias do passado. Ela caminhou em direção ao terraço e observou vários servos em pânico. Seus rostos mostravam medo, e seu cheiro exalado fazia o nariz de Rosina coçar.
“Se formos para o acampamento. Isso significa que não poderei provar membros por um tempo?” Rosina exclamou, e seus joelhos cederam com a realização. Ela caiu no chão enquanto agarrava o peito.
“Como posso seguir em frente se usarei meus dedos por meses a fio!” Rosina ergueu a mão e observou seus dedos tremerem.
“Não posso deixar isso acontecer!” Rosina se levantou e se arrastou para encontrar Draco. Ela sabia que era irrelevante para a situação atual, mas precisava de uma solução para seu crescente desejo, ou ela acabaria transando com qualquer um que se movesse. Pior de tudo, ela transaria com Draco.
Rosina olhou em volta, e Draco estava em lugar nenhum até que ela viu Silvio no jardim.
“Senhor Silvio, você viu meu marido?” Rosina perguntou docemente enquanto tentava parecer calma e composta.
“Sua Alteza, Princesa. Eu vi o Príncipe Draco pegar uma carruagem, mas não sei para onde ele foi,” Silvio respondeu com as sobrancelhas franzidas. “Há algo errado, Princesa?”
“Nada. Obrigada pelo seu tempo, Senhor Silvio,” Rosina sorriu para ele antes de se afastar. Ela sabia exatamente onde Draco tinha ido, e ela também iria até lá.