A Mordida do Alfa Entre Minhas Pernas - Capítulo 77
- Home
- A Mordida do Alfa Entre Minhas Pernas
- Capítulo 77 - 77 O Duelo Final 77 O Duelo Final Rosina observou todos se
77: O Duelo Final 77: O Duelo Final Rosina observou todos se transformarem em suas formas de lobo. O estalar dos ossos e os lamentos de dor ecoavam na arena, criando um som melódico nos ouvidos de Rosina.
“Ah!” Rosina suspirou profundamente. Ela sentiu seu corpo aquecer com o alto som de dor vindo de vários lobos. Ela queria gravar o som e tocar toda vez que ficasse excitada.
“Senhora, eles terminaram,” Ferro sussurrou para notificar Rosina.
Os plebeus haviam se transformado em suas formas de lobo de diferentes cores, tamanhos e formas, mas algo eles tinham em comum. Todos exalavam sede de sangue.
“Que visão magnífica!” Rosina exclamou com uma risada. Ela inalou o cheiro de lobo que permanecia no ar.
Ferro estava com um suor frio à margem, assim como os servos que estavam no local. Eles se sentiam desconfortáveis com a visão dos lobisomens em um só lugar, irradiando imensa dominação.
“Vamos começar, Ferro,” Rosina declarou com um sorriso maroto e pegou um pedaço de biscoito. Ela havia criado um quadro onde os lobisomens lutariam uns contra os outros, e o vencedor lutaria contra o nobre pelo lugar.
Ferro limpou a garganta e anunciou o início da batalha. Cinco pares duelariam ao mesmo tempo para encurtar o tempo. Todos estavam animados e uivavam enquanto se deliciavam em suas formas bestiais.
Rosina estava curtindo a luta, e o cheiro de sangue espalhado no chão quando sentiu um odor que estragou seu dia.
“O que está acontecendo?” A voz de Gastone estava chocada ao ver o que se passava. Seus olhos estavam ferozes e sua respiração acelerou. Ele estava irritado. Olhou para o responsável e viu Rosina olhando para ele com olhos impassíveis.
“Senhora Rosina,” Gastone murmurou e foi até a mesa onde Rosina estava sentada.
Rosina levantou-se e fez uma reverência. “Sua Alteza, seja bem-vindo.”
“O que está acontecendo aqui?” Gastone tentou abaixar o tom de voz e apontou para os lobisomens mordendo, rosnando e grunhindo uns contra os outros. A cena era pura violência e brutalidade.
“Estou procurando o melhor guarda pessoal para mim,” Rosina declarou com delicadeza. Ela mudou sua personalidade e agiu como a gentil e amável Rosina que Gastone conhecia.
“O terceiro Príncipe não lhe deu um?” Gastone estava desapontado com Draco, já que era ele quem deveria escolher para Rosina.
“Meu noivo me deu permissão para escolher meu guarda,” Rosina declarou lentamente, enfatizando cada palavra. Ela pensou que Gastone pararia de persegui-la ou dar atenção a ela, já que ele tinha tomado Melania como sua parceira extraoficial.
“Isso é um absurdo!” Gastone se opôs à ideia de que Rosina lidasse com a escolha de seu guarda. “Você ao menos sabe as qualificações?”
A boca de Rosina se retorceu. Ela havia pensado que, após a conversa com Gastone alguns dias atrás, sobre ela ter um noivo. Ele recuaria e cuidaria de seus próprios negócios, mas ela estava enganada.
Rosina não disse uma palavra e apontou para os duelos acontecendo na arena.
“Você é uma she-wolf. Você não deveria se envolver com esse tipo de coisa e deixar homens lidarem com o resto. Volte para a residência do seu noivo, e eu escolherei um guarda pessoal para você. Considere isso como meu presente de casamento,” Gastone declarou com orgulho. Ele se achava melhor que Draco e capaz de cuidar de uma mulher melhor do que ele.
“Sua Alteza, posso pedir um presente de casamento diferente?” Rosina declarou alegremente com um largo sorriso no rosto inocente.
“Claro, qual é? Eu lhe darei tudo o que você pedir,” Gastone sorriu e se inclinou para perto de Rosina. Ele não se importava se ela tinha um noivo. Enquanto ela não estivesse casada, ele poderia levá-la.
O sorriso de Rosina desapareceu e foi substituído por uma expressão impassível. Ela agarrou a gola de Gastone e o puxou para baixo, aproximando seu rosto a poucos centímetros do dele.
“Sua Alteza, eu ficaria grata se parasse de se intrometer nos meus assuntos,” Rosina sussurrou suavemente, mas seus olhos pareciam os de um psicopata.
Gastone franziu a testa. Ele não gostou do jeito que Rosina lhe respondeu, pois, em sua mente, ele sabia o que era melhor para ela.
“Esse seria o meu presente de casamento, Sua Alteza,” Rosina voltou a sua atuação para fazer todos acreditarem que não havia nada acontecendo.
Gastone queria objetar e provar para Rosina que ela precisava dele, mas não pôde discordar uma vez que era o presente de casamento que Rosina havia pedido.
“Está certo,” Gastone respondeu firmemente e olhou para Rosina com desprazer antes de sair da arena. Sua raiva transbordava, deixando claro a todos que ele não gostou da conversa com Rosina.
“Meh,” Rosina deu de ombros e voltou ao seu lugar para aproveitar seu tempo.
Quando Gatsone saiu da arena, uma figura chamou sua atenção. Era Draco encostado na parede com um sorriso maroto.
“Como foi sua conversa com minha esposa?” Draco disse antes de caminhar na frente de Gastone e dar uma mordida na maçã que carregava.
“Você é um homem irresponsável. Você deixa sua noiva entrar naquele lugar sujo e permitir que ela tome decisões. Se algo acontecesse com ela, seria você o responsável pela culpa,” Gastone deu um passo à frente e disse aquelas palavras com puro ódio.
Draco riu das palavras de Gastone. Seu sorriso zombeteiro desapareceu e foi substituído por dominação. Seus olhos ficaram frios enquanto encaravam o Príncipe Herdeiro. “Minha noiva sabe se cuidar. Ela não precisa de alguém que a trate como uma criança. Ela sabe o que quer e lutará para conseguir isso.”
“O quê?” Gastone disse com incredulidade. Ele olhou para Draco como se ele fosse louco.
“Meu irmão, você deveria focar mais em sua garota. A Senhora Melania ficaria triste se soubesse que você ainda corre atrás da minha noiva,” Draco acrescentou, trouxe de volta seu sorriso zombeteiro e tapou repetidas vezes o ombro de Gatsone. “Não queremos que as garotas briguem na família.”
“Ah, claro,” Gastone disse sarcasticamente antes de tirar a mão de Draco de seu ombro. Ele foi embora antes de lançar um olhar de ódio para Draco.
Draco acenou para ele antes de voltar seu olhar para a arena. Ele se sentia orgulhoso de Rosina ter se defendido e por ela estar tomando suas próprias decisões, embora fossem ridículas.
“A Rainha certamente reagiria negativamente a isso,” Draco murmurou balançando a cabeça.
Anteriormente, havia uma nova regra no Palácio. Era a proibição do uso da forma de lobo e viver em seus corpos humanos, adotada nos últimos anos. Rosina foi quem decidiu quebrar essa regra ao pedir a múltiplos lobisomens para se transformarem.
Rosina aspirou o ar e cheirou o aroma de Draco, mas ele não estava à vista. Ela deu uns tapinhas na cabeça e voltou sua atenção para a batalha.
Um lobo imenso estava no meio da arena. Ele tinha uma pelagem acinzentada com olhos cor de mel. Ele era o último lobo que ganhou contra os competidores.
Rosina aplaudiu para ele. “Você é o vencedor.”
O lobo uivou de alegria e começou a lamber as feridas da batalha. Um homem se aproximou de Rosina em sua armadura e espada.
“Senhora,” Vinicio Udinesi, um nobre cavaleiro da alcatéia Moonstone, fez uma reverência a Rosina. Ele era o vencedor na competição de cavaleiros entre os outros nobres.
‘O que deseja, Senhor?” Rosina perguntou, confusa com a intenção de Vinicio. “Precisa de alguma coisa?”
Vinicio balançou a cabeça. “Eu vim aqui para lutar e garantir meu lugar como seu guarda pessoal.”
Rosina olhou para o lobo plebeu, que ainda estava ferido. O próximo duelo deveria ser amanhã de manhã para que ambas as partes pudessem descansar bem.
“Acho que não permitirei isso. Seu oponente não está em boa forma, o que será uma desvantagem para ele,” Rosina explicou, já que não queria ser injusta.
O lobo plebeu ouviu o que Rosina declarou. Ele olhou para seu inimigo final e avaliou seu poder e dominação.
“Entendo,” Vinicio assentiu compreensivamente. “Então me retirarei.”
Vinicio fez uma reverência e virou as costas quando o lobo plebeu rosnou. Era o som de alguém ameaçando o outro.
Rosina arregalou os olhos quando viu o lobo plebeu cercando Vinicio. Ameaçando-o com seus longos dentes nus.
“O oponente também quer lutar, Senhora Rosina. Dê-nos a permissão para duelar neste momento,” disse Vinicio. Seus olhos imploravam para que Rosina aceitasse.
“Ok,” Rosina declarou e deu de ombros. Ela não se importava, já que isso economizaria boa parte do seu tempo amanhã. “Os dois cavalheiros podem lutar quando quiserem.”
Vinicio fez uma reverência e olhou para seu oponente, esperando que ele iniciasse o ataque. Ele colocou sua espada no chão e começou a tirar a armadura para revelar uma camisa fina.
Vinicio se transformou em seu lobo. Ele gemeu um pouco por causa da dor, mas voltou ao normal alguns segundos depois. Desta vez ele estava mais feroz e dominante.
“Que o duelo… comece!” Ferro exclamou como sinal para iniciar.
Vinicio saltou em direção ao lobo cinza e tentou morder seu pescoço para uma morte fácil. O lobo cinza chutou a mandíbula de Vinicio e se salvou de morrer.
Os dois lobos começaram a circular com rosnados. Mostrando um ao outro que eram mais poderosos do que o outro.