A Mordida do Alfa Entre Minhas Pernas - Capítulo 459
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- Capítulo 459 - 459 O Companheiro da Taverna 459 O Companheiro da Taverna
459: O Companheiro da Taverna 459: O Companheiro da Taverna Gastone olhou para a taverna com os olhos semicerrados. De alguma forma, ele não gostou da vibe, mas ele nunca foi fã de bares desde o início.
Eles entraram no lugar e foram recebidos por lobas em roupas apertadas e escassas que mal cobriam a pele delas.
Lá dentro, havia um enorme lustre no centro e uma escadaria massiva que levava aos andares superiores com trinta quartos no total. Era assim que grande o prédio era.
“É lindo, né?” Navin declarou satisfeito.
“Eles devem ter gastado dezenas de caixas de moedas de ouro para construir esse lugar,” Gastone murmurou já que exalava dinheiro. Ele estava grato por Navin ser o que pagaria, senão uma grande parte das suas economias desapareceria.
“Tenho certeza que o dinheiro flui como um rio,” Jorge declarou despreocupadamente.
Uma garçonete se aproximou deles, que, para surpresa deles, usava roupas decentes. Ela gesticulou para que a seguissem e deu-lhes um bom lugar ao lado da parede.
“Você já esteve aqui antes, Navin?” Gastone perguntou com os olhos semicerrados.
“Ah… Haha! Eu vim antes no lugar antigo, mas minha namorada ficou brava comigo. Esta é a primeira vez que visito a nova localização,” Navin respondeu com um suspiro triste.
“Ela vai ficar brava ao saber que você veio aqui de novo,” Jorge respondeu, franzindo a testa.
“Ela não vai! Haha, estou aqui com um grupo de qualquer forma. Além disso, ela não vai saber se eu não contar. Isso é simples,” Navin declarou, desencanando.
Jorge revirou os olhos irritado com o comportamento de Navin, enquanto Gastone não ligava enquanto focava no menu.
Havia uma variedade enorme de bebidas sendo servidas. Além disso, havia petiscos também.
Gastone não estava com muita fome, então ele pediu um suco. Seus olhos vagueavam enquanto observava os lobos servindo, e alguns deles tinham números pregados nas roupas.
Então, Gastone notou alguns clientes subindo as escadas com os funcionários.
“Esse é um bom esquema. Tem quarto para os beberrões que não conseguem ir para casa devido ao quanto estão bêbados,” Gastone declarou do nada.
Navin imediatamente explodiu de rir enquanto Jorge permanecia em silêncio.
“Bem, sim, mas tem outros usos,” Navin respondeu. Ele sorriu e empurrou o menu para Gastone enquanto apontava para uma bebida específica.
Era uma bebida especial da taverna, mas não diferia de outras bebidas.
“Bebida do Céu. Do que se trata?” Gastone perguntou confuso. Ele queria saber o que tinha de tão especial nela.
“Que tal você experimentar para saber o que é?” Navin respondeu com um sorriso.
Foi aí que Jorge interferiu. “Senhor Gastone tem uma companheira, caso você tenha esquecido,” ele disse irritado.
“Mas ela já o deixou! Qual é a utilidade de ser leal?” Navin argumentou.
Depois disso, eles tiveram uma discussão acalorada, jogando diferentes razões de ambos os lados.
Por outro lado, Gastone ficou em silêncio e ouviu a conversa deles. Ele sentiu como se tivesse levado um tapa da realidade sobre como eles julgavam a relação.
Mas isso fez Gastone perceber para que a bebida servia. Ele observou aqueles que pediram a bebida, vendo-os escrever algo na conta e uma mulher com um certo número se aproximando deles com um copo na mão, guiando-os para cima.
“Interessante,” Gastone murmurou enquanto olhava à frente. Ele nunca tinha estado com uma prostituta antes e estava curioso para saber como era.
Antes de conhecer Lúcia, Gastone concordaria facilmente, mas agora, ele estava em conflito. Ele sentia que era errado fazer isso, especialmente porque ele não havia cortado completamente os laços com ela.
“O que você acha, Senhor Gastone?” Navin perguntou depois que acabaram de discutir.
“Hã?” Gastone olhou para os dois cavaleiros confuso. Ele nem sequer ouviu suas palavras enquanto seus pensamentos giravam em torno de Lúcia.
“Você quer transar? Acredito que nosso amigo aqui precisa parar de ser rabugento de uma vez!” Navin revirou os olhos irritado.
“Não estou desesperado por uma buceta,” Jorge respondeu enquanto balançava a cabeça.
Uma garçonete retornou com suas bebidas e petiscos pedidos. Ela olhou para cada homem até seus olhos pousarem em Gastone.
“Meu número é cinco. Se alguém estiver interessado,” ela declarou, mas só olhou para Gastone, mostrando seu interesse.
“Nós vamos lembrar,” Navin respondeu com um sorriso alegre, mas foi ignorado.
Gastone agiu como se não tivesse visto a mulher flertando com ele. Seu rosto permaneceu estoico, desviando o olho para o outro lado.
A mulher ficou magoada pelo tratamento silencioso, já que estava acostumada a receber a atenção dos homens na maior parte do tempo. Ela recuou lentamente com os olhos lacrimejando.
“Você fez uma garota chorar,” Navin sussurrou enquanto balançava a cabeça. Pegou seu copo e começou a beber, lanchando ao lado.
Era uma taverna típica, sem diferença de outras mais baratas.
Depois de alguns minutos, Gastone quis ir embora, já que não havia nada que o excitasse ali, e ele não tinha planos de transar com outras lobas.
“Vou indo primeiro,” Gastone declarou, levantando-se já que tudo que queria era tirar um cochilo.
“Espere! Você ainda não assistiu o evento principal da noite,” Navin fez beicinho.
“Eu também vou,” Jorge disse, levantando-se para seguir Gastone.
“Esperem, vocês dois! Já está começando. Além disso, vocês não querem ver garotas bonitas dançando?” Navin perguntou, desesperadamente impedindo eles de irem embora.
“Não me interesso por prostitutas,” Jorge declarou firmemente. Sua paciência estava se esgotando pela persuasão de Navin.
Foi então que as luzes se apagaram enquanto um vento forte passava. Em seguida, as velas do palco central se acenderam e lá estava uma loba bonita. Atrás dela havia um poste para ser usado na dança.
A mulher tinha cabelos pretos e olhos vibrantes cor de mel. Sua pele era beijada pelo sol, e as roupas douradas com contas que ela usava faziam suas características brilharem.
Toda a atenção estava nela, mas ela mantinha os olhos no chão. Ninguém se importava com suas expressões faciais, já que o foco estava em seu corpo e nos movimentos que fazia.
“Ah, o evento finalmente começou! Que timing perfeito,” Navin riu, olhando para Gastone e Jorge e estava feliz que estavam assistindo.
Mas eles mal sabiam que algo mais tinha acontecido.
Jorge saiu correndo da taverna com pressa. Raiva podia ser vista em sua expressão facial.
“Jorge!” Navin gritou preocupado. Era a primeira vez que ele via seu amigo reagir tanto.
Gastone pensou que Jorge tinha saído por não gostar de prostitutas. Então ele o seguiu.
“Meu Senhor,” Navin chamou. Ele queria ficar e assistir ao final da apresentação, mas não estava à vontade.
“Você pode ficar,” Gastone declarou antes de sair.
“O-okay! Eu vou sair depois da apresentação!” Navin gritou e voltou sua atenção para o palco.
Quando Gastone saiu. Ele viu Jorge correndo o mais rápido que podia. “O que há com ele?” ele murmurou.
Gastone continuou caminhando enquanto observava a figura de Jorge desaparecendo lentamente de sua vista. De alguma forma, ele sentiu que algo estava errado, e seus pés imediatamente correram para alcançá-lo.
Foi difícil para Gastone alcançar Jorge, mas ele não parou. Isso mudou quando Gastone esbarrou em um homem bêbado, e seu corpo foi jogado a um metro de distância.
“Jorge!” Gastone gritou. Ele correu o mais rápido que pôde e parou quando estava próximo.
Jorge estava rolando no chão. Seus olhos estavam inchados de lágrimas.
“Que diabos! Preste atenção onde você está indo!” o homem bêbado gritou e começou a chutar Jorge nas costas.
Jorge não revidou. Ele aceitou cada surra que veio em sua direção.
Gastone beliscou a ponte do nariz devido ao estresse iminente. Ele tirou uma moeda de ouro do bolso e entregou ao homem bêbado.
“Vá e deixe esse homem em paz,” Gastone declarou displicentemente. Ele queria acabar com isso de uma maneira mais fácil e rápida com dinheiro ao invés de fazer uma cena batendo no homem quando é culpa do Jorge desde o início.
“Ah! S-sim! Claro! Eu já o perdoei!” a expressão zangada do homem bêbado mudou, e ele pareceu um cachorrinho esperando por seu dono para um agrado.
Gastone deu-lhe a moeda de ouro e observou ele sair antes de atender a Jorge.
“Por que você está agindo como se tivesse passado por um término pesado?” Gastone perguntou e suspirou profundamente. Ele se agachou e olhou para o rosto de Jorge.
Era bom já que poucas pessoas estavam naquela rua, e outras estavam bêbadas demais para prestar atenção neles.
“A Deusa da Lua me odeia,” Jorge sussurrou enquanto outra lágrima caía em suas bochechas.
Gastone apertou os lábios e se sentou no chão. Ele riu, já que não poderia fazer coisas semelhantes quando era um nobre. A nova experiência o fez suspirar com a sensação de liberdade.
“Você quer falar sobre isso?” Gastone perguntou suavemente. Ele olhou para a lua em vez do rosto choroso de Jorge para diminuir o constrangimento.
“Aquela dançarina… é minha companheira,” Jorge sussurrou e cobriu os olhos com os braços.
O rosto de Gastone endureceu. Ele sabia como Jorge não gostava de prostitutas e tavernas em geral, e ver sua companheira pela primeira vez naquele lugar explodiu sua mente.
“A Deusa da Lua realmente trabalha de maneiras perversas ultimamente,” Gastone suspirou enquanto sacudia a cabeça em desaprovação. Afinal, ele tinha uma companheira humana com a qual ambos não deveriam se misturar.