A Mordida do Alfa Entre Minhas Pernas - Capítulo 456
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456: As Bolsas Sob Seus Olhos 456: As Bolsas Sob Seus Olhos No dia em que Lúcia desapareceu diante de Gastone. Ele esperou na floresta por uma hora, assegurando-se de que ela não voltasse por acidente.
“Ah, acho que… é isso,” Gastone murmurou para si mesmo antes de voltar para sua casa. Navin e Jorge o esperavam com um sorriso apertado.
“Meu Senhor, bem-vindo de volta,” os dois cumprimentaram suavemente. Eles estavam preocupados com a reação de Gastone, sabendo que sua companheira estava desaparecida.
Gastone apenas acenou com a cabeça antes de entrar em casa e trancar as portas. Ele queria ficar sozinho e não falar com ninguém. Mesmo que tivesse planos após a partida de Lúcia, ele não tinha energia para realizá-los.
Gastone passou dois dias em casa, emburrado sozinho. Isso deixou Navin e Jorge preocupados, já que não viam sua sombra há dias.
“Devemos nos forçar para entrar?” Navin sussurrou para Jorge depois de bater várias vezes, mas sem resposta.
“Você quer ser castigado?” Jorge sacudiu a cabeça em descrença.
“O que devemos fazer se o Senhor Gastone se isolar ainda mais?” Navin perguntou e fez beicinho.
“Essa será a decisão dele, e não temos voz nisso,” Jorge suspirou, pegando a gola de Navin e puxando-o para trás.
Por outro lado, Gastone estava olhando para o teto com as memórias de Lúcia passando em sua mente.
“Eu me pergunto… o que ela está fazendo agora…” Gastone sussurrou e suspirou. Ele se virou para o lado e observou o sol pela janela.
A saudade lavou Gastone, e ele sentiu seu lobo uivando de dor. Eles queriam ver Lúcia novamente e não sabiam que estavam tão apegados no momento em que ela partiu.
“Ah! Eu deveria parar de ser patético,” Gastone se sentou e coçou a cabeça, irritado. Seus olhos olharam para a porta que conectava ao quarto de Lúcia. Ele se levantou e foi até lá.
Gastone foi recebido pelo cheiro restante de Lúcia que persistia nos lençóis. Ele não pôde deixar de se deitar na cama dela e sentir a maciez do colchão.
“Lúcia,” Gastone sussurrou e segurou os lençóis, enterrando o rosto nos travesseiros. O cheiro de Lúcia o fazia lembrar de seu sorriso.
Com uma última inspirada, Gastone deixou o quarto e permaneceu intocado como sua lembrança dela. Ele arrumou suas coisas essenciais e saiu.
Navin e Jorge estavam discutindo quando Gastone os encontrou.
“Meu Senhor!” Navin gritou com lágrimas de alegria. Ele correu em direção a Gastone e olhou ao redor por qualquer possibilidade de autoagressão.
“O que vocês estão fazendo?” Gastone perguntou, curioso. Ele levantou uma sobrancelha e se afastou de Navin.
“Estou apenas verificando se você está bem,” Navin respondeu enquanto enxugava os olhos. Ele suspirou aliviado ao ver que Gastone parecia bem.
“Meu Senhor, para onde você pretende ir?” Jorge perguntou ao ver a bolsa que Gastone segurava.
“Eu pretendo visitar o Palácio,” Gastone respondeu e se sentou em uma das cadeiras.
“Oh!” Navin exclamou, acenando com a cabeça agressivamente.
“Vou preparar os cavalos,” Jorge informou antes de se afastar.
“Você está partindo hoje, Meu Senhor?” Navin perguntou, inclinando a cabeça.
Gastone franziu a testa. “Sim, eu estou,” ele respondeu e mostrou sua bolsa.
“Ok! Vou me preparar!” Navin exclamou e foi para o seu quarto arrumar as coisas. Ele estava empolgado para visitar os terrenos do Palácio e se misturar com seus outros amigos.
Enquanto Gastone ficava sozinho. Ele ficou feliz que Navin o irritou um pouco, pois isso desviava sua atenção de Lúcia.
Não demorou muito até que Jorge chegasse com três cavalos em mãos. Ele olhou ao redor, e Navin saiu de casa carregando grandes bolsas.
“Você pegou todas as suas coisas?” Jorge perguntou, confuso.
“Quer dizer, você não está voltando para o Palácio, Senhor Gastone?” Navin perguntou constrangido.
“Minha decisão se firmará ao chegar lá,” Gastone respondeu e se levantou, indo ao seu cavalo e arrumando suas coisas.
Jorge acenou, entendendo, e arrumou vários itens também.
Após alguns minutos, eles se prepararam para partir. Levaram várias horas de viagem contínua, pois Gastone queria apressar.
Ao entrar na cidade central de Sabrecrown, Gastone cobriu toda sua aparência com uma capa e capuz. Ele não queria ser reconhecido e trazer problemas para si mesmo.
Ao mesmo tempo, Navin e Jorge se olharam após notarem as pequenas ações que Gastone havia feito. Eles já esperavam que, antes de guardar o Príncipe caído, ele faria de tudo em seu poder para perturbar a paz que o Bando havia alcançado.
Afinal, Gastone foi destituído de poder.
Os dois cavaleiros não esperavam que Gastone mantivesse sua identidade escondida do público e quisesse viver em paz.
A cidade de Sabrecrown agora prosperava muito mais do que no passado. Os velhos prédios estavam lentamente sendo reparados com um material novo e robusto.
Antes, a cidade era dividida entre uma cidade nobre e uma cidade comum, mas isso foi mudado por Rosina e combinou a área.
Isso trouxe mais possibilidades para ambos os lados crescerem. Embora, alguns fossem contra isso.
Afinal, muitos lobos morreram durante a grande incursão do Bando.
Outros lobos de territórios menores migraram para Sabrecrown, esperando usar a oportunidade para mudar de Bandos.
Gastone não pôde deixar de sorrir. Ele aprovava a melhoria no Bando.
“Ei, vocês dois querem explorar a cidade mais tarde?” Gastone olhou para os dois cavaleiros, que estavam em choque absoluto com sua pergunta.
Navin aproximou seu cavalo de Gastone. “Você quer sair!?” ele exclamou.
“Se vocês quiserem. Eu não me importo,” Gastone respondeu, franzindo a testa. Ele achava a reação deles estranha, já que ele só tinha feito uma pergunta simples.
“Eu vou. Eu conheço alguns lugares ótimos,” Jorge respondeu e puxou Navin para trás, se acomodando em seu próprio lugar.
“Eu posso te mostrar um bom lugar para beber!” Navin exclamou empolgado. Para ele, Gastone precisava beber para esquecer seus sentimentos de perder uma companheira.
“Tudo bem,” Gastone concordou. Ele estava feliz por ter uma companhia.
Chegando ao portão do Palácio. Os cavaleiros se aproximaram mais deles, parando para inspeção.
Navin e Jorge avançaram e explicaram aos guardas sobre a identidade de Gastone como convidado, não como ex-Príncipe Herdeiro. Eles ficaram tensos, mas os deixaram passar.
Draco foi imediatamente notificado através do vínculo mental sobre a chegada de Gastone, incluindo vários cavaleiros. Isso fez com que alguns ficassem de guarda caso algo acontecesse.
Gastone estava ciente de seu entorno, mas ignorou. Ele sabia que eles nunca lhe fariam mal, já que ele era um convidado do Rei.
Ele garantiu que nenhuma parte de sua pele estava exposta.
Gastone desceu do seu cavalo e foi enviado para a área de espera. Ele se sentou, e os outros cavaleiros o olharam curiosos. Ele estava como aquele molde para o pão com base em seu traje.
Navin e Jorge acompanharam Gastone, mas mantiveram uma distância entre eles.
Não demorou muito até Draco ser visto caminhando apressadamente em direção a Gastone. Ele tinha um cenho franzido no rosto.
“Saia,” Draco ordenou e gesticulou para seus cavaleiros, que seguiram imediatamente.
Navin e Jorge ficaram, mas um único olhar de Draco os mandou para fora.
O quarto estava silencioso entre eles, e ninguém falou durante os últimos dois minutos.
“Você fede,” Draco disse, sentando-se à frente da cadeira de Gastone.
“Acredito que você tem um péssimo gosto para fragrâncias,” Gastone respondeu sarcasticamente. Ele puxou seu capuz para trás para mostrar seu rosto.
Draco franziu a testa ao ver as grandes bolsas pretas sob os olhos de Gastone e como ele parecia cansado. Ele sabia o que estava acontecendo com base nas cartas enviadas por Gastone e Navin.
“Você… precisa de um abraço?” Draco perguntou e abriu os braços.
Gastone estremeceu de nojo. “Não,” ele respondeu firmemente.
“Acredito que você precise!” Draco riu enquanto balançava a cabeça. “Então, me diga por que, o que está acontecendo?” ele perguntou.
Gastone apertou os lábios e suspirou. “Lúcia voltou para o reino humano. Eu finalmente a deixei partir,” ele informou tristemente.
“Como assim ‘deixá-la ir’ quando você pode simplesmente segui-la se quiser,” Draco respondeu incrédulo com o que acabara de ouvir.
“Lúcia pessoalmente me disse o quanto ela me odiava e não gostava de mim. Nunca a forçarei a ficar comigo se é isso que ela sente,” Gastone suspirou e se inclinou para trás, olhando para a parede recém pintada.
“Hah!? HAHAHA! Oh! Minha Deusa! Você mudou! Isso vale uma comemoração!” Draco riu alto, divertido. Era tão engraçado que lágrimas apareceram dos seus olhos.
“Estou falando sério aqui,” Gastone resmungou, irritado.
“Eu sei. Eu apenas me lembrei de como você costumava pressionar minha esposa a se tornar sua quando ela te rejeitava várias vezes. Ah! Você melhorou muito!” Draco exclamou e deu uma forte palmada em Gastone.
Gastone não sabia se isso era um elogio ou um insulto. Ele decidiu ignorar isso, especialmente seu passado com Rosina.
“Ok, vamos falar sério. Senhora Lúcia é sua companheira. Não importa o quanto ela te odeie. Tenho certeza de que sentiu algo romanticamente, mas talvez tenha reprimido,” Draco explicou. Ele tinha passado por dificuldades suficientes com Rosina que não ficaria surpreso se isso estivesse acontecendo com Gastone.
“Hmm,” Gastone murmurou, pensando nas possibilidades. Ele se lembrou dos outros sinais que indicavam que Lúcia poderia estar interessada nele, mas era tarde demais.