A Mordida do Alfa Entre Minhas Pernas - Capítulo 378
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- Capítulo 378 - 378 A Prova da Água 378 A Prova da Água Os participantes
378: A Prova da Água 378: A Prova da Água Os participantes reuniram-se no local onde o primeiro desafio aconteceria. Os jatos da água eram altos e severos, e todos estavam preocupados com as regras.
— Nossa primeira Prova é a Prova da Água. As regras são simples. Cada participante vai se agrupar em cinco, e vocês vão correr em direção à linha de chegada. Ninguém pode sair do rio, e apenas o primeiro a chegar em cada grupo avançará para a próxima Prova — Felissa explicou com um sorriso malicioso.
Os espectadores e participantes franziram a testa em confusão e começaram a conversar entre si.
Um participante levantou a mão.
Felissa sorriu e fez um gesto para que ele falasse.
— Luna, é só isso as regras? — Elio, um plebeu, perguntou confuso. Ele queria saber se Felissa havia omitido algo.
— Sim, é só isso. O resto vocês deduzem — Felissa respondeu, trazendo mais caos para a Alcateia. Ela olhou para eles animada e adicionou — Por favor, agrupem-se em cinco e um grupo em quatro. Faremos um sorteio depois de 15 minutos, e começaremos.
Após Felissa anunciar, os participantes começaram a avaliar uns aos outros, já que apenas um poderia vencer em um grupo de cinco, o que significava que queriam se agrupar com aqueles mais fracos que eles.
Draco, por outro lado, estava na linha de chegada, esperando pelo primeiro a chegar. Ele deveria anunciar as regras, mas Felissa assumiu o papel.
— Estou impressionado com as regras, Luna — Vicenzo sussurrou. Ele era um dos cavaleiros escalados para proteger Felissa, junto com Vinicio.
— Hmm, eu quero alguém com cérebro, não apenas força. Se puder, quero alguém com ambas as qualidades — Felissa respondeu enquanto avaliava aqueles que pareciam ter potencial.
Vinicio assentiu com a cabeça em concordância e observou enquanto os grupos lentamente se formavam.
Após 15 minutos, Felissa levou seu apito à boca e sinalizou que os 15 minutos tinham terminado. Vinicio avançou, segurando uma caixa cheia de pauzinhos que continham números.
— Por favor, alinhem-se — Vicenzo declarou, garantindo que ninguém fizesse gracinhas enquanto pegava os números.
— Os dígitos que vocês estão segurando serão chamados aleatoriamente — Vicenzo anunciou e olhou para Felissa, que estava bebendo seu chá.
— Podem — Felissa sorriu e acenou para Vicenzo/Icen continuar. Estava ensolarado, e a água estava calma.
Os participantes riram, achando que era mais fácil do que esperavam, já que era apenas uma corrida.
Vicenzo deu um sorriso malicioso, já que gostava de como Felissa fazia os desafios que ainda guardavam mistérios a serem solucionados pelos participantes.
— O primeiro é o número… 99 — Vicenzo anunciou e o último grupo estremeceu de surpresa.
— Hah! — o grupo reclamou mas se posicionou à beira do rio.
Cinco enormes rochas com a parte superior acima da água poderiam ser usadas como pedras de apoio na linha de partida.
Mas uma briga eclodiu entre os primeiros participantes antes que pudessem se posicionar nessas pedras.
— Não! Este é meu! — um homem gritou, empurrando outro, que foi jogado no rio.
Os outros aproveitaram a oportunidade para pegar um bom lugar para começar. A atmosfera ficou intensa e pressionada depois de verem o que estava acontecendo. Eles olharam para Felissa, esperando que ela interferisse, mas ela não o fez.
O sorriso de Felissa se alargou. Ela levantou a mão e ignorou a confusão à sua frente. — COMEÇEM! — ela gritou.
Entre os cinco participantes, outros dois pularam e nadaram através das ondas; outro usou as pedras como seu caminho. Enquanto isso, os dois que estavam brigando tiveram um atraso na largada.
— Isso não é injusto? — Vinicio comentou isso porque todos os participantes não tinham uma largada igual, o que seria injusto para o último.
— Não preciso de idiotas — Felissa respondeu, sorrindo docemente para Vinicio.
— Eu acredito que é para o melhor. Afinal, já é injusto desde o começo — Vicenzo declarou despretensiosamente, o que confundiu Vinicio. Ele olhou para o casal, e eles tinham a mesma expressão de diversão e maldade misturadas.
— Vocês dois são assustadores — Vinicio falou sem querer seus pensamentos em voz alta.
Vicenzo e Felissa olharam para ele simultaneamente com as sobrancelhas levantadas, questionando o que ele quis dizer com suas palavras. Ele não sabia se deveria estar assustado ou divertido pela semelhança deles nesse aspecto.
— Nada, não se preocupem comigo. Além disso, não vejo a Senhora Vanda desde esta manhã — Vinicio comentou e olhou em volta. Ele sempre testemunhava Vanda ajudando a preparar o evento, mas quando começava, ela desaparecia.
— Hmm, ela está ocupada — Felicia respondeu, virando-se para Vicenzo. — Acho que é hora — ela declarou.
Vicenzo assentiu com a cabeça e inalou profundamente para reunir forças. — Número 1, por favor, prossiga até a margem — ele anunciou.
Os participantes olharam para ele chocados. Não fazia muito tempo desde que o primeiro grupo partiu, e já outro lote estava pronto.
— Luna, o primeiro grupo chegou à linha de chegada? — um homem se adiantou e perguntou. Ele usava um traje simples, que mostrava seu status.
— Eles ainda não… chegaram — Felissa sorriu e deu de ombros. Suas ações deixaram os participantes desconfiados de que as Provas eram anormais e que eles deveriam fazer algo de acordo com as regras.
— Não desperdicem seus esforços tentando pensar que esta Prova faz sentido — Luca, primo de Felissa, falou e olhou para ela. Ele suspirou e balançou a cabeça. Ele estava no próximo grupo, mas não foi para a ‘linha de partida’. Ele foi atrás da árvore e puxou uma corda.
Os espectadores e outros participantes observaram Luca e viram ele arrastando um pequeno barco em direção ao rio.
— Ei! Isso é trapaça! — os participantes gritaram em uníssono e tentaram argumentar com Luca, mas ele não se importava.
— É por isso que vocês plebeus são inferiores a nós nobres! As regras apenas dizem que ninguém pode sair do rio e apenas o primeiro a chegar em cada grupo avançará para a próxima Prova. A Luna não mencionou que não podemos usar outros materiais para nos ajudar! — Luca gritou e rosnou enquanto colocava seu barco no ponto de partida.
— Luna, isso é verdade? — outro homem perguntou para validar a questão.
Felissa não respondeu e sorriu. Ela levantou a mão e assobiou. — COMEÇEM! — ela gritou.
Luca imediatamente montou em seu barco e remou contra as pedras e ondas o mais rápido possível. Ele sonhava em se tornar Beta, o que era impossível já que não nasceu e foi criado na Alcateia da Meia-Noite.
Era uma enorme oportunidade para Luca participar das Provas, e ele faria tudo o que pudesse para conseguir a vaga, não importando quanto custasse.
No momento, Luca remava suavemente sem comoção, já que seu outro grupo foi deixado para trás. Ele pensou que seria fácil para ele vencer, mas então uma enorme onda espirrou sobre ele do nada. Quase virou seu barco, mas ele conseguiu se manter firme.
Então, gritos ecoaram à distância, e quando Luca se aproximou. Ele viu os participantes lutando contra os tentáculos do Kraken que emergiam do rio.
— Que diabos! Não tem monstro neste rio! — Luca exclamou surpreso e começou a entrar em pânico. Ele nunca tinha encontrado um antes e não sabia o que fazer. Ele colocou seu barco no lado e estava prestes a pular do rio em direção à terra, mas um cavaleiro emergiu da árvore, olhando para ele.
— Participante, se deseja desistir das Provas, por favor, entregue-me seu cartão — o cavaleiro disse e abriu a palma da mão.
O cartão foi dado aos 99 participantes como sua chave para permanecer nas Provas. Se eles os perdessem, seus cartões seriam removidos.
Luca cerrou os dentes e permaneceu em seu barco. Ele tentou ao máximo não se deixar levar pela correnteza e observou a situação.
— Ei, o que é isso? — Luca perguntou ao cavaleiro, mas quando ele se virou, o cavaleiro já tinha desaparecido. Ele franziu a testa e debatia o que fazer quando o tentáculo agarrou um dos participantes e os jogou para longe, desqualificando-os da Prova.
— Isso é loucura — Luca murmurou horrorizado.
Então, as vozes do seu grupo foram ouvidas mais próximas de Luca. Ele cerrou os dentes e foi forçado a remar contra as ondas. Não demorou muito antes que os outros participantes chegassem e ficassem horrorizados com a surpresa.
— Rapaz, deixe-nos entrar no seu barco — um participante gritou enquanto tentava se manter na água.
Luca teve pena dele, mas isso atrapalharia sua chance de vencer.
— De jeito nenhum — Luca declarou sem misericórdia e o deixou. Conforme se aproximava do Kraken, ele olhou para a água clara abaixo para ver se conseguia encontrar a cabeça, mas ficou surpreso ao ver os tentáculos emergindo do solo.
— O que está acontecendo? — Luca murmurou e tentou pensar em uma solução. Nenhum do Grupo 1 sobreviveu, o que significava que uma vaga estava vazia e qualquer um de outros grupos poderia pegá-la.
E Luca queria ser essa pessoa.
— Suas artimanhas não funcionarão comigo! — Luca gritou. Ele tirou sua adaga e atacou os tentáculos.
Rapidamente, Luca chegou à linha de chegada encharcado de lodo e em seus braços estavam dois tentáculos que ele havia cortado.