A Mordida do Alfa Entre Minhas Pernas - Capítulo 334
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334: A Dor 334: A Dor Rosina observou Felissa olhando para a bolsa que carregava. Elas estavam voltando ao Palácio depois do compromisso com Rico.
Umm,” Felissa se remexeu no assento. Ela tentou ao máximo não tornar as coisas constrangedoras entre ela e Rosina.
“Tem algo errado?” Rosina perguntou com um sorriso malicioso.
“Eu- uh. Eu queria me desculpar por tudo,” Felissa sussurrou envergonhada, de cabeça baixa.
“Hmm, tudo bem,” Rosina riu enquanto balançava a cabeça, divertida.
“Você pode me dar algumas semanas para planejar e ajeitar tudo antes de eu deixar o Palácio?” Felissa perguntou, encarando Rosina nos olhos. Suplicando para que ela concordasse.
“Claro, tire o tempo que precisar, mas eu não quero que você fique muito tempo em Sabrecrown, sabendo que o caos vai cair sobre nós em breve. Eu quero que você esteja segura,” Rosina sorriu sinceramente.
“Sim, obrigada,” Felissa sorriu timidamente, e uma leve vermelhidão apareceu em suas bochechas. Ela estava assustada com o que aconteceria com ela e Vicenzo, mas empolgada com o futuro deles juntos.
Quando chegaram, Felissa foi direto para o seu quarto, onde Vicenzo a esperava.
“Felissa!” Vicenzo exclamou ao ver sua companheira. Ele estava preocupado com o paradeiro de Felissa.
“Vicenzo, eu voltei!” Felissa afirmou e se aproximou de Vicenzo. Ela o olhou com carinho e viu a preocupação em seus olhos.
“Bem-vinda de volta,” Vicenzo respirou fundo antes de puxar Felissa para perto, sentindo o calor dela contra sua pele.
“Eu sei que é muito repentino, mas deveríamos deixar Sabrecrown e construir o nosso próprio futuro longe daqui,” Felissa informou. Ela respirou fundo e aguardou a resposta de Vicenzo. Estava nervosa pois ele poderia rejeitar a proposta dela.
“Tudo bem, se é isso que você deseja, mas posso perguntar o motivo?” Vicenzo perguntou, curioso. Ele sabia que Felissa se sentia mais confortável ao lado de Rosina, já que eram próximas.
“Eu não quero mais ser um fardo, especialmente agora que eles têm problemas mais profundos do que nós,” Felissa falou suavemente. Ela segurou a mão de Vicenzo e olhou em seus olhos. “Eu quero começar uma vida com você,” ela acrescentou.
“Eu- Eu também quero isso,” Vicenzo se inclinou e beijou a testa de Felissa. Ele sentiu um turbilhão de formigamentos em seu corpo com o pensamento de iniciar sua própria família.
“Ótimo!” Felissa exclamou e abraçou seu companheiro. “Mas como vamos fazer isso? Se sairmos, onde vamos ficar?” ela perguntou preocupada. Estava inquieta já que ainda tinha uma relação ruim com seus pais depois de saber a verdade sobre a fachada deles.
Vicenzo fez uma pausa por alguns segundos. Ele notou nos olhos de Felissa que ela não queria voltar ao Midnight pack, e ele não queria forçá-la.
“Não podemos ir ao meu bando porque Caj e a Rainha anterior estão lá tramando contra o Palácio. Será perigoso até mesmo pisar na casa da minha mãe,” Vicenzo disse frustrado. Ele não queria colocar sua companheira em perigo.
“Acho que nossa melhor opção é ficar em outro bando ou aqui em Sabrecrown,” Felissa deu um passo para trás enquanto pensava nisso. Então, uma ideia lhe veio à mente. “Onde sua mãe está morando?” ela perguntou.
“Hã?” Vicenzo ficou confuso com a pergunta de Felissa, mas respondeu mesmo assim. “Minha mãe está na Matilha Mística, mas ela vive longe da civilização,” ele respondeu.
“Você não me contou sobre seus pais, Vicenzo,” Felissa sussurrou, vendo a vergonha no rosto dele.
“Eu não tenho um histórico de vida que faça você se orgulhar de mim,” Vicenzo disse antes de se sentar na cama.
“Eu não me importo com seu histórico. Eu só quero te conhecer mais a fundo,” Felissa sentou ao lado do seu companheiro e se recostou em seu ombro.
Vicenzo suspirou profundamente. Ele não queria que Felissa soubesse, mas não podia fugir disso. No fim, ele precisava contar a ela.
“Bem, minha mãe é amante de um Alfa,” Vicenzo explicou e aguardou pela reação adversa de Felissa, mas ficou surpreso ao vê-la com um sorriso afetuoso. Isso o encorajou a continuar.
“Quando a Luna do bando soube do relacionamento deles. Minha mãe foi condenada à morte, mas o Alfa a salvou. Agora ela está vivendo na beira do território da Matilha Mística e não tem permissão de se aproximar da casa do bando ou contatar qualquer um dos membros do bando. Alguns acham que ela está morta; outros dizem que ela se tornou uma renegada,” Vicenzo acrescentou timidamente.
“Ela está bem?” Felissa perguntou preocupada, sabendo que permanecer na Matilha Mística por muito tempo poderia ser perigoso.
“Sim, a Luna não sabe sua localização, mas Caj sabe,” Vicenzo se inclinou para frente e levou a mão à testa. O pensamento de que sua mãe poderia estar em perigo estava causando angústia.
“Então devemos verificar se ela está bem!” Felissa exclamou, querendo aliviar as tristezas do seu companheiro e conhecer sua sogra.
“Hã? Felissa, eu nem posso pisar perto do bando, ou eles me usariam como isca,” Vicenzo argumentou, pois já tinha trabalhado muito sob o domínio de Caj e não queria ser um capacho dele novamente.
“Eu entendo,” Felissa sussurrou, olhando para o teto enquanto sua mente trabalhava em um plano.
“Eu pretendo pedir ajuda à Rainha para que ela possa trazer minha mãe em segurança, já que minha identidade de espião foi revelada e eles não confiam mais em mim,” Vicenzo suspirou profundamente e se jogou na cama.
“Sim, essa seria uma boa ideia, mas Rosina já fez tanto por nós. Estou pensando em retribuir toda a bondade que ela nos deu,” Felissa murmurou com os lábios apertados.
“O que você está pensando?” Vicenzo perguntou, curioso. Ele se sentou e olhou nos olhos de Felissa.
“Bem, estou pensando em ir à Matilha Mística através da casa da sua mãe e me tornar uma espiã! Obter algumas informações e entregá-las à Rosina!” Felissa exclamou com um brilho nos olhos. Ela finalmente encontrou uma maneira de retribuir a Rosina, mas não calculou o perigo que enfrentaria.
“Não! Absolutamente não!” Vicenzo gritou. Suas respirações estavam ofegantes pela ideia de Felissa fazer algo tão extremo.
“Por que não!? Não é como se fôssemos nos deixar pegar!” Felissa discutiu, e ela estava começando a ficar irritada.
“Felissa, amor. Eu sei que Rosina é uma grande amiga sua, mas tenho certeza de que ela não vai gostar se você se colocar em perigo! E eu também não quero que você faça isso!” Vicenzo levantou-se e apertou a ponte do nariz.
“Mas—” Felissa estava prestes a argumentar, mas Vicenzo levantou a mão para impedi-la de falar.
“Chega! Não quero mais falar nisso!” Vicenzo saiu do quarto com passos pesados e fechou a porta com um estrondo.
Felissa respirou fundo, incrédula, e lágrimas se formaram em seus olhos. Ela não podia acreditar que Vicenzo reagiria daquela forma, e o sentimento de estar enclausurada a invadiu.
“Oh, não, não…” Felissa murmurou nervosa quando sua cabeça começou a doer tanto como se estivesse se partindo ao meio. Inconscientemente, ela procurou pela pílula branca que seus pais a fizeram tomar para se acalmar, mas ela tinha deixado e jogado todas no lixo.
“Ah! Minha cabeça!” Felissa gritou de dor enquanto agarrava seus cabelos, puxando-os na esperança de que aquilo reduzisse a dor que sentia.
Devagar, a consciência de Felissa desapareceu enquanto seu corpo caía no chão, mas após alguns segundos, ela se levantou como se nada tivesse acontecido.