A Mordida do Alfa Entre Minhas Pernas - Capítulo 312
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312: O Acobertamento 312: O Acobertamento Já fazem dois dias desde o ataque. Tudo voltou ao normal e Rosina agia como se nada tivesse acontecido.
Mas Felissa se sentia diferente.
Felissa se aprisionou em seu quarto com Neve. Ela não conseguia dormir direito à noite, pensando que poderiam ser atacados novamente e colocar a vida de Neve em perigo. Mais do que tudo, ela não conseguia parar de pensar no homem de cabelos cinzentos.
“Ah! Por que ele está me atormentando assim!” Felissa gritou e cobriu o rosto com um travesseiro. Ela estava tentando o seu melhor para esquecê-lo, mas sua loba gostava da ideia de lembrar dos olhos verdes dele.
“Isso não pode continuar! Preciso arejar!” Felissa exclamou e colocou um roupão em seu corpo. Ela vestiu um vestido simples, já que não havia ninguém para impressionar no 13º bando e nenhum outro nobre por perto para julgar sua aparência.
Quando Felissa abriu a porta, Vicenzo estava esperando do lado de fora em sua vestimenta de cavaleiro. Ele estava encostado na parede em frente ao quarto de Felissa.
“Senhora Felissa, finalmente acordou,” Vicenzo cumprimentou em seu tom frio habitual.
Os olhos de Felissa tremeram, já que ela não tinha dormido a noite inteira. Ela ofereceu um pequeno sorriso antes de caminhar pelo corredor. Vicenzo a seguia em silêncio.
Depois do ataque acontecer. Vicenzo apareceu no quarto de Felissa encharcado de suor, especialmente seu cabelo. Parecia que ele tinha tomado um banho.
Felissa não fez perguntas naquela vez, pois estava mental e fisicamente cansada, mas ela notou gotas pretas no cabelo de Vicenzo, o que a confundiu, já que a água era transparente. Ela não deu muita atenção, pois pensou ser sujeira.
Os servos se curvaram ao ver Felissa descendo as escadas, e continuaram seu trabalho.
Vicenzo tinha notado as mudanças nas ações de Felissa e estava preocupado com o bem-estar dela. Embora, isso pudesse arruinar sua cobertura se começasse a fazer perguntas, e ele não queria que isso acontecesse.
Quando chegaram lá fora. Felissa caminhou em direção ao local onde fora mantida refém pelos inimigos. Vicenzo se endureceu quando chegaram.
“Vicenzo, onde você estava quando eu mais precisei de você?” Felissa perguntou sem olhar para o rosto de Vicenzo. Ela não conseguia esquecer como tentou desesperadamente estabelecer um vínculo mental com Vicenzo e esperava que ele aparecesse para salvá-la, mas ele não foi encontrado.
Vicenzo fechou o punho. Ele respirou fundo e falou em um tom baixo e suave. “Peço desculpas por ter sido um cavaleiro incompetente,” ele disse.
Felissa deu uma risada sarcástica e encarou Vicenzo. Seus olhos estavam tristes e cheios de decepção. “Não é isso que eu quero ouvir,” ela disse e caminhou mais perto dele.
O rosto de Vicenzo se endureceu enquanto ele tentava se recompor. Ele esperava essa pergunta após o ataque, mas ninguém o questionou, nem mesmo Rosina, até agora.
Felissa olhou diretamente para Vicenzo com olhos grandes e abertos, esperando que ele respondesse, mas quando Vicenzo demorou para responder. Seus olhos caíram.
“Entendo,” Felissa afirmou com um pequeno sorriso antes de virar as costas e andar alguns passos. “Sei que você não gosta de mim. É minha culpa por me impor a você. Me desculpe,” ela declarou suavemente.
“Não é—”Vicenzo tentou argumentar, mas foi interrompido.
“Deve ser difícil servir a pessoa que você despreza,” Felissa afirmou, baixando a cabeça. Ela queria chorar e se queixar disso, mas percebeu que não podia confiar em Vicenzo com sua segurança.
“Não, por favor, não pense assim,” Vicenzo entrou em pânico. Sua voz mudou para um tom mais suave enquanto pensava que Felissa o dispensaria do trabalho.
Vicenzo não odiava ou desgostava de Felissa. Ele queria mantê-la segura e para isso. Ele precisava evitá-la, pois seu trabalho duplo era perigoso o suficiente, e ela poderia se envolver com ele. Ele planejava contar a verdade para Felissa sobre eles serem companheiros e aceitaria quaisquer consequências de suas ações depois de completar suas tarefas.
“Senhor Vicenzo. Sou grata pelos serviços que você fez por mim, mas não quero mais forçá-lo. Você pode partir a qualquer momento,” Felissa declarou e encarou Vicenzo com um grande sorriso de segurança de que ficaria tudo bem.
Vicenzo sentiu seu coração se estilhaçar em pedaços. Sabendo que Caj sabia que ela era sua companheira, ele não queria deixar o lado de Felissa.
“Senhora Felissa. Eu gostaria de permanecer ao seu lado,” Vicenzo declarou, ajoelhando-se no chão para mostrar sua sinceridade. Ele suava frio com medo de que Felissa o rejeitasse.
Felissa balançou a cabeça e estava prestes a responder quando Rosina chegou.
“O que está acontecendo aqui?” Rosina perguntou enquanto caminhava em direção a eles com um vasto robe que cobria seu corpo.
“Vossa Majestade,” Vicenzo se levantou e se curvou para Rosina, enquanto Felissa olhava para a amiga.
Era a primeira vez que Felissa via Rosina depois do ataque, e ela não conseguia olhar para Rosina como antes. Em seus olhos, sua amiga era poderosa e poderia ser considerada uma monstra no reino.
Rosina olhou para Felissa e percebeu seu desconforto. Ela esperava que isso acontecesse, pois Felissa não fazia ideia de seu verdadeiro poder.
“Vou responder a sua pergunta, Felissa. Eu pedi ao Senhor Vicenzo para ajudar Cinzia em seus novos aposentos, pois eu senti um ataque a este bando. Foi um mau momento quando você acordou no meio da noite e decidiu passear sozinha,” Rosina explicou pensativamente, sem deixar de olhar para Felissa.
Felissa olhou pra baixo. Ela não conseguia suportar o olhar intenso de Rosina.
“Acho melhor permitir que o Senhor Vicenzo permaneça como seu cavaleiro até que os ataques terminem. Depois disso, posso dispensá-lo. Desculpe, Felissa,” Rosina acrescentou e confortou a amiga.
“Tudo bem,” Felissa respondeu. Seus ombros caíram juntos, pois sua decisão foi descartada, e ela não podia fazer nada.
Rosina abraçou Felissa com força antes de caminhar em direção a Vicenzo. Seu sorriso desapareceu e ela assumiu uma expressão séria. Ela estendeu a mão para o lado do rosto de Vicenzo e limpou a mancha parecida com sujeira em sua bochecha.
“Você está com alguma coisa ali,” Rosina declarou antes de dar um tapinha no ombro de Vicenzo. “Você deveria ficar de olho na Senhora Felissa,” ela sussurrou, apertando o ombro dele antes de se afastar.
Vicenzo sentiu calafrios percorrendo sua espinha. A sujeira que Rosina limpou com o polegar era a tinta de cabelo respingada naquela área. Além disso, Rosina encobriu seu paradeiro. Ele nunca foi designado para ajudar Cinzia em seu novo quarto naquela noite; era o contrário.
Vicenzo estava procurando por Cinzia e viu que ela não estava em lugar nenhum para ser vista e voltou ao seu bando para informar o status, e foi quando ele viu Felissa.
“Senhora Felissa, devemos voltar para dentro. Você precisa tomar seu café da manhã,” Vicenzo falou suavemente e deu um passo para o lado para dar mais espaço para Felissa caminhar.
Felissa não respondeu e caminhou de volta para o Castelo.
Vicenzo suspirou e fechou os olhos por alguns segundos para recuperar os sentidos. Pela primeira vez, ele sentiu medo verdadeiro. Esse tipo de medo que faz seu estômago revirar desconfortavelmente. Ele sentiu que Rosina sabia a verdade, mas estava escondendo, e ele queria saber o motivo.
“Devo ter mais cuidado desta vez,” Vicenzo pensou antes de seguir Felissa por trás.