A Mordida do Alfa Entre Minhas Pernas - Capítulo 291
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- Capítulo 291 - 291 O Olho Vermelho 291 O Olho Vermelho Felissa ficou chocada
291: O Olho Vermelho 291: O Olho Vermelho Felissa ficou chocada quando Rosina a beijou de repente. Quando se separaram, ela não conseguia articular uma única palavra.
“Agora, não pense em Fabio. Pense no beijo,” Rosina riu quando viu a mudez de Felissa. Até seu mau humor desvaneceu pelo que aconteceu.
“Be-beijo!” Felissa exclamou, e finalmente a ficha caiu. Ela tapou a boca e tocou os lábios, sentindo a suavidade. Uma vermelhidão surgiu em suas bochechas, e ela evitou o olhar de Rosina.
De alguma forma, Felissa não se sentiu enojada por beijar outra mulher. Pelo contrário, ela gostou.
“Sim, assim você vai lembrar desse beijo mais do que aquele cretino,” Rosina declarou, referindo-se ao ato insolente de Fabio.
“O-okay,” Felissa respondeu com um aceno de cabeça. Seu sorriso desapareceu enquanto baixava a cabeça. Seu corpo estava cansado das memórias e da energia que ela gastara tentando permanecer consciente.
Rosina suspirou e afagou a cabeça de Felissa. “Vai ficar tudo bem. Você precisa descansar. Você pode ficar aqui no Palácio se quiser pelos próximos dias,” disse ela e abraçou Felissa.
“Vou pensar no assunto,” Felissa respondeu, lembrando-se de repente que seus pais queriam que ela encontrasse um marido. Ficou claro para ela que o evento havia acabado. “Oh… não!” ela exclamou e agarrou a mão de Rosina.
“Hein? O que foi?” Rosina perguntou confusa.
“Meus… pais. Eles querem que eu encontre um marido nesse evento, mas eu não consegui ninguém!” Felissa exclamou em pânico. Ela apertou o aperto e fez beicinho, com os olhos olhando para Rosina como um filhotinho.
“E daí? Isso importa? Diga a eles que você ainda não encontrou seu companheiro,” Rosina respondeu, já que os pais de Felissa não podiam fazer nada a respeito.
“Sim, mas eles vão ficar bravos. Eles não ligam para companheiros de verdade. Tudo o que querem é um nobre que possa cumprir as obrigações do Alfa, já que meu pai quer se aposentar,” Felissa explicou e não pôde deixar de se sentir culpada por não estar à altura do que era esperado como filha deles.
Rosina sabia da situação no Midnight pack. Ela estava preocupada que Felissa teria dificuldades, e ela não estava errada.
“Então o que você vai fazer, Felissa? Eu não vou permitir que alguém se case com um lobo qualquer por causa de status ou riqueza,” Rosina declarou firmemente para que Felissa entendesse que ela não era uma exceção à regra.
“Eu… Eu sei, mas meus pais….” Felissa fez uma pausa e tirou a mão de Rosina.
“Eu entendo, mas como eu disse antes. Você é a filha do Alfa. Você pode liderar o bando sem um companheiro até encontrá-lo. Aprenda a se posicionar, Felissa. Você tem um longo caminho pela frente,” Rosina declarou, encorajando Felissa a pensar no seu futuro também.
“Então… posso ficar aqui por mais alguns dias?” Felissa perguntou com esperança.
“Claro, você pode ficar sempre que quiser,” Rosina respondeu, beliscando as bochechas de Felissa. Ela não pôde deixar de adorar a fofura dela.
“Obrigada,” Felissa respondeu mas não conseguiu dizer a palavra direito.
“Tudo bem, vou acionar a Fina pelo vínculo mental para te guiar até o seu quarto e buscar suas coisas imediatamente,” Rosina informou e acenou para Felissa, despedindo-se.
“Pra onde você vai?” Felissa perguntou, já que queria acompanhar.
“Hmm, é que sabe. O Senhor Fabio me estressou um pouco. Preciso desabafar um pouco a raiva para me acalmar, ou o inferno vai se soltar,” Rosina respondeu com um sorriso gentil. Ela não queria contar a Felissa o que ela iria fazer, já que seria demais para Felissa lidar.
“Posso ir?” Felissa perguntou animada após ouvir que Rosina iria desabafar suas emoções. Ela queria aliviar um pouco do estresse também.
Rosina franziu a testa. Ela estava surpresa que Felissa estava ansiosa para ir junto. “Não acho que você vá aguentar,” ela respondeu.
“Por favor, Rosina. Eu tenho lidado com todos esses problemas jogados em mim. Eu quero botar pra fora!” Felissa elevou sua voz e bateu a mão no peito para mostrar sua dor.
Rosina olhou nos olhos de Felissa e viu a sinceridade e determinação para acompanhá-la. Ela suspirou pesadamente antes de agarrar a mão de Felissa. “Você pode fazer o que quiser. Afinal, temos gostos diferentes,” ela afirmou.
“Tá,” Felissa respondeu, mas ela estava confusa sobre o que Rosina quis dizer, mas mesmo assim a seguiu. Uma alegria começou a fluir em suas veias quando elas desceram para a masmorra.
“Vou te levar para outro quarto depois que você escolher seu brinquedo,” Rosina informou após gesticular para os cavaleiros que guardavam o lugar abrir o portão.
“Umm, certo,” Felissa respondeu, sem certeza do que Rosina queria dizer com isso.
A porta se abriu, revelando a masmorra cheia de lobos em suas roupas esfarrapadas. Todos eles tinham feridas e cicatrizes, mas alguns tinham ferimentos frescos.
Felissa sentiu um arrepio na espinha quando sentiu o cheiro de sangue e carne dentro da masmorra. Ela ficou atrás de Rosina em busca de conforto, caso algo acontecesse.
“Não tenha medo,” Rosina riu de como Felissa parecia fofa quando estava assustada. Ela puxou Felissa para perto enquanto caminhavam mais adiante. Por lá, diversas portas foram avistadas.
Rosina parou e encarou a porta que tinha uma maçaneta verde. “Este será o seu quarto. Todos os tipos de equipamento estão dentro, e você é livre para usá-los como quiser,” ela disse, abrindo a porta para revelar o que tinha dentro.
Felissa ficou boquiaberta quando viu o que tinha dentro. O quarto era pintado de verde pastel com plantas vivas ao lado para uma vista adicional. No meio, havia uma cama com lençóis brancos.
“Que lugar é esse?” Felissa perguntou enquanto entrava. Parecia um quarto comum até que ela viu as ferramentas no carrinho ao lado da cama.
“Hmm, é para o meu prazer. Outros também podem usá-las, e você é uma delas,” Rosina deu de ombros e abriu o armário contendo outros itens.
Felissa respirou fundo ao entender o que estava acontecendo. Ela percebeu que tipo de diversão sua amiga estava fazendo na masmorra.
“Quem são esses lobos lá fora?” Felissa perguntou nervosa.
Rosina sorriu e a puxou consigo. Eles foram para as celas onde os prisioneiros estavam. “Veja, embora tenhamos derrubado o Monarch anterior. Alguns dos aliados dele não aceitam a derrota. Por quê? Porque não podem mais se beneficiar da realeza,” ela explicou.
“E essas pessoas são parte dos que estão contra o novo Monarch?” Felissa perguntou enquanto olhava os rostos dos prisioneiros.
“Sim… Bem, tecnicamente, alguns foram contratados para infiltrar no Palácio e coletar informações para nos destruir, já que sabem que atacar não seria eficaz,” Rosina explicou enquanto olhava nos olhos de Felissa.
“Entendo. Eles estão realmente do lado errado. Eles merecem isso,” Felissa concordou, pois faria o mesmo se um inimigo chegasse a seu bando.
“É bom que você entenda,” Rosina sorriu. Ela estava cuidadosa para não colocar Felissa imediatamente no lado sombrio, mas ficou surpresa com a facilidade com que Felissa se conformou com isso.
“E já que são lobos capturados. Suas vidas agora são inúteis. Eles só trazem dor de cabeça para o bando e consomem o dinheiro do povo já que os alimentamos. Não vou concordar em deixá-los apodrecer aqui sem fazer nada. Então encontro outra forma de torná-los úteis,” Rosina sussurrou, tocando as bochechas de Felissa.
“Agora, minha querida Felissa. Que tal você escolher o seu favorito e vamos ver o que vai acontecer em seguida,” Rosina adicionou e se afastou para Felissa escolher.
Felissa assentiu e olhou para cada lobo. Seu coração batia alto, não de medo, mas de excitação. Ela sentiu que aquele lugar era confortável o suficiente para ser livre e não estar limitada pelas barreiras do mundo externo.
Rosina observava Felissa de longe. Ela recebeu notícias dos cavaleiros sobre alguns animais sendo devorados. O assunto foi deixado de lado depois, já que poderia ser apenas um ataque animal.
Mas Rosina sempre pensou que não era normal no reino animal. Afinal, as marcas de mordida eram de dentes humanos.
“Estarei aqui se precisar de mim,” Rosina assegurou gentilmente a Felissa. Ela caminhou para fazer parecer que ela também estava escolhendo.
“Certo,” Felissa respondeu e continuou procurando até que sua atenção foi capturada por uma jovem mulher no canto. “Você é linda,” ela declarou, agachando-se para olhar mais de perto o rosto da moça.
A moça tremia de medo. Ela tinha marcas antigas na pele e parecia que Rosina não a tocava há um tempo.
“Rosina, escolhi essa aqui,” Felissa radiante, apontando para a cela específica.
“Ah, você tem um ótimo gosto, Felissa,” Rosina sorriu e estalou o dedo. Os cavaleiros lá fora vieram e destrancaram a porta.
“Não! Por favor! NÃÃÃÃOOOO! Me ajude!!!! Eu não quero morrer!” a moça gritou alto enquanto se debatia, esperando ser libertada, mas por mais que ela se esforçasse. Sua força era insuficiente.
“Cavalheiros, por favor, levem a moça para a porta verde,” Rosina declarou, e os cavaleiros obedeceram sem dizer uma palavra.
Para Felissa, era estranho, já que os cavaleiros deveriam sempre se dirigir à Rainha, mas quando os cavaleiros passaram por ela. Ela notou que seus olhos eram vermelhos brilhantes, escondidos atrás do elmo.