A Mordida do Alfa Entre Minhas Pernas - Capítulo 234
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234: O Céu Está Claro Demais 234: O Céu Está Claro Demais Draco estava prestes a entrar na masmorra quando Rosina surgiu, surpreendendo-o.
“Rosina! Você está aqui!” Draco exclamou e espiou para trás dela. Ele estava confuso sobre por que Rosina estava lá quando ele pensava que ela estava com Biagio.
“Sim, estou,” Rosina sorriu inocentemente antes de ficar ao lado dele. “O que você vai fazer?” ela perguntou e se inclinou para frente.
“Vou perguntar aos prisioneiros o que aconteceu naquele dia,” Draco respondeu, indicando a fuga de Cleto.
“Não acho necessário saber, já que ele já se foi. Deveríamos focar no nosso próximo passo,” Rosina declarou e pegou as mãos de Draco e as colocou em suas bochechas, seduzindo-o.
“Tudo bem, se você diz,” Draco respondeu com uma risada e beliscou levemente as bochechas de Rosina. “Você é tão fofa,” ele acrescentou.
Rosina sorriu antes de abraçar Draco. Ambos permaneceram em silêncio e aproveitaram o momento.
Draco franzia a testa, curioso. Estava feliz que Rosina tivesse se apegado e se aberto para ele, mas a mudança foi tão repentina, que o fez ficar desconfiado.
“Rosina, tenho uma pergunta,” Draco disse, afastando Rosina um pouco para olhar em seu rosto. Ele colocou a mão na cintura dela e a levou para fora para passear.
“Qual é?” Rosina perguntou, mas ela tinha tantos palpites em sua cabeça e respostas preparadas.
“Hmm, por que você mudou tão de repente? Quero dizer, você costumava me afastar todas as vezes que tinha uma chance,” Draco franziu os lábios, pois se sentia envergonhado de fazer aquela pergunta e não queria que Rosina pensasse que ele não gostava disso.
Rosina parou de andar e estava prestes a responder, mas Draco falou.
“Não, eu gosto de como você está agora. Não quero dizer isso de maneira negativa,” Draco afirmou, em pânico, o que fez Rosina rir divertida.
“A vida é imprevisível, e eu também. Só queria aproveitar os momentos da minha vida, já que não sei o que vai acontecer em seguida,” Rosina respondeu e sentou na grama, olhando para os outros membros do bando fazendo suas próprias tarefas.
“Entendo,” Draco a seguiu e olhou para o céu limpo. O vento estava fresco, e o sol não estava quente, tornando o clima perfeito.
“O caminho ligando o 13º e o 12º grupo está finalmente feito. Agora podemos viajar de lá para cá com facilidade,” Draco informou satisfeito, mas quando olhou para Rosina, viu a cara de preocupação dela. “Qual é o problema?” ele perguntou.
Rosina balançou a cabeça e forçou um sorriso. “Nada. Estou apenas feliz que o caminho esteja terminado,” ela disse.
“Não, estamos juntos há tanto tempo que meio que entendo suas expressões faciais, sejam falsas ou verdadeiras,” Draco declarou e se inclinou mais perto do rosto de Rosina. “E agora, você está me mostrando uma expressão falsa,” ele acrescentou com sinceridade.
“Haha! Isso é divertido,” Rosina riu enquanto balançava a cabeça. Ela não podia acreditar que Draco era tão observador dela.
“Me conta, Rosina,” Draco insistiu. Ele queria ajudar com o que quer que ela estivesse preocupada.
“Hmm,” Rosina murmurou com um suspiro profundo. “Você sabe sobre a Lua de Sangue, certo?” ela perguntou.
“Ah, a Lua de Sangue, sim. Eu li sobre elas nos livros lá na biblioteca do Palácio,” Draco respondeu e pensou a respeito. “Aparentemente, faz mais de cem anos desde que a Lua de Sangue apareceu no céu,” ele acrescentou.
“Sim, mas você se pergunta o que acontecerá se ela tingir o céu de vermelho novamente?” Rosina perguntou e olhou para o céu brilhante.
Draco franziu a testa, já que o assunto veio do nada. “Isso é algo que te preocupa? Acredito que a Lua de Sangue não virá tão cedo,” ele disse, encolhendo os ombros.
“E se vier? Você sabe o que acontecerá quando ela vier, certo?” Rosina perguntou com firmeza. Ela estava séria com sua pergunta, contudo, Draco estava tranquilo sobre isso.
“Bem, os livros dizem que os lobisomens ficariam fora de controle e que nem mesmo os líderes poderiam fazer nada. Todos ficariam selvagens e irracionais,” Draco respondeu, coçando o queixo em pensamento profundo.
“Sim,” Rosina suspirou e esfregou o rosto. Ela estava estressada com isso, e cada hora era como uma bomba-relógio.
Draco conseguia sentir a preocupação de Rosina. Ele a puxou para mais perto e colocou o queixo sobre sua cabeça.
“Não se preocupe tanto. Lua de Sangue só chega se algo inusitado existir dentro do reino. É o que o livro diz, mas não tenho certeza se é verdade. As pessoas tendem a escrever qualquer coisa,” Draco afirmou, encolhendo os ombros, esperando que isso diminuísse as preocupações de Rosina.
“Entendi,” Rosina assentiu e se encostou no peito de Draco para ele não ver suas expressões faciais.
“Mas por que você pensou nisso, afinal? É um tópico muito incomum para se falar,” Draco perguntou. No íntimo, ele ainda estava incomodado com o assunto e queria saber mais.
“Ah, bem…” Rosina pausou, pois pensava em algum motivo para cobrir a verdade. “Um, estamos em guerra, certo. É um evento incomum. Então pensei que se ocorresse uma Lua de Sangue, seria um mau momento para nós,” ela declarou e pigarreou.
“Se isso acontecer, devemos focar em estar seguros. O Palácio também não fará nada, já que priorizará a si mesmo também,” Draco respondeu. Ele sabia que os Monarcas fariam qualquer coisa por sua segurança, mesmo que fosse necessário sacrificar.
“Mas e se eles usarem isso contra nós? Eles podem colocar suas tropas em cima de nós antes da Lua de Sangue ocorrer e quando o tempo chegar. Seus lobisomens serão mais agressivos,” Rosina respondeu e olhou para cima para ver o rosto de Draco.
“E nós também seremos, mas não se preocupe tanto com a Lua de Sangue. O céu está limpo demais para isso acontecer,” Draco respondeu com um sorriso e acariciou a cabeça de Rosina.
“Draco, se isso acontecer. Eu quero que você fique o mais seguro possível. Quero que você se priorize não importa o que,” Rosina afirmou com firmeza. Sua voz soou clara e não precisava de discussões.
Draco assentiu com a cabeça, mas no fundo, Rosina era sua prioridade.