A Mordida do Alfa Entre Minhas Pernas - Capítulo 192
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192: Os Prisioneiros 192: Os Prisioneiros Rosina observava a cela de Sal para ver se ela tinha um companheiro de cela e viu um homem dormindo no canto. Ela franziu a sobrancelha e abriu a fechadura para verificar quem tinha feito aquilo com Sal, sua espiã.
Rosina colocou a mão na testa de Sal para olhar em suas memórias e viu como ela foi arrastada para a cela, e o homem com Sal a havia abusado sexualmente.
— Que porra é essa? — Rosina exclamou e encarou o homem. Ela estava chocada como o prisioneiro teve a coragem de fazer aquilo em público. Ela olhou para as celas próximas, que não davam a mínima e assistiram a tudo acontecer.
— Ah, isso está me deixando puta — Rosina suspirou fundo. Ela fechou os olhos e tentou se acalmar. Mesmo que Sal fosse uma morta-viva e Rosina detestasse suas entranhas, ela não gostava do seu brinquedo sendo aproveitado por um velho sujo.
Rosina caminhou até o velho homem e estava prestes a chutá-lo quando o lobo ao lado de sua cela fez um gesto para ela parar.
Uma loba suja, com cerca de 25 anos, acenou para Rosina e cruzou os braços para mostrar que Rosina deveria parar o que estava prestes a fazer.
Curiosa, Rosina deu um passo para trás levemente para não mostrar que ela não faria nada.
A prisioneira suspirou aliviada enquanto segurava o peito. Ela olhou para Rosina e para a cela aberta atrás dela.
— Você escapou? — a loba exclamou em choque e rapidamente cobriu a boca para impedir que o barulho escapasse, mas já era tarde.
O homem dentro da cela de Sal acordou irritado.
— Que diabos de barulho você está fazendo, vadia! — o homem cuspiu de raiva e rapidamente agarrou o cabelo da mulher. Ele começou a puxar seu cabelo e socou sua cabeça com grande força.
Rosina assistiu tudo acontecer bem na frente dos seus olhos. Ela estava surpresa e ao mesmo tempo enojada. Isso a fez concluir que o homem era abusivo com as outras lobas nas celas próximas.
‘Mas por que os lobos têm medo dele? Não é como se ele pudesse matá-los sendo também um prisioneiro,’ Rosina pensou e continuou observando já que o homem ainda não havia reconhecido sua presença.
Após alguns minutos, o homem terminou de espancar a prisioneira e voltou para o seu lugar quando seus olhos viram Rosina de pé ali com uma expressão facial de divertimento.
— Como você está? — Rosina disse com um sorriso e acenou para o homem. — O que você fez com esta mulher? — ela perguntou e cruzou os braços.
O homem olhou para Rosina com uma sobrancelha levantada antes de revirar os olhos. Ele resmungou algo em voz baixa antes de ignorá-la.
Os olhos de Rosina estremeceram. O que o homem disse não passou despercebido por sua audição sensível.
— O que disse? Eu sou uma vadia? — Rosina cruzou os braços com um sorriso malicioso. O seu divertimento aumentou ao ouvir as palavras do homem.
— Sim, você é. Agora, pegue essa outra vadia e me deixe em paz — o homem disse e fez um gesto para Rosina se afastar dele enquanto se deitava confortavelmente no velho colchão que tinha dentro.
— Ah, é mesmo? — Rosina sorriu maliciosamente e colocou as mãos na cintura. Ela ficou curiosa sobre a identidade do homem. — Me diz então, quem é você? — ela perguntou e observou o corpo do homem se tensionar com sua pergunta.
Aquela vez, Rosina tinha conseguido a atenção do homem. Ele se sentou e encarou Rosina.
— Você é apenas uma serva, mas ousa perguntar meu nome — o homem disse com escárnio. Ele emanava uma aura arrogante que Rosina não gostava.
— E eu te vejo como nada mais do que um prisioneiro preso neste buraco infernal sem chance de escapar — Rosina respondeu com um tom agudo e irritante. Ela observou enquanto o homem se levantava de raiva.
— Lembre-se do meu nome, vadia! Eu sou Luron Violante! Um Príncipe! — ele disse com orgulho e colocou a palma na frente do peito enquanto tentava parecer mais imponente.
Os olhos de Rosina se arregalaram surpresos que o homem era realmente um Príncipe. Ela nunca tinha encontrado outros Príncipes ou Princesas dentro do Palácio, o que a fez se perguntar para onde eles foram.
— Um Príncipe! Nessa masmorra? — Rosina perguntou e viu Luron acenar com a cabeça. Ele estava esperando que ela se curvasse em submissão, já que ele tinha um título mais alto do que Rosina.
— Então, o que o Príncipe Luron fez para acabar nesse lugar de merda? — Rosina fez bico com um olhar zombeteiro. Ela olhou para o aspecto de Luron e notou sua vestimenta cara, mas desgastada.
Luron abriu a boca para falar, mas nenhuma palavra saiu. Ele virou as costas e suspirou fundo. — Sai daqui! — ele gritou e sentou-se no canto.
Rosina levantou uma sobrancelha. Seus olhos olharam para Sal, ainda inconsciente no chão. Mesmo entendendo que Luron tinha suas próprias experiências traumáticas, ela não queria fazer vista grossa ao que ele havia feito.
Rosina pegou o braço de Sal e puxou-o para seu ombro. O braço saiu facilmente sem nenhum problema. Não havia sangue, apenas músculos ressecados.
— Aqui está pelo que você fez com Sal — Rosina exclamou e acertou a cabeça de Luron com o braço de Sal com toda a sua força. O impacto fez o corpo de Luron voar contra as barras de prata e o fez ficar inconsciente. Ele já estava fraco pela falta de sol e exercício e foi rapidamente nocauteado.
— É o que você ganha por ser um cuzão — Rosina cuspiu e jogou a mão de Sal no chão. Ela pegou um orbe do seu bolso e o quebrou.
Uma espessa nuvem de fumaça a cercou e se espalhou por toda a masmorra. Os prisioneiros começaram a gritar em pânico, já que era incomum para eles, especialmente com a escuridão.
Rosina aproveitou a oportunidade para levar o corpo de Sal embora, trancando-a em outro orbe. Ela invocou um grupo de lobos mortos-vivos para quebrarem as portas das celas.
Os rosnados e grunhidos sinistros ecoaram no lugar. Os prisioneiros se mantinham alerta pela segurança enquanto alguns que estavam na masmorra há muito tempo não estavam nem aí.
Os lobos mortos-vivos usaram suas garras afiadas para cortar as barras de prata; já que estavam mortos, a prata não os afetava.
Levou apenas 60 segundos antes que cada cela fosse destruída.
Rosina abriu um portal para que os lobos mortos-vivos desaparecessem antes que as nuvens de fumaça se dissipassem. Rosina ficou em pé e observou as faces chocadas dos prisioneiros ao verem que podiam escapar.
— Hmm, agora, o que me resta? — Rosina sussurrou e foi até a porta que levava para fora do Palácio. Ela usou o dedo para destrancar a fechadura e saiu da masmorra.
Rosina tirou suas roupas de serva e vestiu seu manto preto. Para sua surpresa, não havia lobos guardando o lugar. Estava abandonado, e até as tochas estavam apagadas.
— Eles têm muita confiança de que os prisioneiros não podem escapar deste lugar. Bem, não me importo — Rosina sussurrou com um dar de ombros. Ela olhou para trás e viu os prisioneiros saindo das celas, um por um.
— Não se preocupem. Vocês têm permissão para sair. Se perguntarem quem fez isso. Digam que foi a Princesa Rosina — Rosina gritou, e a voz dela ecoou na masmorra. Ela seguiu em frente e se certificou de que o lugar estava sem guardas.
Rosina não ligava se os prisioneiros fossem capturados novamente, já que suas vidas não eram sua responsabilidade. Ela queria que eles espalhassem seu nome e causassem estresse ao Palácio. Isso faria os Monarcas mudarem sua atenção de gerenciar os outros bandos.
— Um prisioneiro! — um guarda gritou quando chegou ao local. Eles sacaram suas espadas de prata, mas Rosina rapidamente os matou com suas garras.
Rosina rapidamente tomou os corpos em um orbe enquanto continuava correndo e matando cada guarda que via, enquanto os outros prisioneiros estavam lentamente saindo, correndo com suas vidas e liberdade em jogo.
— Ah, agora está bom — Rosina afirmou antes de ficar de lado e observar os prisioneiros correrem pelo corredor. Eles lançaram um olhar para ela, mas não prestaram muita atenção.
Os servos que estavam no azar naquele lugar gritaram de medo. Isso atraiu a atenção dos outros servos próximos, e os prisioneiros não puderam deixar de matá-los.
— Ah, sangue fresco. Que delícia — Rosina murmurou com um sorriso enquanto dava uma grande inalada no ar. Ela assistiu o caos se desdobrar ao seu redor enquanto alguns prisioneiros pulavam pelas janelas do Palácio para um acesso mais fácil.
Gritos e sangue estavam por todo lado enquanto os cavaleiros se reuniam na tentativa de capturar e matar os prisioneiros, mas como era inesperado e pela falta de mão de obra em Sabrecrown, os cavaleiros estavam em desvantagem.
— Sempre me diverte como o Sabrecrown sempre perde, mesmo sendo para ser a principal potência do reino dos Lobisomens — Rosina se encostou na janela e riu da batalha acontecendo lá embaixo.
— Bem, o que devo fazer agora? — Rosina perguntou a si mesma com um olhar entediado. Ela precisava sair de lá também.